Hitori De Itakunai
5 2 dias antes...
Notas iniciais
Bem aqui vai mais um capitulo, espero que gostem e espero que nao esteja ficando muito massante, é só porque os sonhos são importantes no desenvolver da história, ok?
- Não... Não era suposto isso estar acontecendo... Por favor, que não seja o que eu estou esperando – ele acordara cedo nesse dia, cedo demais na verdade, mas não tinha como continuar dormindo após ter ouvido um grito agonizante vindo do banheiro. Ele levantou-se de súbito, tentando se desenrolar do cobertor que estava todo emaranhado ao seu redor, a noite havia sido agitada, não era estranho estar assim tão enrolado à volta dele, só que ele esperava que ela estivesse junto a ele, que acordaria ele ao seu lado, não por causa de seu grito.
Depois de muito esforço, levantou-se da cama e foi tateando a parede ate encontrar o interruptor da luz. Acendeu-a e andou até a origem do grito. Estava assustado, pelo grito, pela causa dele e pela pessoa que o deu. Andou até a porta do banheiro, viu uma pequena mancha escura escapando por ela. Abriu-a devagar, estava tudo escuro, acendeu a luz e viu a cortina em volta da banheira fechada. A mancha escura que havia na entrada era vermelha e tinha um cheiro familiar, o cheiro familiar de sangue e o cheiro familiar dela. Andou pesarosamente até a banheira, esperando simplesmente encontra-la tomando banho, como muitas vezes ele já vira, presenciara e acompanhara. A cortina estava azul como sempre, tirando uma fina linha escarlate que ia de ponta a ponta e que era da mesma altura da banheira.
Sutilmente segurou a ponta da cortina e começou a puxa-la. Durante todo o processo fazia uma pequena oração para que não fosse o que ele achava. Enquanto andava sentiu uma brisa passar por ele, mas desapareceu tão rapidamente quanto chegou.
- Não... Não... Porque de novo isso? Não era para isso estar acontecendo. Não era para ela estar assim... Não era – mas era o que ele esperava, infelizmente era. Ajoelhado ao lado da banheira, vendo o cabelo loiro dela flutuando na “agua” e também grudado em seu rosto, ele retirou-o de sua face, ainda estava bela como sempre foi.
Ele não se deu por vencido, mesmo vendo a banheira cheia, não de agua, mas sim de sangue, mesmo vendo seus olhos fechados e a boca entreaberta, com os lábios roxos, mesmo vendo sua palidez anormal, mesmo não ouvindo seu coração bater, mesmo não vendo seu peito fazer o movimento típico de uma pessoa que respira, ele passou seu braço esquerdo atrás das costas dela e o braço direito passou por detrás do joelho, ele levantou-se a levando consigo, encharcado sua roupa e deixando-a com uma cor avermelhada, que provavelmente nunca sairia, ele se ajoelhou no chão e deixou-a em seus braços, segurando-a com o braço esquerdo, ele pegou o pulso dela com a mão livre. Queria sentir sua pulsação, não iria desistir. Mas não tinha como senti-la, porque simplesmente ambos os pulsos dela estavam aberto, ainda sagravam um pouco, uma pulseira escarlate cercava seu pulso, era uma visão desagradável. Ele abaixou sua cabeça, deixando seus cabelos róseos cobrirem seu rosto, sua visão começara a se distorcer, algo quente começou a passar por sua bochecha, primeiramente pensava que era a mão dela, mas ele ainda a segurava, o mais doloroso era saber que o calor que essa mão lhe oferecera algumas horas atrás, não existiam mais. Nesse momento, o único calor que existia realmente, era o das lagrimas que saiam de seus olhos, mesmo porque a chama em seu coração se apagara.
- Ittai! Minha cabeça! – sentou-se no chão duro de madeira ao lado da cama de dossel; fora uma queda dolorosa, foi com a cabeça direta no chão, mas isso foi o melhor a acontecer, pois dessa forma tinha a certeza de que tudo não passou de um sonho.
