História De Amor

13 O Rival Se Mostra


Notas iniciais
Bem pessoal, mais um capítulo postado, peço desculpas se houver algum erro de português ou se essa parte da história não ficar tão envolvente quanto a outra, se deve ao fato de esta doente. Tomei uns remédios e acabei ficando com muito sono. Então revisei só com uma passada de olho. Desde já agradeço a leitura, qualquer sugestão é só deixar nos comentários, muito obrigada. Boa leitura. Beijinhos

Parque

Fiquei vários minutos ouvindo Hyoga e June em uma discussão interminável, onde nenhum respondeu para o outro o real motivo de estar ali.

–Você é um grosseiro e estúpido. –berrava a menina, parecendo muito brava.

–Sinto muito June, mas realmente não ligo para o que uma menina tão irritante quanto você pensa sobre mim. –respondia friamente de maneira como se não estivesse ligando para os gritos da garota loira.

–Sempre bancando o superior. –diz fazendo careta, imitando o russo.

–Isso te incomoda não é mesmo? –fala sorrindo, encarando ela com um olhar malvado.

–Só pelo fato de você nunca falar comigo e agora está me agredindo verbalmente. –explica ela quase pulando em seu pescoço

–Veja só June, você também sabe discutir com classe. –debocha dela.

–Será que dá para vocês... –ao abrir a boca, sou interrompido mais uma vez.

–Só um minuto Shun. –faz um sinal de mão, daqueles que significam: “Espera só um pouquinho”. -Eu não vou falar mais nada, você não vale a pena.

–Finalmente, vai ficar calada. Obrigado. –agradece ironicamente.

–Escuta aqui..

–NÃO! OS DOIS ESCUTEM. –agora era minha vez de gritar, já que falando civilizadamente nenhum dos dois me dava atenção. -Dá para parar de brigar? –peço vendo que ambos se assustaram com a minha reação. –Desculpem pelo grito, mas e então estão com fome? –pergunto puxando a cesta.

–Não obrigado Shun, mesmo que estivesse com fome, não conseguiria comer perto de um certo alguém. –ainda retruca a menina.

–Eu também não Shun. –resmunga Hyoga.

–Sendo assim, eu vou indo para casa. –digo já me levantando com a cesta na mão, já estava cansado de tanta discussão, não era assim que imaginava meu primeiro encontro, tudo que quero é ir para casa deitar e esperar amanhã chegar.

–Mas já? –pergunta Hyoga surpreso com a minha decisão.

–É fica mais um pouco, a Saori ainda nem chegou. –fala June, parecendo meio triste por eu querer ir embora.

–Já está tarde, Ikki vai ficar preocupado se eu demorar demais. –explico para ambos.

–Sendo assim eu te acompanho. –fala Hyoga ficando em pé.

–Não Hyoga, acho melhor ficar com a June, pode ser perigoso ela ficar por aqui sozinha. –digo pedindo para ele ficar, um dos motivos era esse sim e outro era porque eu queria ficar sozinho por um tempo.

–Mas e você indo sozinho não é perigoso? –indaga.

–Eu sei me cuidar, agradeço a preocupação. –respondo sorrindo.

–Ta. –diz parecendo incomodado com a minha partida.

–Tchau June. –me despeço dando um beijo em seu rosto.

–Tchau Shunzinho.

–Tchau Hyoga. –falo abraçando ele bem forte.

–Até logo Shun.

–Pensando bem, fiquem com a cesta, podem sentir fome mais tarde, depois de tanto brigar. –começo a rir e a caminhar me afastando, abanando para os dois.

–Hyoga, acho que chateamos o Shun. Me desculpe.- se desculpa pela cena constrangedora e desagradável que causou.

–Sim June, mas não peça desculpas a mim e sim a ele. –diz o menino também se sentindo mal.

–Hyoga, sabe, só agora eu reparei. –continua ela olhando para os lados. –Isso parece um encontro. –fala com um expressão séria e de dúvida.

–June...

–Não precisa se explicar. Sinto muito por ter causado toda essa confusão. É que o Shun também chamou a minha atenção, mas se ele gosta de você, então tudo que me resta é sermos bons amigos. –diz em contentamento para si mesma, após avaliar e compreender a situação.

