Histórias Star Wars - O Abismo da Ordem.
1 Capítulo I - O Caminho da Luz
Notas iniciais
E então, adentara mais um túnel natural. Possuía medo, mas ao mesmo tempo serenidade. Com os pensamentos calmos mas os sentimentos a mil, Niam, seguira. O lugar era pouco iluminado, acima haviam estalactites, ao chão, estalagmites, também havia uma trilha, que fora entalhada por um povo a muito esquecido.
Havia entrado na caverna a três dias, e não sabia seu motivo lá dentro, isso o perturbava, pois podia ser um motivo a falhar novamente com seu mestre. Desta forma seguiu o caminho de pedra lisa a frente, andou, e andou, as rochas que iluminavam o local, já não o ajudavam a enxergar, pois adentro não haviam mais delas.
Ficando nervoso, de uma forma que nunca havia ficado, lembrou em fechar os olhos, como seu mestre havia dito. Após fecha-los, passo a passo, acalmou-se, mas quando os abriu novamente, espantou-se com um obstaculo, uma queda na escuridão.
Dara um passo a frente que quase o levara a morte fazendo com que a gravidade o puxa-se para baixo. Niam cai com força na entrada do 'buraco dos espíritos sombrios', por sorte, ou por conta da força, ali havia um galho de arvore com musgo seco, que lhe deu um suspiro de vida, fazendo-o bater com violência em seu dorso.
Assustado, recuperou-se após se sentar, dobrando suas pernas em meditação. Seus pensamentos eram como, a sensação de medo, pois o atacavam. Abrira seus olhos, e analisou o local.
Respirou e então se jogou em direção a borda de onde caíra. A força o levantou os 3 metros que ele haviam tido como queda. Chegou a borda e temeu menos o 'buraco dos espíritos sombrios. Observou a frente, analisando a outra borda, outra entrada para o resto da caverna. E então, pulou em direção a borda norte, a força o fez ir 6 m, a frente, e cair com sustentação ao solo.
Observou a frente.
Estava em um corredor, era liso, entalhado dentro da caverna, passando isso, havia o precipício, era pequeno o suficiente para pular, mas talvez esse não fosse o motivo do mesmo. O grande buraco, era exatamente redondo, com uma extensão de dez metros, sua queda, por outro lado, beirava aos quarenta, ou cinquenta, Niam não via o chão, nem o sentia com a força, mas seu chute provavelmente era exato. Observou mais, e entendeu que a distância entre onde estava, e o outro lado, em linha reta, era de oito metros e alguns centímetros a mais, e o teto estava a cinco metros de sua localização, não era reto, possuía forma irregular, mas natural.
Deste modo decidiu. Sua escolha podia ser a pior, mas fora a mais rápida pensada, Niam não aguentava mais aquele ambiente, úmido, hostil e aterrorizante. Então, ganhou distancia, fora para trás, quase ao fim do corredor, e correu. Seus passos apresados ecoaram pela caverna, ecoando nas paredes do corredor, fazendo com que quase a chegar no fim, perde-se a sua concentração, pulando de forma errada e desequilibrada.
Seu pulo alcançou três metros entre o centro e o fim do grande precipício, e com os olhos tremidos olhara ao chão, percebendo que estava a cair, olhou ao teto enquanto suava e se sufocava ao encher os pulmões com ar.
E fechou os olhos esperando sua batida ao chão. Sentiu seu peito tocar agressivamente uma superfície, abriu seus olhos em espanto. Quando seus olhos abriu, viu o teto da caverna, mas não o centro do mesmo, sim o seu lado norte, para onde pulara, e percebeu seus dedos cansados agarrados a quina lisa de pedra da entrada norte que procurava alcançar. Olhou para baixo e viu o grande buraco negro que lhe esperava, mas que não o alcançara.
Abalado com a queda abaixo de si, entrou em frenesi, e sua mente o fez lembrar que com sua força de vontade, conseguiu alcançar e segurar-se diante a queda. E com vigor puxou seu corpo para cima, encaixando seu cotovelo direito contra o chão e trazendo a metade de seu corpo que restava ao terreno firme. Deitado de peito para cima observou o teto deste corredor, possuía diversos pontinhos luminosos, que de muito lembravam estrelas.
E levantou-se. Respirou, e olhou para a frente. Este corredor seguia reto a dez metros para frente e depois subia em degraus. Era uma escada. Muito velha estava, era de pedra lisa, novamente entalhada, e provavelmente o levaria ao fim desta maldita caverna. Com pressa começou a subir, quando tocou o primeiro degrau, pode ver o fim da escada, e então a luz de um sol a nascer tocou seu rosto. Desta forma, subiu mais depressa ainda.
Quando chegou ao quinto degrau, algo o puxou, e o fez cair de peito entre as pontas da escada de pedra. Começou a ser puxado para abaixo descendo quatro degraus, chegara ao ultimo ele se segurou, mas não estava tocando a ponta do degrau, na verdade estava a centímetros da mesma.
A força o estava segurando. Força gerada por ele. Algo que nunca havia demonstrado, nem mesmo para si mesmo. Flutuando, a centímetros do chão, pois era puxado por duas forças, Niam caiu. Levantou-se e olhou para trás. Percebeu que agora o corredor estava iluminado pela saída acima, e que oque o puxara, era algo negro, quase como uma sombra, isso por algum motivo não o assustou.
O mesmo confiante, ciente e sereno, olhou a frente, e subiu degrau por degrau. Com calma, foco e ordem, chegando até o fim. Deu seu ultimo passo, colocando seu corpo para fora da 'caverna dos pesadelos' e então sentiu o abraço do sol da manhã.
Despencou, cansado. Olhou a frente, e a sua espera, viu algo bastante agradável. Seu mestre e seus dois colegas Padawans, que por algum motivo, sentiram sua saída. Em trio, Renys, Mestre Windu e Veren, sua família.
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