História After You - Terceira Temporada
27 Veneza
Notas iniciais
— Claro. — sorriu e fechou os olhos.
— Você confia em mim?
— Sim!
Devagar, Owen levantou tirando uma venda preta do bolso e amarrando-a nela.
— Consegue ver alguma coisa? Não vale olhar nadinha...
Claire sorriu colocando as mãos sobre os olhos.
— Não vejo nada...
O marido ajudou ela a ficar de pé e a guiou cuidadosamente até o porto, onde uma gôndola os esperavam para um passeio. Para entrar no barco, Owen preferiu erguer ela no colo e colocá-la sentada. Depois disso, fez sinal para o rapaz do barco começar o passeio.
— Onde acha que estamos agora? — Sussurrou no pé do ouvido dela com aquela típica voz rouca.
Claire sentou seu corpo inteiro tremer, então aproximou seu rosto do dele automaticamente.
— Dado pelo o balançar de onde estamos... em um barco.
— Poxa vida, está tão na cara assim?
— Foi só pelo o balanço, baby...
Ele riu e retirou a venda dos olhos dela enquanto o gondoleiro iniciava o trajeto. Começaram indo até o principal ponto turístico de Veneza, na Praça São Marcos, passaram por pequenos canais estreitos e até embaixo de algumas pontes. O gondoleiro foi contando toda a história da cidade e das construções pelas quais passavam. E em italiano mesmo, nada de inglês.
Inesperadamente, Owen começou a traduzir para Claire toda a história.
Claire o encarou e sentiu seu peito se encher de orgulho do marido. Preferiu não comentar nada, pelo menos não naquele momento. Sorriu para o loiro prestando atenção em cada detalhe do que ele dizia e das lindas paisagens. E claro, tiraram algumas fotos juntos e o gondoleiro se ofereceu cordialmente para tirar uma fotografia dos dois.
— Grazie amico. — Owen agradeceu pegando o celular de volta e dando uma olhada na foto.
— Prego.
O passeio durou por um bom tempo. Veneza era incrivelmente linda, o que deixou Claire de boca aberta. O melhor de tudo era estar com Owen e compartilhar momentos como aquele com ele.
— Um dia, temos que voltar aqui com nossos filhos...
— Claro. Vou comprar duas coleirinhas para garantir que os dois não vão pular na água. — Comentou enquanto tirava Claire do barco, nos braços de novo.
Claire soltou uma gargalhada e aprovou que estava nos braços dele, para dar-lhe um beijo carinhoso e lento. E Owen retribuiu e aproveitou para tirar outra selfie dos dois e postar no Instagram. É claro que rapidamente, a foto teve vários comentários e curtidas, além de algumas críticas. Estás que Claire odiava e sempre evitava ler.
Depois do almoço, Owen levou Claire até a Basílica di San Marco. Dentro, visitaram o altar de ouro do século XII e tiraram mais fotos. Logo atrás da igreja, visitaram também a Piazza San Marco, uma das praças mais famosas da Europa. Passaram pelo Canal Grande e pararam na Ponte Rialto. Owen não queria deixá-la muito cansada ou com fome, entao pararam para descansar em uma sombra.
Era tardezinha, quando o marido decidiu que iriam jantar uma autêntica pizza italiana, após passarem várias horas conversando sobre os pontos turísticos.
— Definitivamente você quer me engordar... — comentou rindo. — Mas acho uma boa ideia, afinal estamos de férias...
— Prometo pedir algo bem leve para nós dois. Eu tento ver de outra maneira, que você fica muito gostosa a cada dia que passa.
— O amor é cego mesmo. — brincou. — Por isso te amo...
— Ti amo rossa. — Disse no melhor sotaque italiano que se esforçou para fazer.
O que fez Claire rir e corar.
— Estou tão orgulhosa de te ver falando tão bem o Italiano.
— Mas eu não falo italiano, baby.
— Mas entende o italiano.
—Só um pouco neném, eu trabalhei na marinha por anos e trouxe um dicionário italiano no bolso... — Owen exibiu um exemplar surrado e de folhas rasgadas e amareladas para Claire.
Admirada, Claire o pegou começando a folha-lo. Owen era muito inteligente e dedicado.
— Você é incrível, sabia?
— Obrigado, baby. O que vai querer de sobremesa?
— Você. — murmurou sugestivamente.
Aquilo foi a deixa para Owen se aproximar mais dela com aquele olhar cafajeste e a mão boba pronto para atacá-la. Mas a ruiva a segurou.
— Vá com calma Tarzan, estamos em público.
— O que foi? Você sempre gostou...
— Oh baby, olha o meu tamanho. Não é a mesma coisa.
— Como não?
— Não é... — desviou o olhar.
Owen deu um beijo carinhoso na bochecha dela e voltou a comer. Claire comeu só um pouco do seu.
— Estou enjoada...
"Oh não". Owen pensou.
— Quer vomitar?
— Não. — riu. — É só que como demais... o que preparou para depois?
— Nós íamos descansar um pouco, íamos sair a noite para jantar em um lugar diferente. Se não estivesse grávida, provavelmente estaríamos em outro lugar bem longe daqui.
— Precisamos fazer mais viagens quando eu não estiver grávida. — riu novamente. — Meus pés estão me matando...
— Isso porque não andamos tanto... tem certeza que não quer nenhum pedacinho? — Disse colocando na boca dela.
E Claire não resistiu ao jeitinho e charme do marido, acabou aceitando uma colherada da sobremesa.
— Nosso bebê pesa.
— O que mais pesa nele é a rola, já que puxou a mim. Sinto muito...
— Grady! — o repreendeu.
— Ele vai usar a fralda G, amor. Anota o que eu tô te falando. — Acrescentou de boca cheia.
Claire revirou os olhos e voltou a atenção para um casal de idosos, sentados em um banquinho aproveitando a companhia um do outro. Ela sorriu perdida em seus pensamentos. O casal de velhinhos pareciam muito amigos e apaixonados, apesar da idade avançada de ambos. Owen estava tão distraído limpando o prato dele e de Claire que nem reparou em nada.