–Obrigado. –agradece abraçando a menina, ainda com um pouco de receio.

–Não precisa agradecer. E ele não deve estar longe, por que não vai atrás dele? –agora era June que precisava ficar sozinha.

–Mas e você? –questiona já se ficando em pé.

–Não seja machista, só porque sou mulher não quer dizer que não sei me cuidar. –diz rindo, e ela realmente estava dizendo a verdade, nunca contou a ninguém, mas era faixa preta.

–Tem certeza? –pergunta mais uma vez.

–Claro, só deixe a cesta. Já que estou aqui vou aproveitar para fazer esse piquenique com a Saori.

–Ela é toda sua. Obrigado mais uma vez June. –fala tomando seu rumo.

–Sem problema, agora vai lá gato, pega ele. MIAU! –grita vendo o outro sorrir para ela. –Ah por que isso só acontece comigo? Os dois garotos mais bonitos da sala estão namorando. O jeito agora é me apaixonar por outro. –reclama se jogando sobre a toalha, deitando e olhando para o nada. –Vou aproveitar que a Saori ta chegando e vou perguntar a idade do Abel, sempre achei ele o maior gatinho. –fala para si mesma rindo do que disse.

Praia

O tempo passou. Os minutos se transformaram em horas e já passava das onze da noite, encontrava-se sentado na areia fofa, ainda tentando encontrar uma resposta para seus sentimentos aflorados há tão pouco tempo. Sente a vibração do seu aparelho telefônico no bolso, puxa para atendê-lo.

–Fala pai. Não vou demorar não, já estou indo. Só caminhar um pouco. Certo, até logo.

Desliga o celular e coloca novamente os calçados, caminha de volta para a calçada, dá mais uma olhada na paisagem, sorri se despedindo do lugar.

Passa a mão nos cabelos e respira fundo, poucos sabiam, mas essas eram ações que demonstravam preocupação. Não demora muito e logo esta em casa. As luzes estão apagadas, sinal que seus pais já estavam dormindo. Foi direto para o quarto, abriu a janela, deixando a luz que vinha de fora entrar, pegou seu violão e decidiu tocá-lo. Fechou os olhos e deixou os dedos controlarem as cordas, enquanto sentia as lágrimas escorrerem pelo seu rosto.

–E o pior de tudo é que ele parece ser diferente dos outros que só me usaram. Mas não sei nada sobre ele e pelo jeito já tenho um adversário. Que chances eu tenho? E por que chorar por alguém que mal sabe que eu existo? –termina de falar, soltando o instrumento em seu lugar, caindo sobre a cama ainda chorando e adormecendo em seguida.

Rua

–Shun! Espera ai! –essa é a voz de Hyoga, ao me virar o vejo correndo atrás de mim. –Hyoga, o que está fazendo aqui?

–Eu não pude ver você indo embora daquele jeito. Me desculpe se essa noite não foi como você esperava. –se desculpa ainda ofegando e pegando em minhas mãos.

–Tudo bem. Eu já não estou mais chateado, só acho que esta tarde para ficarmos conversando no meio da rua. –anuncio, pois já estava bastante tarde e não se sabe o que pode acontecer.

–Eu te levo até em casa. –diz pegando em apenas uma das minhas mãos querendo me acompanhar.

–Mas... –sou calado por um beijo ao qual acabo por me entregar.

Hyoga estava me passando muita confiança, não só nele, mas fazendo eu me sentir mais livre no meio de tantas tensões e tristezas que vivi. Esta sendo atencioso, gentil, carinhoso e sincero, esta ganhando cada vez mais o meu coração.

Paramos de nos beijar e continuamos abraçados sorrindo um para o outro e dessa vez eu tomo iniciativa e acabo por beijá-lo novamente.

A claridade incomodava, fazendo o jovem adormecido despertar e lentamente se levantar para fechar a janela, fonte da luz que não o deixava dormir em paz. Anda até ela, vendo uma cena com a qual fica chocado, seus olhos não poderiam crer no que viam, não poderia ser verdade.

–Só pode ser um pesadelo. –foi tudo que conseguiu falar ao ver Shun e Hyoga beijando-se do lado de fora.

Notas finais
Obrigada pela leitura. Beijinhos