Hit Me Like A Man.

1 Primeiros dias, primeiras impressões.


Notas iniciais
Oi! É minha primeira fanfic de Naruto e minha primeira YAOI, então... Espero que gostem.

Sasuke.

É. Acho que é isso. É aqui, nesse quarto que só cabe duas camas e um armário, que eu vou passar o resto da vida. Pior: O armário é metade do meu antigo. Por que mesmo eu tive a ideia de morar na faculdade? Algo me diz que vou me arrepender.

Botei minha mala no pé da cama e mais que depressa tirei os sapatos e me deitei. Ah silêncio como eu te amo. Fechei os olhos e me concentrei no pequeno mundo de Sasuke, que era tão perfeito quanto eu, não me leve a mal.

Ah, vai dizer que eu não sou bonitão? O gene Uchiha corre pelas minhas veias, hidrata minha pele, espeta meus cabelos e me deixa gostosão. Ok, agora fui um pouco convencido.

Resolvi me levantar para desfazer minha mala.

De acordo com a secretaria da faculdade, eu teria um companheiro de quarto... Uzumaki Naruto. Fala sério, quem se chama Naruto? Que nome mais tosco. Ocupei metade do armário, deixando o resto em minha mala e pensando a falta que eu sentiria de um quarto só para mim.

Eu tenho um irmão chamado Uchiha Itachi, mas nós nunca dividimos um quarto, quanto mais um armário. Se tem uma coisa que eu odeio em meu irmão, é que eu nasci irremediavelmente parecido com ele. Se não fosse pelas linhas de expressão que meu querido aniki tem, eu poderia dizer que somos gêmeos. Eu sou o gêmeo bonito.

Eu tenho uma autoestima do tamanho do mundo. Apesar de ser gay, já peguei muitas garotas. E não, não são garotas que meus pais pagaram para aparecer comigo em eventos, são garotas que eu mesmo conquistei.

Escutei uma batida na porta e me levantei para ver quem era, quando abri a dita cuja, adivinha quem estava do lado de fora? Isso mesmo: ninguém. Eu já ia fechar a porta, fulo da vida, quando percebi um bilhete colado na madeira. Anunciava que algum grupo seleto da faculdade havia fechado uma boate para a recepção dos calouros e eu estava convidado. Tsc, babacas.

Fui até o banheiro, arrumando minhas coisas lá... Sabe, escova de dente, gel de cabelo, spray de cabelo, meu pente da sorte, meu xampu, meu condicionador... Espero que meu companheiro de quarto nem pense em tocar nos meus produtos! Afinal, ele deve ser só mais um nerd bolsista que se esforçou mais que a própria vida para estar aqui. Aliás, cadê ele?

Mandei a minha dúvida se foder e sentei na cama de novo. Porra, eu não tinha nada pra fazer pelo resto do dia, eu talvez pudesse ir naquela “social” dos meus futuros aporrinhadores de saco. Estou ficando mau humorado que nem o Fugaku, estou ficando mau humorado como o Fugaku... Ok, eu vou!

Mas já que eu vou, temos que começar a preparação em grande estilo. Corri até minha mala e peguei meu iPod no bolsinho, plugando no meu mini amplificador e levei para o banheiro.

[Hot mess – Cobra Starship]

Depois de pular, dançar e quase cair trezentas vezes, decidi que talvez fosse hora de sair do banho. Olhei pela janela do quarto e já estava escurecendo... Merda. Vesti uma roupa que não ressaltasse toda minha verdadeira beleza, e fui até a lanchonete do prédio, na esperança de comer algo antes de ir mandar uma carta de ódio ao meu fígado. Dentre o refinado buffet temos: pizza, ramén e... Isso. É. Escolhi por comer ramén, apesar de não gostar muito.

Comecei a comer calmamente, afinal, naquela festa não teria nada demais mesmo.