— Será que vamos ficar assim? — comentou.
— Assim como? — Levantou o rosto exibindo a boca suja. Parecia a Clarisse.
Claire balançou a cabeça com um riso de canto e limpou cuidadosamente a boca dele.
— Nada.
— Nada?
Ela deu um longo suspiro.
— Estava falando daquele casal... — apontou discretamente.
Owen observou por um tempo, depois acrescentou todo palhaço.
— Mas é claro que vamos ficar velhinhos e enrugados.
Claire riu revirando os olhos.
— Deixa para lá.
*
O sol despontava no horizonte deixando uma luz fraca e alaranjada atravessar uma pequena fresta da cortina do quarto de hotel, que Owen deixara aberta. Afinal, estavam vendo um filme antigo na TV e não queriam muita luz atrapalhando a visão. Na cena do filme em que Richard Gere e Julia Roberts estavam na banheira do hotel conversando, Owen começou com seus comentários idiotas.
— Olha amor, estou achando essa história parecida com a nossa. Eu era um prostituto que morava na sarjeta e você me tirou de lá e começou a me comprar roupas de grife...
— Cala boca, Owen. — Claire resmungou, pois estava muito concentrada no filme. Era um de seus favoritos.
— É verdade, você mesma disse que eu andava igual um mendigo por aí, e... — Owen calou-se quando deu de cara com um olhar fulminante da esposa.
— Acabou?
— Sim. — Respondeu automaticamente segurando a vontade imensa de atacar aquele rosto angelical com no mínimo 300 beijos.
— Ótimo. — arqueou a sobrancelha e voltou a atenção para a grande Tv.
Quando o filme acabou, os dois começaram a brigar pois Claire não queria assistir O Exterminador do Futuro.
— ... Esse filme é um clássico, como pode não querer assistir?
— Mas você sabe que não gosto desses tipos de filme! — rebateu.
— Ah, e quer ver o que? Ghost? — Fez cara de nojo.
— Quero. — sorriu.
Owen quis pular da janela, mas colocou o filme. Afinal, se Claire pedisse para assistir Vila Sésamo, ele resmungaria mas no final colocaria o que ela quisesse. Ele colocou o filme e deitou na outra ponta do sofá. Claire o encarou sem entender.
— Por que sentou aí?
— Não posso?
— Está bem! Fique aí então... — pegou a almofada para tentar se acomodar com a barriga.
Owen ficou bem observando ela de canto tentando não rir. Claire não parava de se mexer, colocava a almofada de um lado para o outro e mesmo assim, não encontrava um jeito confortável.
— Nossa bebê... — Owen levantou e foi se acomodar ao lado dela. — E agora?
— Agora sim, ficou perfeito. — sorriu com suas bochechas coradas.
— É mesmo, e essa carinha de dengo?
— Não vai mais sair daqui né?
— Não. Mesmo que você me obrigue a ver todos os filmes chatos do planeta.
— Que bom. — sorriu deitando a cabeça no ombro dele. — Te amo... — sussurrou.
— Eu sei. — Sorriu todo idiota enquanto fazia carinho na barriga dela durante todo o filme. Até que resolveu começar. — Olha, se eu morresse e você saísse com outro cara, eu saía do túmulo imediatamente.
Claire se segurou para não rir e o encarou sério.
— Você é e sempre será o único homem da minha vida. Entendeu?
— Você não sabe se amanhã eu posso morrer em um assalto na rua, Claire.
A ruiva olhou para ele e começou a chorar compulsivamente. Owen sobressaltou-se no sofá imediatamente e passou o filme.
— Nossa amor, que isso? Eu estava brincando, poxa. Hey... — Tentou tirar a mão do rosto dela.
— Sai, Owen... — soluçou mantendo seu rosto escondido.
Não era novidade que os hormônios da gravidez mexiam com humor de Claire. Mas desta vez, estava muito mais do que a gestação de Clarisse.
— Saio não, eu estava brincando. O cara do filme também morreu assim, só comparei.
Claire continuava chorando e Owen se sentindo um completo idiota.
— Olha, eu não vou morrer... Não tão cedo. Vou cuidar de você até ficar bem velhinha...
Lentamente, ela tirou a mão revelando um rosto e olhos bem vermelhos.
— Me promete? — soluçou.
— Prometo dengo.
Por mais que soasse idiota prometer não morrer, Owen a acalmou da melhor maneira possível, depois limpou as lágrimas e fez o cafuné que ela tanto gostava para compensar. Ainda deitada com a cabeça no colo de Owen, Claire acabou adormecendo não terminando de ver o filme. O marido deixou pausado na TV e ficou a observando dormir por longos minutos. Não queria ter que levantar dali e atrapalhar seu sono. Sim, ela realmente estava engordando muito a cada dia que passava, até mais do que na época da Clarisse. Obviamente ele jamais iria falar aquilo em voz alta. Nem por isso, o loiro achava que Claire deixara de ser absurdamente atraente por causa daquilo. Depois, notou como o ressonar dela dormindo era fofo, e começou a contar as pequenas sardas pela milésima vez, até cair no sono sentado mesmo.
Owen se viu sonhando. Ele sabia que estava sonhando. Estava em sua antiga casa. A casa que morava com Sarah. Ele parecia estar sozinho. Mas era só impressão. Ela apareceu.
Atrás da cortina.
Com um sorriso nos lábios. Um sorriso... macabro? Owen não sabia dizer. Só queria acordar, pois sentiu uma sensação sufocante no peito, e só pensava em ver Claire. Owen teve a impressão de que ela não existisse e acabou entrando em desespero e tentou fugir. Por azar do destino, ele estava trancado. Sarah havia feito isso? Oh não. Sarah estava morta. Ela estava morta já há tanto tempo. Mas como seria possível se ela estava naquele exato instante, de pé no corredor? Com o mesmo sorriso sinistro no rosto... O loiro desejou tanto acordar, que acabou conseguindo.
