Notas iniciais
Eu sei.... Faz 1 mês... 1 MÊS?! WTF?! Sinto muito mesmo, minha vida ta uma loucura e eu tava repleta de provas e trabalhos todas as semanas esse último mês (além de outros problemas também), especialmente agora no final do período da universidade... Não vejo a hora das minhas férias e BOAS NOTÍCIAS, entro de férias no final do mês YAY! Postarei com mais frequência se Deus quiser! Espero que gostem do cap e desculpem os erros... Amo muitíssima vocês! Boa leitura!

Patricia Ginevra Potter — POV's

No final do dia, desci os longos sete lances de escadarias juntamente de Malina e Tom, com o objetivo de jantarmos no Salão Principal quando algo atingiu a minha mente e me forçou a parar o passo. Ambos se voltaram para mim ligeiramente confusos e apenas sorri amarelo em sua direção.

—Esqueci! Eu esqueci de enviar a carta para a mamãe! E vocês sabem como ela fica irritada quando não damos notícia... Especialmente quando eu não dou notícia — Como a mais marota da família e a única garota, era quem meus pais mais esperavam que falasse com eles, não que eu esteja me gabando, porém são apenas fatos — Eu vou no Corujal e já volto!

Anunciei antes de começar a subir a grande escadaria o mais rápido que pudesse. Quando já estava alcançando o andar que habitavam as corujas de Hogwarts e seus membros, me deparei com um grupo de estudantes subindo juntos, encarei-os e consegui distinguir: meu irmão mais velho, juntamente das demais jogadoras da Gryffindor, Lary e Marie, além de Leny, uma Ravenclaw e Coraliny, uma Gryffindor, neta de George Weasley. Levantei a sobrancelha direita indignada. Eles estavam conversando baixo entre si: o que estariam tramando ou escondendo?

Esqueci momentaneamente o que deveria fazer, pois a curiosidade tomou conta de todo o meu corpo e sai em disparada atrás deles. Agarrei as vestes de meu irmão e o puxei para que se voltasse até mim.

—Patricia? — Max me encarou surpreso — O que foi?

—Eu quem lhe pergunto. O que estão fazendo? — Arqueio uma sobrancelha e franzo os lábios.

O garoto pareceu ligeiramente nervoso quando desviou o olhar para as garotas que estavam junto dele e também haviam parado de andar, uma vez que ele parara. Ele pareceu pedir ajuda com os olhos. Aquele gesto fez com que desconfiasse dele. Como poderia estar escondendo algo de mim?

Marie e Lary se entreolharam antes de descerem até nós para ajudá-lo. A ruiva sorriu em minha direção, antes de começar a falar, enquanto a loira pousara o braço sobre o ombro de meu irmão e cochichava algo em seu ouvido. Baixo o suficiente para que eu não ouvisse.

—Olha, vamos apenas tirar dúvidas com um professor... Nada com que deva se preocupar — Marie parecia segura e isso soou como verdade em meus ouvidos, mas senti uma pitada de omissão.

Porque alunos de diferentes anos estariam tirando uma dúvida com o mesmo professor? Qual seria essa tão importante dúvida?

—Isso mesmo, Tiça. Ah... Já comeu? Mamãe não ficaria nada feliz de saber que você não está se alimentando direito.

Lary concordou com a cabeça e entrelaçou suas mãos enquanto o braço direito ainda estava pousado no ombro esquerdo de meu irmão. Eu sabia o que estavam tentando fazer: eles pretendiam mudar de assunto para me distrair.

—Não mude de assunto. Sei muito bem que estão escondendo alguma coisa... Se não porque parecem tão nervosos? E que mesma duvida teriam estudantes de três diferentes séries? Além disso porque a Lary cochichou com o Max? O que eu não deveria ouvir? — Questionei com os braços cruzados e intimidadora — Tudo bem. Se não me falarem, eu vou descobrir. Não há como esconder nada de uma Potter!

Dei meia volta de sai em direção do Corujal. Nem mesmo me certifiquei de se eles continuaram a subir. Eu sabia o que deveria fazer e se até mesmo meu irmão resolvesse fazer parte desses segredos, eu não precisaria dele. Eu tenho dois aliados bem melhores, com quem contar: Malina e Tom.

