Histórias Cruzadas
29 ✶✫ 28. — O demônio da guarda e o anjo da ira. – MiSung.
Notas iniciais
Alguns dias atrás.
O demônio da Ira foi ao encontro do letrado que todos intitulam como “o biruta” e eles conversavam a sós.
— Você não pode estar falando sério Wang... — O demônio levou suas mãos aos cabelos, os bagunçando um pouco. — Eu proteger a todos? Simples assim?
— É Minho, simples assim, e quer saber? — O demônio o encarava confuso. — Só você poderia estar nessa posição demônio, pois só você tem um autocontrole impecável.
— Falando isso para o demônio da ira? Cara a vontade que eu tô agora é de quebrar essa sua carinha linda.
— Mas você não está a quebrando lindão, e sabe o porquê? Autocontrole!
— Idiota.
— Também te amo.
— Então quando o bicho pegar...
— Você sairá aparando as pontas soltas e nós venceremos. — O letrado se aproximou do demônio e o afagou no ombro. — Sem você Minho, perderemos.
— Tá tudo bem, conte comigo, qual é o plano?
— Preparado? — O demônio acenou que sim com a cabeça. — Então preste bem atenção amigo...
[...]
Momento atual.
— Vamos deixar eles assim Wang? Dormindo?
— O máximo de tempo que eu puder, sim, Minho é o que vamos fazer.
— E se eles acordarem?
— Não deixarei que saibam onde vocês estão, então faça o que for preciso para prender aqueles dois o mais depressa possível e traga o cupido e o íncubo em segurança.
— Tá, eu dou conta... e no salão das profecias?
— Não se preocupe, seu Jisung estará seguro, ele e o Yang vão dar conta e o Chris... bom já deve estar causando o maior reboliço no céu, fora que sua essência nas lâminas do Jisung vai proteger os de lá também.
— Ta, estou ficando nervoso, me dê o artefato, vou partir agora mesmo.
O Wang entregou a ele uma caixa toda talhada com uma linguagem antiga, já muito conhecida para o demônio, que a pegou encarando com receio.
— Está em sânscrito? Pelo fogo do inferno isso é muito poderoso, logo, muito perigoso também.
— Exatamente, meu querido, por isso você deverá ser rápido e preciso em sua ação.
— Você sabe que quando quero, sou extremamente preciso, não sabe.
O letrado deu um sorriso de lado entendendo as insinuações do demônio.
— Estou feliz que agora você tem o Jisung, mas juro que daria muito para você agora.
— Cala a boca birutinha, bom, onde nossos protegidos estão?
— Aqui, lindão, pegue esse colar, feche os olhos e pense neles, você vai aparecer exatamente onde eles estão, e o mais escondido que esse amuleto conseguir te levar.
— Você é muito psicopata, sabia? O foda é que eu gosto disso em você.
— Claro que gosta você é um demônio.
— Okay, chega de papo.
O demônio pegou o amuleto, fechou bem seus olhos e antes de ir ele pôde ver os dois amarrados, o que fez o demônio soltar um meio rosnado fazendo o Wang entender que seu extinto protetor estava ativado, e mais um pouco o demônio desapareceu.
— Um demônio da guarda saindo! — O letrado falou sorrindo e olhando para seus amigos. — Vocês vão querer me matar, mas quando acordarem todos estarão a salvo e vocês prontos para se livrar desse destino de merda que escreveram para vocês, tá bom? Eu prometo amigos.
Dito isso, ele bateu palminhas no ar e se pôs pendurado na sua estrutura de aço, olhando diretamente para seus monitores.
— E agora como será que os anjos estão se saindo?
[...]
No céu.
— Depois que fui enxotado daqui, dei graças por isso... — O Christopher falava consigo e olhava para tudo com um semblante enojado — Oh, lugarzinho sem sal.
Assim que ele terminou de falar, ele sentiu uma presença poderosa e deu um largo sorriso.
— Rafael... o arcanjo CDF, filho perfeitinho do papai, o guerreiro mais enérgico e o mais maluco dos filhos, blá, blá, blá... o papai mandou você vir me dar atenção logo de cara? — Ele sentou em uma nuvem e sorria mostrando todo seu cinismo. — Me sinto lisonjeado assim.
— Lúcifer... — o Rafael o encarou com desdém. — O que quer?