Sinto que estou sendo observado e quando levanto a cabeça, dou de cara com uma menina de cabelos rosa me olhando. Quando eu digo menina, eu realmente quis dizer uma menina. Ela devia ser uns 15 cm mais baixa que eu, de olhos verdes, cabelos rosa (devia ser porque é fã da Kate Perry), uma cara de babaca e com menos peitos que eu, que sou homem. Além do fato da testa dela ser do tamanho de um outdoor.

– Posso ajudar? – Interrompi minha nem tão maravilhosa refeição, e lhe encarei.

Os olhos da menina brilharam e eu pude jurar que a qualquer momento ela cairia dura diante de mim.

– Está tudo bem com você? – Franzi as sobrancelhas.

– Estou bem! Nee, você é o Sasuke-kun?

Vadiazinha abusada, nem me conhece e já se acha no direito de usar o sufixo íntimo. Como estava com pressa, resolvi não reclamar e apenas assenti.

– Sou Haruno Sakura! Moro no quarto no andar de baixo e...

– Espere! Você estuda nessa faculdade? Garota, você parece ter dezesseis anos. – Voltei a comer meu ramén, vendo como a criança se explicaria.

– Só por causa do meu cabelo?!

A encarei por alguns segundos, ponderando se eu respondia o que estava pensando, ou se apenas jogaria fora o resto do ramén e voltaria para meu quarto.

– Não, é porque você é reta que nem uma porta.

Próxima página do Facebook? Sasuke sincero.

Pronto, ela iria chorar. Mas que se foda, que chorasse... Menina irritante. Peguei o resto do meu ramén e joguei no lixo, voltando para o meu quarto. Por incrível que pareça, a garota me seguiu o caminho todo sem dar um suspiro, porque Deus é bom. Me tranquei no quarto e respirei fundo, e tive que repetir o processo mais quinhentas vezes já que encontrara a maior zona de toda a minha vida. Na cama paralela a minha havia um saco de biscoito aberto, cuecas e blusas jogadas e os lençóis estavam perfeitamente desarrumados... Céus seria Naruto um bagunceiro de primeira?! Resolvi não saber, olhei para o banheiro e vi a luz acesa, presumindo que o mesmo estava tomando banho, troquei de roupa, dei uma última olhada em mim e saí com o tal bilhete na mão buscando o endereço da boate.

[...]

Catatônico. Era assim que eu me sentia no meio de tanta gente alcoolizada, luzes psicodélicas, música moderna e pessoas se agarrando. E eu? Ah, eu estava apenas sentado no bar, bebendo meu precioso uísque e assistindo garotas pegando santo... Ou dançando, chame como quiser.

Virei-me para pedir ao bar man mais uma dose, até que senti duas mãos fechando sobre meus olhos. Primeira reação? Descer o cacete no filho da puta. Segunda reação? A reação Uchiha: ficar calmo, impassível e manter a voz branda.

– Quem é? – Controle o ódio, Sasuke. Não podemos estripar ou matar ninguém, você será preso, Sasuke.

– Vai dizer que não sabe? – Oh, eu sei. Desfiz o ‘abraço’ que as mãos faziam por sobre meu rosto e encarei o rosto da irritante cor-de-rosa.

– Você... Ah... De novo?

Eu não conseguia lembrar o nome da garota, só depois de encará-la por muito tempo e não consegui reconhece-la, olhei para o lado e vi que ela não estava sozinha. Juntas deviam estar as futuras integrantes do meu fã clube. Uma loira e uma ruiva. A loira era uma gostosa, apesar de gay, eu devia admitir. A ruiva... Nossa, eu preferia nunca ter tido que olhar para o rosto daquela garota.

– Sasuke-kun! – As três gritaram juntas. Fiz a primeira coisa que me veio em mente, e apesar de não dever, eu fiz.