Foi ao banheiro, tinha que tomar um banho, acordara encharcado de suor, molhando propriamente a cama, felizmente Happy ainda dormia, não iria suportar ter que lhe contar o porquê disso. Despiu a pouca roupa que tinha, jogou-a no chão e foi para o chuveiro. Provavelmente Lucy ao ver aquele banheiro deveria ter ido à loucura. Ele tinha uma cor muito agradável de um rosa pendendo para o branco. A pia era de mármore com as torneiras douradas. Sabonetes com aromas agradáveis de ervas. As toalhas de um branco imaculado com um bordado artístico em suas pontas. A banheira era feita do mesmo material da pia, porem tinha mais aparência de pedra. Bem, mas isso seria coisa que somente Lucy notaria, pois Natsu estava mais entretido num banho quente de 40° e em refletir sobre mais um sonho bizarro.
O sonho até o momento fora o pior de todos, mostrando-a de uma forma muito mais cruel e repugnante, podia propriamente lembra-se do cheiro de seu sangue saindo de seus pulsos. Todo o sonho estava claro em sua cabeça, porem uma coisa ainda estava confusa. Se ela se matou, porque gritara? Quer dizer, só havia os dois na casa, a janela estava fechada por dentro, não havia como abri-la. A porta estava trancada, não havia mais ninguém lá, a única solução logica seria que ela causou a própria morte... Mas será que seria mesmo isso? Ou será que alguém a... matou...?
=^_^=
- Ponto final, mais um capitulo terminado. E com esse, só faltam 28! – disse uma garota de cabelos loiros se espreguiçando na cadeira, tinha um sorriso iluminado nos lábios. Finalmente estava progredindo com seu romance, porque com Natsu por perto, isso era meio impossível.
Uma brisa suave, porem fria entrou no quarto através da janela que estava aberta, mas isso não fazia sentido, já que ela a fechou antes.
- Voce vai mata-lo...
- Kyah! – berrou ela pulando em cima da cama. Tremia de medo. Uma voz sombria sussurrara em seu ouvido, ela procurava pelo quarto, mas não encontrava nada, levantou-se da cama e começou a vasculhar o apartamento, mas nada encontrou. Era somente sua imaginação. Ela subiu novamente na cama, com o proposito de fechar a janela, porem viu a lua em seu esplendor e ficou observando por alguns momentos. Ela sentiu um vento frio passando por fora da casa, iria fechar a janela e depois dormir.
- Voce vai mata-lo... – sussurrou a voz novamente em seu ouvido, uma voz maléfica e sombria, horrível. Um arrepio percorreu seu corpo, estava com medo. Tentou se virar para ver quem estava lá, mas não conseguiu mover um musculo, estava paralisada, com os braços abertos e as mãos segurando a janela para fecha-la. – Voce vai mata-lo... mas não permitirei isso... irei mata-la antes que faça qualquer coisa a meu filho. – Lucy começou a se mover contra sua vontade, nem gritar conseguia. Ela se dirigiu a porta do apartamento, abriu-a e desceu a escada. Saiu do prédio. Começou a andar a margem do córrego. Ouviu alguém chama-la, não conseguia ver quem era, ou mesmo ouvir sua voz, só que sabia quem era de certa forma, um sentimento caloroso invadiu-a, aqueceu-a, então ela não temeu mais. Ela virou-se para ele, já estava na margem do córrego virada para o mesmo, seus olhos estavam encharcados por lagrimas e sofrimento, então, murmurou, podendo só ela ouvir o que dizia:
- Gomen, Natsu... – com isso, virou-se de frente para o córrego, destemida, e deu um passo a frente, adentrou no córrego e sucumbiu a morte.
- Que horror... sonhar com sua própria morte é algo terrível... que sentimento desagradável – murmurava Lucy depois de ter desperto daquele sonho macabro. Saia da cama em direção ao banheiro. Precisava tomar um banho, não suportava ficar grudenta por causa do suor.
