Notas iniciais

Sometimes you can feel you're alone, but you have to know you're not. You can think no one likes you, but that's not true. Know why? 'Cause there IS someone you know that likes you, and that person is not going to leave you alone. Even if that means that person is someone YOU hate...

"Algumas vezes você pode sentir-se só, mas saiba que você não está. Você pode pensar que ninguém gosta de você, mas não é verdade. Sabe por que? Porque HÁ alguém que gosta de você, e esta pessoa não o deixará sozinho. Mesmo que isso signifique que seja alguém que VOCÊ odeia..." - Jorge Fernando (vulgo Karuma, eu)

O resto é o mesmo que nas outras notas.

Eu era um Bafomé bem jovial naquela época, os aprendizes aprendiam muito comigo, pediam ajuda para enfrentar os outros monstros. Ah, tudo era tão bom naquela época... até...

Até a chegada daquele cara! Um garoto triste e solitário, era muito fraco, não tinha família e seu coração era obscuro demais para aceitar companhia de alguém. Certo dia ele começou a falar com uns caras por ali, eles não eram boa companhia, seus corações eram mais obscuros que o do garoto, e então os garotos apontaram para mim com umas caras de “ele mesmo”.

O pequeno veio correndo para cima de mim com toda a força, mas eu me tirei do caminho dele. Ele estava com muita raiva nos olhos, parecia que eu havia feito algo errado. O garoto tentou me atacar várias vezes, ele caiu exausto no chão.

Ryou – Garoto, qual é o problema? Eu lhe fiz algo de errado?

??? – Os monstros... eles... só vivem me atacando!

Ryou – É isso? Mas porque você veio descontar em mim?

??? – Porque... é você... que manda eles me atacarem!

Ryou – Não é verdade!

??? – Eu vejo você falando com eles – o garoto senta. – Pra eles me atacarem!

Ryou – Eu peço para eles me trazerem comida, eu não tenho tempo para ir pegar comida e vigiar!

??? – Mas... eles... – ele aponta para os garotos, que estão vindo em minha direção. – eles me disseram que é você quem faz isso!

Bruxo – Qual é, Scar! Vai perder pra um fraco como ele?

Gatuno – Cê amarelou, fala a verdade... Mas é muito fraco mesmo...

Ferreiro – Agora ele já deve estar fraco, vamos atacar o Bafomé gente!

Os três vieram para cima de mim, não me era permitido machucar nem matar ninguém naquela área que não fosse monstro! Eu fiquei desviando dos ataques deles o máximo que eu pude, mas então me enfureci e comecei a atacar tudo em minha volta... O Gatuno e o Ferreiro morreram na hora, o Bruxo fugiu de medo. Mas houve mais um ferido na batalha. O pobre e indefeso Scar.

Scar – VOCÊ! SEU... Seu monstro! – Ele ficava gritando comigo enquanto o rosto dele sangrava com um corte na cara, que ia desde cima da sobrancelha esquerda até debaixo do olho direito. – Você matou meus amigos! Não vou te perdoar! Eu... eu... Ah!!

Quando ele vinha correndo para cima de mim me atacar, um Guarda deu um ataque fraco na nuca dele, fazendo ele desmaiar. Então apareceram 4 Kafra, sendo uma Enfermeira, duas Soldadas e a Chefe Kafra.

Kafra Enfermeira – Estes não apresentam sinal de vida. E o garoto está apenas desmaiado, mas com um grande corte no rosto.

Chefe Kafra – Senhor Ryoukan Kai Shou. Você violou quatro regras que foram lhe impostas para você viver aqui. Vou citá-las: Regra XVII Violada, Você atacou um Aventureiro; Regra XVIII Violada, Você machucou gravemente um Aventureiro; Regra XIX Violada. Você MATOU um Aventureiro, não, foram dois, penalidade dupla; E por último a Regra XX Violada...

Ryou – Eu sei, senhora Meritíssima Chefe Kafra, a regra de nunca utilizar minha foice. Por favor eu só...

Chefe Kafra – Que bom que você reconhece seus erros Ryouka, mas não posso deixar isso passar em branco, como você bem já sabe, serás banido para o Buraco da Solidão. Guardas... – Enquanto as Guardas Kafra vão abrir esse tal “Buraco da Solidão” ela continua a falar. – O Buraco da Solidão foi aberto apenas uma vez por um acidente que ocorreu aqui a centenas de anos atrás... Mas agora será aberto e você será trancado nele, para você pensar bem no que fez seu monstro ignorante. Eu bem que falei para a Mestra Kafra não permitir que um monstro ajudasse os humanos. – Ela deu uma pequena risada durante essas frases... Os guardas prenderam uma... ponte? Em dois pontos paralelos no campo.

