Hit Me Like A Man.
15 "Bônus game".
Notas iniciais
E é com muita dor no coração que eu venho postar o epílogo da melhor fanfic que eu já escrevi (com isso quero dizer: a que me deu mais prazer em escrever).
Pode não estar 100% satisfatório para todos que esperaram um final clichêzíssimo, mas eu quis dar a impressão que todas as "aventuras" deles continuam.
Então... Boa leitura, eu amo vocês!
P.S: Tenho que agradecer ao meu lindinho, Killua, por ter recomendado a história. Te amo, viu?
Pode não estar 100% satisfatório para todos que esperaram um final clichêzíssimo, mas eu quis dar a impressão que todas as "aventuras" deles continuam.
Então... Boa leitura, eu amo vocês!
P.S: Tenho que agradecer ao meu lindinho, Killua, por ter recomendado a história. Te amo, viu?
Dois anos depois.
Sasuke. Não me batam, não me xinguem e nem me julguem, eu estava ocupado e por isso não andei narrando minhas aventuras durante dois anos. E se não gostaram, vão chupar uma rola. Eu hein, querem se meter tanto na minha vida que se eu fico sem contar o que aconteceu por dois anos já querem barraco. Mas e aí, se querem saber eu estou gostoso e diva como sempre, com meus lindos vinte e dois anos. Nesse meio tempo eu fiz um técnico de enfermagem e agora ajudo crianças com câncer, num hospital pediátrico especializado. Ok, mas o que importa mesmo é... EU AINDA ESTOU COM NARUTO. Isso aí, comemorem, comemorem, eu sou demais por aguentar aquele loiro por esse tempo todo. Ou ele é demais por me aguentar, encarem como quiserem. Sai e meu irmão também estão juntos, assim como Hinata e Kiba que estão casados (fui padrinho do casamento com orgulho), Sasori e Lee estão morando juntos em Los Angeles porque Lee rebola na grana e pode pagar isso, mas de vez em quando eles voltam. A última vez que os vi foi no natal do ano passado, mas nesse ano eles voltam para comemorar conosco. Mesmo que não seja de todo importante, a testuda da Sakura encontrou um macho! Sim, é verdade! Citando uma frase de minha autoria: Milagres acontecem, basta você dar a bunda! (Tenho certeza que ela fez isso para fisgar o gato e rico com y que é o Hidan). Nesse exato momento estou dirigindo meu carro para a linda mansão Uchiha. Chegava a ser nostálgico. Troquei minhas férias no hospital com um amigo para poder passar o natal com a família, Naruto estava cuidando de negócios com meu pai e meu sogro, eles iriam fundir as duas empresas, a de papai e a de Minato. Minha sogra e eu nos tornamos quase melhores amigos, trocávamos receitas, conversávamos por telefone e até mesmo ela ia me visitar no hospital algumas vezes. Eu era a nora de seus sonhos... Ou melhor, genro. Meu celular tocou e eu o coloquei no viva voz para não precisar tirar os olhos da estrada. – Alô? – Oi amor! – Saudou Naruto. – Cadê você? Já estamos todos aqui em casa. – Espera – Pedi. – O que você quis dizer com “todos”? – Sabe como é, né? Com todos eu quero dizer eu, meus pais, seus pais, seu tio e um convidado especial dele... Hehe. E nossos colegas da faculdade. Enfim, cadê você? – Estou fazendo o retorno diretamente para o hospital. – Brinquei. – Palhaço, é melhor você chegar em menos de meia hora, porque já são 23h! – Naruto desligou o telefone. – O.k. – Murmurei para mim. Continuei dirigindo até avistar a construção imponente que era minha casa, estacionei o carro e rezei para todos os santos que essa orgia de escrotice acabasse bem. Com toda a coragem que eu não tenho, abri a porta e encontrei todos conversando na sala, como a grande família feliz e deturpada que talvez fossemos. Hinata estava sentada em um dos sofás vermelhos de minha casa, Kiba estava com o braço ao redor de seus ombros. Depois que eu obrei na vida dessa catiróba, nem grávida ela se veste mal. Seus cabelos estavam maiores que nunca e eu quase chorei só de pensar que eu não a via a quase um ano. Meu namorado conversava animadamente com nossos pais, mas logo se calou quando me viu parado na porta. – Suke! – Puta que