História After You -
12 Capítulo - The Truth Always Comes Out
Notas iniciais
Uma coisa morna e pegajosa caiu sobre os seios de Claire, barriga, clavícula e braços. Então as suas mãos estavam esfregando o óleo por cada centímetro da pele sensível, colocando apenas pressão suficiente para fazê-la contorcer em êxtase.
Uma vez que ela estava completamente revestida com o óleo quente, Owen disse:
— Agora eu tenho a tarefa de te limpar... com a minha língua.
Claire sentia seu corpo puro êxtase. Estremecia e se arrepiava com os toques dele, as mãos enormes e ásperas eram incrivelmente maravilhosas de serem sentidas em seu corpo. Claire arfava, só de senti-lo a tocando e a sensação ficou ainda mais excitante com o creme que ele espalhava.
— Sim... — sua voz saiu rouca. — Faça isso Owen... por favor. — seu tom era de súplica, estava louca de desejo. — Agora! — exigiu abrindo as pernas e se contorcendo. Sua respiração estava ofegante, sua intimidade latejava. Estava encharcada.
O loiro sentiu o membro latejar de dor só de vê-la daquela forma, oferecendo-se para ele. Ignorando o gesto, Owen avança com a língua e começou nos contornos dos seios, fazendo ela arfar ruidosamente. Ele foi implacável mordiscando e chupando cada centímetro dela. Ele teve certeza que a esposa estaria coberta de marcas mais tarde... e nada nunca o deixaria mais feliz e mais enlouquecido do que isso. Quando Owen terminou com um, deu o mesmo tratamento ao outro seio, e depois começou um delicioso passeio em toda a clavícula e pescoço, parando propositalmente em alguns lugares para lhe dar chupões.
Ela agora erguia os quadris descontroladamente, tanto que o loiro teve de afastar sua boca e levantar suas pernas ao redor das coxas da ruiva.
— Você vai parar? — Ele a perguntou docemente, se referindo ao fato dela ainda estar erguendo os quadris freneticamente de novo e de novo, procurando por ele embora soubesse que não estava mais lá.
Ao ouvi-lo ela parou dando um longo suspiro. Ela estava fervendo, queimando por dentro de tesão e quando ele se separou, aquilo só piorou.
— Amor... Hey... Não me provoque assim, volta aqui... vai me enlouquecer... — a voz saiu falha, mordendo os lábios começou a esfregar as coxas umas nas outras, tentando aliviar o aquele desejo que queimava sua intimidade.
Owen estava prestes a pôr sua boca nela novamente.
— Hmm... — disse suavemente enquanto sentia ela se inclinar sobre suas pernas. — Eu acho que nós deveríamos nos certificar de que não há nada para você se esfregar, não é?
Os dedos do homem tocarem a parte de baixo das coxas, e ela obedientemente as abriu para que ele tocasse mais. Sua ereção bateu na barriga dela, e ele grunhiu ao mesmo tempo em que ouviu um pequeno gemido vindo da ruiva. Um orgulho cruel tomou conta do loiro com aquele pequeno som, e ela podia praticamente sentir o seu olhar queimando em toda extensão de suas curvas, sem dúvida coberta com um líquido que ele sabia já ter se formado ali, considerando o quanto ela estava desesperada por ele. Owen riu e tocou a feminilidade da esposa, fazendo seus quadris ondularem novamente.
— Bem... aqui vai a recompensa por ter sido uma menina tão boa. — Então ele a soltou apenas da cabeceira, ainda mantendo as mãos dela atadas, e continuou a lamber seu seio. Quando sua boca chegou ao umbigo, Claire pode sentir o roçar da barba em sua pele sensível. E então, como se Claire não tivesse em um estado suficiente de agonia, quanto mais Owen aproximava do meio de suas pernas, mais pausava entre os beijos e lambidas e mordidas para falar com ela.
— Olha só quem está molhadinha se não é a senhora Grady. — Sorriu sacana. — Em um minuto eu vou montar em você e te foder até gritar... e .. É uma pena você não poder me tocar, hmmm?
Os beijos e chupões do marido estava a enlouquecendo. A cada vez que faziam amor, era uma surpresa diferente. Ela se debatia embaixo dele e se contorcia de prazer. Ouvir a última frase de Owen a deixou ainda mais excitada.