Guarda Kafra – Senhora Chefe, o buraco está pronto para ser aberto...

Chefe Kafra – Segurem-no. – Com essas palavras os Guardas me seguraram e ela foi até o ponto da ponte, pôs-se a ajoelhar e colocar as mãos no chão. – Ó senhor Odin! Peço-lhe para que o Buraco da Solidão seja aberto mais uma vez para a punição deste Ignorante e Infeliz monstro!

A cena a seguir foi a de a Chefe Kafra sair voando como se alguma coisa tivesse explodido. Fez-se um barulho muito alto e todos olharam para o lugar da “explosão”, o chão começou a brilhar, um raio caiu do céu e acertou em cheio o buraco, então, pouco a pouco, o buraco foi-se abrindo. Mesmo com aquele barulho pude ouvir a maluca da Chefe Kafra ficar rindo histericamente.

Ryou – Você! Foi por sua culpa! – Eu entrei em estado de Fúria! Ela havia programado tudo isso! Eu ia matá-la naquele momento, mas... – O que?

Senti meu corpo começar a ser puxado para dentro daquele buraco que ia se abrindo.

Chefe Kafra – Adeus, seu imbecil. – A seguir uma série de risadas histéricas.

Ryou – Eu ainda vou me vingar... – E então fui puxado aqui para baixo, junto com minha foice...

Ryou – Você sabe agora minha história de como vim parar aqui...

Karuma – Aquela... – Eu, furioso, soquei o chão. – Ela...

Ryou – É impossível agora...

Karuma – Por que? Onde ela está?!

Ryou – Morta... provavelmente. Isto aconteceu a 105 anos atrás...

Karuma – 105 anos? Mas então...

Ryou – Mesmo que ela pudesse viver tanto assim, ela seria uma velha indefesa...

Karuma — ...

Ryou – Sabe, eu poderia ter subido esse buraco a muito tempo...

Karuma – Mas então... por que não o fez?!

Ryou – Porque... como eu fui banido para cá por Odin, eu não posso contrariar as ordens dele, uma vez que antes de eu me transformar em Bafomé eu era...

Karuma – Peraí, você foi TRANSFORMADO?

Ryou – Sim... Eu era um Cavaleiro do Reino. Sir Ryouka dos Punhos Flamejantes...

Karuma – Nossa! Eu ouvia histórias que meu pai me contava sobre o Cavaleiro dos Punhos Flamejantes! Mas não sabia que ele havia sido transformado em Bafomé, pela história ele havia morrido protegendo o Rei Tristan III de uma bruxa. Mas a bruxa o matou e o Rei também. Por causa dela o mundo de hoje está um Caos. Ninguém nunca mais a viu, mas ela continua a mandar em nós...

Ryou – Infelizmente não há nada o que eu possa fazer... apenas lhe mostrar o caminho para subir... – Ele mudou para uma expressão quase feliz – Espere, tem uma coisa...

Ele se levantou e foi para o canto escuro onde estava antes... Trazendo consigo um pacote meio grande...

Ryou – Eu estava preparando isto para quando eu voltasse à minha forma humana... – Ele se agacha e coloca o pacote na minha frente. – Mas já estou velho e mal posso me mexer... Então fique para você, pode abrir.

Karuma – Para... mim? – Enquanto eu desembrulhava o pacote ele se sentou na cadeira gigantesca dele. Eu termino de abrir. – Uma armadura?

Ryou – Esta armadura não pesa quase nada, mas é bem resistente. Eu a chamo de: Leve como Pluma.

Karuma – Obriga... obrigado... Eu juro, eu vou... – Quando olho para ele, ele havia dormido. – Ryou? Hei, acorda... Ryou. RYOU! – Eu já havia começado a chorar... ele teve uma história muito triste... – Eu juro, em nome a sua alma, Ryou... – Eu visto a armadura. – Que eu vou acabar com a bruxa que o transformou nisto e o fez sofrer!

Eu fiquei ali uns segundos pensando onde eu poderia encontrar a bruxa... Mas então.

Karuma – Espera... E COMO EU SAIO DAQUI?!?!