pariu, não importa quantos anos passassem esse apelido não seria esquecido. – Venha até aqui, pegue uma taça de champanhe e venha conversar conosco. – Chamou meu namorado. Dei um sorriso de velha e peguei a taça na bancada da cozinha, indo falar com Naruto e minha família, para depois cumprimentar os outros. – Cadê meu irmão e o papel A4? – Perguntei ao Sasori versão Tom Cruise. O cara estava no estilo! Um terno a lá mafioso italiano, o cabelo bem cortado e eu podia sentir seu forte perfume de longe. Do seu lado estava Lee, vestido de um jeito parecido. Olhei para suas mãos que tinham anéis gigantes e idênticos. – Ostentando sempre, hein?! – Seu irmão e Sai estão no quarto, sabe como é, presentes de natal. – Respondeu Sasori. Sorri para ele e para Lee e fui sentar perto de minha grávida favorita, a testuda já estava secando a barriga de Hinata, tanto que eu jurava que o filho de Hinata poderia nascer a qualquer momento de tanto que Sakura olhava. – E esse neném lindo aí? Porque ninguém me ligou para contar o sexo. – Brinquei com ela, porém deixando a face séria. – É isso que você quer? Cortar as relações? Olha que eu peço o divórcio hein! – Hinata riu e me abraçou. – É uma menina, Sasuke! – Anunciou Kiba. – Estamos tão felizes. O nome vai ser Hanabi. – PUTA QUE PARIU, TADINHA DESSA CRIANÇA! –Exclamei. – Não queria chamar de Arlinda não? Mas tudo bem, a pequena Hanabi vai ser muito amada pelo padrinho aqui. É, eu acabei de me convidar. – Ia ser você de qualquer jeito. – Riu minha amiga. – Não vai falar com seu tio mais querido? – Escutei a voz da bichona do meu tio Madara. Virei-me para trás e lá estava a purpurina em pessoa com seu copo de uísque.
Madara não demonstrava nem um pouco ser gay, mas quando nos tornamos próximos e eu soube de seus casos mais sórdidos e, meu amigo... Isso é um viado que só. – Tio! – O abracei. – Como vai? – Muito bem Sasuke, obrigado por perguntar. – Meu tio bateu com a unha no copo de uísque, chamando a atenção de todos. – Agora que Sasuke está aqui, posso lhes apresentar meu convidado especial que espera no andar de cima. Desça querido. Todos nos viramos para a escada de mogno linda e maldita da minha casa só para ver MEU EX REITOR descer. – HASHIRAMA? – Ok, me exaltei, segura a diva interior. – Olá Sasuke-kun! Como é bom te ver. – Saudou Hashirama terminando de descer as escadas e cumprimentando minha família. – Há quanto tempo isso está rolando? – Perguntou meu namorado. – Hum... Há uns dez anos não é? – Especulou Madara. – MAS O QUÊ? E EU SÓ FICO SABENDO AGORA? – Gritou meu pai. – Gente, é natal! Paz, amor e drogas. – Recebi olhares feios de meus pais. – Paz, amor e... Qualquer coisa que vocês queiram! Aí! Olha só que gafe! – Falei olhando para meu relógio de pulso. – Cinco para meia noite, não é triste que não dê para continuar essa linda conversa sobre como meu cu está em jogo? – Dessa vez passa. – Disse mamãe e eu pude relaxar. Nos dirigimos todos para a mesa onde a ceia já estava posta lindamente e organizada por minha mãe. Quando o relógio bateu meia noite, nos desejamos feliz natal e eu devo contar que estava com a fome de cinquenta mendigos. Ótimo, hora dos presentes! – Bom, vamos começar com os presentes do ser mais maravilhoso no cômodo! – Anunciei. – Você? – Perguntou o besta do meu aniki. – Não! Morgan Freeman. O que é que você acha? – Revirei os olhos. – Meu primeiro presente é para meu querido irmãozinho burro. – Entreguei a caixa preta para meu irmão. – Por que eu acho que não devo abrir isso? Não sei se é karma, destino, provação divina... Mas vamos lá. – Meu irmão abriu a caixa. – Sério mesmo, Sasuke? Sério?