— Ah é? — respirou fundo se debatendo. — Owen me solta... isso é injusto comigo não acha? – tentou soltar as mãos, mas foi em vão. Claire pensava em fazer algo a respeito. — Deixa eu te tocar, do jeito que você merece... do jeito que eu amo. — sua respiração estava ofegante, o que dificultava a falar. Então parou, voltando os braços para cima da cabeça. Se dando por vencida.
— Vou apagar esse seu fogo de grávida, por hora. Calada. — Quando a boca do marido propositalmente circundou a área mais necessitada, Claire começa a empurrar os quadris contra a boca dele e a lutar brutalmente contra as amarras, fazendo a cama balançar com os movimentos agressivos e desesperados. Owen agradeceu-se mentalmente por ter tido a presença de espírito de amarrá-la corretamente, porque se as mãos estivessem livres, elas estariam presas em seus cabelos enquanto o loiro estocava a língua dentro dela. Fazia apenas meia hora que a massagem/tortura havia começado.
Meia hora de puro prazer, este que fazia Claire gemer loucamente enquanto movia os quadris na boca dele.
— Ôh céus Owen... — sentiu o orgasmo se formando, era forte e intenso. Não conseguia mais segurar e gozou intensamente na boca do marido, enquanto gritava o nome dele. Estava ofegante e suada. — Tira ao menos a venda dos meus olhos... me deixa olhar para você... — murmurou tentando recuperar o ar.
— Nada disso. — Suas mãos começaram a esfregar os músculos retesados das coxas e ele chupou-lhe a virilha, deixando uma enorme mancha vermelha. — Se eu subir em cima de você, promete ficar parada? — perguntou preguiçosamente enquanto rolava a língua pela pele, aliviando a dor de sua última mordida.
— Vou... — disse apenas já cansada de tanto se debater, com a gravidez se cansava mais que o normal. Arfava com as investidas de Owen em seu corpo. Sua respiração ofegante. Sentia seu corpo arder de desejo, este que só seria saciado com ele dentro dela.
— Vamos brincar de uma forma melhor... — Sua voz veio do pé da cama, e então uma seda suave envolveu os tornozelos da ruiva, e só quando estava firmemente presa é que ela foi perceber que Owen tinha amarrado as pernas também. Claire ficou incrédula ao perceber que estava com os pés presos. Owen tinha uma mente fértil para isso, sempre inovavam em algo. Realizavam fetiches um do outro, sem contar nas surpresas que costumavam fazer. Mas ficar presa daquela forma, era torturador demais.
E logo o loiro estava sobre Claire. Pode sentir a umidade do seu sexo em contato com o dele. Tudo o que Owen queria era enterrar-se em seu calor, e quando a ruiva começou a choramingar novamente, tomou a iniciativa. Seu sexo apertado o envolvendo, fez Owen grunhir de prazer. O movimento aconteceu rápido e fundo demais.
—Caralho! — exclamou em um tom de lamento. Felizmente Owen teve que permanecer parado para que seu corpo se acostumasse com a intrusão, porque tudo foi tão intenso e perfeito, que se ele se movesse antes que ela se recuperasse o mínimo de controle que seja, Claire iria explodir cedo demais.
Ao ser penetrada Claire gritou, ainda estava bem sensível depois do orgasmo. Aproveitou que Owen estava em cima dela, soltou a cabeceira e consegui envolver os braços no pescoço de Owen, mesmo com as mãos presas.
— Me beija Owen... — sussurrou procurando os lábios do loiro.
Ele prontamente obedeceu, mas foi rápido. As pontas dos seios estavam diante do rosto dele tentadoramente, logo abriu a boca e começou a procurar pelo mamilo com o queixo.
Agora o loiro estava chupando tão forte a pele dela enquanto iniciava um ritmo calmo, erguendo-se e se abaixando sobre o corpo dela, observando sua grossa extensão enterrar-se em seus meios. A cama estava rangendo com o ritmo lento das estocadas. Tirou o seio de sua boca e passou a atacar o outro, perguntando contra seu mamilo.
— Mais forte? — Antes de tomar a sua pele suave com os dentes.
Claire arfava e gemia compulsivamente com as estocadas e carícias de Owen, aquilo era bom...era incrível. Mas seu corpo estava em constante mudança devido a gravidez, não só o desejo sexual estava a flor da pele, como estava mais sensível. Tentou segurar ao máximo até não aguentar mais.
— Mais forte! — suspirou gemendo. — Amor... meus seios estão sensíveis... — sua voz saiu falha. — Cuidado para não sair leite... — Não conteve a piada e com um tom brincalhão, começou a rir e gemer de delírio. Seu corpo pulsava de tesão, paixão e amor por aquele homem que a possuía de forma tão única.