Logo após despachar a carta com o destino de nossa casa, no centro da grande Londres, sai em disparada pelos corredores e escadarias até o Salão Principal. Só parei para recompor o fôlego, quando me deparei com o casal sentado um ao lado do outro na longa mesa da Gryffindor. Mal havia despejado em seu prato quase toda a salada de ervilhas e um enorme pedaço de peixe frito, já Tom ainda estava decidindo o que comer, quando bati a mão esquerda na mesa e roubei a atenção de ambos.

—Tiça o que foi? Veio correndo até aqui? — Thomas me perguntou ao notar que estava com a respiração falha e, provavelmente, o rosto vermelho.

—Também está com tanta fome assim? — Foi a vez de Mal, porém os cortei antes que continuassem com as perguntas.

—Gente vocês não vão acreditar no que eu acabei de ver! — Eles me encararam curiosos — Maxwell, Lary, Leny, Marie e Coraliny estão escondendo algo de nós! Eles não quiseram me contar, mas estavam cochichando sobre alguma coisa e nós precisamos descobrir o que é.

—Ah... É isso? — Malina suspirou aliviada, provavelmente ela pensara que era algo pior — Podemos descobrir depois do jantar...

A morena colocou uma enorme garfada entre os lábios, no entanto a puxei, fazendo assim com que se levantasse e, em seguida, fiz o mesmo com meu irmão. Comecei a arrastá-los para fora do salão.

—Tem que ser agora! Enquanto eles ainda estão lá! E preciso da ajuda de vocês...

—Espera, Pati! Eu estou com muita fome! — Mal reclamou e revirei os olhos.

—Você sempre Ta com fome! E isso é mais importante! Pode ter a ver com a Violet!

Eu sabia bem como persuadi-la. No momento em que citei o nome de sua irmã, a garota parou de puxar o braço para se soltar e começou S andar ao meu lado calmamente. Então, Tom se voltou para mim inseguro:

—O que teremos que fazer? Não é nada perigoso, não é? Porque...

—Relaxa, Thomas... Vamos, precisamos ir até a comunal primeiro.

Caminhei a frente enquanto guiava-os escadas acima em direção ao sétimo andar e o quadro da mulher gorda.

~•~

No momento em que chegamos a nossa comunal, caracterizada pelas cores vermelha e dourada, me voltei para o casal atrás de mim, que para ofegante por termos subido tantos lances de escadas desde o primeiro andar. Os puxei para mais perto, de modo que os gryffindors que estavam espalhados pela sala, não nos escutasse ou desconfiasse de nada.

—Certo. Precisamos de duas coisas para pegarmos Maxwell e as meninas em cheio! — Declarei — Malina, nos espere aqui, pois já voltamos. Agora, Tom preciso que entre no quarto de Max escondido e apanhe a sua capa de invisibilidade, a que ele herdou de papai, que herdara do vovô Harry. Enquanto eu vou pegar o Mapa do Maroto, ok?

Ambos me encararam. A morena assentiu com a cabeça e seus olhos azuis cintilantes estavam atentos, porém o garotinho moreno arregalou os olhos e balançou a cabeça.

—Eu não posso invadir o quarto do Max! Porque eu tenho que fazer isso? Nem sei onde ele quarta a capa! — Choramingou — Ei, e como você tem o mapa de o papai quarta ele na estante de trofeus de Quadribol?

Sorri orgulhosamente. Eu havia feito o mesmo que meu pai fizera em seu primeiro ano em Hogwarts, quando roubara o mapa do escritório de meu avô Harry e me orgulhava de ser a herdeira marota de nossa família, apesar de Maxwell também não ser lá um ótimo menino, como talvez Thomas fosse.

—Eu o peguei. Vi onde o papai guardou a chave e peguei antes de irmos À Toca. Acho que não somos os primogênitos, mas merecemos alguma coisa. Agora, vá precisamos localizá-lo e segui-lo sem que ele nos veja e não podemos entrar nos dormitórios masculinos, mas você pode!

Malina concordou com a cabeça e Tommy fez cara feia, enquanto começava a se dispersar. Ele ainda parecia nervoso, mas fui até ele é o tranquilizei:

—Eu sei que você consegue! Você é um Potter! Você pode tudo, Tom e eu confio em você, maninho — Apertei a bochecha do meu irmão e ele sorriu levemente para mim.

Assim, Mal também fui até ele é colocou a mão em seu ombro:

—Nós confiamos em você. Boa sorte, Tommy! — O garoto sorriu para ela e saiu em direção ao dormitório.