- Perguntou ele levantando a coleira de couro. – Pelas minhas fontes bem internas, sei que Sai ama coleiras. – Pisquei para ele. – Agora, diga logo o nome da pessoa para quem vai dar seu presente. – Tudo bem. – Ele se levantou e pegou um embrulho de pano roxo. – Meu presente é para mamãe. – Puxasacodocaralho. – Fingi um espirro. – Puxasaco! – Outro “espirro”. – Olha, te contar que isso de gripe não é mole, né? – Fiz o cínico. – Cala a boca, Sasuke! Você hoje está demais. – Me repreendeu mamãe. Cara, hoje ela está muito no meu pé. – É lindo, filho. – Agradeceu mamãe após ver o presente de Itachi. Pf, um sapato, até eu poderia ter dado isso. – Meu presente é para alguém da família, espero que faça bom proveito! – Mamãe entregou o presente para Naruto. – Woah. Nossa sogra, ainda bem que conhece meu gosto. – Naruto mostrou algemas felpudas vermelhas . – Meu presente é para alguém que eu amo mais que tudo, meu Suke-kun. – PORRA NARUTO, NEM NO NATAL ACABA ISSO DE SUKE? – Gritei. – SASUKE! – Todos me repreenderam. – Ah, vão catar coquinho. – Voltei para minha calma. Naruto veio até mim e me deu um beijo. – Sério mesmo? – Não. – Ele sorriu. – Seu presente inclui uma venda e só será dado mais tarde quando sairmos daqui. – OPA GENTE, OLHA A VENDA, VAMOS ACABAR LOGO COM ISSO. – Apressei. – Quero foder ainda hoje, que o bom jesus me perdoe se ele morreu virgem. Aliás, feliz aniversário Jesus, o senhor mantém muito bem a pele. – Elogiei olhando para o teto. – Já que eu entreguei meu presente, vou passar a vez para Sai. – Meu presente é para a Sakura. – Sai continuava estoico com as outras pessoas que não fossem eu e Itachi. Levantou-se e foi até ela entregando uma sacola. – Abra logo, garanto que vai melhorar a vida de todos nós aqui. – SAI-KUN! NÃO ACREDITO QUE É TÃO INSENSÍVEL! – Disse a testuda em questão levantando um boné e uma touca da sacola. – Isso tudo é implicância com a minha testa? – Não, eu espero que a touca crie vida e engula sua cara feia. – Sai voltou para seu lugar. Meu Deus, eu ensinei esse garoto direito. – Obrigada pela parte que não me toca a próstata. – Sakura sorriu cínica. – Meu presente vai para o Naru-kun porque... – OPA OPA OPA, NARU-KUN NADA. O MACHO É MEU, ENTÃO VOCÊ CHAMA DE NARUTO. TÁ QUERENDO INTRIGA? TÁ QUERENDO PALHAÇADINHA NÉ. – Levantei. – Alguém segura minha coroa de frutas que eu vou fazer a Carmen Miranda e mostrar o que a baiana tem na cara dela! – Sasuke, se acalme amor. – Pediu Naruto. – Obrigada Sakura. – Naruto pegou o presente com ela. – Nossa, que sútil. – Naruto levantou para mim uma foto nossa dormindo juntos. – Legal saber que você invade o quarto dos outros. – Não é só isso, seu babaca. Olhe direito. – Naruto olhou a caixa mais um pouco e tirou de lá uma caixa um pouco menor. – Oh, uau. – Era um quebra-cabeça de uma foto nossa abraçados e sorrindo. Agora a pomba-lesa mandou bem! – Meu presente já foi também, então passo a vez para o Lee. – Avisou Naruto. Lee se levantou. – Meu presente é para o Sai, porque eu acho ele maneiro. – Lee entregou uma sacola pequena para ele. Legal, o cara ganhou um Rolex. – Como o meu presente também já foi, entrego a vez para meu sogro. – Sai voltou para seu lugar do lado de Itachi. – Meu presente vai para meu grande amigo Minato, e agora praticamente meu parente também não é? – Riu-se meu pai. O presente de Minato era uma camisa polo amarela. – Meu presente é para a Hinata por ter sido uma amiga tão boa para Naruto. – Meu sogro sorriu e entregou para a Hinicki Minak um presente. Era um kit para bebês. – Meu presente é para o ser mais imprestável dessa sala. – Se é para começar ofendendo, vamos começar pela minha beleza que ofende todos aqui. Por favor né. – Pedi. – Não é você, cala a boca. – Hinata continuou a falar. – Meu presente é para meu marido! – Cara... Maltratou. – Kiba deu um beijo na bochecha de Hinata. – Mesmo assim eu te amo. Cadê o presente? – Em casa você descobre amor, em casa... – Ela fez um gesto sugestivo. – Meu presente é para a dona Kushina. – Kiba levantou-se e entregou seu presente. – Espero que goste. – Eu adorei, é lindo! – Minha sogra ergueu uma blusa que dizia “eu tenho um filho seme”. – Usarei em passeios de família. Passo minha vez para o Hashirama-san. – Meu presente como vocês devem ter adivinhado é para Madara. – Hashirama