— Nossa, irmão, nem um abraço, nem um “eu senti sua falta amado irmão” — ele falava com sarcasmo e o Rafael estava ficando irritado. — Que triste, e por favor queridão me chame de Christopher.
— Não te chamarei por seu nome mundano, você é patético.
O olhar do Christopher era intenso, mas não demonstrava muito o verdadeiro ódio que ele sentia.
— Patético? Eu irmãozinho? Vê se fui eu que trouxe todo o céu para atacar um irmão que só veio fazer uma visita, ou pensa que não sinto que toda a falange está à espreita? Aliás, preciso dizer, vocês até que estão fortinhos... têm malhado ou algo do tipo?
O Rafael estava prestes a atacar seu irmão.
— Pare com a ladainha desdenhosa, o que quer Lúcifer? O que veio fazer aqui?
— O que eu poderia vir fazer aqui, Rafael? Visitar o papai é óbvio, você sabe que nos visitamos às vezes, não sabe? Inclusive morre de ciúmes por que o filho renegado tem dias de visitas com o papai e o mais fiel e puxa saco não... — Ele saltou da nuvem onde estava e encarou o Rafael colando seu rosto ao do Arcanjo. — Qual foi a última vez que falou com o papai Rafael? Mil anos? Mais? — O sorriso do Christopher era largo e irritante ao seu irmão. — E o patético sou eu mesmo?
— Eu vou matá-lo agora mesmo, sua criatura torpe!
— Ah, é? Vai mesmo maninho?
Já saíam faíscas entre os dois e toda a falange estava pronta para derrubar o príncipe do inferno.
E com suas testas ainda coladas, o Christopher deu a sentença.
— Vem com tudo irmão!
E uma batalha ferrenha se iniciou.
[...]
No salão das profecias.
— Começou Jisung, eles estão lutando. — O Yang falou ao anjo da guarda por sentir a forte energia que a batalha do Lúcifer contra seu irmão Rafael emanava pelo céu.
— Eu tinha certeza que isso aconteceria, o Rafael e o Christopher na mesma sala?
— Vamos achar logo a profecia para poder tirar o Chris daqui.
— Certo, está com as essências?
— Estou, sim, tome aqui. — O anjo da virtude passou dois pequenos frascos para o anjo da guarda que os pegou sem pestanejar. — Vamos nessa.
O anjo da guarda abriu os dois frascos e como se fosse uma fumaça saiu de dentro delas, uma era cinza-escuro, a outra um cinza mais claro, e os dois anjos começaram a sentir vibrações.
— Jisung, por aqui.
O anjo da virtude tocou o ombro do outro anjo que o seguiu de prontidão.
— Tão longe assim, Yang? Tem certeza?
— Tenho, sim, você não sente? — O anjo da guarda acenou timidamente que não. — Ah, mas também não seria algo deixado na superfície, não é? Talvez essa seja a profecia mais valiosa daqui.
— É você tem razão, mas quero muito sair logo daqui, agora somos traidores Yang, todos nós.
O anjo da virtude parou de súbito e se acendeu em uma luz intensa.
— Somos sim Jijico, mas estamos fazendo o melhor para todos acredite... — ele olhou para um corredor onde haviam apenas dois baús. — Ali, vamos pegá-los.
Eles foram até os baús e o Jisung pegou mais dois pequenos frascos e os tomou.
— Vamos ver se o Wang estava certo sobre isso.
Ele foi até os baús que se abriram assim que o anjo os tocou.
— Filho da mãe sabichão. — O anjo da guarda pegou os dois pergaminhos e os passou para o anjo da virtude. — Guarde-os com você, nossa luta já vai começar.
Assim que disse isso, anjos adentraram o salão, era todos anjos da virtude assim como o Yang.
— Nem olhem para o Yang, ele vai voltar comigo, eu fiz uma promessa. — O anjo da guarda falou já se pondo na frente do Yang.
— Jisung... tá aí, muito me espanta um dos nossos melhores guardiões, perdido por conta de um demônio.
— Não se atreva a insultar o Minho, Asaliah ou eu não o deixarei vivo.
— Está me ameaçando? Sabe que sou um anjo da virtude, não sabe?