– GAY. GAY. SOU GAY. – E saí andando. Subi as escadas e me esgueirei em qualquer lugar e lá fiquei. Garotos e garotas passaram por mim, jogando cantadas e eu apenas ficava quieto. Bebi muito... Já deu pra entender no que deu não é? Quando dei por mim, estava entrando no meu quarto, errando a fechadura pelo menos cinco vezes.

Quando eu finalmente consegui abrir a porta, minha fadiga, meu cansaço e principalmente minhas alucinações de bêbado, se dissiparam. Dissiparam-se quando eu vi aquela bunda perfeita em uma linda cueca preta. Então esse era Naruto.

Dei a volta na cama dele do melhor jeito que eu podia, tentando observa-lo do jeito que desse, porém o imbecil estava dormindo de bruços. Mas céus! Que bunda era aquela? Tentei dormir o máximo de tempo que pude, mas não é nada fácil com um colega de quarto com a bunda de um deus grego. Quando finalmente consegui pregar os olhos por mais de duas horas, acordo e o que vejo? Um quarto vazio. Merda! E outra: estou atrasado para a primeira aula.

Me arrumei o mais rápido possível, ignorando o fato de não estar tão bonito quanto poderia. Cheguei à aula e adivinhem o único lugar vago? Do lado de um moleque branco como papel e estranhamente “bem humorado”, com o sorriso mais cínico que eu já havia visto.

Depois de alguns segundos descobri que o nome do cara era Sai e tive que ignorar todas as piadinhas infames sobre o nome dele que me vieram na cabeça. E logo ali, na fileira do canto esquerdo, na ultima cadeira, estava Naruto. Pela primeira vez pude ver o rosto dele direito. Ele era bronzeado, com os olhos azuis mais surreais que eu já vi, os cabelos loiros espetados em todas as direções e o que eu suponho serem cicatrizes em seu rosto. Mesmo com elas, ele jamais conseguiria ser feio. Naruto era displicente, rebelde... Dava para ver pela careta que ele fazia, como se a ideia de estar na faculdade o entediasse mais que ver a tinta da parede secar.

Ele estava totalmente de lado na cadeira, apoiando as costas na parede, com as pernas abertas e a blusa laranja e preta com alguns botões abertos. Literalmente, Naruto exalava masculinidade. E isso me fazia ficar quase duro dentro das calças. E sabe o mais frustrante? Eu tinha quase certeza que ele me vira de madrugada, ou pelo menos de manhã quando acordou e... E nem olhou para mim na aula! Nenhuma vez.

Que se foda! Talvez ele não tenha nem me olhado... Mesmo. Continuei meu dia normal e graças a Alá, agora eu não tenho aula e vou almoçar. Como meu querido pai ainda não depositou a quantia exigida por mim em minha conta, tive que ir na maldita lanchonete que fui ontem a noite. Mais uma vez comi ramén. Dois dias aqui e eu daria tudo para ver um yakisoba. Uma pessoa se sentou na minha frente e eu já estava preparado para dar de cara com a... irritante, isso a irritante ou qualquer outra do clube dela. Porém dei de cara com o menino que eu sentei do lado hoje, o Sai-e-não-volta-nunca-mais. Ok, não me aguentei.

– Olá – Cínico, sonso, escroto... Palavras que definem os sorrisos que esse menino dá.

– Oi. Sou Uchiha Sasuke. – E por que caralhos eu fui simpático? O moleque sorriu e novo e eu quase pulei no pescoço dele. Cara, ele me irrita muito!

Ele ficou um tempo calado, me analisando, e encarando meu ramén. Quase que o caldo do prato secou, de tanto que Sai encarava. Eu estava quase levantando para tirar aquele sorrisinho idiota do rosto dele, quando ele me solta a seguinte frase:

– Vejo que divide muitos gostos em comum com seu parceiro de quarto.

– O que quer dizer com isso?

– Os dois se atrasam, os dois comem ramén... – Maneou a cabeça para o lado, me indicando um Naruto comendo ramén de porco como se fosse a coisa mais gostosa da face da Terra. – Vá logo falar com ele, mais um pouco e seus olhos caíam na aula.

