História After You
5 Capítulo
Notas iniciais
Skype ON
Claire Dearing – “Bom dia Owen!”
Owen Grady – “Bom dia ruivinha! Espero que tenha feito o que eu disse.”
Claire Dearing – “Fiz sim, demorei um pouco para dormir. Digo o mesmo para você Sr.Teimoso!” !
Owen Grady – “Você que é teimosa! Se é contrariada fica brava!”
Claire Dearing – “Okay, okay!... E como está seu ferimento?"
Owen Grady – ‘’Ah, está sangrando aqui mas é normal. Tem uma enfermeira gata vindo me atender em domicílio. Preciso me machucar mais vezes...”
Claire Dearing – ‘’Idiota como sempre! Quantos dias são o atestado?”
Owen Grady – “Vai ficar 2 dias sem o galã!”
Claire Dearing – “Quer jantar hoje Owen?”
Owen Grady – “Quer jantar hoje, Claire?”
Claire Dearing – “Okay!”
Owen Grady – “Eu vou de moto, vou tentar terminar de conserta-la e te busco...Me dá seu número Srta. Dearing? Não posso avisar que to chegando por Skype.”
Claire Dearing – “Você sempre teve o meu número e não percebeu? Está na assinatura do e-mail.”
Owen Grady – “Sou burro.”
Claire Dearing – “Desatento, Apenas!”
Owen Grady – “Se não der vou a pé, atravessaria a floresta pra encontrar a Srta.!”
Claire Dearing – “Eu vou te buscar!”
Owen Grady – “De carro? Não.”
Claire Dearing – “Sim!”
Owen Grady – “Não...”
Claire Dearing – “Sim! Não insista. Me passa a localização da Selva aí. Agora vai!”
Owen Grady – “Não ando de carro!”
Claire Dearing – “Grady... Eu entendo... Não vai acontecer nada! Vou cuidar de você!
Owen Grady – “É sério, não vejo problema nenhum em fazer uma caminhada noturna.”
Claire Dearing – “Vai deixar eu cuidar de você? Vai ser rápido.”
Owen Grady – “Deixo...”
Claire Dearing – “Ótimo! Prometo que vou cuidar bem de você! Me passa a localização da casa na árvore por mensagem, te busco as dezoito horas!”
Owen Grady – “Vou mandar, até mais tarde!”
Skype OFF
Owen passou o restante do tempo livre tentando colocar ordem eu seu bangalô. Afinal, organização era um dos seus pontos fracos. Consertou a moto e verificou se o motor estava funcionando.
─ Lata velha! Porcaria!
Ele se irritou e desistiu de arruma-la. Já faltavam alguns minutos para o jantar combinado, então ele voltou para dentro de casa, tomou um banho e se arrumou. Colocou qualquer roupa e saiu de casa em direção ao restaurante. Ele pegou a estrada que cortava a floresta até o centro do resort, andava sem muita pressa e assobiando distraído.
Claire já estava pronta, coloca uma saia branca rodada com comprimento até o joelho uma blusinha de alça preta, sandália alta, maquiagem leve e um coque no cabelo deixando apenas a franja solta. Olha para o relógio, pega sua bolsa e vai para o carro. Coloca no GPS do celular a localização do bangalô que Owen havia encaminhado. Vai concentrada na estrada, afinal já era noite e ao redor só tinha mato. Até que avistou um homem indo na direção do resort.
— Owen? — olha apertando os olhos tentando reconhecer a pessoa. Sim era ele, então para o carro com tudo ao seu lado.
— Grady! — com tom alterada o encara. — Por que você não me esperou?
Logo ele avistou os faróis do carro mais à frente na estrada e não pode deixar de sorrir.
Ela encostou o carro e ele pode ouvir a voz dela, bem alterada no seu melhor "tom de mandona/autoritária" de sempre. Owen revirou os olhos.
— Achei que iria chegar primeiro que você. — Deu de ombros e entrou no carro com os pés imundos. Ele não ligou muito. No momento em que fechou a porta, pode sentir o cheiro do perfume dela inebriando seu olfato. Sim, ele adorava o cheiro dela. Ele não hesitou nenhum pouco em se aproximar dela lentamente e depositar um beijo em seu rosto.
