Histórias De Dragões.
20 Capítulo 20
As semanas se passaram. Soluço ajudou a terminar os poleiros, ele e Ária planejaram tudo com cuidado. A cada dia que passava, Ária e Stoico estava cada vez mais únicos com casal, e cada dia que se passava Ária ajudou pai e filho se aproximar mais. Ária se divertia escutando um reclamando do outro, e depois fazia com que eles vissem as coisas pelo ponto de vista do outro. Teve um dia que ela riu muito com as brincadeiras que Banguela inventou para distrair Soluço enquanto ele estava se recuperando e como Stoico se juntou a eles. Quando Soluço se recuperou, ele e Banguela voaram por toda a ilha, durante horas.
Ela estava tirando a roupa do varal quando Soluço chegou.
– Ária tem como você fazer meu pai entender que dragões também tem sentimentos. – ele disse parando ao lado dela.
– O que aconteceu agora? – ela perguntou.
– Ele e um Pesadelo Monstruoso brigaram perto do lago. Eles saíram rolando no chão. E tentei pará-los, mas meu pai é teimoso.
– O que aconteceu depois?
– Eles foram cada um para um lado, machucados. – Soluço disse cruzado os braços. – Eu fui falar com meu pai, mas ele não me deu ouvido, já que parece que um pai não pode escutar os filhos, e se escutar tem que fingi que não presta atenção.
– Querido, a vida é assim mesmo. – disse dobrando a camisa de Stoico.
– Ele me irrita. Como podemos trabalhar juntos se ele não me escuta? Se ele não faz as coisas do meu jeito, por que eu tenho que fazer do dele? Parece que ele ainda não entendeu que dragões são tão teimosos quanto ele.
– Isso ele já sabe faz tempo. – Ária pegou uma calça do varal. – Ele tem o modo dele de fazer as coisas, você tem o seu. Vocês tem que encontra um modo de fazer as coisas juntos.
– Trabalhar junto com meu pai quando o assunto é dragões? Quando você descobri com fazer isso, me avisa.
– Soluço, você e seu pai tem que parar com essa mania, daqui a pouco ele vem aqui e começa a falar sobre você, com é teimoso, como quer fazer as coisas do seu modo, como não sabe o que fazer com você.
– Ária você é minha madrasta e esposa dele, tem que ajudar a gente. Pelo bem da sua família. – Soluço disse ajudando ela a tirar a roupa do varal.
– Querido eu não sei o que tenho que fazer. Vocês estão juntos há quinze anos e ainda não sabe como lidar com um com o outro, como posso ajudar vocês?
– Não sei. Você é o gênio aqui.
– Acho que tive uma ideia. – ela sorriu para ele.
– O que?
– Seu pai está vindo. – ela disse colocando a última pesa de roupa no cesto.
– Oi. – Stoico disse parando ao lado deles.
– Oi. – eles responderam.
– O que estão fazendo?
– Eu estou levando a roupa limpa lá para dentro. Soluço está falando da sua briga com um dragão. – Ária pegou o cesto e começou a ir em direção a casa. Soluço pegou o cesto e levou ele mesmo.
– Não foi bem assim. – Stoico disse olhando para ela. – Ele deve estar colocando fogo na boca do dragão.
– Pai, olha seus braços, estão todos aranhados. Vocês saíram rolando montanha a baixo. – Soluço disse se virando para o pai, na porta de casa. – Você não escutou quando eu disse que tinha tudo sobre o controle. Ele está com a pata machucada, estava nervoso, com dor. Eu sou um imbecil, um idiota por acreditar que depois dos dragões você ia me escutar, fazer as coisas do meu modo. Mas não. Stoico, o imenso, só faz as coisas do seu modo, do seu jeito. – Soluço se virou e entrou em casa.
– Eu fiz de novo, não foi? – Stoico perguntou olhando para ela.
– Fez. – Ária olhou para ele. – O que aconteceu?
– Estrume chamou a gente por causa de um dragão que estava dando problemas, ele estava nervoso e atacando. Quando chegamos lá, Soluço disse que podia cuidar dele e que os outros podiam ir embora, eu disse que ia fiar com ele. Quando Soluço se aproximou o dragão atacou ele, eu fui ajudá-lo. E bom, meio que dei alguns socos no dragão para mostra quem manda. Afinal eu sou o chefe.
– O que Soluço fez?
– Ele mandou eu parar, disse que o dragão estava machucado, por isso estava agitado e nervoso.
– Você parou?
– Não até o dragão apaga. – Stoico olhou para a esposa que olhava para Soluço que estava sentado na janela conversando com Banguela. – Soluço disse que lavava as mãos dele, e que não ia me ajudar a levar o dragão até Bocão. Ele me deixou sozinho e veio para cá.
– O que eu faço com vocês? – Ária perguntou indo para a casa. – Soluço desça. Quero conversa com vocês.
Quando os três se sentaram na cozinha. Ária olhou para os dois. Ela quase riu quando viu o jeito que eles se estavam. Tanto pai quanto filho estavam de braços cruzados e emburrados. Stoico e Soluço se olhavam com se desafiasse o outro. Ária rolou os olhos. Eles eram tão parecidos.
– Eu tive uma ideia. – ela disse olhando para os dois seria. – Como vocês são teimosos, vou mostra para vocês que às vezes faz bem escutar o que o outro tem a dizer.
