Naquela noite Ária e Stoico estavam sentados na mesa. Azula estava correndo de um lado para outro com Diabinho logo atrás. Ária estava organizado as folhas. Stoico estava vendo se estava tudo certo com a idade.

– Ária, pai? – Soluço os chamou entrando em casa. Ele estava de mãos dadas com Astrid.

– Oi meu filho. – Stoico disse olhando para ele.

– Oi. Senta. – ele disse. – Astrid e eu queríamos conversar com você.

– Pode falar. – Stoico disse.

– Astrid e eu queremos adiantar o casamento. Sei que não é hora para isso, mas achamos que assim será melhor. E também vai servi para tirar um pouco da tensão que está no ar.

– Acho que você está certo meu filho. – Stoico disse. – Um casamento é tudo o que precisamos. Para quando estão pensando?

– Acho que um mês. – Astrid disse.

– Bem, temos quase tudo pronto, então tenho certeza que um mês dá. – Ária disse sorrindo. – Apenas vamos ter que apresar o vestido.

– Podemos pedi para sua mãe e Bellatrix ajudar. – Stoico disse. – Assim as coisas acabam mais rápido.

– Claro. – Ária disse sorrindo. – Acho que elas vão amar.

Depois disso eles começaram a conversa sobre o casamento. Os dias passaram depressa. As mulheres da aldeia estavam ocupadas organizando as coisas para o casamento, enquanto os homens estava se preparando para a guerra. Ária passava boa parte do dia dividida entre treinar novos pilotos e ajudar Astrid com as coisas do casamento. A ilha inteira estava ocupada com esses dois eventos.

Soluço e Astrid iam mora na casa de Stoico por enquanto. Por dois motivos, primeiro, por causa da guerra eles não iam ter tempo para construir uma casa e por causa de Azula, que ainda não estava pronta para perde o irmão.

Nesses dias Stoico estava tenso. Eles não queriam guerra, mas as coisas estavam ficando complicadas. E isso deixaria o chefe nervoso, mesmo assim ele encontrava tempo para os filhos. Quando ele não estava brincando com Azula, estava arrumando as coisas com Soluço, e também não deixava Ária de lado.

A cada dia que passava, Ária e seu pai iam se aproximando mais. Ela sabia que o pai ainda estava sentido por ela não ter voltado para a casa, mas aos poucos as coisas iam se acertando.

– Como está se sentindo filho? – Stoico perguntou no jantar.

– Nervoso. Mas acho que isso é normal já que vou me casar amanhã. – ele disse quando um pequeno sorriso.

– Vai dá tudo certo. – Ária disse sorrindo. – Tudo já está em seu lugar. Não precisa se preocupar com nada.

– É. Não fiquei pensando que ela vai te deixar, que talvez ela veja que você não é quem ela quer. Ou que ela possa montar em Tempestade e ir para longe. Ou que na hora do sim ela saia correndo e te deixe. Ou quem saber que...

– Acho que ele já entendeu Stoico. – Ária o cortou. – O que seu pai está querendo dizer é que, vocês se amam e tudo vai dá certo. Não há motivos para ficar pensando besteira.

– Eu sei. Obrigado por tentarem me acalmar.

– E conseguimos?

–Não, pai. – ele disse rindo. – Mas acho que depois de brincar um pouco com essa mocinha ficarei melhor.

O resto do jantar foi silencioso. Ás vezes Azula falava alguma coisa e chamava a atenção dos outros, mas logo eles voltavam ao silêncio. Eles estavam terminando de arrumar a cozinha depois da janta quando escutaram alguém batendo na porta.

– Eu abro. – Ária disse indo para a porta. Quando ela abriu deu de cara com Astrid. – Oi querida.

– Oi. Posso entrar?

– Claro. – Ária saiu da frente para deixar ela entrar.

– Oi amor. – Soluço disse quando a viu. – O que faz aqui?

– Meus pais me expulsaram. – ela disse pegando Azula no colo. – Segundo eles, eu estou ficando louca com o casamento. Vivo falando que você vai me deixar, e isso já está deixando eles cheios.

– Acho que os entendo. – Stoico disse sorrindo.

– Que tal irmos ver as estrelas? – Ária perguntou abrasando o marido. – A noite está linda e isso sempre me acalma. Quem sabe não faça o mesmo com vocês.

– Por mim, tudo bem.

– Por mim, também.

– Então vamos.

Eles saíram de casa e foram para a ponta do penhasco. Eles se sentaram no chão e ficaram olhando o céu. A noite estava linda e fresta. Não tinham nuvens, então dava para ver bem as estrelas.

– Está uma linda noite. – Stoico disse abrasando a esposa e a filha. – Acho que tenho que parar mais vezes para ver as estrelas.

– Eu vivo te falando isso. – Ária disse rindo. – Mas você me escuta? Não.

– Acho que entendo por que você passou tanto tempo longe das pessoas. – Astrid disse encostando a cabeça no ombro do Soluço. – Essa paz que as noites passam, é incrível.

– Você está certa. É uma coisa que não tem como explicar.

– Acho que podemos passar uns dias acampando. – Soluço disse. – Depois que tudo se acalmar. Apenas eu e você.

– E seus dragões. – Ária disse.

– E nossos dragões. – Soluço disse rindo.

– Eu posso i? – Azula perguntou olhando para o irmão.

– Quando você estiver um pouco maior, sim. – Soluço disse pegando ela no colo. – Você ainda é muito novinha.

– Então como eu ainda sou pequena não podu i?

– É posso querida. E é. – Stoico disse. – Papai ainda não está pronto para te ver parti.

– Certo. – ela disse se esticando para a mãe. – Podu domi aqui?

– Pode querida. – Ária disse beijando a testa da filha.

Stoico tirou sua capa e colocou envolta delas, para que ficassem quentes. Eles passaram algumas horas ali conversando. Até que Ária achou melhor entra. Ária e Stoico entraram depois de falarem para eles não demorarem muito.

– Acho que agora vou conseguir dormi. – Soluço disse abrasando Astrid por trás e apoiando a cabeça no ombro dela.

– Eu acho que você está certo. – ela respondeu passando a mão no rosto dele.

– Eu te amo. – ele disse. – Para sempre.

– Eu também te amo. Para sempre. – ela disse ficando de frente para ele.

– Acho entramos. – Soluço disse.

– Também acho.

– Temos que ir.

– Tem razão.

– Se não levantamos, nunca vamos sair daqui.

Eles se levantaram e foram cada um para a sua casa.