Ela ligou o chuveiro, despiu sua roupa colocando na cesta ao lado da pia, entrou debaixo da ducha. Ao contrario do que Natsu pensava Lucy não notou a riqueza e grandeza do banheiro, sua cabeça estava em outro lugar...
- Aaaaahhhh... que coisa boa... nada melhor que um banho frio para acordar... – ela dizia isso, mas seu coração ainda estava pesado por causa do pesadelo. Sentia aquele sussurro em seu ouvido ainda. Ele dizia que ela iria matar alguém, mas quem? Só se lembrava dessa voz lhe dizendo isso e também o choque de seu corpo caindo na agua. Sentia também mais uma coisa, mas no caso, era a falta dela, sabia que estava esquecendo algo... mas não lembrava o que...
Natsu, Lucy e Happy iriam se encontrar no salão principal para o desjejum, todos deveriam vestir-se a rigor na presença do magnata que os chamara.
=^_^=
- Bem, a missão de vocês é bem simples. Vocês tem que localizar o relógio, pega-lo e traze-lo até mim. Simples, não? – falou um homem com um sorriso simpático no rosto. O senhor roliço estava sentado em um sofá branco de couro, parecia não muito confortável. A sala tinha uma decoração agradável aos olhos. Tinha um papel de parede creme e bege, formando imagens que pareciam folhas e flores. A sala era bem servida de quadros ao seu redor, tanto de natureza morta e abstrato, como também de pessoas, que ao que pareciam ser da família do homem. Uma raque, com um belo buque de flores dentro de um vaso de cristal em cima, estava encostada a parede atrás do sofá onde o senhor estava sentado, enfeitando a parede um extenso espelho com moldura dourada estava pendurado. O senhor se sentava na frente dos magos. Ele era um pouco calvo no topo da cabeça, mas nos lados tinha cabelos brancos e castanhos escuros. Vestia-se a rigor, com um terno preto, camisa branca e uma gravata preta. Em sua juventude deveria ter sido muito belo, porem a velhice consumiu tudo isso.
- Sim, iremos dar o nosso melhor, Sr. Namaenai. – disse Lucy dando um sorriso amável para ele.
- Aaahhhh! Já estou ficando empolgado! – berrou Natsu ao seu lado soltando fogo pela boca, quase atingindo a grande iluminaria de cristais sobre suas cabeças.
- Aye, sir! – com isso os três saíram da mansão deixando as empregadas indignadas com tamanho desrespeito. O homem simplesmente olhava para porta por onde eles saíram com um grande sorriso nos lábios. As memorias de sua juventude ainda estavam frescas em sua cabeça. Pena que esse tempo foi consumido tão rapidamente pensou com tristeza.
=^_^=
Natsu e Lucy ainda estavam um pouco perturbados com o sonho, não sabiam exatamente o peso que eles carregavam, então preferiam também não dar muita atenção.
- Bem, pelo que ele nos disse o relógio esta escondido em algum lugar ao sul de Higashi, no momento estamos no este, devemos levar mais de um dia para chegar até lá, isso se... formos a pé, então pegaremos uma carruagem! – disse Lucy decidida. Natsu olhou alarmado.
- Não! De jeito nenhum! Não vou andar de carruagem nunca – ugh... Acho que vou vomitar... Desde quando já estamos aqui dentro? – perguntou Natsu sentido náuseas devido ao balançar da carruagem.
- Hm? Bem, eu imaginava que fosse contra, então já tinha pedido uma carruagem a um dos mordomos, alias, também uma guia vai nos ajudar, já que não sabemos o local onde se encontra o relógio.
- Mas, Lucy, se eles já sabem onde esta porque precisam da nossa ajuda? – perguntou Happy confuso
- Bem, foi dito que o Sr. Namaenai já havia mandado outras pessoas, mas nenhuma voltou, e as que voltaram, não conseguiram ir muito adiante, pois era muito perigoso e monstros os atacavam, então teve que recorrer aos magos – disse Lucy explicando com paciência, afinal, tudo isso já havia sido dito antes.