e meu tio deram um selinho. – É algo que eu quero te mostrar há muito tempo. – O que é? – Meu tio quase quicava no sofá. Hashirama tirou uma pilha grossa de papeis e botou no colo de meu tio. – NÃO ACREDITO! OBRIGADO! – Madara abraçou meu novo, hã, tio. – O que é? – Perguntou meu irmão curioso. – A aprovação da nossa mudança para os Estados Unidos. Queríamos uma grande mudança e não estava dando certo, mas finalmente conseguimos! Vamos ficar juntos para sempre agora. – Sorriu Hashirama. – Own... Que graça. Ok, vamos Naruto? Estou piscando mais que os enfeites da árvore. – Avisei. Naruto apenas riu e veio até mim pegando minha mão. Nos despedimos de todos os presentes e Naruto botou uma faixa em meus olhos. – Só saberá quando chegar onde está seu presente. – Meu namorado avisou. Olha, odeio me sentir como um cego. Nenhum preconceito contra os cegos, inclusive aprecio muito Steve Wonder, mas é totalmente desesperador estar indo para um lugar que você não sabe onde é, por um caminho que você não sabe qual é, mas felizmente, com alguém que eu sei quem é. – Estava com saudades. – Limitei-me a dizer. Balancei a cabeça levemente algumas vezes. – Sasuke, o que você está fazendo? – Perguntou Naruto. – Também estava com saudades, alguém aqui só fica enfurnado dentro de um hospital... – Estou imitando o Steve Wonder, cara, que onda. Dá para ficar tonto fácil. – Naruto riu da minha lerdeza. – Você não pode esperar que eu bancasse a pessoa normal quando não enxergo nada e estou no puto tédio por nem poder observar o caminho. – Prometo que vai compensar a espera. – Senti a mão de Naruto sobre a minha. – E aquele cara do hospital? Seu chefe, não é? – Naruto, vai mesmo continuar com isso? Ele dá em cima de mim e eu não retribuo. Orochimaru é apenas um homem que sabe o que quer e eu sou um homem que sabe muito bem como recusar. – Virei o rosto para a janela. Bom, pelo menos isso eu sei onde fica.
– Tudo bem, tudo bem... Me desculpe. Eu não devia ser tão ciumento. – A mão de Nauto continuava a acariciar a minha. Fiz beicinho e entrelacei meus dedos com os dele, um pequeno sinal de perdão, mas grande o suficiente para eu ter certeza que agora Naruto sorria feito um bobo e provavelmente pensava “como ele é caidinho por mim”. O que eu posso fazer? Esse loiro dissimulado é o homem da minha vida. Ou o seme da minha vida, encare como quiser. – Sasuke amor? Estamos chegando. – Você está me levando para um bordel? – Perguntei. – Não. – Para um parque de diversões perversas? – Tentei outra vez. – Também não. – Você está me levando para algum lugar onde vamos fazer sexo? – Perdi a paciência. – Claro. – Naruto respondeu rindo. – Então para mim está tudo numa boa. O silêncio durou uns vinte minutos dos quais eu fiquei me perguntando o sentido da vida, o porquê de eu ainda estar vivo, se um dia Naruto ia me deixar... Essa coisa de pessoa quando toma banho por mais de meia hora, sabe? Confesso que estava ansioso para saber para onde, caralhos, Naruto estava me levando. Não que eu não confiasse no meu namorado, não, que isso, imagina, é que porra, eu já sou curioso por natureza e sem saber! Imagina sabendo que tem uma surpresa? – Chegamos. – Anunciou meu namorado. Escutei a porta do carro ser aberta e fechada. Tateei meu lado e abri a porta, quase caindo quando saí. – NOSSA, E SE EU FOSSE CEGO DE VERDADE? EU TERIA CAÍDO! QUE NAMORADO ÓTIMO QUE EU TENHO. – Ironizei. – Desculpa, tinha esquecido que você estava com essa venda. – Ele riu sem graça. – Mas ainda não tire, estou indo aí para te conduzir. – E realmente ele veio me conduzir. – Aqui tem um degrau. – Um degrau pequeno, médio ou grande? – Perguntei. – Pequeno. – Subi o pé um pouco e tropecei. Só não caí porque Naruto estava segurando meu braço. – Opa... Acho que era médio. – AH VOCÊ ACHA MESMO? Cortei relações com você por hoje. Me carrega no colo se ainda quiser me comer. Palhaço, tu quer intriga né? – Para quem não entendeu meu mau humor é falta de sexo. – Claro