— Acredite... se tivesse leite aqui já tinha saído a muito tempo. — Sorriu tentando não apertar tanto, deviam estar bastante doloridos aquela altura. Com o prazer crescendo ele logo se esqueceu e beliscou rudemente seu mamilo, já embalando-se de forma mais agressiva em cima dela. Owen podia sentir seu calor apertando-o e envolvendo-o. A maneira como ela se contraía ao seu redor era deveras excitante demais.
O loiro pode ouvir a sua pele contra a dela e como Claire recuperava o fôlego apenas para perdê-lo quando o marido estava totalmente dentro do seu corpo. Ele teve que libertar o seio de Claire por medo de acabar machucando-a ainda mais.
— Minha nossa... — Grunhiu, suplicante.
Owen estava ficando impossivelmente grande dentro dela, seus testículos se contraindo, e ele não sabia como conseguiria conter-se se a ruiva não estivesse preparada ainda para que ele gozasse.
Claire se contorcia com tamanho prazer, o que era bastante difícil já que estava completamente presa. Ela queria poder tocar o marido, acariciá-lo, senti-lo. É era impossível. As estocadas de Owen eram intensas, maravilhosas. Ela pode sentir outro orgasmo se formar, seu corpo estremeceu a fazendo arquear a coluna, jogando a cabeça para trás.
— Owen! — gritou, chegando ao ápice deliciosamente. Se corpo amoleceu de imediato, sem fôlego e completamente suada.
Então, os dedos do marido assumiram o trabalho de desatar o nó dos pulsos da ruiva, em seguida de suas pernas a deixando apenas com a venda nos olhos.
Owen voltou a penetrá-la com força. Os dedos dele foram parar onde estavam conectados, estimulando sua carne e deslizando sobre o membro a cada estocada. Ele estava encolhendo-se de agonia sob ela, resistindo como um cavalo selvagem e rosnando pensamentos incoerentes enquanto investia em seu corpo.
Depois de finalmente ser solta, Claire o abraçou forte e calorosamente com as pernas na cintura dele e tirou rapidamente a venda de seus olhos. Neste exato momento foi como se seus olhos ganhassem brilho, ao ver o marido, tão lindo e suado sobre si. Ele arfava com a respiração extremamente ofegante. Ela cravou levemente as unhas em suas costas o motivando a continuar.
— Goza pra mim, amor... — sussurrou em sua ouvido. — Grita meu nome, Owen... goza amor... — O incentivou. Ambos já estavam explodindo.
Uma camada fina de suor cobrindo seu corpo pálido, o seu rosto torcido em concentração, como se ela estivesse tentando resolver cálculos complicados de cabeça. Os dedos do loiro agora passaram a esfregar seu ponto sensível um pouco acima de onde estavam conectados, e seus seios balançavam a cada impulso que Owen dava, reluzindo com sua saliva. Então seus grandes olhos verdes fizeram contato com os dela e ele gemeu.
— Não. Goza comigo, ruiva... de novo...
Claire o olhou nos olhos e sorriu. Aquele era o pedido mais gostoso de ser cumprido.
— Sim... — após mais algumas estocadas e estímulos, ambos gozaram. Juntos, conectados de corpo e alma. Claire gemeu alto o nome do amado e amoleceu sobre a cama.
Owen já havia perdido a conta de quantas vezes ela tinha chegado no ápice aquela manhã, e isso o deixou mais que satisfeito. O loiro se deitou ao lado dela preguiçosamente sem se desconectar da ruiva.
Claire o olhava em meio a suspiros. Levou a mão até o rosto do loiro e acariciou sua barba.
— Acho que vou ficar deitada o dia todo...
— Vai é? Acabei com você. — Sorriu sacana a beijando no rosto, a outra mão na barriguinha dela.
Sim, tinha. Mas ela não concordaria em voz alta.
— Estou mais cansada que o normal... É a gravidez... — sorriu e beijou seu ombro. — Acha que a nossa família vai gostar do nome da nossa princesa? — suspirou. — Será que a sua mãe não vai ficar chateada em termos escolhido o nome que era da minha mãe? — aquilo a preocupava.
— Que história é essa agora? Minha mãe não vai se chatear meu amor. Olha os pensamentos... — Owen puxou o cobertor os cobrindo. — Nossa Clarisse vai ser o xodó da vovó...