Me virei e caminhei pelo lado contrário até o corredor pelo qual se dividia as portas dos quartos de papa os anos da Gryffindor feminina. Adentrei a primeira delas, onde eu e Malina dormíamos junto com as demais primeiranistas e agradeci mentalmente por estar completamente vazio. Me agachei e puxei meu malão de baixo da cama. O abri, revelando alguns de meus tesouros ou, quem sabe, manutenção da loja de logros de meu tio avô, além de doces extras e, é claro, o Mapa do Maroto confiscado de meu pai.

Sorri assim que estendi o papel em frente aos meus olhos, fechei o malão novamente e o empurrei para baixo da cama, antes de sair do quarto e disparar até Malina. Um tempo depois, que havíamos ficado esperando por meu irmão, e já estava começando a achar que ele iria amarelar, embora acreditasse realmente que ele fosse capaz, escutamos um sussurro próximo de nossos ouvidos.

—O que foi isso? — Mal rodopiou enquanto procurava por alguém próximo de nós.

—Ei... Psiu... Estou aqui! A capa! — Naquele momento foi que percebi que se tratava de Thomas.

Abri os lábios em um sorriso e Malina fez sinal de positivo para o local onde achávamos que ele estaria, invisível. Assim, saímos os três em direção ao quadro da Madame Gorda e caminhamos corredor a fora.

—Bom trabalho, Tom! — Malina parabenizou-o.

—Eu quase morri! Quando achei a capa em meio às roupas dele, um garoto quintanista abriu a porta e tive que ser ligeiro e me vestir antes que ele notasse alguma coisa. Por sorte, ele não percebeu quando eu passe por ele, indivisível e caminhei até vocês! — Apesar de ainda assustado, talvez estivesse tremendo um pouco por baixo da capa, Thomas tinha um leve tom de entusiasmo na voz.

—Certo — Os parei e olhei ao redor. Ninguém. Então, retirei a varinha de dentro das vestes e apontei para o papel antigo ainda em minha mão — Juro solenemente não fazer nada de bom — Declarei e toquei a ponta da varinha na folha.

Quase que imediatamente, o papel começou a se transformar em um mapa bastante grande e detalhado de Hogwarts. Contendo todas as suas salas e membros, por todo e qualquer lugar que estivessem. Sorri enquanto procurava atentamente pelo pontinho que representasse meu irmão. Alguns segundos depois e o encontrei: 'Maxwell Potter', que estava juntamente das meninas em uma das salas de professores. Talvez eles realmente tivessem uma dúvida... Mas ainda sim não explicava que ela fosse geral entre tantas classes... Mas tinha uma forma de descobrir.

—Encontrei! Eles estão na sala de Adivinhação. Precisamos nos esconder embaixo da capa e irmos até lá, despistadamente.

Malina assentiu e aposto que Thomas também, pois ele abriu a capa para que entrássemos e dividíssemos daquele grande, porém abafado, espaço. Uma vez invisíveis, começamos a nos deslocar, fazendo o possível para permanecermos colados e camuflados, em direção à Maxwell.

Frederich Norman Malfoy — POV's

Depois que terminara minha última aula do dia, sendo Aritmancia, me dirigi até o Salão Principal, onde normalmente jantava juntamente de meu irmão, Klaus, e seu melhor amigo, Brendan. Eles já estavam sentados na ponta, aquela mais próxima à porta, da mesa da Ravenclaw. Brendan costumava sentar conosco na mesa de nossa casa para podermos conversar e passar um tempo juntos enquanto jantávamos, uma vez que ele era um Gryffindor e não um Ravenclaw, diferentemente de meu irmão e eu.

—Olá! O que temos para hoje? — Os cumprimentei e me joguei ao lado de Klaus na mesa — Hum... Salada de ervilhas, arroz, peixe frito direto do Lago Negro e, um dos meus favoritos, purê de batata! — Comecei a colocar um pouco de tudo em meu prato, porém abusei do purê enquanto os meninos já haviam começado a comer.

—Preparado para os NOM's? Eu acabei de ter a melhor ideia para irmos brilhantes nos NIEM's! — Brendan abriu os lábios em um enorme sorriso e Klaus revirou os olhos, brincalhão.

—O que foi? — Perguntei enquanto dava uma colherada no purê.