Ah, cacete. Eu tinha deixado tão na cara assim? Se acalme, Sasuke! Você é um Uchiha e não uma garota colegial.

– E o que te leva a acreditar que eu estou interessado em manter uma amizade com Uzumaki Naruto? Apenas estava observando se meu futuro companheiro de quarto não era um psicopata. – Mentira. Sai riu e eu desisti de entender o porquê aquele menino achava graça em tudo. Fala sério! Ninguém pode ser feliz assim o tempo todo.

– Claro, claro... Eu vou para meu dormitório, quando você perceber o quanto é gay, me avise. Quarto 213.

QUAL O PROBLEMA DESSE GAROTO? Quase levantei para enforca-lo ali mesmo, mas lembrei de todas as leis que me levariam a ser preso. O que eu fiz então? Segui o conselho do Sai-correndo e fui falar com Naruto. É, a piadinha veio de novo.

Sentei-me em sua frente e ele não tirou os olhos do ramén. Ok, qual é meu nome mesmo? Só pra lembrar.

– Ham... Olá. – “OLÁ”, SASUKE? SÉRIO? ISSO É O MELHOR QUE VOCÊ PODE FAZER? – Sou seu companheiro de quarto, e como não tivemos a oportunidade de falar ainda...

– Hm. – Ele levantou a cabeça, beleza. Minhas pernas praticamente viraram gelatina. – Sou Uzumaki Naruto, e pelo seu fã clube, você deve ser Uchiha Sasuke.

– Eu tenho um fã clube?!

Eu não achei que aquelas irritantes realmente fariam um fã clube para mim, mas já que fizeram, será que Naruto quer se filiar ao grupo?

– Tem. Acho que quase metade da faculdade já está nele... Afinal, vem de herança. Conheci seu irmão tem um tempo... Uchiha Itachi. – Ele riu como se lembrasse de alguma coisa.

– De onde conheceu ele?

– Sua mãe e minha mãe são amigas de longa data, Sasuke-san. Sou três anos mais novo que Itachi, mas ainda assim brincávamos um pouco quando menores.

Itachi era 6 anos mais velho que eu, o que significava que Naruto tinha 23 anos de pura gostosura. Itachi é um cara legal, tem 26 anos e eu devo confessar que tenho uma tara por meu irmão... Aliás, quem não tem? Eu me acho mais bonito que ele, mas aquele jeito do aniki é capaz de tirar a sanidade de qualquer um, e foi daí que me veio uma dúvida que eu preferi não verbalizar por hora.

– Ah sim, quando vocês brincavam, eu provavelmente devia estar babando em meu carrinho de bebê. – Sorri de lado e Naruto riu um pouco. Ótimo, fiz ele rir! Maravilha!

– Na-Naruto-kun...

Quem é a chocadeira que interrompeu?! Olhei para cima, pronto pra fuzilar a maldita draga que interrompeu minha primeira conversa com Naruto. Uma garota baixinha, de cabelos pretos azulados e que tinha as íris dos olhos tão claras que eu podia jurar que ela era cega.

–Oi, Hina-chan! – Chan? Kun? Que intimidade pra cima do macho dos outros. – Sasuke-san, essa é Hyuuga Hinata, minha namorada.

PARA O MUNDO. Namorada? Na-mo-ra-da?! Como se não bastasse, ele é hétero! Sasuke, não é todo mundo que é viado, entenda... Entenda um cacete, que pelo menos a namorada dele fosse mais bonita.

– Prazer, Hinata-san. Sou Uchiha Sasuke e como nada que é bom dura... Agora eu tenho aula, se me derem licença. – Saí dali antes que fizesse minha primeira chacina. É, eu tenho muitos instintos criminosos.

Notas finais
Desculpem por qualquer erro, ainda não tenho beta. Mas e então, comentários?