— Para o inferno com essa merda, estou cansado de vocês serem tão prepotentes assim, depois que conheci o Yang entendi como um anjo deve ser realmente e vocês não chegam nem perto de serem anjos dignos como ele.
— Andar com o demônio da ira está mudando você Jisung...
O anjo que proferiu aquelas palavras nem notou quando a lâmina celestial do Jisung o atravessou.
— Vamos Yang, precisamos achar o Christopher e dar o fora daqui.
— Mas o Asaliah vai morrer?
— Não, ele estará de pé em menos de cinco minutos e eu quero estar longe daqui quando ele se recuperar.
— Tá, então vamos.
Os dois correram para encontrar o Lúcifer, mas assim que saíram outros anjos da virtude estavam à espreita.
— Yang não perca as profecias, eu vou ferir uns anjos aqui.
O Jisung voou até os anjos e eles começaram a se enfrentar, qualquer um que visse a cena diria que o Jisung é um anjo da ira que veio trazer o seu próprio juízo aos céus, ele lutou com bravura, derrubando um por um, mas sem os ferir mortalmente, e o Yang estava boquiaberto com o poder daquele anjo da guarda, porém ele não poderia deixar o anjo lutando sozinho e se acendeu indo juntar-se a ele na luta.
— Fique de costas para mim Jisung, assim terminaremos mais rápido.
— Fechado.
A luta se seguiu e o céu parecia um anúncio de tempestade, tamanho eram os raios vindos dos atritos entre os anjos.
Cada um dos anjos lutava com afinco e protegiam suas retaguardas até que uma escuridão intensa apareceu tomando tudo ao redor.
— Deixem meus amigos em paz! — A voz do Christopher veio cortando a todos como a lâmina de uma foice. — Ou matarei todos vocês.
A força do anjo caído era tanta que os anjos da virtude recuaram e foi aí que viram que o Yang havia sido ferido.
— Merda!
O Jisung gritou e pôde ver um sorriso vitorioso no semblante de um dos anjos que ele logo reconheceu.
— Mihael, seu maldito, eu vou matar você!
E assim ele o fez, em uma fração de segundos o anjo da guarda atravessou o corpo do anjo citado de cima a baixo e uma explosão se deu espalhando a essência de luz por toda parte.
— Pelo fogo do inferno, Jisung você é perigosamente medonho.
— Cale a boca Chris, vamos tirar o Yang daqui.
— Vocês pegaram as profecias?
— Estão no meu casaco. — O anjo ferido falou com a voz fraca.
— Certo lindinho, é melhor irmos logo, a ferida do Yang pode ficar incurável.
— E o que você fez com os anjos que estavam com você Christopher?
— Os prendi em uma jaula, tentei chamar a atenção do papai com a minha ação teatral, mas ele nem deu bola, acho que ele está se divertindo como nunca nos olhando de longe, é a cara dele fazer algo assim.
O Lúcifer falou olhando como quem buscasse ver ao seu pai ali.
— Prefiro assim, se ele nos pega agora, já era.
— Sim, tem razão, vamos de uma vez o Rafael não ficará preso muito tempo.
O anjo caído pegou o Yang no colo e acenou para o Jisung e os três sumiram dali.
[...]
No instituto.
— Como assim o Minho foi sozinho salvar o Hyunjin e o Felix? Tá maluco Wang?
O Changbin, que acordou antes do esperado, estava aos berros.
— Cara, isso tem tudo para dar errado.
— Calma fortão, estou monitorando a todos, inclusive a tropa da profecia está a caminho daqui.
O caçador lembrou de seu namorado e sentiu um aperto enorme no peito.
— Puta merda, como os três estão?
Assim que ele perguntou, os três anjos se materializaram no laboratório.
— Vivos! — O Jisung falou — Mas o Yang está ferido.
— Caralho! — O Changbin correu até eles pegando o Yang dos braços do Christopher. — Yang..., Jeongin olhe para mim agora!
— Calma Binnie, eu estou bem, só está doendo muito.
— Tem certeza cunhanjo? — O caçador o deitou onde o Wang sinalizou para ele — Não morre, por favor, o Minnie precisa de você.
— Não vou morrer, não se preocupe Bin, e vá abraçar seu namorado, foi ele quem me salvou.
— Ele nos salvou, a gente ia perder com certeza.
— Jisung? Está tudo bem amigo?