—Eu já havia percebido que a Jessie Potter, do nosso ano, está bastante concentrada nos exames finais. Ela passa o tempo todo estudando e na biblioteca, então, foi aí que tive a brilhante ideia de chamá-la pra ser nossa companheira 'barra' professora em um grupo de estudos para os NIEM's! Acabamos de perguntá-la e ela aceitou! — Ele exclamou contente e confiante, em seguida, levantou a mão direita para Klaus, que completou o toque com um Hi-5.

Dei uma leve risada enquanto saciava a minha fome, porém logo, desviei o olhar para meu irmão e levantei e abaixei as sobrancelhas rapidamente, fazendo com que ele prestasse atenção em mim e fizesse uma expressão surpresa. Dessa forma, desviei o olhar para a mesa da Gryffindor, em direção, a algumas meninas, as quais conhecíamos bem, e meu irmão mais velho finalmente entendeu meu recado, por isso, revirou os olhos e disparou:

—Nem comece, Norman! — Quando estava realmente chateado, assim como nossos pais e irmã, Klaus me chamava pelo nome do meio, exatamente da mesma maneira que nos referíamos a ele como Vicent, seu primeiro nome.

—O que ele fez? — Brendan dividiu o olhar entre nós dois, extremamente confuso.

—Hum, não contou a ele? — Indaguei contente por ter sido o único a quem ele confiara.

—Contar o que? — Brendan questionou encarando Klaus.

—Não há nada para contar!

—Ah, há sim! Ele tem uma inspiração para suas musicas! — O cortei e respondi, Brendan levantou as sobrancelhas.

—Uma garota? Quer dizer, uma garota? — Assenti e Klaus abaixou a cabeça derrotado — Quem? — A curiosidade tomou conta de Brendan e ele levantou os lábios em um sorrisinho.

Despistadamente apontei para a mesa dos leões, na direção exata, onde estavam sentadas duas estudantes de cabelos escuros pouco abaixo dos ombros. Elas estavam conversando enquanto comiam. Brendan soltou um pequeno riso e meu irmão levantou o olhar para observá-lo.

—Então, é a... — Ele não pode terminar a frase, pois Klaus tapou-lhe a boca antes que o fizesse.

—Não diga o nome! — Exclamou, porém logo percebeu o quão exaltado estava e abaixou a voz — Alguém pode conhecê-la e escutar...

—Calma... Mas é mesmo ela? — O moreno indagou ainda encarando a dupla da Gryffindor.

—Sim. Ela mesma — Afirmei e pisquei para Brendan, ele logo captou o que estava pensando e começamos a cantar — Klaus Ta apaixonado! Klaus Ta apaixonado! Klaus Ta...

Na terceira frase, o garoto deu um soco no meu estômago e chutou a canela do amigo, para que parássemos de chamar a atenção de todos no salão para nós. Até mesmo as garotas se viraram e nos encararam. A menor franziu a testa e a mais velha levantou a sobrancelha direita.

—Calem a boca! — Ele sussurrou, gemi baixinho de dor. Aos poucos as pessoas pararam de nos encarar — Ela só é uma inspiração... Aliás, se tem alguém apaixonado aqui é você!

Franzi o cenho e desviei o olhar para Brendan. Ele também não pareceu entender completamente do que Klaus estaria falando, porém ele continuou.

—Você sempre fica falando com ou da Violet, vai assistir Quadribol por causa dela, você não viu a sua cara, mas estava realmente assustado quando ela sofreu aquele acidente e depois ficou ajudando ela a todo momento, não saia de perto dela quando estava machucada — Concluiu — Você gosta dela. Confessa. Você Ta apaixonado por ela.

—Ah, corta essa! Você é que tem que chegar logo nela e... — Contudo as palavras simplesmente sumiram de meus lábios.

Até aquele exato momento eu não havia pensado sobre o assunto de fato. Eu vivia implicando com meu irmão por conta da paixãozinha dele e nem me dera conta do óbvio. Eu realmente gostava muito de estar com a Violet. Éramos próximos e eu me sentia bem com a amizade dela. Quando estávamos juntos era como se nada mais fosse preciso, talvez eu não soubesse que estava começando a desenvolve sentimentos por ela porque antes nunca passara por isso com ninguém, era novidade para mim. Todavia Klaus sabia como era se sentir assim por alguém e percebera o que eu estava passando de cara.