A esposa ainda dormia na mesma posição, e ao constatar isso, Owen suspirou em alívio. Só mais um sonho idiota. A TV tinha desligado sozinha, dado o tempo que ela ficou inativa. Estava tudo escuro. A única coisa que Owen via em sua frente, ela um pontinho de luz vermelha da TV. Aquela escuridão fez ele se lembrar do pequeno pesadelo e um frio na espinha se fez presente, fazendo-o despertar completamente. Claire se mexeu e foi despertando aos poucos.
— Estou com fome... — murmurou. — Por que está tudo escuro, amor?
— Tá com fome minha gatinha? — Pegou Claire trazendo-a para o colo.
— Sim... — respondeu se aconchegando em seus braços e escondendo seu rosto na curva do pescoço dele, onde depositou um beijo. — Amor, está tremendo?- Eu? Eu não. O que quer comer? — Beijou a cabeca dela diversas vezes.
— Amor... você está gelado. Está com frio?
— Não... não estou baby. Quer que eu peça o jantar aqui ou quer descer?
Claire levantou a cabeça para olhá-lo.
— Eu quero o que você achar melhor. — o deu um selinho demorado.
Owen retribuiu o beijo de uma forma desesperada, procurando pela língua dela para aprofundar o beijo. As mãos inevitavelmente tocaram os seios dela, os massageando. Claire deixou um gemido escapar com aquele toque e deu passagem para sua língua e retribuiu a intensidade a mesma forma. Sem cessar o beijo, se posicionou com uma perna de cada lado.
— Hmm.... porque não faz uma striptease para o seu marinheiro? — Sugeriu com a cara mais sem vergonha do mundo.
Ela afastou o rosto o encarando.
— Não inventa, Owen!
— Poxa, o que? Quero ver esse corpinho esculpido pelos deuses...
— Só pode estar me zuando né? — levantou brava. — Olha para mim, Owen... estou enorme! Mais gorda que a gestação da Clarisse! Como acha que me sinto?
Ele foi ligar as luzes e então olhar pra ela.
— Acho que se sente gostosa igual eu estou te vendo agora mesmo...
— NÃO OWEN! Para com isso! Não estou nada gostosa. Estou gorda, entendeu?
Owen ficou um pouco chateado, mas a abraçou. Claire o abraçou de volta chorando.
— Ruiva... Eu nunca importei com seu corpo, você nunca está feia pra mim. Se eu pudesse eu tirava esse sentimento ruim do seu coração...
— Mas não pode... e não quero que se sinta mal por isso... — se afastou dele. — Eu sei que não se importa, mas eu sim. A cada dia estou cada vez maior...
— Sabe que faz parte, nosso filhote está crescendo dentro de você amor. É o processo natural da vida...
— Mas eu não quero ficar gorda... — continuou chorando e sentou no sofá.
Owen sentou-se na frente dela tentando acalmá-la.
— Quando o Olie nascer você vai voltar ao normal amor. Eu te ajudo, até faço dieta com você. Eu prometo, tá bom? — Secou o rosto dela com um lencinho.
Ela ficou um tempo em silêncio.
— Me desculpa por isso... — abaixou a cabeça.
— Não tem que pedir desculpas por nada, baby. Vou pedir nosso jantar, o que quer?
— Algo leve...
— Biscoito de água e sal?
Ela finalmente riu.
— Pode ser salada...
O marido pediu tudo o que ela queria e não demorou a ser entregue. Como o clima estava agradável, pediu para servir na varanda. O ambiente ficou bastante romântico depois que o empregado do hotel acendeu as velas e colocou flores novas no vaso. Depois que ele se foi, Owen buscou Claire e a ajudou a se sentar.
— Nossa... está lindo. — sorriu para Owen, ainda estava com os olhos um pouco vermelhos.
Antes de sentarem, virou para ele e olhou em seus olhos. Aproximou-se sem pressa dele, segurou o rosto dele o beijando docemente. E aquele beijo durou por muito tempo. Tempos demais, até que lhes faltou e Owen afastou.
— Eu te amo.
— E eu te amo muito. — o deu mais um selinho. — Só você mesmo para me aturar...
— Não tem essa de "aturar". — Disse puxando a cadeira para ela se sentar.
— Ah, tem sim. — se sentou.
Por incrível que parecesse, Owen também tinha pedido a tal salada para ele também, comeu enchendo a boca. Ela acabou rindo.
— Amor, pede outro coisa para você...
— Eu tô de dieta, baby. — Inventou enquanto enchia a boca. — Ainda bem que tem um pouco de carne nesse negócio...
Claire colocou a mão sobre a dele.
— Não precisa fazer isso, Baby...
— Não preciso, eu devo. Faço qualquer coisa para te ver bem. — Beijou a mãozinha dela.
Ela sorriu e acariciou seu rosto.
— E te ver comer bem, me faz bem. Então por favor, pede mais coisas para você.
— Só se você fazer o mesmo. Você se priva de muita coisa, ruiva.
— Mas prefiro me privar e ser satisfeita com o que vejo no espelho.
— E quando você se olhou no espelho e ficou contente com o que viu?
— Não...
— As vezes acho que nunca vou entender você, amor.
— Por que?
— Você sabe.
— Não, eu não sei. Por que?
— Você não gosta do seu corpo desde quando?
— Desde sempre e você sabe disso!
— Achei que fosse depois do filho da puta que não vou mencionar o nome.
Claire ficou séria e parou de comer.
— Terminei. — levantou. — Com licença... — saiu e foi para o quarto.
Owen suspirou e continuou comendo o que havia sobrado. Até que um forte vento começou, apagando a vela. Era um aviso de que uma forte tempestade se aproximava. Owen entrou e foi direto tomar banho. A tempestade não demorou para chegar, com muitos raios e trovões . Claire que não gostava, deitou na cama se cobrindo toda.
Ela só foi se intensificando cada vez mais, e o pequeno Oliver começou a chutar e se mexer o tempo todo. Owen estava cantarolando uma musiquinha no banho.