princesa. Mais alguma coisa? – Naruto perguntou. – Não faz o cínico. “Bóra”, me carrega que eu sei que você aguenta. – Fiquei parado esperando Naruto me pegar no colo. Depois de alguns segundos esperando, escutei um suspiro muito irritado vindo de meu namorado e finalmente, eu estava em seu colo. – Você vai me compensar por isso, Suke. Ah se vai. – Ameaçou ele. – Não tenho dinheiro, pago com prostituição. Mentira, eu tenho dinheiro. – Ri. Senti Naruto fazer esforço para subir um lance de escadas. Definitivamente, se eu estivesse no chão, não teria dado certo. Naruto continuou a andar pelo que eu presumi ser um corredor. Onde quer que nós estejamos, é bem grande. Gostei daqui. Uzumaki – maromba – Naruto me sustentou com um braço só, afim de abrir alguma porta (concluí isso quando escutei o barulho da fechadura). O cômodo que entramos a seguir era putamente gelado, eu já estava quase batendo os dentes. Naruto me colocou no chão e eu pude explorar um pouco o lugar, mas ainda com a maldita venda nos olhos. Estiquei a mão para o lado e toquei uma mesa de ferro, mais gélida que o tal cômodo. Em cima da mesa haviam alguns objetos finos como canetas, porém tão longos quanto réguas. – Você vai me comer num açougue? – Perguntei. – Sério, eu te amo, lugar não importa muito desde que o sexo seja bom... Mas sério? Um açougue?! – Sasuke, me lembre de nunca mais te vendar. Você é insuportável quando não enxerga. – Senti as mãos de Naruto em minha cabeça, ele estava desfazendo o nó do pano que cobria meus olhos. – Prontinho. – Disse ele quando terminou de tirar. Abri os olhos e não acreditei no que eu vi. – VOCÊ É O MELHOR NAMORADO DO MUNDO! – Pulei no colo de Naruto. – Não acredito que você reproduziu o “Quarto Vermelho da Dor” de Cinquenta tons de cinza. Meu deus, casa comigo. – Eu sabia que você ia gostar. Agora, deita ali naquela cama, deita. – Fiz o que ele pediu. – Vou aproveitar o presente. –Naruto tirou as algemas vermelhas felpudas do bolso. – Braços a cima da cabeça. – Subi os braços e Naruto me algemou. – Que os jogos comecem. – Estou preparado, chefe. – Zombei. – É melhor estar mesmo, escravo. – Naruto pegou um chicote preto e inflexível. – Mas vamos começar pelo procedimento padrão, Suke... Quem é seu dono?[Pleasure Slave. – Manowar.]Engoli seco. – É você. – Respondi. Naruto passava os dedos no chicote, de cima para baixo e de baixo para cima. Chegou perto de mim rapidamente e chicoteou minha barriga. – Muito bem. – Eu fechei os olhos e mordi o lábio inferior. Puta que pariu, ele só pode estar de sacanagem. – Hum, você é tão gostosinho... Pena que com essa blusa não dá para ver. – Quando eu abri os olhos já era tarde demais, Naruto pegou minha blusa e forçou para todos os lados. O resultado? O pano cedeu e rasgou. – Agora sim.Meu namorado se debruçou sobre mim, me analisando. Eu estava concentrado demais olhando Naruto, mal percebi quando ele abaixou o rosto e começou a lamber minha barriga. Foi inevitável, minhas pernas se abriram e meu tronco arqueou. Eu arfei levemente. A língua de Naruto subia e descia perigosamente aos meus extremos, hora perto demais de meus mamilos, hora perto demais de meu membro. Ok já posso enlouquecer agora? – Hum... Naruto – Gemi. Ele parou de me lamber e olhou sério para meus olhos. – Eu deixei você falar? – Neguei com a cabeça. — Então continue quietinho. Naruto pegou um de meus mamilos entre os dedos, o atiçando e eriçando-o. Estou perdido! Minha mente já está ficando nublada. Senti a língua quente de Naruto no outro mamilo e quis entrelaçar meus dedos em seu cabelo, só então lembrei que eu estava algemado, o que me fez gemer em frustração. – Ah... – Lembrei que tinha que ficar calado e mordi os lábios. Merda, tarde demais. – Oh oh... Que desobediente o meu escravo é. Realmente uma pena que eu tenha que te castigar justo quando você estava apreciando tanto. – Antes que eu pudesse maquinar uma resposta, Naruto virou-me na tal mesa estofada que eu estava