Ao ouvir a resposta de Owen, Claire revirou os olhos e pensou consigo mesmo.
" Como assim chegar primeiro que eu se combinamos que iria buscá-lo."
Ela decidiu não comentar sobre, afinal ela sabe o porque ele não queria andar de carro. Apenas o acompanhou com o olhar até ele entrar. Quando viu os pés dele sujo de barro arregalou os olhos, não pelo fato de sujar seu carro porque era só ela mandar lavar depois. Mas Claire é extremamente viciada em organização, controle sobre tudo incluindo limpeza. Quando havia saído de casa prometeu para si mesma tentar não estragar esse momento dos dois de novo, então não disse nada.
Quando Owen foi se aproximando dela, ficou sem reação não sabia o que fazer. Sentiu um arrepio em todo seu corpo quando os lábios do loiro tocaram seu rosto. Ela pode sentir que eles eram macios, sua barba fez cócegas em seu rosto e aquele aroma dele que ela adora. Não reagiu ao gesto, apenas sorriu para ele e pode sentir seu rosto corar.
Ela então deu partida no carro, geralmente dirigia rápido não tem paciência nem para dirigir devagar. Mas sabia que aquele momento era delicado para Owen, então foi razoavelmente devagar e com tudo o cuidado. Não disse uma palavra até finalmente chegarem ao restaurante japonês do parque.
Talvez Owen não tivesse percebido que ela tinha corado as bochechas, estava um tanto escuro no local que ele nem mesmo se deu conta. O homem respirou fundo e manteve os olhos na estrada. Estava um pouco tenso, mas nada disse. Apenas acompanhou o silêncio da ruiva até chegarem no respectivo local desejado. Quando ela para com o carro, ele desce rapidamente e em um gesto gentil, abre a porta para ela.
— Obrigada Owen! — ela sorri, adentram o restaurante e são abordados pelo Garçom.
— Boa noite Senhores. — Diz o rapaz.
— Boa noite! Uma mesa para dois, por favor! — diz educadamente e olha para Owen. O garçom os acompanha até a mesa e se sentam. O rapaz sai os deixando a sós, para que possam escolher seus pedidos.
— Então... Como foi seu dia? — ela pergunta quebrando finalmente aquele silêncio.
Ele sorria cordialmente e andava do lado dela, sem dizer nada ainda. Ele queria tomar o controle da situação, mas ela como sempre, tomou dele. Owen não reclamou, apenas a seguiu quieto. Até ela lhe fazer uma pergunta.
— Foi um pouco entediante. Assisti UFC, tomei minha cerveja. Tentei consertar a moto... mas não deu certo. Deixei para lá e vim pra cá até você me encontrar na estrada. — Ele riu discretamente e tomou o cardápio em mãos. O celular de Owen começou a vibrar sobre a mesa, ele apenas checou de quem se tratava e ignorou. — E seu dia, Claire?
— Foi bem agitado então... — ela sorri olhando o cardápio. — Foi tranquilo, nada demais! — ela estava mentindo, passou o dia nervosa para esse encontro. Mas jamais assumiria. — Então o que vamos comer Grady?
— Dias agitados são seus favoritos, não é? — Owen decidiu o que queria comer, mas ia esperar ela escolher primeiro. O celular não parava de vibrar e Owen começou a ficar visivelmente irritado. — Bom, eu vou querer alguns temakis. E você?
Ela sorri pelo comentário.
— Na verdade quis dizer que o seu foi agitado. — sorrindo percebe sua irritação pelo fato das chamadas. — Podemos pedir um rodízio, o que acha? — olha para ele — Owen se quiser atender não tem problema, pode ser uma emergência.
— O meu? Ah, Claire. Nem se compara com o seu dia. — Ele gostou da sugestão do rodízio. — Olha que eu dou prejuízo em rodízios... — Owen coloca o celular no bolso, ainda ignorando. — Não é emergência nenhuma.