— Aí meu amor... — passava a mão pela barriga tentando aliviar a dor, já que ele se mexia muito. Respirou fundo várias vezes acariciando o local.
Mas o pequeno não cessou e a sensação era que ele estava se revirando dentro dela. Owen saiu do banho peladão minutos depois. O rosto da ruiva estava contraído de dor, toda vermelha. O marido já sabia o que era, então colocou a toalha na cintura e foi socorrê-la, acalmando o filhinho com beijos, carícias e uma canção. Foi tiro e queda.
Claire suspirou aliviava.
— Seus toques são mágicos... — sorriu um pouco dolorida.
Como resposta, ele deu um longo beijo na barriga dela e continuou fazendo carinho.
— Obrigada. — disse um pouco sem jeito. — Vou ir tomar banho...
— Melhor esperar um pouco, o Olie tem que dormir.
— Okay Grady.
— Vai ficar com essa carinha?
— Estou normal, Owen. — desviou o olhar.
— Está sim. Normalmente linda...
Ela deixou um sorriso escapar. Até que outro estrondo de um trovão, o que a fez se encolher toda. Owen foi deitar junto com ela, a abraçando enquanto aproveitava o pescoço dela vulnerável e mordia, depois beijava.
— Calma...
— Não consigo, amor... — murmurou fechando os olhos.
— Não? Nem se eu te fizer relaxar?
— E como pretende fazer isso?
Sem delongas, Owen já estava com a mão alisando-a por cima da calcinha. Claire deixou um gemido manhoso escapar.
— Sem dúvidas isso me relaxa...
— Ah, então eu estou fazendo certo?
Afastou o tecido o colocando de lado e usou os dedos para fazer um vai e vem devagar entre as dobras macias.
— Está... está perfeito. — ofegou abrindo mais as pernas. — Oh baby, que delícia...
— Mas eu mal te toquei ainda... bem no pontinho principal... — Provocou sussurrando no ouvido dela, depois colocou os dedos na boca.
— Mas estou necessitada de você, baby... por favor não para. — virou para ele o olhando nos olhos. — Me faz gozar.
— Gozar ou orgasmo? — Perguntou enquanto puxava a calcinha para baixo.
— Os dois. — ordenou.
Owen riu mentalmente, até na cara ela gostava de dar ordens, era incrível. Então, ele intensificou os toques e os tornou mais precisos, tocando-a exatamente no lugar certo. Quando achou que era o suficiente e ela já estava perto, retirou os dedos e enfiou o rosto entre as pernas dela.
— OH BABY... — gritou segurando os lençóis. Seus hormônios estavam a flor da pele e precisava loucamente fazer amor. — Isso... isso... — com uma das mãos, segurou os cabelos dele.
O marido sentiu alguns fios sendo arrancados mas continuou. Sabia que ela estava lá, então colocou três dedos dentro dela pressionando contra a boca que chupava seu clitóris com o ritmo e maestria que só ele sabia fazer. Os gemidos de Claire ficaram mais constantes, começou a se contorcer até que chegou ao orgasmo. Owen assistiu aquela cena extasiado de tanto tesão, enquanto segurava o membro.
— Hmmm...
Quando recuperou o fôlego, ela o encarou mordendo o lábio inferior.
— Deita! — ordenou.
— Mas agora que vou começar a brincar, ruiva...
— Mas eu também quero brincar com você... — ficou de joelhos.
— Então começa tirando essa roupa que eu deito...
— Deita agora! — o empurrou fazendo- deitar.
Owen acabou cedendo, olhando pra ela como se estivesse faminto. Claire sorriu, o fato de Owen já estar nu facilitava muito. Se debruçou beijando todo o abdômen dele.
— Uhm... está cheiroso...
— E olha que não tomo banho há 15 dias. — Mentiu todo engraçadinho.
Claire riu dando uma mordidinha de leve, então desceu os beijos até chegar em seu membro. Sem pressa, lambeu todo e colocou na boca começando a fazer o vai e vem.
— Hmmm... não é atoa que seu apelido é branquinha gulosa agora. — Disse segurando os cabelos dela em um rabo de cavalo.
Claire segurou o riso e se dedicou no que estava fazendo. Uma de suas mãos, ajudavam a massagear o membro de Owen, enquanto ela o chupava sem pausa. O marido começou a forçá-la a engolir tudo e acabou não avisando que ia gozar e jorrou na boca dela. Claire engoliu tudo e subiu os beijos até chegar na boca dele. Foi um dos beijos mais avassaladores que os dois não trocavam há alguns dias. Aquele beijo intenso, de duas almas conectadas não só fisicamente mas emocionalmente. Eles pertenciam um ao outro e isso era inegável.
Owen e Claire pararam de se beijar como dois loucos minutos depois, as bocas dormentes e ofegantes como se tivessem corrido uma maratona inteira. Ela sorriu dando alguns “beijinhos” na boca e bochecha dele.
— Você sabia que é o amor da minha vida?
— Você sabia que você é a segunda mulher no mundo que eu mais amo?
— Segunda? — o encarou com a sobrancelha arqueada.
— Tenho outra ruiva.
Na hora a ruiva lembrou da filhotinha deles.
— Ah sim... está perdoado. — sorriu.
— Estou? — Owen deitou ela entre os travesseiros para que ficasse confortável e colocou um travesseiro de cada lado para ela apoiar as pernas, antes de abri-las e olhar hipnozado para os meios dela.
Ela sorriu de canto mordendo o lábio inferior.
— Não cansa de ver?
— Nunca.
Dito isso, caiu de boca novamente. Owen não resistia. E Claire gemeu, ainda mais do que a outra vez.
— Owen... — agarrou os lençóis.
— Só vou fazer se me pedir... — Murmurou enquanto sabia os beijos até a barriga dela onde podia vê-la.
— Por favor amor... preciso tanto de você. — murmurou quase implorando.