— Vai né... — sorri com o pensamento. — Estou ansiosa para ver o seu rostinho. — acariciava a barriga. — Precisamos fazer o quarto dela, comprar roupinhas... — Suspirou. — Será que vai ser ruiva? Ou loira? Espero que ela pareça o pai... — disse empolgada.
— Ela já tem o quarto. Que você não gostou... vai ser uma miniatura sua.
— Eu gostei... já disse. — sorriu. — Será? — o olhou. — Você me faz a mulher mais feliz desse mundo, eu te amo demais e me deu o melhor presente... Obrigada!
— E confessa que foi o presente mais gostoso da sua vida... — Sorriu presunçoso.
Ela o olhou cerrando os olhos e não respondeu. Voltou a atenção para sua barriga acariciando e conversando com ela.
— Como você está minha filhinha? Mamãe está morrendo de vontade de ver o seu rostinho, te segurar no colo... cuidar de você...
Owen observa a cena em completa adoração, sem interromper com suas frases infames.
— Eu e o papai... — olhou para ele e sorriu. — Te amamos muito, vamos te proteger de tudo. Vamos estar sempre ao seu lado... — pegou a mão dele e levou até a barriga junto com a dela. — Sabe as histórias que te contei sobre o papai? Ele vai te contar todas quando nascer princesa...
— É verdade, vou contar muitas histórias de zumbis... — Sorriu fazendo carinho no local.
— Owen! — o repreendeu com cara feia.
— Eu quis dizer... fadas encantadas...
Claire revirou os olhos e aproximou o rosto do dele, dando -lhe um selinho demorado.
— Você vai ser um ótimo pai... — sussurrou.
— Mas me diga. Ela está nos escutando?
— Está sim... Ela escuta e sente tudo o que eu sinto, por isso o estresse, tristeza... o bebê sente. Está no livro que estou lendo... Ela sente todo o nosso amor.
— Meu Deus, Claire. E quando a gente transa?
— Amor, de novo isso? — sorriu de canto. — Já te expliquei, não tem nada haver. Mas se te incomoda, não transamos mais.
— É sério.... pensa bem. É estranho de certa forma. Mas não estou dizendo isso para gente parar.
— Fazer sexo é bom na gestação. Inclusive a ginecologista recomenda, ainda mais no final da gestação. Mas okay, sem sexo até a Clarisse nascer. — cruzou os braços.
— Vai começar é? Tudo bem. — Levantou-se entrando no banho.
Claire começou a chorar, enquanto esperava Owen terminar o banho. Para poder tomar o seu e se arrumar. O banho foi mais demorado que o necessário. Enquanto se vestia para sair, observava a ruiva de canto.
— O que foi agora?
— Nada Owen. — levantou secando o rosto e entrou no banheiro. Tomou um banho rápido e foi se trocar, sentou-se no sofá do closet pensativa. Não sabia que roupa usar. Quase nada mais servia nela o que a fez chorar de novo.
— Claire, o que há com você? – a abraçou por trás tentando acalmá-la. — Pára de chorar, a Clarisse vai ficar triste...
— Nenhuma roupa fica bem em mim... Estou gorda... — começou a soluçar. — Você não vai me amar mais... — levou a mão no rosto enquanto as lágrimas escorriam.
Por mais que Owen tivesse cansado daquela cena e de repetir as mesmas palavras todas as vezes, ele não podia se irritar. Então, disse pacientemente.
— Quantas vezes eu tenho que te dizer que só está engordando por causa do nosso bebê? E quantas vezes tenho que te dizer que cada dia está mais linda com essa barriguinha? E que meu amor por você nunca se tratou da sua aparência, Claire?
Ela tirou a mão do rosto e virou para encará-lo. Owen estava sendo muito paciente e gentil quando precisava o que a envergonhou, por fazer aquela cena.
— Me desculpa, Owen.... Eu... — respirou fundo sem saber o que dizer por um momento. — Eu não vou mais te aborrecer com essas ceninhas de novo, preciso aprender a lidar com esses hormônios e com essa mudança de humor repentina.
— Pára com isso. Olha, se esqueceu das roupas que compramos ontem? Vamos no shopping comprar umas novas para você esse fim de semana, prometo. — Owen já havia pegado algumas da pilha de roupas recém vindas da lavanderia do hotel. — Olha aqui ruiva....