— Depende do modo que vemos. — se refere ao seu dia. — ótimo! Vamos de rodízio então. — sorri, mas está visivelmente incomodado com o celular dele que não para de tocar.
— E para beber Sr.Grady ?
— Claire, isso é um jantar profissional? Porque está me chamando de Sr.Grady? — Ele franziu o cenho e fez o pedido para o garçom.
— Desculpe Owen! É força do hábito! — diz irônica. — Então hoje você irá aprender usar o raxi! — sorri.
— Vai me ensinar a usar? Se eu perder a paciência eu como com a mão...- Ele pela primeira vez reparou nos olhos dela e ficou encantando por alguns longos segundos. Owen não se inibiu e soltou a frase do nada. — Alguém já te disse que você tem olhos lindos?
Ela arregala os olhos, não espera ouvir esse comentário vindo dele e fica vermelha na hora, seu coração acelerou inexplicavelmente com a observação dele.
— Obrigada! — sorri envergonhada desviando o olhar, não sabia o que dizer e tenta mudar de assunto. — Vou te ensinar Sim, acredite... sou uma ótima professora! — Volta a olha-lo.
— A professora dos olhos mais bonitos da ilha inteira. — Owen percebeu ela ficar envergonhada e a achou mais bonita ainda, então, insistiu em elogiá-la.
— Você...está fazendo isso de propósito né...para me deixar sem graça. — Diz gaguejando.
— Só estou dizendo a verdade.... — Concluiu, a olhando com um sorriso.
Ela o olha retribuindo o sorriso, ele está se saindo um verdadeiro cavalheiro e isso a deixa muito feliz. Quando ia dizer algo, o garçom chega com os pedidos.
— Chegou...- Diz olhando para o garçom. Na verdade, ele a atrapalhou quando ia retribuir o elogio.
Ele revirou os olhos e desviou a atenção para o que estava sendo servido. Em seguida, lançou o melhor olhar com quem queria dizer "some daqui” para o garçom.
— Bom... preparado para sua aula? — Diz pegando os dois raxis.
— Estou... — Ele pega os dele também.
— Okay...- Ela sorri, puxa sua cadeira se aproximando do loiro, pode sentir seu aroma que fez seu coração acelerar. Pega a sua mão para mostra-lo como segurar o raxi e ao mesmo tempo explica lentamente passo a passo.
Ele prestou toda atenção enquanto ela o ensinava como usar. Owen não estava com muito interesse de aprender, mas sim focado na pequena mão dela tocando a dele.
— Acho que não consigo não...
— Consegue Sim! Tenta mais um pouco...É fácil, basta praticar.
— Tem colher não? É bom que cabe mais comida.
— Está bem, não vou insistir. — O entrega os talheres, aparentemente irritada.
O homem achou engraçado a carinha brava dela e resolveu tentar mais algumas vezes usar os raxis. Sem sucesso, ele pega com a mão mesmo, ignorando as regras de boas maneiras.
Claire fica sem reação, não estava acostumada com aqueles modos. Ela começa a rir, acha engraçado a espontaneidade dele. E começa a comer em silêncio. Não sabia em que assunto entrar.
— Senhorita estressadinha... posso te fazer uma pergunta um pouco invasiva?
Ele pergunta após rir junto com ela, apesar de não saber do que ela ria exatamente.
— Mas é claro senhor!...- Diz o encarando.
— Você ainda ama o Justin né?
Claire desvia o olhar e balança a cabeça.
— Não! — o encara novamente. — Com o tempo eu percebi que só havia amor da minha parte, o que aconteceu foi bom. Eu me livrei dele! No começo sofri bastante, afinal ninguém quer ser enganado ainda mais de quem você ama. Hoje não sei o que faria se o visse na minha frente de tanto ódio que sinto. Mas amor... acho que realmente nem sei o que é esse sentimento.
— Entendi. Que bom que superou isso na sua vida, Claire. Não sabe o que é? Tenho certeza que sabe. Não posso acreditar nunca teve a oportunidade de saber o que é.