Como resposta, ele voltou a chupá-la como um lobo faminto. Claire gritou com o contado, não parou de gemer com as investidas perfeitas do marido, que sabia exatamente o que fazer com a língua. Depois de alguns minutos, ela teve outro orgasmo. Owen afastou e deixou que ela se recuperasse enquanto se masturbava olhando pra ela. Claire fechou os olhos tentando recuperar o fôlego. Então os abriu novamente, encarando intensamente Owen.
— Agora, preciso de você dentro de mim...
— Então pede do jeito que eu gosto...
Claire sorriu de canto.
— Me fode, baby...
— Quer que eu te foda como? — Owen se posicionou entre as pernas dela e começou a esfregar o membro na entrada dela, afastando as dobras com sua dureza.
Claire arqueou um pouco a coluna, sentindo aquele aquele contato.
— Do seu jeito selvagem... — arfou.
— Não quero te machucar.
— Por que me machucaria?
— Sabe que perco o controle...
— E por que não se controla?
— Porque no auge do tesão eu não consigo...
— Oh baby... Vem cá, vamos nos amar bem devagar...
Owen a penetrou bem devagarinho sentindo a carne dela se abrir para acomodá-lo e aquilo sem dúvidas o deixou louco. Ele começou o ato selvagem e bruto, urrando de prazer. Claire gemia loucamente, arranhava os ombros do marido como uma gata manhosa. Sem muito esforço, mexia o quadril no mesmo ritmo que ele. O marido desejou tanto beijá-la mas não conseguia se aproximar mais dela. Enquanto vez ou outra segurava a mão dela e levava até os lábios, sem interromper o ritmo das investidas.
Os dois ficaram um bom tempo fazendo amor. O ambiente com pouca luz, deixava o ambiente mais erótico. Ambos corpos suados e ofegantes, se moviam como uma dança em um ritmo perfeito. Owen e Claire testaram tantas posições, por tantas horas que perderam a noção do tempo. Era madrugada quando Owen implorou pra ela ficar de quatro.
— Por favor... Eu arrumo almofadas pra você ficar confortável. Sério que precisa de tanto esforço assim?
— Você já viu o meu tamanho? — o encarou como se fosse óbvio. — Essa barriga pesa.
— Mas babe, estou dizendo que vou por travesseiros...
— Está bem, baby... — se deu por vencida.
Owen esboçou aquele sorrisinho sacana e foi arrumar ela na posição. Logo começou a penetração, dando vários tapas no bumbum dela.
Claire soltou alguns gemidos, naquela posição a maior parte quem deveria fazer era Owen. Então a ruiva empinou o bumbum o provocando. Aquilo deixou o marido completamente louco. Ele desferiu mais tapas e apertou o quanto podia. Sutilmente, Owen retirou -se dela e começou a esfregar a cabecinha entre as nádegas dela. Claire suspirou e engoliu seco.
— Nem pense, Owen.
Owen se conteve em apenas passar na entrada até gozar em jatos nela.
Ela o seguiu, caindo exausta sob os lençóis brancos. Mas o marido não parecia querer uma trégua, logo já estava em cima dela a beijando dos pés a cabeça e encaixando-se novamente.
— Os céus, baby... — gemeu toda manhosa.
— Eu prometi que ia aproveitar esse corpinho antes do Oliver nascer...
Claire riu assentindo com a cabeça, se entregou completamente sentindo o próximo orgasmo se formando. E o casal transou muito aquela noite. Owen só alcançou o seu limite ás 3 da madrugada quando gozou pela última vez dentro dela. Claire estava toda gozada e coberta se suor enquanto recebia 5 fortes estocadas. E também gozou mais forte que da última vez. Adormeceu imediatamente, não tinha forças nem para tomar um banho. O marido só se acomodou do lado dela na cama e apagou imediatamente. Claire só acordou na hora do almoço dentro de uma banheira de água morna, sendo limpa pelo loiro.
— Olha só, bom dia Cinderela. É a Cinderela que dormia muito, É?
Ainda sonolenta, a ruiva riu balançando a cabeça.
— Não, era a bela adormecida. Que horas são?
— São quase uma da tarde. — Passou água no rosto dela. — Tive que remarcar uns passeios.
— Desculpa baby... a culpa foi sua. — riu sem vergonha.
— Minha? Por que?
— Me deixou cansada...
— Te deixei muito satisfeita. Acordou toda pregando, tive que te trazer para o banho. Acho que a camareira do hotel vai me bater quando vier trocar os lençóis.
Claire fez uma careta e começou a rir.
— Muito obrigada. Agora estou faminta...
— Faz a caretinha de novo?
Claire riu e fez novamente.
— Ah não, assim eu não aguento...- Começou a mordê-la todinha. — Porque você é assim, hm?
Claire gargalhou alto.
— Assim como?
— Tão fofinha...
— Fofinha? — fez outra careta.
— É. — A beijou novamente até chegar no pescoço onde deixou uma marca de chupão.
Ela murmurou algo em reprovação e o afastou.
— Já pedi para não fazer isso, amor...
— Eu não resisto, desculpa.
Em reposta, ela beijou docemente seus lábios.
— Sorte sua que eu te amo. — brincou.
— Eu sou o homem mais sortudo do mundo por isso. – Disse começando a lavar o cabelo dela.
— E eu a mulher mais sortuda por ter você... — fechou os olhos. — Isso é tão bom...
Owen fez aquela típica massagem deliciosa no couro cabeludo dela do jeito que Claire gostava. Ele acabou a fez a massagem com o condicionar e lavou com uma mangueirinha embutida na banheira.
— Esse shampoo do hotel é bom. Mas não estou acostumado com você cheirando a pêssegos...
Claire riu de um jeito sereno.
— Se acostumou com meu cheiro de baunilha?
— Agora de maçã...
Owen tirou ela da banheira e colocou o roupão nela, depois secou os cabelos dela com outra toalha.
Que aproveitou para abraçá-lo e beijar seu pescoço.
— Uhm... está cheiroso...
