Notas iniciais
Lembrando que o parque que eu falei no capitulo anterior é um parque tipo um parque Nacional, com árvores e florestas Ok? Boa leitura~ ^^ ♥

A situação de Mary era trágica, que sentia tanta dor ao ponto de não conseguir sentir nenhum sentimento, ela estava completamente vazia. Ao parar de gritar de agonia, as lagrimas continuavam a descer de seus olhos como se uma cachoeira descesse de seu coração partido, ela estava diante de um desespero total na qual impedia de sentir qualquer coisa. Seus olhos estavam profundamente perdidos, pareciam não enxergar nada, mesmo ao estarem completamente abertos. Ela já sentiu tanta dor, que não se importaria se morresse ali, na verdade era o que mais desejava, para deixar de ser apenas um fardo e desaparecer. Isso era extremamente cruel para uma menina de acabou de fazer apenas 6 anos de vida.

Mas ao mesmo tempo, surgiu uma sombra de trás das árvores, se revelando. Era um menino lobo que aparentava ter a mesma idade de Mary. "Será que o meu desejo pode ser finalmente realizado?" Foi a única coisa que se passou na cabeça de Mary. O menino que parecia ler a sua mente com apenas um olhar penetrante em seus olhos, sentia um aperto em seu coração. Ele com apenas um olhar, pôde entender a dor de Mary, uma dor que seus pais não puderam entender por 6 anos.

—"Onde estão os seus pais?"

Disse o menino com uma voz gentil e aconchegante. Apesar que a menina, que estava em um estado de choque e paralisada, não falou nada, nem sequer se mexeu.

—"De onde você veio?"

O menino insistia, mas a menina novamente, não havia movido um músculo. O menino sentia a profundeza de trás dos olhos de Mary, e por isso não se conformava apenas deixando ela ali, sozinha, naquela situação. Tudo o que ela queria, era ser largada ali para que não atrapalhasse mais a vida de ninguém como sempre havia feito.

—"Eu não posso simplesmente te abandonar aqui"

Ao ouvir essas palavras da boca do menino, com apenas poucas palavras, sentiu que sua vida poderia mudar. Por mais que seu coração gritasse por ajuda, ela já havia várias feridas emocionais que a marcaram e a amaldiçoaram por todo esse tempo. Seus olhos pareciam finalmente ganhar vida, e Mary parou de chorar. Sem voz e ainda trêmula e desidratada, ela ainda tentava ficar de pé. Nesse momento o menino estendeu a mão, e sorriu. Confusa, Mary não conseguia entender por que o menino tentava ajuda-la, mas também não tinha forças para pergunta-lo. Ao segurar a mão do garoto, e levantar-se, toda sua visão ficou embaçada, e tudo parecia ficar preto, foi dessa forma que Mary, desmaiou. O menino lobo que estava em sua frente a segurou antes de cair no chão, com aquele corpo frágil de ovelha, e sem forças, não se surpreendeu ao ver a garota caindo em seus braços.

—"Você deve ter passado por muitas coisas, muito mais que eu. Não se preocupe vai dar tudo certo."

Disse o menino com um sorriso no rosto e Mary nos braços, carregando ela até dentro da floresta.

No meio da floresta, havia um caminho sombreado por árvores enormes, e uma trilha que levava à algum lugar, longe daquele parque. No final da longa trilha, havia uma área isolada e rodeada por grama e cercada por árvores. Era digno de se chamar de "Um local Secreto". Nesse esconderijo dentro das profundezas da florestas, havia uma casa branca e humilde. O menino levou Mary até a casa, que tinha livros espalhados para todos os lados, e a colocou no sofá azul da sala. O garoto tirou dentro de um quarto misterioso, um lençol branco e macio, e deu para Mary usar enquanto dormia. Ele preparou uma caneca de chocolate quente na cozinha, e guardou em um local visível. Até que ele se sentou na frente do sofá e a observava. Havia somente eles dois dentro da casa. Ele observou Mary até pegar no sono.

Assim que Mary acordou, ela se deparou com o menino lobo, dormindo sentado ao lado de seu sofá. Ela olhou ao redor e reparou na estranha casa do garoto. Ao se levantar, ela encontrou um livro bem grande e grosso em cima de uma mesa de madeira, estava escrito "Conto de fadas". Mary estava curiosa, mas estava faminta. Apesar de se sentir culpada pelo menino estar dormindo e não ter condição de pergunta-lo, ela foi direto à cozinha e encontrou a caneca de chocolate quente que ele havia deixado. Ao pegar a caneca, ela encontrou um papel grudado à caneca dizendo "Para a menina Ovelha". Emocionada uma pequena lagrima desceu de seu rosto. Ninguém até agora tinha se importado tanto com ela, e nem mesmo tratado da forma carinhosa que o menino a estava tratando. Com um gentil sorriso em seu rosto ela bebeu todo o chocolate quente, e sentiu seu próprio coração aquecido. Mas Mary não sabia como explicar essa sensação, será que o chocolate quente havia aquecido seu coração? Ou será que essa sensação foi por causa da gentileza do menino? Por mais que se perguntasse, ela não tinha respostas, só apenas poderia agradecer ao garoto.

Mary estava extremamente grata, e por isso decidiu fazer um favor. Nesse momento ela começou a pegar todos os livros que estavam separados pela casa. As enormes teias de aranha indicavam que pareciam estar bagunçado por meses ou anos. Por algum motivo o menino parecia não ter coragem de retirar ou mexer nos livros jogados no chão. Apesar de apenas querer ajudar, ela hesitou por um momento. "Mas, será que eu realmente deveria ter juntado esses livros? Será que eu estou atrapalhando?", nesse momento ela tinha medo de se tornar novamente um fardo, mas desta vez um fardo para quem acabou de tratar ela com tanto carinho. Mas por um momento se sentiu aliviada, depois de sentir uma sensação em seu coração, de que agora estaria tudo bem. Mary então manteve seu foco, e tentava arrumar a casa. O problema era que Mary, nunca havia sido ensinada a cuidar da casa, portanto era uma verdadeira desastrada. Apesar disso ela tentava seu melhor.

Notas finais
Obrigado por lerem até agora, espero que tenham gostado!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.