deitado. Agora, eu me encontrava de quatro e ainda assim algemado, frustrante não poder me jogar no colo de meu namorado e praticamente obriga-lo a me comer. Senti meu cinto sendo solto e olhei para baixo, por entre meus braços. Naruto já estava puxando meu cinto e desabotoando minha calça. Suas mãos passearam por minha bunda e por entre minhas pernas antes de puxar minha calça junto com minha cueca. – Bom ver que já está começando a ficar animado, Suke. – Naruto observou. – Mas o que te aguarda agora não é nada disso. Escutei Naruto estalar o chicote na bancada de ferro ao meu lado. Fodeu. Eu quero deixar bem claro que no meu testamento eu não deixo absolutamente nada para o Itachi porque ele é um merda. Escutaram? Um merda! E quero deixar todas as minhas roupas para o Sai porque ele tem um péssimo gosto. E meu consolo eu deixo para Sakura porque sei que ela precisa e... Ai! Primeira chicotada dada. Agora meu lado escroto mal se manifestava. Enquanto Naruto me batia, meu lado masoquista aparecia cada vez mais. Tenho certeza que eu ficaria todo roxo, mas agora nada mais importava. Importava que meu namorado estava me machucando, sem piedade, impondo sua força e usando o chicote. Eu queria mais, queria que Naruto me fizesse sangrar assim como Itachi já fez uma vez. As chicotadas pararam. Olhei por de baixo de meus braços. Naruto estava com a cabeça perigosamente perto demais da minha entrada. – Que comece a real tortura. – Anunciou ele antes de começar a me lamber... lá. Mordi o lábio inferior com toda força que eu tinha para não gemer. Senti algo quente descer por meu queixo... Sangue. Lambi o sangue que escorria de minha boca e continuei a empinar a bunda na direção do rosto de Naruto, que agora simulava movimentos de penetração com sua língua. Quanto mais ele lambia, mais eu mordia o lábio, mais sangue saia de meus lábios. Para estancar, suguei meu próprio lábio. Naruto começou a me chupar e passar a língua em minhas bolas no intervalo das chupadas. – Naruto... Por favor! – Pedi. – Por favor, eu preciso logo disso. Estou há uma longa semana longe de você e, apesar de amar tortura, não dá mais para aguentar. – É tão excitante ver você implorando, Sasuke. – Naruto deu a volta e parou de frente para mim, puxou minhas mãos, me fazendo cair de cara no estofado. Levantei o rosto e lá estava Naruto, guiando minha mão até seu membro. – Sente? É assim que você me deixa. E o melhor é que eu vou me enterrar todinho em você. Mordi meu braço para evitar olhar nos olhos de Naruto. Mas que merda! Ele precisa falar essas coisas quando eu já estou quase morrendo pela tortura? E o viadinho apenas riu, voltando para onde estava. As mãos de Naruto voltaram a passear por minhas coxas e minha bunda, fui apertado, acariciado e até arranhado. Quando meu namorado se deu por satisfeito, segurou uma das bochechas de minha bunda, se dando uma visão privilegiada. Senti um dedo de Naruto forçar minha entrada e logo relaxei para que entrasse fácil. Pela finura do dedo percebi que era o mínimo, e que ele iria me torturar assim até eu implorar por mais. Seu dedo entrava e saia lentamente, às vezes até um pouco mais rápido, mas nunca o suficiente para me deixar satisfeito. Eu empinava minha bunda, fazia movimentos contrários ao de seu dedo, tudo para obter um impacto maior, mas de nada adiantava. Mesmo com tão pouco efeito, os movimentos do dedo de Naruto me faziam lamuriar e querer sentir logo ele por inteiro, mas eu sei que não importa o quanto eu pedisse, ele não mudaria em nada. Quando Naruto retirou seu dedo, eu finalmente achei que ele iria me preparar primeiro, mas o que veio em seguida foi muito melhor. Ele subiu na mesa estofada bem atrás de mim, abriu as próprias calças e abaixou até os joelhos juntamente com sua cueca. – Ah Suke... Você está perdido. – Naruto riu. Suas mãos se posicionaram firmemente em meu quadril. – Definitivamente. – Ele roçou a ponta de seu membro em meu ânus e eu quase chorei por