— Isso porque esqueci meu sabonete de gordura de porco. — Brincou todo idiota fazendo Claire rir.
— Então esse é o segredo do seu cheiro? — entrou na brincadeira.
— Sim. Esse é o segredo, como descobriu?
— Sua pele não está tão oleosa como sempre...
Owen caiu na gargalhada e foi junto com ela se trocarem para começar o roteiro turístico do dia. A lista estava repleta, e o casal só terminou tudo ao final do penúltimo dia. Owen sempre arriscando seu italiano com sotaque de ator pornô (propositalmente), muito vinho sem álcool e pizza. Era noite quando Owen entrou em uma loja de artesanato com Claire e pegou várias bonecas para Clarisse e um vestido horrível e todo colorido.
— Acha que ela vai gostar?
— Desse vestido? Não mesmo. — riu, enquanto olhava outras peças.
— Está feio?
— Amor, olha para ele. Parece fantasia de Hallowen.
— A Clarisse gosta de fantasias de Halloween. Por falar nela, papai está morrendo de saudades. — Tentou não soar um coruja, falhando miseravelmente.
Claire achou aquilo a coisa mais fofa do mundo e deu um beijo em sua bochecha.
— Eu também estou com saudades. Amor. Logo estaremos com ela.
— Vamos montar um acampamento de princesa pra ela na floresta?
— Vamos. — sorriu. — O que quiser, amor... Ela vai amar.
Owen ficou falando da filha igual um pai orgulhoso durante todas as compras. Qualquer coisa ele se lembrava da pequena, faltava babar. Enquanto relembrava de uma vez que Clarisse tirou a fralda cagada no escritório, deparou-se com Claire olhando pra ele querendo rir, ele disfarçou a cara de pai coruja de imediato.
— ... É... É... foi péssimo, a funcionária da limpeza deve ter me xingado aquele dia. — Concluiu sério.
— Ah, foi sim... — riu. — A Clarisse é muito parecida com você.
— Hmmm... Eu estou um pouco ruivo?
— Não. — o encarou sem entender.
— Ela é a sua miniatura. — Disse pagando as compras no caixa. A mulher parecia hipnotizada no loiro. Típico.
Claire revirou os olhos e o abraçou de lado.
— Vamos amor...
— Sim. — Owen saiu com todas as sacolas e quando já estavam longe, ele notou que tinha dinheiro a mais no troco. — Tenho que voltar...
— Não! — o impediu. — deixa que eu vou, me dá aqui...
Quando Claire chegou, a mulher ouviu o barulho da porta toda sorridente e virou-se imediatamente. Quando viu que era Claire, seu sorriso desmanchou-se. Ela deu o troco a mais de propósito.
— Olá. — se aproximou dela. — Só vim devolver o dinheiro que deu a mais.
A mulher agradeceu e deu as costas pra ela fingindo limpar o balcão. A ruiva revirou os olhos e foi ao encontro do marido. Owen estava tirando uma fotos para umas turistas que pediram. Claire olhou a cena séria, entrou no carro batendo a porta. Depois que acabou, entrou no carro.
— Achei que ia quebrar a porta, babe.
Ela não respondeu e virou o rosto para o lado da janela. Owen deixou ela quieta durante o trajeto, até que tiveram que devolver o carro alugado e pegar o barco.
— Hey...
— O que? — disse seca.
— Já tá brava meu bebê? — Roubou um beijo dela.
— Sai Owen. — o afastou. — Vai beijar aquelas outras que estava tirando foto!
— É serio que ta com ciúme porque me pediram pra tirar foto? — Tentou não rir.
— Sabe qual é o seu problema Owen? Não sabe dizer “não” quando mulheres te pedem favor. Como acha que me sinto vendo essas coisas e você cheio de sorrisos, para mulheres oferecidas?
— Mas Claire, é só uma foto. Um senhor me pediu o mesmo, é só uma gentileza.
— Gentileza? Me poupe, Owen!
O marido sabia que ela estava com os hormônios explodindo, então a abraçou todo carinhoso.
— Shiu.
— Me solta, Owen. — protestou.
— Eu te amo tanto, ciumentinha... olha pra mim...
Ela o encarou, ainda séria.
— Te amo! Te amo, te amo e te amo... — Roubou outro beijo dela.
Ela deu um longo suspiro em seguida, sem desviar o olhar do dele.
— Eu também te amo muito...
— Eu fico ainda mais apaixonado quando você faz esse bico de ciúmes... — Owen pegou o rosto dela e beijou.
— Me sinto mal com tantas mulheres em cima de você... — disse com seus lábios ainda próximos ao dele.
— E acha que elas tem chance?
Ela abaixou o olhar e não respondeu.
— Elas não tem chance nenhuma, pois eu sou casado com uma mulher perfeita pra mim... e traí-la nunca será uma opção.
Ela suspirou mais uma vez se sentindo idiota, voltou a olhá-lo e lhe sorriu.
— Desculpe...
Owen sorriu e levou ela para o quarto, onde prepararam a mala para o dia seguinte. Depois de um longo banho juntos, Claire deitou exausta sentindo seus pés latejarem.
— Estou morta... — resmungou.
— Temos uma hora reservada no spa essa noite. Tenho certeza que vai relaxar muito.
Talvez Claire não notou o tom de voz sombrio do marido.
— Não sei se consigo levantar...
— Foi a surra que te dei ontem? Deixa eu ver?
— Ver o que? — riu.
— Você sabe. Quer que eu fale?
— Quero.
— Tira a calcinha e me mostra...
— O que você quer ver?
— Sua buceta, não tá vendo?
— Vai ter que implorar. — provocou, deitando de costas para ele.
— Implorar?
— Sim, Grady.
— Por que tenho que implorar por algo que já é meu?
— Não seja convencido. — riu.
— Então ela não é minha?
— Não...
— Não?
— Não. — repetiu.
— Certo.
Owen foi para a mini adega procurar um bom whisky. Do mais caro. Claire ficou o encarando da cama.
— É sério que vai ficar com raiva disso?
