Histórias De Terror

10 Estrada Maldita...


Leticia estava muito feliz, a cinco anos trabalhando no jornal, finalmente consegue sua sonhada promoção uma matéria exclusiva com direito a entrevista e texto de sua autoria.

Sua matéria seria em outro estado, em uma cidade que não possui aeroporto, portanto teria que dirigir até o seu destino.

Chega a um posto para abastecer e esticar as pernas a viagem é longa, planeja chegar ao seu destino em poucos dias.

Buzina, um cachorro ladra exaustivamente que acaba por fim atraindo a atenção de um senhor que aproxima-se de maneira tranquila.

— Bom dia, completa por favor!

— Bom dia senhorita! Um momento.

— Esta a passeio? – indagou o velho que em seguida boceja.

— Não estou a trabalho sou jornalista vou fazer uma matéria na cidade de Coronel Andrada

— Jornalista, então veio do sul ?

— Sim vou entrevistar o Eduardo Antunes conhece?

— Claro! Quem não o conhece nestas redondezas!

— Vi que no mapa existe um caminho alternativo certo? — disse Leticia

— Sim existe mas e uma estrada que ainda não foi pavimentada é melhor você ir pela principal.

— Mas esse trajeto diminui minha jornada em uma semana posso chegar mais cedo e descansar.

— Esse caminho é perigoso além de ser …

— Diga logo, senhor!

— Aquele lugar é assombrado!

— Não me venha com essa!

— Pois acredite é verdade!

— Sinto muito mas não acredito nessas coisas.

— Que Deus a proteja tente chegar antes do anoitecer ai você ficara bem.

Ela estranha, mas sem dar atenção retoma sua viagem. Poucos quilômetros depois vê a frente a estrada de terra, logo imagina que não chove na região há muito tempo, sem pestanejar acelera o que pode na esperança de chegar o mais breve possivel.

Na metade do caminho uma tempestade despenca sobre a floresta trazendo consigo o anoitecer obrigando-a acender os faróis. Assim que seu percursso se ilumina vê logo adiante um homem caminhando despreocupado se aproxima e pergunta se gostaria de uma carona:

— Obrigado! — agradeceu.

— Não foi nada mora por aqui?

— Sim no final da estrada .

— O que faz no meio da chuva? Não tem medo?

— Nada mais me assusta neste lugar já estou acostumado.

— Mora aqui a quanto tempo?

— Há muito tempo, muito tempo…

O estranho passageiro não diz mais nenhuma palavra levando Leticia a ficar calada, mas algo chama sua atenção….

Entre as árvores uma pessoa os observa, neste momento vira-se para perguntar se acaso fosse um amigo e da-se conta que o carona havia sumido.

Estranhos barulhos ecoam da floresta, quando uma enorme criatura revestida de um pêlo muito grosso sai da mata e começa a bater em seu carro. Sua força era descomunal, possuia enormes chifres que ao arranhar a lataria saiam faiscas, ouvia-se urros raivosos e desesperados, sem duvida era a besta do inferno, batia sem parar, sumia por algum tempo e logo voltava com mais força, Leticia gritava e chorava pedindo para que o monstro parasse mas nada adiantava sua meta era tirar o carro da estrada. Foi quando que ao olhar para a frente depara-se com o sujeito que dera carona passa por ele como se não estivesse ali, perde o controle do carro chocando-se contra uma árvore.

No dia seguinte acorda em um hospital a enfermeira é chamada e em seguida avisa ao medico que pergunta:

— Como esta? Sente-se bem?

— Sim doutor o que houve ?

— Encontramos você incociente na entrada da cidade.

Lembro que estava ao volante quando perdi a direção. O que há de errado naquela estrada?

— Nada senhorita é apenas uma estrada – respondeu o delegado adentrando o quarto.

— Então porque o frentista disse que é assombrada?

— È um velho supersticioso apenas isso.

Dias depois Leticia melhora, e vai fazer sua reportagem estava preocupada, seu entrevistado era um assassino muito perigoso, com muita investigação descobriram que estava escondido naquela cidade liga o gravador e faz a primeira pergunta:

— Porque escolheu esta cidade para se esconder?

O criminoso sorri acende um cigarro, da uma tragada, em seguida bafora e diz:

— Moça quem em nome de Deus viria a este lugar no meio do nada sendo obrigado a cruzar esta estrada?

— Mas existe a estrada principal!

— É verdade, existe, mas tem uma pessoa que me informa tudo o que se passa — Responde apagando o cigarro ainda pela metade.

— Quem é? Mora na cidade? Indagou Leticia curiosa.

— Você o conhece muito bem afinal de contas deu carona a ele.

Notas finais
A historia NÃO é minha é desse site, vou postar algumas historias dele.
http://wilsonbandeira.blog.terra.com.br/category/contos-de-terror/