Histórias da Ecomoda.
195 Ajudando Freddy!
Notas iniciais
Na sala da presidência;
—Mi amor, eu consegui falar com dois bancos. Armando entrega o relatório para Betty.
—Ótimo, eu consegui falar com mais dois. Amanhã nos reunimos com eles, vamos ver o que vamos fazer!
—É mi amor, mas algo me diz que vamos ter que usar até os nossos bens para salvar a empresa.
—Sim Armando, dessa vez eu não sei se a Ecomoda vai ter salvação.
Armando abraça Betty com carinho e responde. _ Mi amor, não diga isso, juntos podemos salvar a empresa.
—Como eu queria acreditar nisso mi amor! Betty fala escondendo o rosto no peito de Armando.
A porta se abre e Hermes entra na presidência.
—Papai, o que faz aqui?
— Como o que faço aqui? Quero saber o que esse delegado queria com você minha filha!
—Olha Don Hermes, as coisas não estão fáceis aqui na empresa! Armando fala se sentando no sofá.
—Eu vi algo na televisão. Mas me expliquem o que está acontecendo. Hermes fala puxando uma cadeira.
Betty se senta ao lado de Armando e começa a contar.
No corredor da empresa:
Freddy desce do elevador com flores e uma caixa de bombons.
—Minha rainha!
—O que você quer?
—Isso é pra você, com meus mais sinceros pedidos de desculpas!
Aura Maria pega a caixa de bombons e as flores e fala. _Isso não é o suficiente!
—Eu sei minha rainha, por isso quero convidá-la para jantar hoje a noite no Le’ noir!
—COMO?
—Isso mesmo minha princesa, hoje seu marido Freddy Contreras, vai levá-la para comer os mais belos e saborosos quitutes que tem direito. Então se arrume se embeleze que hoje as 19:30 temos reservas para nós dois, e mais após o jantar vamos bailar em uma boate chique e depois temos reservas no hotel La Essensa!
—Mas Freddy esse hotel é um dos mais caros da cidade!
—Eu sei, e como pedido de desculpas eu dei um susto na pobreza e vou leva-la minha meu pedacinho de céu. Agora perdoe mas me desculpe, eu vou falar com o doutor Mendoza. Sabe onde ele está?
—Na presidência com a Betty e seu Hermes!
—Certo, eu vou até lá!
Freddy vai para a sala da presidência, e as meninas correm para cima de Aura Maria.
Na presidência:
—Meu Deus, como esse doutor Valência pode fazer tudo isso filha?
—Sim papai, estamos tentando conversar com os bancos pra ver o que vamos fazer!
—É seu Hermes, e tem mais, acredito que alguns dos nossos bens vai ter que ser vendido para salvar a empresa!
—Sim, olha doutor, não temos muitos bens, mas os meus bens como a casa e o carro, eu posso vender pra ajudá-los!
—Não seu Hermes, não é pra tanto!
A porta da presidência se abre e Freddy entra.
—Perdoe-me mas me desculpem, doutor Armando posso falar com o senhor um minutinho?
—Estamos conversando, não pode ser depois?
—Doutor, perdoe, eu não queria atrapalhar a sua conversa em família, e que bela família... doutora Betty parabéns por sua gravidez. Mas doutor é algo urgente e em particular!
—Mi amor, vá ver o que ele quer! Betty fala segurando a mão de Armando.
—Está certo, vamos a sala de reuniões. Armando fala ao se levantar.
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—E quando você vai?
—Na sexta!
—E quando vai voltar?
—Bom, quando eles me pagarem. Eu só tenho dinheiro pra pagar a passagem de avião de ida.
—Onde pretende ficar?
—Em um hostel. Marcelo responde.
—Como assim? Pelo menos fique em um hotel, amor você vai para Cartagena. Marcela fala indignada.
—Meu amor, eu vou para trabalhar e não para me divertir, não tenho muito dinheiro...
—Não fale mais nada, de quanto precisa?
—Não Marcela...
—Marcelo, por favor. Me diga de quanto precisa? Sei que ir pra Cartagena não é barato, e você não pode ficar nesses lugares.
—Marcela, quantas vezes eu tenho que dizer que não preciso do seu dinheiro?
—Chega, eu quero te ajudar! Vou transferir para a sua conta agora mesmo. Marcela fala saindo do ateliê.
—Meu amor, eu juro que vou te pagar tudo com juros!
—Não precisa, você já me faz muito feliz! Eu queria ir com você, mas com todos esses problemas...
—Eu sei meu amor, se não fosse a trabalho eu ficaria ao seu lado, mas sabe minha tia...