— O que? Eu pareço com raiva?
— Okay. — suspirou. — Vou dormir, boa noite. — apagou o abajur.
— E o spa?
— O que vai fazer com essa bebida?
— Experimentar...
Claire sentou e o encarou decepcionada.
— Desde quando voltou a beber?
— Como assim "voltei" a beber, Claire?
— Você tinha prometido que não ia beber mais.
— Mas é só um dose, não vou ficar bêbado!
— Faz o que quiser, Owen. — Voltou deitar.
Owen deixou de lado e pegou seu roupão para ir ao spa, depois entregou o de Claire na maior cara de cachorro sem dono. Claire respirou fundo e virou para ele.
— Não vai beber?
— Não. Não faço nada que te deixe triste.
Ela se aproximou beijando docemente seus lábios.
— Vamos para o Spa?
— Vamos bebê.
— Owen... eu te amo tá? Só quero o seu bem... — acariciou sua barba.
— Certo.
Claire continuou o encarando.
— Vai ficar me olhando com esses olhinhos verdes?
— Vou... — sorriu.
— Se continuar vai estar pelada em menos de 2 minutos.
— Não é uma má ideia... — mordeu o lábio inferior.
— Acho que podemos descer para o spa e fazermos uma de nossas aventuras sexuais...
Claire sorriu de canto.
— Está bem, safadinho... — piscou.
Aquelas provocações estavam matando o loiro de tesão. Acabou que desceram com ele inquieto e tentando disfarçar a ereção evidente.
— Olha o que você faz...
Claire olhou para baixo e depois o encarou.
— É bom saber como te deixo...
— Você vai me pagar caro por isso...
Claire deu uma gargalhada. Ela tinha que confessar que ver Owen daquele jeito, a deixava muito excitada. Ambos foram para uma sessão de massagem terapia e depois para a um banho de argila importada. Owen odiou.
— Que porcaria é essa, se soubesse nem tinha vindo... como vamos transar assim?
Claire se segurava para não rir com a cara do marido.
— Calma baby... vamos ter a noite toda para isso.
— Eu tô todo melecado desse negócio... — Resmungou irritado com a música ambiente enjoativa e o cheiro inebriante do incenso.
— Quer ir embora? — riu.
— Só se você quiser.
— Quero! — disse de imediato. Queria tanto quanto ele.
Owen achou engraçado a reação dela, e após ajudá-la a sair da banheira, os dois se limparam e subiram para o hotel onde começaram a se pegar como dois pervertidos na cama. Claire mordeu o lábio inferior dele e o sugou.
— Uhmm... que lábio gostoso... — murmurou entre seus lábios.
— Acho que quem tem a boca mais gostosa aqui e você, senhorita Dearing... — Comentou enquanto se livrava do sutiã dela.
Claire arfou com seu toque.
— Então, voltei a ser senhorita Dearing?
— É que soa tão sexy...
O telefone da ruiva começou a vibrar sem parar em cima da cama, fazendo o marido bufar.
— Droga... — revirou os olhos. -Atendo?
— Sim.
Era Tereza.
Claire pegou o aparelho e ao ver o nome da sogra, atendeu rapidamente.
— Oi Senhora Grady...
— Oi filha, como vai? Está tudo bem?
Owen aproveitou pra tirar a calça dela e enfiar a cabeça entre as pernas da esposa. Claire se segurou para não gemer.
— S-sim... estamos bem. E a senhora? E a Clarisse?
— Ela está bem....
Tereza e Claire conversaram por muito tempo, Owen já tinha desistido de tentar alguma coisa e foi dormir. Afinal, a manhã seguinte seria corrida e embarcariam no vôo das 8 para a casa da mãe, onde pagariam Clarisse e voltariam para Nublar. É foi o que aconteceu. Para o ódio da ruiva, seu detestável cunhado Steve, estava lá com a nova mulher e as enteadas dele, que ainda não foram lhes apresentadas.
— Minha neta se comportou como uma princesa esses dias... — Mentiu. Clarisse tinha botado o terror na fazenda, mas ela não contaria naquele momento, não queria ver a nora favorita e grávida, estressada.
— Fico muito feliz... — beijou e abraçou Clarisse que estava em seu colo. — Amanhã pegaremos o Voo bem cedo para a Costa Rica...
— Porque não ficam uns dias? Tem um shopping pra vocês fazerem compras logo ali... Como estão os preparativos para o meu neto? — Comentou enquanto batia uma massa de torta na batedeira.
— Temos muitas coisas para resolver na ilha... — suspirou. — Ainda não começamos nada, estamos um pouco atrasados. — respondeu sem jeito.
— Sério? O que está acontecendo? O Owen estava tão ansioso para ter um menino e fazer o tal quarto de guerra pra ele...
— Já disse para ele que não ser nada de Guerra. Estava pensando em fazer o quarto dele no que era o escritório. O que a senhora acha? Ainda não falei sobre isso com ele.
— Acho legal, tem um espaço bom para ele. Podiam aproveitar que estão aqui e irem comprar as coisas.
Comentou enquanto Clarisse brincava com uma boneca sem perna no colo da mãe, usando a barriga de apoio.
— Mamãe, eu queria um sorvete de pepino...
Claire olhou para a pequena surpresa.
— Desde quando o meu amorzinho gosta de sorvete de pepino?
— Eu já expliquei pra ela que nao existem sorvete de pepino. — A avó comentou.
— Mas eu quero...
— Mas não existe, princesa. Não quer de morango? Você adora. — disse enquanto arrumava a franjinha dela.
— Eu quero de mumu então. — Pediu com os olhinhos brilhantes.
— “Mumu”? — questionou sem entender.
— É o sorvete de mumu, mamãe...
— Mas o que é mumu? Explica para a mamãe...
— É aquele da cerca que tem leitinho. — Explicou como se fosse óbvio.
Ainda sem entender, Claire encarou a sogra na esperança que ela soubesse. Tereza esboçou um sorrisinho e resolveu explicar.