antecipação. Puta que pariu! Abaixei a cabeça e esperei. Quando eu estava menos despreparado, Naruto me penetrou. Forte, fundo, duro, sem pena e até o fim. Com certeza machucou, ardeu como o inferno, doeu para caralho, mas ia valer a pena. Naruto começou a se mover sem minha autorização, mas eu não liguei. Eu queria mais era que doesse. De início ele ia forte e devagar, com grandes intervalos entre as estocadas, dando-me tempo para chocar-me contra ele em um impulso inverso. Deus, isso é tão maravilhoso. – Ah... Naruto... – Gemi. – Isso Sasuke! Agora você pode gemer. Geme alto, geme gostoso... Vou fazer você gritar meu nome. – Naruto me deu um tapa. Ele devia estar tão insano quanto eu. Meus olhos já estavam revirados e minha respiração ofegante. Eu já estava achando que não poderia ficar melhor, até que Naruto aumentou a velocidade de seus movimentos. – Isso, vai... Mete mais fundo! Naruto você é tão gostoso... Eu serei seu para sempre. – Prometi, sem me dar conta do que estava falando. Mesmo assim, eu prometeria. Prometeria se estivesse sóbrio, bêbado, calmo, raivoso... Eu seria sempre de Naruto. – Como se algum dia eu fosse te deixar escapar, escravo. Você é quente demais! Estar dentro de você me enlouquece, sabia? Agora se contrai todinho que eu vou fazer você gozar. – Fiz o que Naruto mandou. Contraí minhas paredes internas e ele atingiu sua velocidade máxima com as estocadas. A quantidade da força ainda era mesma, era quase brutal escutar nosso sexo. Eu já estava suado e pelo que sentia do corpo de Naruto atrás de mim, digo o mesmo sobre ele. Tudo o que eu conseguia ver agora era uma bagunça de cores e formas. Devia ser como estar drogado, porque é assim que Naruto me deixa. É o que ele faz comigo. Eu gemia descontroladamente e tão alto que tenho certeza que estaria rouco quando eu acordasse. Naruto urrava meu nome uma centena de vezes e nossos corpos se moviam em uma sincronia invejável. O membro de Naruto finalmente acertou minha próstata e eu devo dizer que quase uivei. Ele percebeu o que tinha feito e começou a acertar meu ponto doce tantas vezes quanto eu posso contar. Meu corpo estava tão cheio, tão quente, tão ardente que eu poderia jurar que eu iria explodir a qualquer segundo. Franzi meu cenho e apertei meus olhos, boca, todas as minhas feições. Provavelmente minha careta devia estar horrível, mas graças a Deus Naruto não podia ver meu rosto. – Sasuke, vou gozar! – Naruto me avisou. Sua mão foi para meu membro, me masturbando no ritmo das estocadas. Ok, agora eu explodo. – Venha comigo, por favor... – Naruto ignorou seu lado sádico.
– Sempre. – Afirmei. Contraí-me mais ainda, agora o meu ápice era quase iminente. Mais algumas estocadas e eu e Naruto chegamos ao clímax, gemendo o nome um do outro. – Eu te amo. – Declarei, ainda sentindo os tremores do orgasmo. – Eu te amo mais. – Foi a última coisa que escutei antes de apagar. Quando acordei, as luzes do quarto já estavam apagadas e eu vi que havia uma grande janela bloqueada por persianas pretas, que agora estavam abertas. Eu estava devidamente vestido com um pijama confortável, a mesa estofada tinha um travesseiro debaixo de minha cabeça e eu estava coberto por uma manta fina. Olhei para a mesa de metal, havia uma rosa dentro de um jarro de vidro com água e uma bandeja de café da manhã. Ao lado da bandeja havia um bilhete com a letra delicada de Naruto.