—Espera... Eu gosto da Violet? — Perguntei confuso e surpreso ao mesmo tempo, porém totalmente aliviado. Desviei o olhar para a mesa da Hufflepuff e notei-a sentada comendo sozinha, uma vez que as amigas ainda não haviam melhorado. Ela parecia um pouco triste com isso e me senti desolado da mesma forma em não vê-la tão bela, sorrindo — E-eu gosto da Violet...

Concordei e, não consegui parar de observá-la, até o momento em que a bela morena levantou seus olhos azuis cintilantes de encontro aos meus e abriu os lábios levemente em um sorriso vivo. Ela acenou para mim, que não consegui fazer nada a não ser sentir minhas bochechas queimarem e meu estômago revirar. Ela havia sorrido para mim... Por mim. Ela estava chateada por conta das amigas até então, porém quando me vira seu humor mudara completamente. Isso me fez sentir, de alguma forma, realizado.

Marie Weasley — POV's

Estava muito nervosa quando alcançamos o alçapão que dava para a sala de aula de Adivinhação. Senti meus dedos formigarem quando levantei a mão para girar a maçaneta. Assim que adentramos o local nos deparamos com a sala escura, a não ser pelas várias velas perfumadas e a fumaça de incenso espalhada por todo o lugar. Pigarreei alto para que o professor percebesse nossa presença.

—Pois não? — Ele apareceu em meio às sombras e caminhou em nossa direção.

—Ahn, temos uma pergunta... Sobre a matéria — Comecei um pouco sem jeito.

—Só estamos fazendo uma pesquisa — Coraliny tomou a frente, ela parecia bem mais segura.

—Podemos fazer algumas perguntas? — Leny sugeriu.

O homem alto de cabelos alourados nos entreolhou, um por um, antes de puxar uma das cadeiras, que serviam para os alunos e sentar-se, em seguida, estendeu a mão para indicar que deveríamos também. Me sentei ao lado de Maxwell e Leny, Coraliny sentou ao lado do professor e Lary atrás de Max.

—O que os trás todos aqui? — Elliot dividiu o olhar entre nós cinco mais uma vez — Quais seriam as perguntas? Mas estão fazendo uma pesquisa... Sobre o que? Sou o único professor que lesiona essa matéria em Hogwarts desde que a antiga professora falecera e não passei nenhuma tarefa, muito menos uma que fosse igual para três anos diferentes.

Certamente parecíamos suspeitos. Maxwell e Coraliny eram quintanistas. Leny e eu, quartanistas e Lary, sextanista. Eu não conseguia encontrar as palavras por onde começar e muito menos como fazer com que o professor não desconfiasse de nada. Não queríamos que ele nos proibisse de investigar algo, que para eles estava fora do nosso alcance. Lary foi mais rápida e jogou suas palavras como cartas na mesa, sobre ele:

—Estamos fazendo uma pesquisa para estádio... Max e eu estamos decidindo qual carreira seguir quando sairmos de Hogwarts e como presto os NIEM's ano que vem, já tenho que saber bem o que seguir, certo Max? — O moreno a sua frente concordou com a cabeça.

—Exatamente. Lary e eu estávamos pesquisando sobre... — Sabíamos que ele queria ser jogador de Quadribol assim como o pai e a irmã mais nova, mas mesmo assim estava se esforçando para ajudar-nos.

A loira de cabelos curtos colocou a mão sobre a dele, como se pedisse para que a deixasse tomar o controle da situação e continuou:

—Eu estou pensando em seguir carreira na área de jornalismo... Acho essa área realmente interessante e por isso, queria fazer algumas perguntas... Te entrevistar, porque acho que é um dos professores mais experientes em Hogwarts — Lary sorriu da forma mais segura possível. Ela sabia como forjar uma situação.

—Ótimo. Pode perguntar — O professor cruzou as pernas e abraçou o joelho com as mãos.

—Ahn... Bem, como sabemos as profecias foram bastante importantes em nossa história até hoje... Principalmente aquela que designou quem poderia salvar os mundos bruxo e trouxa do poder do Lorde das Trevas... Por isso, queria fazer umas perguntas sobre esse tema... — Lary começou um pouco nervosa. Maxwell apertou sua mão ainda sobre a dele como se a encorajasse. A garota olhou-o de relance, porém se voltou para o professor.