Ela o olhou com um sorriso de canto. E foi até as roupas, a que estava na mão de Owen era o que ela mais tinha gostado. Era um vestido de gestante rodado com o comprimento até os joelhos, branco e com algumas flores rosas.
— Acho que vou usar este... — pegou da mão dele e o abraçou. — Obrigada... — sussurrou dando-lhe um beijo no pescoço.
— Por nada, baby. Veste e vamos que o papai aqui tá afim de comer uma costela frita inteira...
— Okay... — arrumou-se rapidamente. — Amor, você está lembrando que amanhã é o dia de ação de graças? — foi até ele já pronta.
Owen que até então mascava um chiclete, acabou se engasgando com ele.
— Me esqueci completamente...
Claire sorriu dando dois tapas nas costas dele.
— Já cuidei de tudo, Grady. Vamos?
— Vamos então... — Não quis questioná-la, confiava nela cegamente.
Ao chegarem o restaurante para almoçarem, encontraram a família de Claire tanto quando a dele se entrosando. Sam parecia interessado no jogo virtual de Gray, enquanto Sophie atormentava um casal de pombos no canteiro.
— Owen, até que enfim chegaram... já íamos começar sem vocês. — Harry brincou.
Claire sorriu para o cunhado e foi cumprimentar toda a família. Em especial Karen e a sogra Tereza, ambas sorriam e acariciavam a barriga da ruiva.
— E os enjoos, melhorou? — a mais velha perguntou.
— Não senhora Grady, parece que todos os sintomas só estão piorando.
— Calma mana, logo vai melhorar e virão outros tipos mais fortes. — a irmã brincou e começou a rir ao ver a cara de assustada de Claire.
— Como assim?
— Calma minha filha... — a sogra começou a rir junto com Karen. — Não é nada demais, a gestação vai passar tão rápido que não vai perceber... — Claire sorriu com as palavras da sogra.
— Já estou ansiosa para segurar minha sobrinha nos braços. — a loira tinha um sorriso bobo na face.
— Eu também. — Claire e Tereza falaram juntas e as três começaram a rir.
Owen tratou de mandar servirem uma pizza tamanho família, e cuidou para que uma outra pequena pizza menos calórica e especial fosse feita especialmente para esposa.
Em pouco tempo todos estavam reunidos na mesa, comendo e bebendo, conversando e rindo, apenas Sophie chorava, pois, caiu e esfolou o joelho no chão.
— Soph, chega! Vai chorar o resto do dia?
— Não vovó...
— Então chega, nem está doendo mais!
Claire viu a cena com um aperto no peito de ver a pequena daquela forma. Seria já o amor materno? Ela se levantou indo até Sophie e se abaixou para falar com ela.
— Meu amor... está doendo?
— Tá tia... — soluçava de tanto chorar.
— Vem...- esticou a mão para a menina pegar. — Jess, vou levá-la para fazer um curativo e já volto. — a cunhada assentiu com a cabeça com um sorriso.
O loiro apenas observa a cena de canto enquanto mastigava o 7° pedaço de pizza.
Claire levou a pequena até o canto do restaurante e um dos funcionários levou o kit de primeiros socorros que a ruiva havia pedido.
— Vem pequena, senta aqui. — colocou a menina na cadeira e se abaixou.
— Tia vai doer... — ela ainda chorava.
— Não vai meu amor, eu prometo e logo vai estar correndo de novo. — cuidadosamente começou a limpar o machucado enquanto a pequena observava.
— Tia você é médica? — a encarava curiosa e Claire começou a rir.
— Não meu amor. Só fui voluntária na cruz vermelha...
— Nossa tia que legalllll... — a pequena ficou empolgada e esqueceu da dor. — E o que é isso?
Claire sorriu e começou a explicar, em alguns minutos ela havia terminado. Sophie já estava bem e segurou a mão dela enquanto voltavam para a mesa. A pequena a agradeceu com um abraço forte e ambas voltaram para os seus lugares na mesa.
— Claire, foi aonde?
— Fazer um curativo no joelho da Soph... — sorriu e bebeu um pouco de suco.
— Mesmo? É enfermeira agora? — Sorriu de boca cheia.
— Não... — O encarou. — Só sei algumas coisas, por ter sido voluntária na cruz vermelha...
— Foi...? — O loiro se engasga com a informação.
— Sim, por quê? — disse calmamente.
— Nunca me falou sobre...
— Faz muitos anos isso amor...
O loiro deu de ombros e voltou a comer e tomar sua cerveja.
Após um bom tempo, terminarem de comer, conversaram e riram.
