Hit And Run
30 Luzes verdadeiras.
Notas iniciais
A medida que a festa avançada, Penelope se sentiu doente. Em um primeiro momento ela achou que por estar grávida ela estava começando a ter os sintomas.
Porém ela sabia que visão embaçada não era um dos sintomas. Ela estava branca como papel e achou que ela tinha comido pouco. Colocando outro gole do suco ela sentiu a mão em que a jarra estava se desconectar dela e o utensilio cair e quebrar.
Emily e Hotch a olharam quando o barulho do vidro atingiu a sala. Ela olhou para Derek assustada e tentou se levantar, porém agora ela não conseguia ficar em pé, caindo direto no chão.
Derek e Reid correram para o lado dela quando ela caiu inconsciente. Hotch e Emily fizeram o mesmo, enquanto JJ olhava incrédula pedindo uma ambulância para a amiga e Rossi queria pedir outra ambulância.
Derek a virou para ela e colocou seu rosto entre as pernas. Havia um hematoma roxo na testa dela, provavelmente da queda. Quando a mão de Derek entrou em contato com a testa de Penelope revelando que ela estava fervendo de febre, Derek olhou assustado.
Um dos agentes havia tido treinamento médico e deu os primeiros cuidados. Olhando de Penelope para Derek e depois para o resto da equipe, ele pediu que telefonassem e pedissem pressa na ambulância.
— Baby girl. – Derek chorava ainda sentado com Penelope. – Eu preciso de você.
JJ foi a primeira a notar sangue pelas pernas da amiga e se sentiu mal. Derek cansou de esperar. Ele levantou e pegou Garcia no seu próprio colo pronto para levar ele mesmo para o hospital.
Derek sabia bem no fundo que Penelope estava esperando um bebê deles, porém a idéia de esperar até voltar do casamento de Hotch e Emily foi pensada para não atrapalhar o momento. E agora, ela estava perdendo o bebê por algum motivo.
Emily parecia a mais afetada por toda essa situação. Não era culpa de Penelope que a festa estava terminada. Ela mesmo se certificou que a festa fosse adiada. Afinal eles já estavam casados há quase seis horas.
Assim que Derek deixou o salão com Penelope a ambulância estacionou na porta. Derek se recusou a deixar Garcia sozinha na ambulância. Olhando para o sangue que corria dela, ele tinha quase certeza que o bebê havia sido perdido.
Quando os paramédicos começaram a corrida para o hospital, tudo piorou. Penelope começou a perder a respiração e eles precisaram colocar ela em oxigênio. Quando eles estavam há poucas quadras do hospital, ela estava com linhas planas.
— Desfibrilador! – Um dos paramédicos gritou. – 360. Afastar.
O barulho do primeiro choque e o corpo tremendo jogaram Derek diretamente em um Loop de emoções. Ele pensou em Esther com sua mãe na festa e em toda a felicidade que eles tiveram depois de três meses com ela presa.
Derek teve uma visão. Ele juntou o fato que Peter Lewis fora vista perto da igreja dois dias antes e que eles encontraram um dos funcionários do buffet morto. Se Peter Lewis estava procurando por morte, ele a encontraria.
Penelope foi estabilizada e assim que a ambulância chegou ao hospital, ela foi levada para uma UTI. Derek ainda estava com a bolsa dela em suas mãos e precisava pegar o cartão do seguro, porém encontrou outra coisa. O pequeno papel era a ultrassonografia do bebê que eles iriam ter.
Isso só deu mais munição para Derek. Amaldiçoando até a quinta geração de Peter Lewis, uma que ele mesmo garantiria que não existisse, ele observou o resto da equipe se sentar perto dele.
Emily ainda estava com o vestido de casamento, agora sem a cauda longa. Os meninos com seus paletós, Rossi e Hotch sem a gravata e JJ no vestido de madrinha cor de rosa, a mesma cor do de Penelope.