— Não Wang, não está, quero saber do Minho.
— Nosso demônio da guarda vai tirar de letra a sua tarefa anjinho da ira, não se preocupe, logo estarão todos juntos, mas não aqui.
Quando o letrado falou isso, uma luz azul brilhou no meio do laboratório e eles sumiram dali.
— Ué, pensei que o Wang estivesse aqui, Sr. Barton.
— Ele está aprontando, obviamente não se deixaria ser pego Suk.
Os dois letrados mais velhos tinham um sorriso no rosto, eles queriam descobrir o que o brilhante jovem letrado estava aprontando, mas mais uma vez ele sumiu antes que fosse pego.
[...]
Enquanto isso...
O demônio da ira já estava no local, era um porão de uma igreja antiga, e de onde estava ele já conseguia ouvir e ver o anjo e o demônio que serviriam de sacrifício.
“Minho quando você os vir, não faça nada, espere até que o Gabriel e o Belfegor estejam juntos e prontos para iniciar o ritual, se possível espere que eles deem início ao rito, e aí você já sabe o que fazer...”
As palavras do Wang martelavam na cabeça do Minho, acontece que sim, se preciso fosse ele esperaria por uma era inteira sem se aborrecer, mas foi o que ele viu a seguir que o tirou do sério.
— Insolente! — O Gabriel desferiu um tapa no rosto delicado do cupido. — Você se acha mesmo um deus? É o deus do amor e por isso sai trepando com um demônio Felix? Que decepção.
O anjo pegou uma pequena lâmina e feriu o peitoral do cupido que gritava de dor enquanto o íncubo em completo desespero tentava se soltar para ajudar seu amado.
— Se afasta dele Gabriel ou eu juro que...
— Que o que Hwang? Vai me dar prazer até que eu morra? Não, obrigado essa eu passo, eu jamais me deitaria com um demônio imundo como você.
— Então é isso... você deseja que eu o foda, não é? Queria estar no lugar do Felix para ter todo o prazer a sua disposição Gabriel? Seu papai se agradaria de saber disso? Ah, não ele já sabe não é mesmo? Pois conhece a cada filho seu, e como é ser um pervertido aos olhos do pai?
A lâmina que antes feria ao cupido penetrou as costelas do íncubo que urrava com a dor, pois uma lâmina angelical ardia como ao fogo mais profundo do inferno na pele de qualquer demônio.
— Hum... você é sádico, interessante, o seu real prazer é a dor que causa... cuidado para não gozar assim.
O demônio tinha um semblante divertido, e também dolorido em seu rosto, mas ele jamais se entregaria a tortura daquele anjo medíocre.
— Eu vou matar o seu namorado na sua frente e você não poderá fazer nada demônio imundo, e isso, sim, me dará prazer.
— Tá dando a porra de uma festa Gabriel? Que caralho é esse?
O Belfegor entrou no recinto e o Minho sentiu ódio dele por lembrar que o mesmo também feriu o Jisung.
— Até que enfim, onde você estava demônio idiota?
— Diferente de você eu estava fazendo algo que preste. — O demônio foi até os reféns e puxou seus colares dos pescoços alheios. — Vocês acharam que eu não os pegaria? Sabem quem eu sou porra? — ele encarou o Hwang — Muito me espanta você íncubo, certamente sabe quem eu sou e o que faço, como ousam tentar nos trapacear assim?
Tanto o cupido quanto o íncubo temeram nesse momento, o demônio descobriu seu segredo.
— Isso não é o que pensa Belfegor...
O demônio referido deu um tapa tão forte no rosto do íncubo que fez o canto de sua boca sangrar.
— Não me subestime Hyunjin, ou eu o mato agora mesmo.
— Não mata porra nenhuma, precisa de mim vivo até o momento certo.
O demônio ficou em frente ao corpo ensanguentado do cupido e encarou o íncubo.
— E se eu te disser que a hora chegou demônio de merda? Gabriel, está tudo pronto, vamos começar a sangrar esses dois.
E assim foi, eles começaram a proferir um encanto como se fosse um lamurio em baixo tom e começaram a cortar os seres amarrados em frente a eles, o demônio feria o cupido e o anjo feria ao íncubo assim como mandava o ritual.
— Chega desse show de horrores.
O Minho falou para si, respirou fundo e entrou em ação.