Senti um arrepio pelo meu corpo ao vê-los em tanto contato. Não entendi realmente o porquê daquela sensação, mas sabia de uma coisa: era eu quem deveria dar suporte à minha amiga. Ela estava me ajudando e eu deveria ajudá-la, não ele. Me senti levemente insignificante

Enquanto estava lutando em meus pensamentos, tive a sensação de algo vindo do alçapão, porém ao me virar não notei nada de diferente. Provavelmente, havíamos esquecido aberto e era apenas o vento, mas tive a sensação de que alguém entrara no recinto.

—Eu andei pesquisando sobre as profecias e uma frase me chamou a atenção... Quando retrata sobre inocentes, o que poderia estar querendo dizer? Esta falando de pessoas imaturas? Ou...

Ela deu uma pausa para que o professor pudesse responder. Elliot assentiu e, em seguida, descruzou as pernas e começou a falar:

—Bem, pode ter muitos significados. Especificamente, depende muito do contexto. Qual frase chamou sua atenção?

—Ah... — A garota começou a enrolar as pontas dos cabelos, ela estava começando a ficar nervosa — Eu não me lembro muito bem... Apenas que falava sobre os inocentes serem os únicos que poderiam fazer algo para ajudar, talvez, salvar alguém ou algum lugar... Mas acho que tinha haver com magia...

—Entendo seu ponto de vista. Acho que nessa situação equivale tanto a pessoas inocentes no sentido de não terem atingido a maturidade quanto a idade e quanto a magia. Ou seja, certamente estava se referindo aos jovens em treinamento, que tem menos de 17 anos.

—Oh... — Leny e Coraliny se entreolharam. Algo surgiu em seus olhos.

Tudo estava começando a fazer mais sentido. Embora, ainda fosse complicado. Eu previra que Hogwarts estava com problemas, mas não fora a única. Acabei por me lembrar de que no dia da Cerimônia de Seleção, o Chapéu Seletor fizera o mesmo. Ele dissera isso através de sua canção. A única diferença entre a minha profecia era a de que deixava claro quem seria capaz de salvá-la: nós, que ainda estávamos treinando para dominarmos todos os nossos poderes, ainda éramos imaturos em magia, mas também não éramos maiores de idade ainda, bem, a maioria de nós.

—Tem mais alguma pergunta, senhorita Malfoy? — O professor permaneceu nos encarando enquanto estávamos me silêncio e digeríamos tudo.

—Ah... Já conseguimos tudo, quer dizer... Eu gostei muito de entrevistar... Mas o tempo é curto, então... — A loira começou a se levantar e os demais a seguiram, porém uma dúvida veio à minha mente e os parei.

—Espera, professor, qual a idade correta para se fazer uma profecia certa? Mesmo sendo clarividente... Há como alguém com menos de 17 anos fazê-lo?

Mesmo que tivesse feito algo grandioso e estive orgulhosa de mim mesma, apesar de assustada com o grau da situação, ainda tinha dúvidas de se havia feito correto. Não haviam lá muitos registros de profecias em nossa história que tivessem sido feitas por menores.

—Bom, acredito que esteja falando de você mesma agora, não é, senhorita Weasley? — O professor me encarou nos olhos, abaixei o semblante — Todos sabemos sobre a sua previsão e foi bastante precoce para sua idade e experiência, contudo não fique preocupada com isso. Temos os melhores bruxos resolvendo todos os problemas de Hogwarts agora. O Conselho já foi acionado e tomará as melhores iniciativas.

Assenti com a cabeça e me virei para caminhar de volta com meus amigos. Eles também retornaram a andar, quando senti uma mão sobre meu ombro, esta me fazendo parar. Olhei de relance, por cima do ombro, para o professor.

—E mais uma coisa — Ele começou com o tom baixo e calmo — Você é uma grande clarividente. Pode apostar que sim. Tenho orgulho de tê-la como aluna desde o ano passado. E fez algo poderoso e de estrema importância, Marie, e isso é maravilhoso, continue em treinamento e será uma das maiores da história do mundo bruxo.

Abri os lábios em um sorriso. Ele não só respondera a minha pergunta como me elogiara. Aquilo fez com que me sentisse muito melhor, a preocupação que tinha havia ido embora e a única coisa que consegui fazer, foi abraçá-lo em um impulso.

—Obrigada, você é meu professor favorito — Sussurrei de volta e quando nos separamos, ele piscou para mim.