Eles apenas queriam saber qual o problema.
Duas horas depois...
Derek estava pronto para atirar uma lixeira ou socar uma parede. Haviam se passado duas longas horas desde que Penelope havia sido colocada na UTI e não havia mais nada além disso.
Prentiss sentia-se mal por isso. Depois que Derek contou sobre a visão que ele teve sobre Peter Lewis ser o responsável por tudo isso, ele viu Hotch e Rossi apertarem os punhos.
Hotch achava estranho Peter tentar a todo custo se vingar de Penelope se o problema era com ele.
— Quando ele te drogou Hotch. – Reid começou. – Qual era o papel de Penelope na visão?
— Nenhum. – Hotch se defendeu. – Eu vi os agentes de campo serem mortos, porém Garcia não aparecia nela.
— É por isso. – Reid começou. – Ele acha que Penelope precisa experimentar coisas que vão além de um trabalho em Quântico. Se você não a incluiu na visão, então ele vai sempre vir atrás dela como uma forma de te punir.
— Eu vou garantir que esse cara não faça isso de novo. – Hotch falou. – E garantir que ela esteja segura.
Um homem mais velho entrou na sala de espera. Vestindo roupas descartáveis, ele olhou para o grupo até chegar em Derek.
— Como ela está doutor? – Derek se apressou.
— Ela foi envenenada com anticongelante. – O médico respondeu. – Estamos fazendo uma pequena diálise nos rins já que eles praticamente estavam desligando. A quantidade é tão absurda que achamos que ela poderia ter morrido.
— Então? – JJ perguntou. – Ela vai ficar bem? Eventualmente?
— Ela também está em um suporte de vida no momento. – O médico respondeu. – As próximas 72 horas vão ser decisivas.
— E o bebê? – Derek perguntou. – E quanto ao meu filho?
— Infelizmente ela perdeu. – Ele viu a dor em Derek. – Fizemos uma limpeza interna. Se ela acordar, alguém vai precisar estar lá. Vai ser emocional demais para ela aguentar sozinha.
Ele saiu deixando os agentes perdidos em seus próprios pensamentos. Hotch pegou o celular. Sabendo que Penelope estava em contato com Abby Sciuto do NCIS ele ligou para Gibbs, seu amigo que comandava o time. Agora era tudo ou nada para pegar o desgraçado do Peter Lewis. Não importa quantas leis eles precisassem quebrar, eles apenas fariam.
Sede do NCIS...
Aquele dia foi estranhamente calmo na sede. Tony estava em uma sala de bate papos com alguma mulher nova, porque ele precisava manter as aparências enquanto o namoro dele com Ziva não era revelado.
McGee ficava em torno do laboratório de Abby tentando descobrir o porquê ela tinha terminado com Burt.
Gibbs estava em alguma busca com Ducky sobre um corpo que eles haviam recebido por engano. Normalmente ele não se estressaria com o fato de ter um corpo, porém ele não queria esse corpo hoje.
Saindo da autópsia, ele sentiu o telefone tocar. O número era desconhecido, porém ele sentiu que era um caso e ele o pegaria.
— Gibbs. – Ele antedeu da sua forma tradicional.
— Quanto tempo, Jethro. – Hotch disse do outro lado da linha.
— Aaron. – Gibbs deu um de seus sorrisos. – Soube que agora tem sua própria equipe. Então não sei porque está me ligando.
— Abby. – Hotch disse. – Eu preciso conversar com ela.
— Não diga que ela invadiu o sistema do FBI? – Gibbs riu. – Vou ter uma conversa com ela.
— Nah Gibbs. – Hotch protestou. – Na verdade ela está em contato com minha analista técnica. Elas têm tentado ficar fora do radar e eu preciso da sua ajuda e de todos da equipe.
— Vejo que isso é uma emergência. – Gibbs entrou no próprio Bullpen, colocando o telefone no autofalante, enquanto Tony, Ziva e McGee se juntavam para a conversa.
