Histórias da Ecomoda.
200 Banco Montreal.
Notas iniciais
No Banco Montreal:
_ Doutor Mendonza? O doutor Bezerra vai atendê-lo agora!
—Obrigado!
Armando entra na sala.
—Como vai doutor Mendonza? Em que posso ajudar? Manoel Bezerra fala esticando a mão.
—Olá, gostaria de lhe fazer uma proposta. Armando fala esticando a mão.
—Eu estou ouvindo, sente-se por favor!
— Doutor Bezerra, gostaria de um empréstimo, e dou como garantia os meus bens!
—Como assim? Seus Bens, e quanto estamos falando? Sinceramente doutor Mendoza eu não entendo o que está falando.
—Deixe explicar doutor Bezerra.
Na Ecomoda:
—Betty, desculpa atrapalhar. Fala Aura Maria.
—Sim o que foi?
—Ligação da Colorin.
—A sim, pode passar.
—Certo Betty.
Aura Maria sai da sala de Betty, quando ela se aproxima de sua mesa ouvi um grito vindo do elevador.
—NÃO QUERO SABER DE NADA!
A porta abre e de dentro saem Marcelo e Marcela que estavam discutindo.
—JÁ DISSE. EU NÃO QUERO OUVR NADA!
—MEU DEUS MARCELA, EU JÁ FALEI... ERA A TV! Marcelo fala seguindo Marcela até a sala dela.
Marcela entra na sua sala e bate a porta na cara de Marcelo.
—DROGA! Marcelo sai pisando duro para o ateliê.
As meninas do quartel se juntam na mesa de Sandra.
—Meninas, vocês viram o que aconteceu? Fala Sofia.
—Sim, parece que o casal andou brigando!
—Aí meninas, pra mim isso tem chifres no meio. Fala Sofia fazendo o sinal com as mãos.
—Se pelo menos a oxigenada tivesse chegado, poderíamos ouvir o que elas vão conversar! Fala a Bertha.
Nesse momento a porta do elevador abre e de dentro sai Nicolás.
—Bom dia! Bom dia!
—Oi doutor Mora! Fala as meninas do quartel.
— Sofia, alguma ligação pra mim?
—Não doutor, mas a Betty pediu pra que o senhor fosse a sala dela quando chegasse.
—Certo, eu vou lá. A Patty ainda não chegou?
—Não doutor, aquela pra chegar na hora só um milagre! Fala Sandra tirando gargalhadas do quartel.
Nicolás segue para a sala de Betty.
—Meninas, vocês viram, nem depois de casado esquece a oxigenada. Fala Aura Maria.
No Banco Montreal:
—Olha doutor Mendonza eu sou obrigado a lhe alertar, essa quantidade de dinheiro que o senhor está pedindo ao banco. Com a sua forma de pagamento são muito arriscados, eu não entendi até agora o que aconteceu com a Ecomoda.
— Pra falar a verdade doutor, fomos pra fechar um negócio, pra melhorar a empresa, mas tivemos que colocar a empresa nas mãos do Daniel...
—Sim, sim ai ele quebrou a empresa.
—Sim doutor, e agora precisamos de tudo que possamos ajudar a levantar a Ecomoda.
—Entendo, mas doutor Mendonza, seu apartamento, seu carro, seus títulos e metade da casa dos seus pais, por um valor de Meio Milhão.... é muito arriscado doutor.
—Eu entendo, mas preciso erguer a empresa da minha família. E eu não posso deixar que minha esposa arque com toda a responsabilidade.
—Ok, então vamos fazer toda a papelada.
—Gostaria de pedir um favor!
—E qual seria?
—Não quero que minha esposa saiba do que está acontecendo.
—Porque?
—Porque conheço a minha Betty, e sei que ela não aceitaria o que eu vou fazer, por isso ela não pode saber de nada!
—Entendi, vamos ao trabalho.
Na presidência:
Betty desliga o telefone, Nicolás entra na sala.
—Oi Betty, bom dia!
—Oi Nicolás. Eu preciso que...
— Betty, eu preciso falar com você! É urgente.
—Nossa Nicolás você está me assustando, o que aconteceu?
—Betty, a Patty e eu nos beijamos ontem a noite.
—QUE?
—Sim Betty. Nicolás fala colocando a mão na cabeça.
— Nicolás o que você foi fazer, como isso aconteceu?
—Aí Betty, O que aconteceu foi o seguinte, ontem eu fui levar a Mila no hospital, quando estava saindo dei de cara com a Patty, ai ela me pediu uma carona...
— E CLARO, BOBO COMO VOCÊ É DEU NÉ?
— Sim Betty, mas não briga comigo por favor, eu já tô muito mal com isso!
— MAS É CLARO, NICOLÁS VOCÊ NÃO APRENDE, AQUELA OXIGENADA NÃO QUER NADA COM VOCÊ!