—E eu te entendo, mas fique tranquilo, logo ela vai estar bem e nós ficaremos juntos! Marcela sai do ateliê, e pouco segundos depois entra Carolina.
—E aí como foi?
—Fácil como tirar doce da boca de criança.
—E quando vamos?
—Deixa-a me transferir o dinheiro e eu te falo, mas comece a arrumar as malas meu bem, que esse fim de semana promete.
Na sala de reuniões:
—Muito bem o que você quer Freddy? Armando fala se sentando em uma cadeira.
—Doutor eu venho lhe pedir um favor de homem apaixonado, para outro!
—Como assim?
—Veja doutor, hoje eu cometi um erro feio com a minha rainha, e preciso da sua ajuda!
Armando passa a mão no rosto e fala, conte o que aconteceu.
No hospital:
Camila chega desesperada.
—Mamãe, como está o papai?
—Filha! Oi, ele está fazendo alguns exames. E o seu marido e Michelzinho?
— Eu mandei o Nicolás levar o Michelzinho pra casa da mãe dele, um hospital não é lugar de crianças.
—Sim, filha me perdoe!
—Pelo que mamãe?
—Por tudo, eu fui muito injusta com você...
—Mamãe por favor esqueça isso, O mais importante é o papai nesse momento. Camila fala dando um abraço apertado em Margarida.
Na sala da presidência:
Betty termina de rever a situação da empresa.
—Meu Deus estamos em sérios apuros. Ela pega o documento e leva para a cova, onde seu pai estava.
—Papai olhe aqui, o relatório!
Hermes pega e começa a ler.
—É filha as coisas não vão nada bem! O que pensa em fazer?
—Ainda não sei papai!
Na sala de reuniões:
Armando estava rindo sem parar. _Então você quer que eu além de fazer as reservas te empreste dinheiro Freddy?
—Doutor, eu estou desesperado, quando levei os chocolates e as flores, pensei que minha rainha ia ficar feliz. Mas quando percebi que ela estava triste eu inventei essa história, e agora eu não sei o que fazer, o senhor é o único que pode me ajudar. Por favor doutor, eu juro que vou pagar tudo!
Armando se levanta e fica de frente com Freddy.
— Está apaixonado, não é mesmo?
—Sim doutor, amo minha esposa mais que qualquer outra coisa!
—Pode deixar, eu vou te ajudar, mas faço isso porque eu estou em dívida com você!
—Como assim doutor?
—Não se lembra que você me ajudou a me reconciliar com a Betty, quando eu ia embora? Então agora é minha vez de ajudá-lo!
—Obrigado doutor! Eu nunca vou esquecer do que fez! Freddy beija a mão de Armando.
—Ei... mão precisa exagerar! Armando fala puxando a mão.
As horas se passam, Armando, Betty e Hermes passam a tarde inteira fazendo cálculos e vendo qual proposta seria a melhor para negociar com os bancos.
—É filha, não temos outra alternativa.
—Mas papai, empenhar a Terramoda, ela é uma empresa pequena ainda.
—Sim Mi amor, mas empenhando a Terramoda, nossos dois apartamentos, nossos carros, quem saiba os bancos aceitem como garantia.
—Não sei Armando, isso ainda é muito pouco!
—Sim mi amor, amanhã eu vou ao hospital falar com meu pai, acho que a mansão Mendoza vai ter que entrar no negócio.
—Não queria ter que envolver os bens dos seus pais nisso Armando!
—Eu também não mi amor. Mas não temos outra saída! Armando olha no relógio e fala. _ Mi amor são quase 18:00, precisamos nos aprontar pra falar com a Cata.
—Sim é verdade! Papai, vocês podem ficar mais um tempo com a Milinha, vamos encontrar a dona Catalina.
—Claro filha, deixe a menina dormir lá. E por que vão encontrar essa senhora?
—Vamos tentar convencer o Hugo e a Inezita a voltarem a Ecomoda!
—Entendi. Bom eu já vou indo. E lembre-se que o diabo é porco!
Hermes se despede do casal.
—Mi amor, espero que tudo de certo, estamos arriscando muito, Betty fala.
—Sim, mi amor eu também! Armando beija Betty nos lábios.
No apartamento de Marcela:
A porta do elevador abre, e Marcela entra, ela passa pelo corredor e segue direto para o quarto. Chegando lá ela tira seu blazer e se senta em sua cama, para retirar seus sapatos.
Uma mão tampa sua boca fazendo com que ela se assuste e comece a se debater.
—Shiuuuu! Sou eu! Daniel fala em seu ouvido.
—O que faz aqui? Marcela fala quando Daniel tira a mão da boca de Marcela.
—Preciso de sua ajuda!
Continua....
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