Ela sorri.
— Tirando minha família, acho que não sei o que é amor. Quando achava que estava amando fui enganada. Então esse sentimento verdadeiro. Não existe para mim! — engole seco e olha para a comida.
— Claro que existe Claire. Só não teve ainda a oportunidade de conhecer... um cara legal, tipo eu... Alto, forte, trabalhador e lindo!
Ela solta uma gargalhada. Realmente ele era tudo isso.
— Tem razão Owen! — sorri e o encara. — E você, hoje como se sente?
— Na verdade me sinto como se faltasse algo...
— Eu entendo...Até hoje não superei a perda dos meus pais! – respira fundo, os pais de Claire tinham morrido. — E os seus pais? Me fala deles...
Owen segurou a mão dela e fez um leve carinho sobre a mesma.
— Meus pais moram em Madison, Winsconsin. Em uma pequena propriedade rural. Foi lá onde eu cresci e aprendi tudo até então. Ás vezes eu tenho que deixar tudo aqui e correr pra lá, meu pai tem câncer há 10 anos. Então quando ele piora, eu tenho que ajudar minha mãe. Já que meus irmãos não ligam.
Ela ouvi atentamente tudo que ele fala.
— Entendi...- ainda segurando sua mão. — Não deve ser fácil passar por isso sem o apoio deles... Mas agora você tem uma amiga e o que você precisar pode contar comigo!...quantos irmãos você tem?
— Não vou dizer que é difícil. Afinal, até hoje eu consegui fazer o que pude e não pude pelo meu pai. Sem precisar deles. — Ele sorriu com a afirmativa dela e apertou levemente a mão dela. — Obrigado... E tenho três irmãos, espalhados por aí.
Ela continua o olhando.
— Olha Grady, nos conhecemos a tanto tempo e de uns dias para cá, preciso te confessar que se tornou especial para mim! Quero muito o seu bem! — ela sorri. Ela estava confusa com ela mesmo depois desses últimos dias. Há pouco tempo não queria vê-lo nem de longe e agora se sente muito bem ao seu lado.
Owen se permitiu olhar nos olhos dela mais uma vez aquela noite, e sorriu. Ele sentia o mesmo por ela, era algo tão repentino e um pouco confuso para ele.
— Sabe Claire, você é uma mulher e tanto. Muito mais do que imaginava ser. Se lembra daquele dia que ficamos de ir em um certo lugar? Hoje vou cumprir meu trato e te levar lá.
— Obrigada Owen! E posso te afirmar que seus pais fizeram um ótimo trabalho com esse homem incrível que se tornou! — ela sorri com a verdade que acabou de dizer. — Lembro Sim, aquele dia que dei vexame...Vou adorar ir com você.
— Obrigado... — Ele sorriu um pouco envergonhado. — Me tornei o idiota que você sempre diz que sou. — Ele riu com a própria fala sem deixar de olha-la. — Vexame não... você estava esgotada. Mas fiquei preocupado de ver você sentando no chão. Quem diria que ia ver a praticamente dona do Jurassic World sentada em uma humilde calçada imunda...
— Um idiota incrível, então! As vezes é bom sermos idiotas. — ela sorri. — Não me lembre desse detalhe da calçada, isso foi ridículo!
— Não fala assim... — Ele a repreendeu e tomou um gole da bebida que foi servida. — Não julgue seus sentimentos como ridículos.
— Mas são!... estava maravilhosa a comida, o que achou? Posso pedir a conta?
— Você gosta de se auto desprezar ás vezes?
— Não é isso! Apenas me arrependo de ter sido tão idiota. Gostar e sofrer por alguém tão podre!
— O erro foi dele. Não seu. — Owen pediu a conta em seguida e fez questão de pagar logo, antes que ela inventasse. — E sim, a comida estava ótima.
— Espera eu vou pagar! Eu te convidei!
— Vai pagar nada. — Owen se levantou e pegou a mão dela, a levantando também. — Vamos, não é muito longe daqui...
Claire revira os olhos e o acompanha.