—Eu sei Betty...
—E A MILA, SABE DISSO?
—NÃO BETTY, NÃO! EU AMO A MILA!
—POIS NÃO PARECE! Mas me conta o que foi que aconteceu.
—Bom Betty, aí eu levei ela no apartamento, ela me chamou pra tomar um café, ai quando fui pegar o café caiu na minha calça, ela foi me ajudar a me limpar... ai foi ai que teve o beijo.
—Aí Nicolas... tá e depois?
—Eu percebi a besteira que estava fazendo e sai de lá correndo, fui atrás da Mila e disse que eu a amo.
—Nicolás, aí meu amigo... como está o seu coração?
Perdido Betty, perdido....
No corredor da Presidência:
A porta do elevador abre e de dentro saem, Mario e Patrícia.
—Eu já disse e repito, não vu aceitar essa mixaria de pensão Mario!
—Olha Patty, isso que eu depositei é o que eu vou dar esse mês, afinal o Patrick fica mais comigo do que com você!
—Está esfregando na minha cara... desgraçado, lembre-se que você assumiu o Patrick agora.
—Lembre-se que eu não sabia da existência dele, mas agora que eu sei. Vou cuidar dele como ele merece.
—Com uma mixaria dessas, faz me rir!
—Não, tomando a guarda dele.
Mario segue para sua sala, e Patrícia grita: _DESGRAÇADO!
—Ei oxigenada, a dona Marcela está procurando você!
—A Marce?
—Não a Bertha, claro que é a dona Marcela! Vai logo corre. Fala Sandra batendo palmas.
No ateliê:
Hugo estava abraçado com Marcelo que estava chorando muito.
—Huguinho, o que eu vou fazer, ela terminou comigo!
—Aí Marcelo, você tem que entender a pobre March, porque ela foi tão traída pela besta peluda, que hoje ela não confia em ninguém.
—Mas Hugo, ela acha que eu estava traindo-a com a televisão? Ora por favor!
—Eu sei, eu te entendo!
—Hugo, se ela não voltar comigo, eu vou sair da empresa!
— Não senhor, eu preciso de você!
—Mas eu amo a Marcela. eu quero que ela fique comigo!
— Olha vamos fazer assim. INEZITAAAAAAA!
—Já vou sei Hugo....
—Onde você estava em sua velinha fofoqueira?
—Costurando a blusa de camurça!
—Sei, preciso de um chá bem forte aqui pro Marcelo...
—E pro senhor?
— Não, eu não quero! Vou até a sala da March, já volto.
—SEU HUGO?
—O QUEEEEE!
—Eu só o quero lembrar, que hoje temos reunião com a Betty. Pra falar sobre a nova coleção.
—Não me lembre que tenho que encontrar com a ex-feia, que me da até arrepio. Ui!
Na sala de Marcela:
—Marce, eu cheguei faz tempo.... mas essas ridículas do quartel só me avisaram agora que você estava me procurando.
— Aí Patrícia eu sei que você chegou agora, mas isso não vem ao caso!
—Não Marce, faz tempo que eu cheguei...
—Patrícia, me poupe. Excuta, eu preciso que você marque uma passagem pra mim. Eu vou pra Cartagena.
—CARTAGENA MARCE? AÍ EU VOU TAMBÉM!
—Claro que não, eu vou a trabalho...
—Por isso Marce, por isso que eu preciso ir junto. Pra te auxiliar, pra te ajudar...
—Patrícia, eu vou por que eu quero ver esse ensaio fotográfico do Marcelo, entendeu agora?
—Aí Marce, pra isso? Ai não Marce, correr atrás de homem? Não Marce!
—Patrícia, cale a boca! E vá logo marcar essa passagem.
—Tá Marce, eu vou... Marce, você vai trazer um presente pra mim, não é?
— Patrícia saia daqui!
Patrícia sai da sala de Marcela, Marcela passa a mão no rosto, quando o celular toca.
— Alô?
—Irmãzinha, como estão as coisas aí?
—Daniel, ei já disse pra não me liga, e que número é esse?
—Esse celular, eu tenho já faz um tempo, só uso quando é preciso! Mas eu quero saber, alguma novidade?
—Bom a única coisa que eu sei, e que hoje mais tarde o delegado vai passar pela empresa!
—Droga, ele está no meu pé, não vá abrir a boca de onde eu estou Marcela!
—Não sou idiota. Marcela desliga o telefone.
Batidas na porta:
—Entre!
Hugo entra na sala de Marcela.
Nas ruas de Bogotá:
Armando saiu do banco Montreal, ele seguia para o seu carro, quando pegou seu celular e digitou o número.
Depois de dois toques.
—Alô Halit?
—Oi como estão as coisas aí? E a família?
—Que bom, que bom... escuta, eu consegui o dinheiro, quando vocês vão vir para Bogotá?
Continua...
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