— Owen, eu vou para casa...
— Tá doendo algo? Cansada? Eu levo você.
— Não precisa amor, só estou cansada... aproveita o dia com a sua família.
— Eu te levo e volto, vamos lá... onde dói? — A ajudou a se levantar, aproveitando para avisar a família que estava saindo.
— Só um pouco de cólica, nada demais... — sorri e foi até a irmã. — Passa lá em casa depois.
— Pode deixar maninha. — sorriu.
— A senhora também. — para a mãe do marido.
— Sim, filha...
Claire foi segurar o braço de Owen.
— Vamos amor... — começaram a caminhar em direção ao hotel.
Ao chegarem, Owen fez ela se deitar no sofá e retirou os sapatos dela.
— Quer tomar água para ver se passa?
Claire o olhava encantada com tamanho cuidado com ela. E após de aconchegar nas almofadas, deitou-se.
— Não precisa amor, vou ficar um pouco aqui deitada. Logo passa...
— Tá bom. Qualquer coisa me chama então. — Beijou o topo da cabeça da ruiva e começou a recolher a bagunça da festa do dia anterior.
Claire o observava, até que acabou adormecendo. Estava mais cansada que o normal. Precisava descansar, pois tinha muito o que fazer ainda para o feriado do dia seguinte, e ainda precisava ir ao escritório resolver algumas coisas.
Owen passou a tarde organizando a casa, o que de fato era incomum acontecer.
Quando terminou, levou a esposa com cautela para a cama, a cobriu e fechou as cortinas. Ela realmente precisava descansar. Pouco mais tarde a irmã e cunhada chegaram para ajudá-lo com os preparativos da grande ceia no dia seguinte.
Claire dormia calmamente, até que voltou a ter o mesmo pesadelo com a Indominus. Ela estava prestes a pegar a criança de seu sonho.
— NÃO!... -gritou e começou a se debater na cama, suando frio. — NÃO... NÃO...
A senhora Grady foi a primeira a escutar e foi até a nora ver o que se tratava.
— Querida? Acorda filha, é só um sonho. — Ela tentava acalmá-la gentilmente quando Owen chegou.
— Ah, outro sonho agitado...
— Ela tem isso sempre?
— Quase sempre... — Sentou-se ao lado dela a chamando. — Amor?
Claire acordou rapidamente assustada e se sentou abraçando as pernas.
— O que foi? — estava ofegante.
— Estava tendo um pesadelo... está tudo bem?
— Quer me contar como foi, querida?
Ela olhou para os dois.
— Eu... É... Só preciso ficar um pouco sozinha. Desculpe.
Levantou-se da cama e foi para o novo quarta da Clarisse, fechando a porta pondo-se a chorar. Por que voltou a ter aqueles pesadelos? Aquela criança seria a filha deles? Até quando a Indominus lhe causaria pesadelos? Ela pegou o ursinho no berço e abraçou, deitando-se no sofá do quarto.
Owen e a mãe se entreolharam com olhares de dúvida. Mas optaram por respeitarem seu espaço.
A mais velha resolveu voltar com o trabalho na cozinha e Owen teve que correr para o escritório para um assunto urgente: Novos investidores fariam uma visita antes do natal. Se não tivessem uma novidade no parque que fosse atrativa, perderiam bilhões. Mas a parte boa que sustentava o otimismo do ex-combatente da marinha: As ações da Masrani Global estavam no topo.
Claire permanecia no quarto da bebê. A senhora Grady já estava preocupada e resolveu ir até ela.
— Posso entrar? — bateu na porta a abrindo encarando a ruiva aos prantos no sofá.
— Claro... — sentou ainda abraçada com o urso.
— O que você está sentindo minha filha? — disse calmamente sentando ao seu lado.
— Eu... — respirou fundo. — Eu tenho vários pesadelos com a dinossauro que destruiu o parque e matou nossos amigos... e agora tem uma criança.... que está em período. — a senhora escutava atenta. — Será que é por causa da gravidez? Será que é um sinal?
— Não diga isso meu amor... vem... — A puxou para que deitasse a cabeça em seu colo. — Você passou por um grande trauma, Claire. Perdeu pessoas que amava... e tem medo que aconteça algo com quem ama agora. — arfava os cabelos acobreados da nora a consolando.
— Sim...
— Calma minha filha, Deus está com você e com a sua família. Ele sempre irá proteger vocês três... É bom desabafar minha querida, precisa fazer isso com Owen...