“Querido, não quis te acordar, mas se lhe reconforta, não dormi sem você. Minha madrugada foi repleta de preparativos e telefonemas. Quando acordar tome esse café da manhã pensando em mim, assim que terminar desça para se juntar a mim no andar de baixo. Te amo mais, Naruto.” Sorri quando terminei de ler o bilhete e comecei a comer o café da manhã especialmente preparado para mim. Deus, como Naruto é carinhoso! E eu fico tão bobo a cada gesto de carinho que recebo dele. Quando terminei de comer, espreguicei-me um pouco e pulei da mesa estofada. Grande erro. Senti uma enorme pontada nas minhas partes baixas e quase caí de cara no chão. Sorri de novo, eu devia usar esse quarto com Naruto mais vezes. Com calma saí do quarto, o que encontrei foi um grande corredor de paredes claras com pelo menos mais nove portas sem ser a do Quarto Vermelho da Dor. Andei até o fim do corredor e lá havia uma grande escada, suponho que seja a mesma escada por qual Naruto me carregou ontem. Desci as escadas e no andar de baixo havia uma cozinha gigante, uma sala maior ainda e uma sala de jantar. Que casa linda. Naruto estava de pé na sala, todo sorridente. Pela primeira vez eu vi Naruto do jeito que eu acho que ele sempre quis estar. Bermudão, camisa de meia manga com botões e chinelos. Ele parecia perfeitamente relaxado. Andei até ele e o abracei com força. – Bom dia. – Desejei. – Para você também. – Ele riu. – Infelizmente não temos muito tempo. São nove horas da manhã. Preciso que você tome banho, vista algo confortável e desça. – Por quê? E de quem é essa casa? Naruto revirou os olhos. – Sasuke, você já olhou sua mão direita? – Neguei com a cabeça. – Então olhe. – Fiz o que me foi pedido. PUTA QUE PARIU, NOSSA SENHORA DOS HOMENS GOSTOSOS! UM ANEL! TEM UM ANEL NO MEU DEDO! – Naruto, o que significa isso? – Perguntei atônito, ainda olhando para o bonito anel de prata. Tirei-o do dedo e dentro havia a gravação “para sempre”. Botei o anel de volta no dedo. – Você ainda não me respondeu de quem é a casa. – É nossa. – Arregalei os olhos. – Durante os dois anos que estamos juntos eu guardei todas as minhas economias, porque queria fazer isso por conta própria. Porém, não consegui juntar o dinheiro necessário para esse imóvel, então quando as empresas de nossas famílias se fundiram, pedi ajuda para nossos pais e... É aqui que vamos passar o resto de nossas vidas! – Eu não acredito que você fez tudo isso pelas minhas costas, seu bastardo! – Bati nele. – Obrigado, é linda. – Sasuke, por que muda tanto de humor? – Naruto passou a mão em meus cabelos. – Adoro isso em você. Mas sério, faça o que eu pedi, precisamos sair logo, vamos viajar. – VIAJAR? PORRA NARUTO, TU QUER FAZER TUDO SEM EU SABER? AÍ TU FODE COM MEU BATALHÃO. Fala sério, tu quer intriga? – Perguntei. Fazer o que se a entidade barraqueira desceu. – Opa opa opa, segura a saia que quem roda a baiana sou eu! – Naruto disse, levantando os braços. – E ainda rouba minhas frases! Tu quer intriga, quer brindeirinha né? Palhaço. – Virei-me de costas para ele e fiz bico. – Sasuke, é por uma boa razão que vamos viajar... Temos que ir logo para pegar o mesmo voo de Hashirama e seu tio Madara. – Ele tentou me persuadir, me abraçando por trás. – E por que iriamos fazer isso? E POR QUE VAMOS PARA OS ESTADOS UNIDOS? – Perguntei exaltado. – SASUKE SEU BABACA! Eu quero casar com você! – Naruto gritou. – Mas infelizmente isso não é legalmente permitido aqui, temos que ir para os Estados Unidos para assinar o documento de união instável. – BABACA É VOCÊ. VOCÊ COMPRA UMA CASA PELAS MINHAS COSTAS, ARMA UMA VIAGEM PELAS MINHAS COSTAS E AGORA IA CASAR COMIGO PELAS MINHAS COSTAS? ESPERA QUE NÓS VAMOS CAIR NO BRAÇO AGORA HEIN – Ameacei. – PARA DE GRITAR... Quer dizer, para de gritar! Anda logo Sasuke. – A campainha tocou. – Os outros já estão aí. – Espera! Que outros? — Perguntei. – Hinata e Kiba, Sai e Itachi, Sasori e Lee, Sakura e Hidan. Eles vão viajar conosco! – Naruto explicou. – PUTA QUE PARIU, É SÓ PRAGA NA MINHA VIDA. VOU TER QUE VIAJAR COM ESSES MALUCOS? MAS É NUNCA QUE EU TENHO SOSSEGO! – Lamentei, mas depois sorri. É, pelo visto não dá para ter “felizes para sempre” sem essas anomalias que eu chamo de amigos.
Notas finais
E aí? Ficou meio curto, eu sei... Mas fiz o melhor que eu podia, até porque eu não queria dar um "fim". Eu amo vocês, mesmo! Juro que depois que eu acabar Forsaken, volto em mais uma comédia romântica para vocês. Beijão!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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