A noite caia e a paisagem escurecia conforme ela chegava. O anoitecer lhes presenteou com uma linda visão do céu azul profundo em seu esplendor, decorado com pontos brilhantes nele, mais conhecidos como estrelas, que lhe dava um ar majestoso. A lua, maravilhosa assim como no sonho de Lucy, estava decrescente e na horizontal, como se fosse um sorriso. Era curioso, mas ao vê-la Lucy se sentiu confortada e amparada. Seu sonho já não a perturbava tanto, mas ainda sim a incomodava, principalmente por sentir que estava esquecendo-se de algo muito importante, como o fato de saber que alguém estava lá a chamando, mas não saber quem era, apesar de que no sonho sabia quem era... Aaahhh!! Isso é muito confuso, a melhor coisa a fazer no momento é dormir, como o Natsu fazia no momento, na verdade ele estava desmaiado, isso sim.
- Mago-san, Maga-san e neko-san, já chegamos a nosso destino. – disse uma mulher de cabelos laranja longos, eles estavam jogados para um lado, caindo como uma cascata pelos ombros até a cintura. Seus olhos tinham um tom esverdeado, com pequena manchas castanhas eles. Lentamente se sentaram e foram recebidos por um sorriso gracioso da moça.
- Final... mente... – balbuciou Natsu tentando sair da carruagem.
- Eu te ajudo Natsu – falou o fiel corcel Happy ao seu lado dando um apoio.
- Bem, então, aonde é, Missy? Só tem montanha por aqui... – disse Lucy dirigindo-se a guia, olhando ao redor vendo uma cadeia de montanhas e a areia os cercando.
- Ah sim, esta ali. – apontou para uma pequena gruta numa montanha extensa que estava à frente deles – Podemos prosseguir?
- Hai... – disseram em uníssono. Era muito estranho eles estarem num lugar onde estava um calor de 40º sendo que as montanhas estavas cobertas de gelo.
Andaram até a base da montanha e viram uma entrada que dava a uma caverna banhada pelas trevas, parecia uma escuridão infinita. Era uma entrada simples, sem segredos, sem portas, sem códigos, sem palavras magicas, simplesmente uma caverna como qualquer outra.
- Então, vamos? – disse Missy guiando o time para dentro da caverna. Missy foi à frente, para poder abrir o caminho, Lucy foi logo atrás para poder ver o que havia a frente, porem nada via, nem mesmo um pedregulho fincado na terra logo a frente de seus pés, no qual ela tropeçou, mas conseguiu não cair ao se apoiar sobre a parede, no entanto, esse foi seu erro, com o seu simples toque o chão começou a tremer.
- Natsu! Cuidado! – Happy berrou para seu companheiro a sua frente. Bem acima de sua cabeças uma fileira de estalactites se seguia e com o sacolejar da caverna, elas se desprenderam do teto. Felizmente gatos tinham uma ótima visão noturna, e isso salvou a vida de Natsu, que reagiu rapidamente, pulando assim para frente fora do alcance das estalactites que pendiam no teto.
- Natsu, você esta bem? – perguntou Lucy correndo em direção a ele.
- Hahahaha, claro que estou bem, quem você acha que eu sou? – disse Natsu dando risada da preocupação tola da amiga.
Como era tonta, aquele é Natsu, não são umas pedrinhas afiadas que caem do teto que vão feri-lo.
- Você vai mata-lo...
Tão sombria como em seu próprio sonho, a voz foi sussurrada em seu ouvido, podendo somente ela ouvir seja lá o que aquilo for. Assustada, Lucy pôde simplesmente tremer, arregalar os olhos, colocar a mão na cabeça e se culpar. Talvez a melhor coisa que pudesse fazer seria mesmo sair do lado de Natsu...
Notas finais
Agradeço pelos reviews e favoritos, mas ainda fico feliz se comentarem e favoritarem.
~Nyan =3
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