– Como assim? – Stoico perguntou.
– Amanhã vamos para a ilha dos dragões para um treinamento de resgate. Vocês não poderão usar seus dragões, apenas uma arma e uma cesta com algumas coisas que você normalmente anda.
– Fácil. – Soluço disse.
– Não tão fácil. – ela sorriu para ele. – Você terão que trabalhar juntos, mas de um modo novo.
– Como?
– Vocês terão que ficar no lugar do outro. Stoico tem que cuidar dos dragões, Soluço da segurança. – Ária sorriu para eles. – Para ter certeza que não roubaram, eu e os outros vamos voar em sua volta.
– Vai ser fácil. – Stoico disse confiante. – Eu vou te mostra como é que se colocar dragões em seu lugar.
– Eu posso ajudar caso o dragão tente matá-lo? – Soluço perguntou ignorando o pai.
– Pode.
O resto do dia passou sem nada de novo. Stoico e Soluço arruaram o que iam levar. Ária preparou alguns pães e dividiu entre eles. Eles saíram antes do dia amanhecer. Eles foram para a ilha em silêncio.
– Bom, vocês tem que chegar do outro lado da ilha. Melequento colocou o boneco e a canoa lá. Lembrem, Soluço é o Stoico. E Stoico é o Soluço. Boa sorte aos dois.
– A gente vamos ficar bem. – Stoico disse.
– Eu não vou deixar ele morrer. – Soluço disse sorrindo para o pai.
Depois deles trocarem as mochilas, já que cada um estava fazendo o papel do outro, Ária e os outros levantaram voou deixando os dois sozinhos.
– Vamos por aqui. – Stoico disse indo para a esquerda.
– Não. Vamos por aqui. – Soluço disse indo para o lado oposto.
– Eu sou o chefe e...
– Não pai. Hoje quem manda sou eu. – Soluço disse sorrindo. – E eu digo que vamos por aqui.
Soluço começou a andar. De cara fechada, Stoico o seguiu. Eles entraram na floresta e começaram a andar. Stoico se surpreendeu por Soluço saber se orientar muito bem. Ele disse por aonde ir e fez isso do modo viking. Eles andaram por um bom tempo antes de ver um dragão.
– Bom, agora é comigo. – Stoico disse olhando para o Nadder na sua frente.
O chefe foi se aproximando do dragão, com a cabeça levantada, mostrando quem manda. Soluço balanço a cabeça. Antes mesmo dele conseguir chegar perto do dragão, o Nadder o atacou. Soluço não sabia se ria ou se ajudava o pai a sair da árvore onde o Nadder o grudou.
– Quer ajuda pai? – ele perguntou se divertindo.
Stoico olhou feio para ele e se soltou. Depois parou e ficou olhando para o dragão. Como ele iria se aproximar daquele dragão. Se fosse o Tornado ele daria um soco e estaria tudo bem, mas um Nadder? Ele não fazia ideia.
– Você está com aquele livro que fala o que você e os outros sabem sobre os dragões? – Stoico perguntou olhando para Soluço.
– Está na sua mochila.
Stoico se abaixou e começou a procurar o livro. Ele pegou o livro e começou a folhear.
– Aqui está Nadder Mortal. Primeiro encontro o ponto cego. Depois alise o rabo com cuidado, chegue lentamente, mas não o assuste. – ele foi se aproximando lentamente do dragão. Quando ele colocou a mão na calda, o dragão o atacou novamente.
Soluço se sentou e ficou assistindo. Stoico tentou de novo. E de novo. E de novo. E de novo. E de novo. Mas sempre que ele chegava perto era atacado. Soluço já tinha se cansado e agora estava olhando para as nuvens.
– Ai. – Stoico disse se jogando ao lado do filho. – Como você faz isso?
– Não sei não, pai. – ele disse olhando para o pai. – Está tudo bem?
– Sim. – Stoico olhou para ele. – Como vamos passar?
– Do modo viking.
– Como assim?
– Filho quando o modo dragão não funciona, vamos no modo viking. – Soluço se levantou.
Soluço pegou o martelo que estava dentro da bolsa. Lentamente ele foi se aproximando pelo lado. Stoico olhava tudo atentamente. Soluço foi muito lentamente até ele. Quando ele estava ao lado dela, deu uma martelada na cabeça que fez com que ela desmaiar.
– Como você...?
– Eu conheço o modo viking, pai. Apenas não uso ele por não ser o melhor se tratando de dragões.
– Mas eu pensei que...
– Eu fazia para te deixar nervoso? Não pai. Eu sempre quis que o senhor se orgulhasse de mim. E sempre vou querer. – Soluço sorriu para o pai. – Agora venha, temos que ir para o outro lado da ilha.
Depois disso um foi dando dica para o outro. Stoico ainda não tinha se recuperado da supressa. Soluço explicou para o pai, que por não ser tão forte como os outros tinha que usar outros modos. Eles chegaram onde os outros estavam na metade do tempo. Ária sorriu para eles.
– E ai, como foi? – ela perguntou abraçando Stoico.
– Ei, eu sou o Stoico aqui. – Soluço disse abraçando a namorada. – Você deveria me abrasar.
– Cala a boca. – Stoico disse rindo.
– Até sai da ilha eu que mando. – Soluço disse imitando a voz do pai.
– Vamos sair logo daqui. – Stoico disse rindo.
Fale com o autor