Ele adentrou o lugar onde estavam falando em voz alta, chamando a atenção para si.
“Decipiam te, cum sit lucis — Aprisiono-te ser de luz
Ego te in carcerem ens tenebrarum — Aprisiono-te ser de trevas”
O artefato em sua mão brilhava forte e como se fosse uma tampa se abriu, nesse momento um outro anjo e outro demônio entraram no recinto, mas não tiveram tempo nem de serem identificados, pois o demônio da ira, os pulverizou apenas com um olhar.
— Sinto decepcioná-lo Belfegor, mas você me devia isso.
— Pelo Jisung? Sério que aquilo te doeu tanto?
O Minho o ignorou, pois sabia que aquilo não passava de uma tentativa de fuga.
Arcanjo e demônio não conseguiam se mexer, sentiam ser sugados para dentro do artefato e o demônio da ira se convenceu que sim, ele era o único de sangue realmente frio para completar a missão recebida.
Ele sentia o artefato mudando sua energia, aquilo pesava em sua mão e assim que ambos estavam presos lá dentro ele proferiu.
“Clausum in aeternum — lacrado pela eternidade”
E o artefato se fechou sozinho, fazendo o demônio relaxar e ir até os que estavam presos.
— Inferno, eles maltrataram mesmo vocês. — Ele soltava o cupido e sentiu uma pena desconhecida até então. — Droga, me perdoem eu tinha que esperar.
— Minho, você nos salvou, obrigado.
O cupido disse e desfaleceu.
— Vou te soltar Hwang e vamos vazar daqui.
O íncubo mal se movia, ele estava em pânico por seu namorado e assim que foi solto ele se agarrou ao corpo do Felix.
— Nos tire daqui Minho, por favor ou posso fazer uma besteira.
— Vamos Hwang, seu lindinho ficará bem em breve.
O Minho abraçou o corpo do íncubo que envolvia o corpo do Felix e os três sumiram dali.
[...]
Na Essence Coffee.
— Pode nos dizer o que estamos fazendo aqui? — O Seungmin agora acordado estava indo à loucura por ver o Yang enfaixado e mais pálido que o comum.
— É aqui que vamos destruir as profecias e livrar vocês disso tudo.
— Tanto lugar e você julgou aqui ser o mais seguro?
Nesse momento o Minho apareceu com os seres resgatados.
— Pode não ser o mais seguro, mas é o único lugar onde todos eles podem estar reunidos sem chamar a atenção.
— Aqui... — O Minho entregou o artefato para o Lúcifer. — Os idiotas estão aí dentro, o Hwang e o Lee estão muito feridos cuidem deles e...
O Jisung que correu até ele o beijou não o deixando terminar de falar.
— Aí que lindo... — O Wang falou vendo que o beijo dos dois não seria breve. — Eu quero ter um relacionamento... — ele falou pegando o artefato da mão do Christopher. — Não segure isso muito tempo, seu poder acabar destruindo as defesas do artefato e isso pode libertá-los, deixe isso com o seu namorado ou o seu cunhado, é mais seguro.
Ele passou artefato para o Seungmin que o levou ao seu cofre pessoal e o guardou lá e assim que o fez ele se voltou aos demais.
— Está na hora de destruir a profecia.
Como estava nos planos os donos das profecias referidas se uniram e os demais ficaram apenas olhando, menos o Wang.
— Vocês precisam sangrar sobre o pergaminho e o anjo da ira junto ao demônio da guarda atearão o fogo sagrado nela.
Ele acendeu uma chama azul que possuía um núcleo de pura luz.
— Jisung você queimará a profecia do casal trevas, Minho, você a do casal luz, e vocês dois bebam isso, logo estarão em sua forma mais gloriosa de novo.
Todos ali se sentiam muito gratos pelo Wang, que cumpriu o plano do Changbin de forma impecável, mas sem dúvidas o melhorou em mil por cento, fazendo com que eles estivessem agora a um passo de estarem finalmente livres de seu destino malfadado.
— Depois me lembre de incluí-lo em uma noitada a três Jackson.
— Não me dê falsas esperanças Christopher.
— E quem disse que ele mentiu?
O Changbin falou em meio a um sorriso de lado e o Jackson se sentiu eletrizar, mas nada disse, pois estava tudo pronto para queimarem a profecia e eles não queriam perder mais tempo.