— Estávamos no meu casamento quando Penelope foi envenenada com anticongelante por nosso maior inimigo, Peter Lewis. – Hotch começou.
Gibbs ficou particularmente intrigado com o nome do sujeito.
— Ela está na UTI e ela perdeu o bebê que ela esperava. – Hotch prosseguiu. – Estou montando uma força-tarefa para pegar esse cara a qualquer custo.
— Estaremos aí. – Gibbs respondeu, sem esperar um convite em voz alta.
— Obrigado Jethro. – Hotch agradeceu. – Diga a Abby para vir junto.
— Ela estará. – Gibbs desligou o telefone. – Vocês ouviram.
— Vamos para uma batalha de armas sem saber algo sobre Peter Lewis? – Dinozzo falou. – Porque ele seria o maior inimigo de uma unidade no FBI?
— Ele droga as pessoas com escopolamina e sevoflurano e faz as pessoas matarem em nome dele. – Gibbs estendeu o dossiê que tinha na gaveta. – Penelope Morgan é casada com o agente Derek Morgan e foi acusada de assassinato no México. Ele quer se vingar de todos os agentes pôr o terem prendido.
— E a gente vai ajudar? – McGee perguntou.
— Abby já foi envolvida nessa coisa. – Gibbs respondeu.
— Vamos lá então. – Dinozzo pegou seu equipamento. – Adoro ir para quântico.
Hospital Geral de Washington.
06:30 Da manhã.
Derek não dormiu. O som constante das máquinas que Garcia foi ligada o fez ficar acordado a noite toda. Mais do que isso, Esther recebeu a notícia de Fran. E não foi fácil dizer que ela estava em estado grave. A equipe prometeu voltar para o hospital depois de dormir por algumas horas, apenas para ter a cabeça lúcida.
— Baby Girl. – Derek chorava com a mão na dela. – Eu preciso que você lute contra isso. Eu não quero te perder. Você já foi forte antes e pode ser agora.
Hotch apareceu na porta do quarto. Vendo Derek dormindo na cadeira ele insistiu que o agente fosse para casa e dormisse ou então ele não poderia voltar até que não tivesse um sono de verdade.
Era duro, porém se Derek caísse doente não seria bom para ninguém. Ele tomou o lugar de Derek nos cuidados, observando o movimento das máquinas.
Pegando a mão de Garcia na dele, Hotch fez pequenos círculos amistosos na palma. Emily não conseguiu vir. Apesar de amar Garcia, ver sua amiga em coma novamente a fazia chorar.
Ela deveria estar feliz, curtindo sua lua de mel, entretanto, Peter Lewis acabou com o seu casamento de um jeito sujo, colocando sua amiga no hospital.
Entrando na arena de tiro, ela carregou sua arma e em vez do boneco de papel simples ela colocou uma foto grande de Peter Lewis para treinar tiro. Ela literalmente descarregou sua arma no boneco, acertando tiros na cabeça dele, em uma menção ao que ela faria de verdade.
— Penelope. – Hotch começou a conversar com a amiga. – É tudo minha culpa. Não. A culpa não é minha e nem sua. – Hotch parecia fumando pelos ouvidos. – Eu vou colocar aquele cara num forno depois de matar.
Não era um desejo. Era uma promessa.
Quando Derek largou as chaves, ele ouviu o choro de Esther na parte de cima. Sua mãe desceu as escadas, olhos vermelhos um pouco de sono, um pouco de chorar junto.
— Ela não parou de chorar, Derek. – Fran falou. – Talvez se você for ver ela, Esther se conforta.
Derek subiu para a parte de cima. Da casa. Uma batida fraca na porta do quarto de Esther e ele entrou. A garotinha estava inconsolável. Derek apenas se deitou com a filha, abraçando o mais forte que conseguiu. Eles não falaram nada.
Quando chegou as 8 da manhã, eles estavam dormindo.
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