— Só para você saber, estamos no século 21 Romeu! — diz sorrindo. — Eu deveria ter pago a conta!
— Só para você saber, isso não anula o fato de eu me comportar como um cavalheiro.
— Okay, okay... Não está mais aqui quem falou!
Ele sorriu satisfeito e a levou para fora do restaurante, sem soltar da mão dela. Um funcionário do centro de controle, de longe avistou os dois e quase tropeçou na calçada com o que viu. Mas Owen nem percebeu. Ele levou Claire até um local onde tinha uma vista para o mar incrível. Ele encostou nas grades de ferro e olhou para baixo, sentindo a brisa marítima bater em seu rosto.
— Eu costumo vir aqui quando quero pensar. Não pense que é em suicídio. — Ele riu. — Só refletir na minha vida. Aqui é um dos melhores lugares para se fazer isso. Você perde o olhar no infinito desse mar e... pensa no quão pequeno seus problemas são perto disso.
Claire fica sem palavras com a paisagem.
— Você tem razão! — se aproxima dele. — Esse lugar é maravilhoso! — também olha para o mar. — Estou a tantos anos aqui que perdi a noção das coisas belas... — Respira fundo. — "O segredo para uma vida feliz é aceitar que você nunca tem total controle!" — olha para Owen. — Simon vive me dizendo isso, não sei o porque. — Diz brincando, na verdade ela sabe muito bem.
— Simon é um gênio. Deveria ouvir os conselhos dele, hein?...Não há nada de errado no que ele falou. — Diz Owen sorrindo enquanto se aproximava atrás dela. Ele parecia pensar um pouco, mas agiu com cautela. Fez ela se virar para ele e a encostou nas grades de aço. — Não vou te jogar daqui, então não me olhe com essa cara... só... preciso fazer uma coisa.
Ela arregala os olhos, fica sem reação com a atitude dele.
— Fazer o que Grady?
Então ele foi se aproximando até que o espaço entre os dois fosse tão mínimo que ele pode sentir a respiração dela bater em seu rosto. Owen colocou uma das mãos na cintura dela e a outra em seu queixo, erguendo o rosto dela para que olhasse bem para ele. — Vai me bater?
Ela sente seu coração acelerar pela proximidade dos dois. E não sabia o que ele faria, mas seja o que for ela também queria.
— Não Vou... — Diz quase que sussurrando.
Owen demonstrou o sorriso mais genuíno e então, os lábios dele tocaram os dela suavemente, sem pressa alguma. As mãos seguravam firme na cintura dela, deixando ambos colados um no outro durante o beijo.
Claire não pode resistir aos encantos dele e retribuiu o beijo. Sentir os lábios dele nos dela e seus corpos tão colados, fez com que ela sentisse como uma adolescente. Um sentimento que cresceu com aquele beijo, ela deixou- se levar por ele. Colocou uma mão em sua nuca o puxando e intensificando o beijo e pedindo espaço para que sua língua pudesse explorar sua boca, a outra mão tocava suavemente o rosto do loiro.
Owen só estava aguardando ela dar permissão para ele aprofundar o beijo, então assim ele o fez, explorando cada canto da boca dela com a língua, a apertando cada vez mais contra si. E foi assim por alguns longos segundos, até que o fôlego fosse necessário. Ele deu uma pausa e manteve a testa junto com a dela, mantendo os olhos fechados.
Ela tenta recuperar o fôlego, sentindo a respiração dele misturada com a dela e segura o rosto do loiro com a duas mãos.
— O que foi isso?... — Diz tentando respirar.
— Hm... o que você acha Claire? — Ele sorriu e olhou em volta, se certificando que ninguém estava olhando.
— Eu não sei... — E retribui o sorriso. O olha nos olhos. — Vamos? Está ficando tarde. Eu vou te levar em casa.
Ele a soltou e deu um passo pra trás.
— Ok... desculpe. Não precisa, eu encontro o Barry no museu e ele me dá uma carona...
Ao se afastar ela pega a mão dele.