— Prontos?
Um sonoro sim, veio de todos ele e os casais cortaram as palmas de suas mãos e as uniram fazendo com que o sangue se misturasse e caísse sobre os pergaminhos.
— Eu te amo Seungmin. — O Yang falou emocionado por conseguir vislumbrar seu futuro ao lado do seu amado.
— Eu também te amo Yang Jeongin.
O Minho se posicionou perto deles, já com a chama para queimar a profecia.
— Eu te amo Seo Changbin. — O Christopher falou beijando o dorso da mão de seu namorado.
— Eu também te amo Christopher Bang.
O Jisung também se posicionou com a chama do fogo sagrado, pronto para fazer sua parte.
— Podem queimar.
A voz do Wang soou triste, eles teriam notado se não estivessem tão envolvidos.
As chamas consumiram rapidamente o pergaminho e sem que notassem todos eles sumiram da cafeteria ficando lá apenas o Wang e o Hwang.
— O quê? — O íncubo falou desesperado. — Para onde foi todo mundo?
O letrado ia arrumando suas coisas e vestindo o seu casaco.
— Interessante, você ficou... — O letrado sorriu pequeno para o único demônio que sobrou ali com ele. — É, talvez ainda haja uma chance.
O íncubo piscava rápido tentando entender o que aconteceu.
— Fale de uma vez Wang o que está acontecendo?
— Se acalme Hyunjin e me ouça bem, as histórias de todos vocês estavam cruzadas, e os fatos que os trouxeram até esse exato momento só aconteceram pôr a profecia existir...
O íncubo foi tomando um semblante de terror por entender o que o letrado estava querendo dizer.
— Sem profecia...
— Sem história, — o letrado completou tocando o ombro do demônio — Isso mesmo belo íncubo, mas por você ter ficado creio que ainda possa haver uma chance de reencontro para todos.
— Mas porque o Felix? O Minho e o Jisung também sumiram?
— Pense um pouco meu bem, tudo que vocês fizeram envolveu os personagens centrais, o Minho e o Jisung viviam para eles, um para os proteger, e o outro para os desviar, e eles acabaram se unindo, pois os irmãos os uniram, você e o Felix devem ter feito algo em relação a eles também, não é?
— A aposta...
— Uma aposta? — O letrado sorriu por achar aquilo bem interessante — Pois bem íncubo, a aposta de vocês os uniu também, logo tudo e todos estão conectados.
— Então os irmãos também não saberão quem são?
— Boa pergunta... — ele colocou seu chapéu e encarou o Hwang. — Acho que em breve saberemos a resposta dessa, mas eu te aconselho a não intervir em nada por enquanto.
— E o que devo fazer?
— Vá atrás do seu cupido, fique de longe e o proteja, o céu deve estar querendo a cabeça dele.
— Mas eu não poderei falar com ele?
— Fale, mas não diga quem é de cara, veja como ele reage a você e se quer mesmo um concelho, deixe-o em paz, namorar você pode matá-lo e você sabe disso.
— Não serei capaz de viver sem meu Lixie.
— Eu sabia que diria isso, por isso lá vai meu segundo concelho; — O letrado sorriu faceiro e falou em um tom calmo. — Conquiste-o novamente, mas dessa vez nada de apostas está bem? Para o futuro de vocês se alinharem novamente a história não poderá se repetir como foi da primeira vez, é mais seguro que aconteça de forma diferente está bem? Confie em mim Hwang.
O íncubo acenou para demonstrar que havia entendido e o letrado foi indo embora.
— Se quiser encontrar o seu amor, refaça os passos da sua história com ele e tenho certeza de que vai o encontrar ainda hoje, e no mais, se precisar de mim, sabe bem onde me encontrar, por favor se eu puder eu o ajudarei. — O letrado se foi deixando o Hyunjin sozinho ali.
O íncubo ficou ali sem saber o que fazer, e então ele chorou.
— Eu vou te encontrar Lixie, vamos ficar juntos novamente e veremos nossos amigos se reencontrarem também, suas histórias se cruzaram novamente ou eu não me chamo Hwang Hyunjin.
✶✫⊶⊷ ⊱⊰ ✧✦꒰✟꒱✧✦ ⊱⊰ ⊶⊷✫✶
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