— Comprei uma lata de sorvete de uma marca conhecida por aqui... o slogan tem uma vaquinha desenhada. Ela pede todos os dias esse sorvete do mumu.
Claire riu e assentiu.
— Entendi. O que acha de chamarmos o papai para tomar esse sorvete também?
Clarisse saltou do colo da mãe e saiu correndo para chamar o pai.
— PAPAAAAAAAAIIIIIIII!!!!!
— Ela cresceu tão rápido...
— Sim. — respondeu com um enorme sorriso. — E logo teremos mais um bebezinho... o que me deixa um pouco tensa.
— Por qual motivo, filha?
— Acho que tudo... cuidar de mais uma criança e principalmente o parto... — suspirou.
— Se quer uma dica, não fique pensando muito nisso. Na hora certa você vai conseguir. Eu tive quatro filhos em parto normal. Estou vivíssima. — Riu enquanto servia o sorvete e o bolo que tinha acabado de tirar do forno.
Claire permaneceu séria.
— Mas se eu tiver complicações no parto do Oliver também?
— Acho que pensar no pior não ajuda em nada, querida.
— Não consigo evitar!
— Por que nao tenta focar em outras coisas? Owen te colocou na aula de natação de novo?
— Não, ainda não. — A voz do marido soou atrás dela, mais grossa do que nunca. Owen estava com Clarisse no colo, que estava toda animada. — É aqui que tem sorvete?
Claire sorriu ao ver os dois.
— É sim, baby... mas acho que teremos que ir comprar mais.
— Sim, tenho que comprar umas ferramentas novas. Tenho que consertar umas coisas na casa de praia.
— Poderia esquecer um pouco das ferramentas e lembrar do seu filho que a Claire está esperando? Francamente Owen. Ele tem pelo menos uma fralda? — Brigou Tereza.
— Ah... ah...
— Ah nada! E se ele nascer agora? Vão enrolar meu neto em um pano?
— É que... é que esses meses não temos muito tempo pra viajar pra cá, sabe que fazemos o enxoval aqui nos Estados Unidos.
— Hm. Sei bem. Eu vou arrancar sua orelha se estiver negligenciando a Claire e o Oliver. — Ameaçou.
Claire levantou naquele exato momento.
— Imagina senhora Grady... Owen está cuidando muito bem de nós. Só precisamos mesmo nos programar melhor. — O encarou. — E vamos fazer isso, certo?
— É... é sim. — Owen respondeu sem graça enquanto Tereza o fuzilava com os olhos. Clarisse estava com a boca toda branca de sorvete, achando aquela conversa muito chata.
Claire sorriu com a cena é pegou um guardanapo, indo até eles e limpando a boca da filha.
— Está gostoso princesa?
— Sim mãezinha! — Respondeu de boca cheia toda satisfeita.
— Então, como foi o passeio de vocês? — Tereza tentou mudar de assunto enquanto servia o casal também. — Sempre quis visitar Veneza, parece tão romântico.
— O que é romontico? — Indagou Clarisse, arrancando risadas divertidas dos três adultos.
— É algo que a senhorita só vai entender, quando for mais velha. — a mãe respondeu enquanto experimentava o sorvete. — Nossa... isso é muito bom...
— É algo que a minha bebê não vai saber nunca! — Owen acrescentou ranzinza.
— Não seja bobo, Owen. Sabe que isso não vai acontecer do jeito que você quer.
— Exatamente, Sogra. Mas seu filho é muito bobo. — riu.
Owen ficou mau humorado até acabar de comer, quando foi cortar lenha com o insuportável do irmão.
— Mamãe, posso ir com o papai? — Pediu já calçando o próprio sapato para ir. Como se a mãe já tivesse deixado.
— Não pode. — respondeu rapidamente. — Vai ficar aqui com a mamãe...
— Eu vou cortar madeira também, eu sou bem forte! — Insistiu.
Claire suspirou a pegando no colo.
— A mamãe sabe que você é bem forte. Mas é perigoso. Quer assistir um desenho? A mamãe estava morrendo de saudade de você. — beijou sua bochecha.
— Não quero, mamãe...
Clarisse se debateu quando Owen apareceu na porta vestido como um lenhador. Um lenhador muito gostoso.
— Claire...
Ao vê-lo, a ruiva sorriu.
— Sim...
— Chego daqui uma hora mais ou menos. Esteja na piscina quando eu chegar, seu professor de hidro serei eu.
— Papai, me leva!
— O que? Que história é essa?
— O que? Falei algum absurdo?
— Sim. Eu não vou fazer.
— Não é uma opção, já está na hora de retomar. Faz bem para o Oliver e você.
Tereza bisbilhotava a conversa enquanto fingia lavar os pratos.
— Eu lembro o bem que fez quando quase morri, aquele dia. — rebateu.
Owen encarou ela bem sério por alguns instantes e saiu para seus afazeres sem dizer mais nada. Clarisse tentou descer do colo.
Claire a colocou no chão e foi atrás dele.
— Owen... — chegou de mansinho por trás. — Me desculpa...
— Por que tem sempre que lembrar daquele dia? — Questiona sem olhar para trás.
— Me perdoa... — abaixou a cabeça.
— Vai estar na piscina quando eu chegar? — Owen a beijou na testa, sentindo o cheiro inebriante se seus cabelos ruivos. — Olha, não quero te obrigar a nada. Só se quiser.
A ruiva fechou os olhos com a sensação maravilhosa que sentia quando Owen a tocava.
— Podemos fazer, quando voltarmos para casa?
— Depois que irmos comprar as coisas do Oliver. Já quero chegar semana que vem do trabalho e pintar as paredes e por o papel de parede. Depois monto os móveis eu mesmo.
Enquanto Owen falava, Claire notou uma cabecinha vermelha correndo e sumindo entre a vegetação na mata atrás dele. Clarisse tinha corrido seguindo o tio Steve.
— OWEN! — deu um berro em desespero, apontando para que ele visse. — Vai buscá-la!
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