— Não... ele já tem muitas coisas para se preocupar...
— A prioridade dele são vocês duas... não se esqueça disso nunca. Ele te ama Claire...
— Mas eu falhei com ele, o deixei sozinho quando mais precisava de mim... — A mais velha soube o que ela se referia.
— E ele também deixou você ir, quando precisava de seu apoio... não se culpe por isso. Aconteceu como tinha que acontecer e ambos aprenderam com isso... Calma filha, os hormônios da gravidez é assim. Te deixa muito sensível...
Elas ficaram daquela mesma forma por um bom tempo. Conversando enquanto a mais velha fazia carinho nos cabelos de Claire. Era disso que a ruiva precisava.
*
— Senhor Grady, a InGen está se envolvendo em pesquisas para desenvolver novas espécies. Talvez daqui duas semanas já temos um novo dinoss...
— Em menos de duas semanas os investidores estarão aqui, arrancando nossos couros! Não temos tempo!
— Deixa tudo com a gente, está tudo sobre controle. Já repassamos os protótipos para o Dr. Wu... Isso leva tempo. A senhorita Claire sabia disso.
O loiro pensou um pouco, talvez ele estivesse se preocupando demasiadamente com aquilo. Com esse pensamento ele pegou os relatórios das novas atrações sendo desenvolvidas no laboratório de criação e começou a lê-los.
Após um bom tempo com a Senhora Grady, Karen chegou. Elas ficaram por horas conversando, enquanto a sogra da ruiva fazia o pudim que ela tanto amava.
— Nossa, isso está divino! — Karen comentou se deliciando com o pedaço.
— Eu te disse... — Claire sorriu comendo o terceiro pedaço.
— Obrigada meninas! — Tereza sorriu servindo mais um pedaço para elas.
Elas riam e falavam sobre tudo. Deram várias dicas para Claire sobre a gestação, ela estava adorando saber tanta coisa.
*
Pouco mais tarde, Owen chegou com um buquê de rosas brancas e tulipas azuis.
— Cadê a mãe da minha filha?
A senhora Grady virou-se e encarou o filho com um imenso sorriso nos lábios. Karen também virou-se para encarar o cunhado toda a sorrisos.
— Olha só quem chegou...
Claire virou rapidamente para olhá-lo, com um enorme sorriso saiu praticamente correndo e o abraçou forte.
— Meu amor... Que saudade... — O beijou nos lábios, sem se importar com a presença das duas.
— Minha nossa, saudade mesmo hein? — Sorriu a beijando mais uma vez e entregando as flores em seguida.
— Elas são lindas amor... — as pegou com um grande sorriso. — Obrigada! — o deu um selinho demorado. — Quer pudim? A sua mãe fez... Está uma delícia!
— Senta aqui com a gente cunhado... — Karen disse sorridente, amava ver aqueles dois juntos e tão felizes.
— Adoraria, mas tenho que ler uns protótipos no escritório... — Recusou a oferta educadamente. — E você, nada de abusar dos doces, Claire Grady.
— Espera... Protótipo de que? — arqueou as sobrancelhas.
— Novas atrações...
— De que tipo? Não precisamos de novas atrações!
— Conversamos depois. Vai lá conversar com sua irmã e a mãe...
Claire o encarou sem dizer nada e voltou para onde estava sentada minutos atrás, não a agradou nada o que acabara de ouvir. Voltou a comer e conversar com a irmã e sogra.
Owen aproveitou para tomar um banho de água fria sem parar de pensar aquele pudim da mãe, e acabou não resistindo. Se reuniu com as três mulheres na cozinha outra vez.
— Olha quem voltou...
— Cadê meu pudim?
A senhora Grady serviu um pedaço para Owen, enquanto continuavam a conversa e riam.
— E então cunhado... o que está achando dessa nova fase? Casado e logo ser pai? — Karen perguntou e Claire o encarou.
— Ainda estava me acostumando com o fato de ser casado, sabe... mas faz parte. — Enfiou mais uma grande colherada na boca. — Clarisse quis vir antes, então... — Sorriu sem perceber que havia mencionado o nome da filha pela primeira vez.
— Clarisse?
— O nome da minha sobrinha é Clarisse?
— É sim... — Olhou para esposa.
Claire o olhou fitando-o.
— Obrigada, Owen! — Respirou fundo. — Karen... senhora Grady, escolhemos o nome ontem. Pretendíamos contar para a família toda, mas... — olhou para o marido. — Enfim... O que acharam?