Caminhei de volta até o pessoal, que já havia descido o alçapão, ainda com sorriso estampado no rosto, nem mesmo o problema com Hogwarts conseguia fazer minha alegria e orgulho desaparecer. Tratei de fechar o alçapão, respirei fundo e corri para alcançar minhas melhores amigas. Entrelacei os braços em Lary e Leny e caminhamos juntas, com Maxwell e Coraliny ao lado.

Júlia Potter — POV's

Logo que, terminamos de jantar, Jessie e Hazel juntas na mesa da Gryffindor, e eu com Raimond Corner, um garoto da Slytherin, que me chamara para comer junto dele na mesa de sua casa. Fazia um tempo que eu já notava que o garoto, de cabelos longos e castanhos, na altura de sua ombros, estava me olhando, mas não tinha certeza do porquê até ele resolver tomar a iniciativa e vir falar comigo.

Passamos todo o tempo conversando enquanto nos saciávamos, seus dois melhores amigos sentaram sozinhos dessa vez, para que ficássemos sós. No início não estava nem um pouco à vontade, porém assim que começamos a conversar, o desconforto foi me abandonando e, de certa forma, ele tinha bons assuntos e não deixara o papo morrer, mesmo que tivesse uma vez começado a falar sobre o tempo:

—Hum... Está começando a esfriar, não é? Logo, o outono virá.

Concordei com a cabeça e revirei os olhos, quando ele fez o comentário. Que ideia foi aquela de falar sobre as estações? Era quase suicida se referir ao clima no primeiro 'encontro', se é que podemos chamar assim. Patético.

—Bom, mas tem uma coisa boa também com a vinda do frio — Dei uma gole no meu suco — Teremos o baile do dia 31 de Outubro e, bem, se é que me entende... Eu amaria ter sua companhia — Levantei o olhar.

Até que o garoto estava se saindo muito bem. Ele conseguia contornar a situação e me fez ruborizar, o que era bastante incomum. Eu não costumava ficar envergonhada por qualquer coisa e muito menos fazia o tipo de garotinha apaixonada. Na verdade, eu era mais uma observadora e cupido, do que o centro das atenções, todavia ele me fizera sentir que tinha o foco sobre mim e, embora não fosse meu estado normal, eu gostara da sensação.

Agora, depois que terminara de comer e me encontrara novamente com minhas irmãs, nos dirigimos até a nossa comunal toda juntas. Hazel entrelaçara em nossos braços e começara a tagarelar sobre o seu dia com o entusiasmo de sempre, até chegarmos ao quadro da mulher gorda.

Me aproximei da porta e ditei a senha atual "Pudim de figo", assim ela girou para que nos desse passagem e entramos. Nós jogamos em um dos sofás vermelhos vazios, de frente para a grande lareira acessa, e finalmente, Haz fez o que estava esperando. Me encarou com os olhos brilhando e abriu a boca:

—Então Ju... Ta namorando agora é? Quando ia nos contar?

—Não pensa essas coisas — Soltei dando de ombros — Eu não estou namorando. Raimond apenas me convidou para jantar com ele, mas isso não diz nada, além do mais acabamos de nos conhecer. Antes apenas dividíamos a mesma sala, não era como se fôssemos conhecidos, quem dirá amigos.

A morena levantou as sobrancelhas duvidosa e desviei os olhos, entediada. Meu olhar foi de encontro a Jess, nossa outra irmã. Uma morena alta, que estava calada e mexia na barra das suas vestes, me lembrei de nossa conversa e não pude me conter:

—O assunto não sou eu aqui e, sim, Jess.

—O que tem a Jess? — Haz perguntou confusa e amarrando seu cabelo em um coque frouxo.

—Ela está nos escondendo algo tem um tempo e acho que não deveríamos ter segredos. Lembra Jessie?

A garota nos encarou e assentiu, então, nos puxou para mais perto e sussurrou:

—Ta legal. A Júlia percebeu que eu estou... Apaixonada... E eu não contei antes, porque estava confusa e com medo, mas eu não quero ter segredos de vocês.

—Mas por quem... Por quem Ta apaixonada? — Hazel pareceu pensar em alguém e isso a fez hesitar.

—Por um garoto que vocês conhecem. Ele é do meu ano e sempre passamos a véspera de Hogwarts e o natal juntos n'A Toca.

—Ele Ta no sétimo ano? — Hazel questionou e a morena afirmou — Quer dizer que está apaixonada pel...