— Espera, o que eu falei de errado?...- o encara. — Se está pedindo desculpas é porque se arrependeu do beijo! — diz abaixando a cabeça e balançando. — Eu sabia.
— Não é isso. Acho que eu passei dos limites. Pela sua reação... — Owen riu e a puxou pela mão de volta para o estacionamento do restaurante.
Claire se sente extremamente mal e larga sua mão da dele enquanto vai caminhando.
— Passou dos limites...Háh. — Diz irritada e para na sua frente. — Para sua informação Owen Grady, se eu não quisesse não teria retribuído! — o encara e começa a andar na sua frente.
— Tudo bem então, bravinha. — Ele vai atrás e pega a mão dela novamente. — Sem dar piti... vou te acompanhar até no seu hotel ...
Ela puxa novamente a mão.
— Não precisa Owen! Obrigada pela noite... aproveita a companhia de volta do seu amigo! Eu sei me virar sozinha!.. Boa noite!
Owen não entendeu aquela reação.
— O que eu fiz agora? Eu só disse que eu ACHEI que você tinha achado que eu passei dos limites. Mas que bom que gostou... porque eu também digo o mesmo. — Owen ficou no caminho dela, e cruzou os braços, sorrindo todo convencido. — Vou bloquear seu caminho senhorita.
— Você me deixa confusa...- Diz o encarando. — Me deixa passar por favor...- desvia o olhar. — Já que vai com seu amigo, eu vou embora.
— Claire, por favor te beijei porque quis. — Owen continuou na frente dela. — Só disse que ia com o Barry porque você sugeriu que fossemos embora porque esta tarde.
— O que quer fazer então?
— Vou te deixar no hotel e vou embora? — Mulheres e o maldito poder de deixar Owen perdido e confuso. — Quer ficar aqui na rua a noite toda?
— Você realmente não quer que eu te leve, tudo bem. Vamos fazer assim então, eu vou sozinha para o hotel e você vai embora. Assim não perde tanto tempo aqui. Não insistirei mais, vou indo. Boa noite! — estica a mão para cumprimenta-lo.
— Eu tenho umas coisas pra resolver com o Barry e o pessoal. Só volto de madrugada Claire... nada feito, eu te levo para o hotel e vou embora. — Ele olhou a mão dela estendida e a puxou para si, enlaçando a cintura dela. — Teimosa!
Ela tenta se soltar se afastando dele.
— O que está fazendo?
Owen desistiu e a soltou.
— Okay... como quiser.
Ela não queria que ele a soltasse.
— Então vamos indo né! — ela deixa o carro no estacionamento e vão a pé. O hotel era ali perto.
— Meu Deus. Próxima vez eu vou por um calmante na sua comida. — Owen falou sério e foi andando do lado dela, com as mãos no bolso.
Ela o olha de canto de olha pelo comentário ridículo que fez. Finalmente chegam ao hotel. E Claire o olha sem saber como se despedir.
— Então...Owen... desculpa por qualquer coisa... Vou subir, tenha uma Boa Noite.
— Você pede muitas desculpas desnecessárias. — Owen aproxima dela com cautela. — Boa noite... mereço um beijo de Boa noite, não é?
Ela se aproxima sem saber de fato qual o beijo que ele pediu e dá um rápido em sua Buchecha.
— Pronto!
Owen resolveu tomar atitude e quando ela ia se afastando, roubou um selinho rápido da ruiva.
— Agora sim. Está liberada pra ir dormir pelo sr. Grady.
Ela sorri com aquilo e o abraça.
— O beijo de agora poderia ter sido melhor, mas estamos em lugar público então está perdoado! — Fala em seu ouvido.
— Poderia mesmo, mas não arrisco minha pele quando você está atacada... Boa noite. Sonha comigo. Vai fazer bem hein!
— Boa noite! — diz sorrindo e o solta devagar. — Vou sonhar! Digo o mesmo para você. Se considere um cara de sorte! — Sorri e entra no hotel.
— Ah... e como... — Ele espera ela entrar e se certifica que ela está segura e vai ao encontro do Barry, no museu principal.
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