Karen levantou puxando a irmã para um abraço.
— Obrigada! — emocionada, ambas irmãs começaram a chorar abraçadas.
Owen se assustou com aquela reação das duas, mas só observou em silêncio.
— Gostei do nome, meu filho. Vai ser a princesa da vovó...
— Mamãe deve estar pulando de alegria com essa homenagem... — a loira acariciou os cabelos ruivos da irmã.
— Sim... — sussurrou com um sorriso e cessaram o abraço.
Ambas voltaram a sentar e Claire deu uma longa pausa antes de falar, com um certo receio.
— Senhora Grady... esse era o nome da nossa mãe.
— Oh... é um lindo nome. Fez bem em escolher esse.
Owen assistia a cena de boca cheia.
— Obrigada... — a ruiva acariciou gentilmente a mão da sogra aliviada. A amava demais e tinha medo de magoá-la.
— Bom família linda, vou indo... — a loira disse.
— Eu também... nos vemos no jantar. — agora foi a mais velha.
— Já vão?
— Mas já? Está tudo pronto para amanhã?
— Está sim meu filho. Amanhã venho cedo, Claire...
— Sim, senhora.
Karen e a senhora Grady se despediram do casal, Claire as acompanhou até a porta e voltou para onde o marido estava.
— Precisamos conversar. — sentou-se.
— O que foi? — Retirou um sanduíche de pernil do bolso da calça ignorando a cara de repugnância da esposa. — Fiz nada. — Disse de boca cheia.
— Que história é essa de nova atração, Owen?
— Ah, a atração entre a gente, gata? — Sorriu galanteador.
Claire continuou com a expressão séria, com os braços cruzados sobre a mesa esperando uma resposta.
Owen entendeu e pigarreou antes de continuar. Contou toda a história para ela e disse que um dos advogados de Masrani o convenceu a insistir com os criadores do laboratório sobre uma nova atração para chamar atenção do mundo outra vez.
— É isso... ele também me disse que será bom para reconhecimento da minha parte, mas sabe que não ligo para isso. Só quero que as coisas no parque avancem cada vez mais. Só garantindo o futuro da minha família...
Claire escutou toda a história estática, estava perplexa e mal conseguia se expressar.
— Você tomou essa decisão sem me consultar? — suspirou decepcionada com o marido. — Depois de tudo o que aconteceu, como pode aprovar um novo dinossauro geneticamente modificado?
— Claire, eu estou com os protótipos ali na pasta, inclusive vamos visitar o laboratório de criação amanhã cedo. Não precisa ficar com medo...
— Eu não vou em lugar nenhum Owen. — levantou alterando a voz. — Você já tomou essa decisão, siga em frente. Nós não precisamos disso, o lucro que temos com o parque já é ótimo! Mas você não perguntou para mim. Preferiu falar com outra pessoa.
— Você estava em casa de repouso, amor. Não queria te preocupar com isso. Você já tinha acordado com mal-estar, eu pensei em você...
— Pensou em mim, ou no dinheiro que vai lucrar com isso? — disparou.
Owen que até então ainda comia o doce, hesitou largando a colher no prato e a fitando afinal. Os olhos visivelmente ofendidos, ela realmente havia o magoado.
— Sabe que nunca me importei com dinheiro, mas como herdeiro do Masrani só estou tocando as coisas como devem ser. Mas acho que cometi um erro, realmente. Isso nunca foi para mim. — Owen levantou, levando o celular e entrando no closet do quarto.
Claire sentiu um aperto no peito, sabia que tinha falado demais. Mas era o que ela sentiu naquele momento, não devia ter falado daquela forma. Levou as mãos até a cabeça e foi atrás dele, abriu a porta do closet o encontrando sentado no sofá.
— Me desculpa...
— Tudo bem. É só a realidade. Vai me falar que me casei por dinheiro agora? Falta só você me falar isso. — Calçou as meias e colocou os tênis. — Nunca deveria ter saído do bangalô. Nunca deveria ter voltado para Nublar. — Levantou-se sem dizer mais nada e saiu do apartamento batendo a porta.
Ouvir aquilo de Owen foi uma facada em seu coração. Assim que ouviu a porta bater sentiu-se sem chão, sem rumo. Ele havia se arrependido de casar-se com ela? Sim. Era isso que ela achava, se jogou na cama inconsolável. Ela realmente não o merecia, ele não merecia ouvir aquilo.
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