—Shii! — A cortei, Hazel estava falando alto demais — Fale mais baixo, mas sim é ele. E agora eles vão ficar ainda mais próximos estudando para os NIEM's juntos — Brinquei e fiz cócegas na mais velha.

A menor sorrio de leve, porém não me acompanhou. Ela apenas permaneceu encarando Jessie por um tempo, talvez estivesse chateada por ela não nos ter contado antes, porém logo mudamos de assunto e a morena segurou em nossas mãos.

—Me desculpem não contar antes. Eu prometo que não escondo mais nada de vocês — Todas concordamos e nos abraçamos bem forte.

A nossa união era realmente poderosa para ser quebrada por apenas um segredinho bobo.

Lilith Saphire Noble — POV's

No momento em que eu e Jack terminamos de jantar, caminhamos até a nossa comunal, nas masmorras. Assim que alcançamos o local, passeei os olhos ao redor do corredor escuro, antes de entrarmos na sala verde e prata, uma vez se não queria de maneira nenhuma que alguém escutasse nossa conversa e, provavelmente, o salão estaria repleto de alunos.

—Jack — Puxei-o pelo braço para mais perto — Bom, parece que Ta funcionando direitinho — Soltei um leve sorriso.

O moreno concordou com a cabeça e sussurrou de volta:

—Ta sim. Eu falei para você que faria um ótimo trabalho — Ele continuava se gabando para cima de mim — Vamos dar muito certo juntos.

O garoto pegou em minha mão. Rapidamente, a retirei. Ele também tentava ultrapassar a linha entre o nosso relacionamento, que embora ele parecesse não perceber era estritamente profissional. Eu até conseguia entender que por ser meio veela conseguia facilmente encantar aos homens, porém não ficava nada confortável perto dele, não sabia se era porque o moreno era bastante insistente ou outro motivo, mas recuei mais uma vez.

—Bem, fez um ótimo trabalho, mas... Agora vamos entrar.

O garoto colocou a mão em meu ombro, me fazendo estremecer com a sua proximidade. Retirei o braço de Jack para longe de mim e caminhei à frente. No momento em que estava à frente da porta de nossa comunal, escutei um barulho e me virei. Uma garota de cabelos repletos de mechas azuladas estava passando no corredor e derrubara um livro que segurava. Jack abaixou-se para pegar e estendeu para ela, que o apanhou sem nem ao menos agradecer e o encarou de cima a baixo antes de dar meia volta.

Era Joey. Ela havia mudado a cor do cabelo mais uma vez, contudo continuava a mesma. Ela me encarou da mesma forma que a seu primo e passou por mim, esbarrando em meu ombro. Fuzilei-a com o olhar. Aquela garota realmente me deixava com os nervos à flor da pela, talvez fosse por esse motivo que aceitara a ajuda de seu ex único amigo para colocar meu plano em pratica, porque assim poderia irritá-la sem nenhum esforço.

Assim que, ela adentrou nossa comunal a segui com Jack, logo atrás, em direção a aconchegante sala verde e prata, que avistava o interior do Lago Negro, em suas janelas.

Notas finais
Prof Elliot Krum -- http://sm.ign.com/ign_pt/screenshot/default/chris-evans-012_3h5y.jpg (Chris Evans) Raimond Corner -- https://images-na.ssl-images-amazon.com/images/M/MV5BODYwMjIxNzcwNl5BMl5BanBnXkFtZTcwMTkwNjUwOQ@@._V1_SY1000_CR0,0,786,1000_AL_.jpg (Blake Michael) EU PROMETO QUE ATÉ O FIM DO MÊS (PROVAVELMENTE FIM DE SEMANA QUE VEM OU UM POUQUINHO DEPOIS) VOU POSTAR MAIS UM CAP QUE JÁ ESTOU ESCREVENDO E SPOILER TRARÁ MUITAS NOVIDADES POIS PASSARÃO CERCA DE 2 SEMANAS... O QUE NOS LEVA A...? LOGO, SABERÃO! PS. QUEM AINDA NÃO RESPONDEU MINHAS PERGUNTAS DO CAP 11 OU DEIXOU PARA RESPONDER DEPOIS POR FAVOR RESPONDE, SENÃO IREI CRIAR AS RESPOSTAS ESPECIFICAMENTE DE SEUS PERSONAGENS RELACIONADAS A ISSO, EIU MESMA! XOXO