History of Logic System
1 Capítulo Único
Notas iniciais
11TH ANNIVERSARY
Kyaaaaaaa a Rainha está fazendo mais um aninho de vida... Mei-chan você é muito linda, Mei-chan você é muito diva, Mei-chan você é perfeita... Minha waifu linda!!... Ok, pareeeeeei!! kkkk
Mas é o niver dela... E como ela é Rainha, ela merece todas as honras e prestígios kkkk
Então bora falar da fic... Enfim, essa fic é baseada em duas músicas uma música chamada "That Wonderful Love Once More" e "Saihate", ambas são cantadas pelo Kaito, na primeira temos uma participação da Meiko na harmonia , e caso vocês não conheçam a música eu vou deixar o link delas aqui nas notas finais do capítulo... Essas duas músicas são de um Albúm chamado "Hystory of Logic System" que foi lançado em 2003, com o Kaito e a Meiko ainda na versão de teste, esse foi o primeiro albúm lançado que continha músicas cantadas por vocaloids. As duas músicas trazem uma história parecida, mas tem suas diferenças e vale a pena conferir as duas versões.
Há aqui tbm tem referencias ao desenvolvimento dos vocaloids, como eles foram criados, os nomes pensados inicialmente, enfim... Eu tentei fazer essa fic o mais cannon possível.
Eu espero que gostem e curtam bastante...
Boa leitura e nos vemos nas notas finais o/
Um grupo de cientistas estava reunido em um laboratório, eles terminavam de colocar as últimas peças que faltavam em dois androides, logo eles iriam fazer o teste para saber se realmente eles iriam funcionar como o planejado. Todos os membros da equipe haviam trabalhado durantes anos para que a experiência fosse bem sucedida, desde a ideia inicial que surgiu em uma universidade na Espanha, até chegar ao Japão, foi um longo tempo, desgastante, muitas contas, muitos erros, mas também ouve muitos acertos. Os cientistas estavam animados e esperançosos acreditavam que hoje finalmente iria dar certo e os dois protótipos iriam acordar.
Uma experiência semelhante estava sendo feita, porém na Inglaterra, com mais dois protótipos, estes pareciam estar indo muito bem, a empresa por trás do produto havia sido premiada por ter algo tão inovador sendo lançado no mercado. A intenção dos cientistas japoneses era de fazer com que a experiência deles fosse ainda mais bem sucedida que a dos seus colegas ingleses.
Com o passar dos dias e cada vez mais se aproximando da data em que haviam marcado para acordarem os androides, eles resolveram criar um ambiente, amplo, porém controlado, para que eles pudessem observar completamente o comportamento dos androides, haviam instalado câmeras em todos os lugares, luzes com controle de iluminação, temperatura interna e pressão, enfim, tudo ali era controlado por eles, que estavam apostando todos as cartas que tinham nesses dois protótipos.
Chegado finalmente o dia marcado a ansiedade da equipe era intensa, alguns corriam de um lado para o outro, outros observavam qualquer alteração possível nos computadores, outros terminavam as verificações físicas nos androides, outros faziam várias anotações.
- Senhor, está tudo pronto... Podemos prosseguir? – Disse um dos cientistas para o cientista chefe do projeto. Este o olhou sério e dirigiu-se para perto das macas onde se encontravam os corpos inertes dos dois androides.
- Queridos colegas, todos nós trabalhamos muito para que essa experiência fosse bem sucedida e hoje vamos ter a chance de verificar pessoalmente onde erramos e onde acertamos, os androides fisicamente são perfeitos, cópias exatas humanas, e isso se deve ao trabalho de todos aqui, por isso parabéns a todos, porém hoje também se inicia a segunda fase desse projeto, o de programar as vozes para que cantem, isso não será um trabalho fácil, mas com certeza o final será muito gratificante para todos aqui. Vamos fazer o Projeto Vocaloid alcançar um outro patamar com as nossas versões, vamos obter um sucesso muito maior que os ingleses. – Ao termino do discurso todos os presentes na sala o aplaudiram calorosamente, todos muito emocionados.
O chefe do projeto retornou ao seu lugar inicial e com um sinal de cabeça deu a autorização para que os androides fossem despertados.
- Senhor, qual dos dois prefere que seja despertado primeiro? – Perguntou novamente o cientista.
- A moça, ela obteve menos erros durante sua programação, acredito que tenha ganhando o direito de ser a primeira.
Assim foi feito, o cientista retornou para o computador e digitou vários códigos, por fim uma tela apareceu exibindo a seguinte mensagem: Tem certeza que deseja colocar o projeto CRV1 online?
Em alguns instantes foi exibido na tela que o sistema estava sendo carregado, depois de algumas horas o processo havia terminado, em seguida o projeto CRV2 foi colocado para o carregamento, enquanto isso os cientistas analisavam os sinais vitais da androide que no momento encontrava-se adormecida, depois de detectado que tudo estava correto com ela, os cientistas a levaram para o quarto e a colocaram em cima de uma cama. Algumas horas depois o mesmo foi sucedido com o segundo androide e ele também foi levado para o mesmo quarto.
Todos os cientistas estavam se retirando, pois o expediente havia terminado e agora bastava esperar para que ambos os androides acordassem, dois cientistas que haviam acabado de chegar iriam ficar responsáveis pelo monitoramento dos dois no “Salão do Experimento”, nome do local onde os androides estavam agora localizados. Eles ligaram todas as câmeras, desligaram as luzes, pois acharam que assim iria ficar mais confortável para eles quando acordassem, ligaram todos os microfones do salão e se prepararam para esperar.
Cerca de uma hora e meia depois a androide despertou, seus olhos se abriram pela primeira vez, ela se encontrava extremamente confusa, ela começou a mexer levemente os dedos das mãos, dos pés, os braços, as pernas, ela não se lembrava de nada anterior a esse momento, sentia-se estranha, por mais que tentasse buscar qualquer memória anterior nada surgia, parecia que realmente não havia nada. Ela perdeu um grande tempo olhando para o teto branco do local onde estava, até que resolveu sentar-se, inicialmente ela nem sabia se podia, mas quando seus movimentos foram sendo realizados, ela não encontrou nenhuma dificuldade, assim que seus pés tocaram o chão ela sentiu o frio do piso sob de seus pés, achou aquela sensação estranha, porém havia algo em sua cabeça dizendo que era normal, então ela ignorou. Ela tentou olhar em volta do local, porém não conseguiu ver muita coisa, estava escuro.
Depois do que pareceram horas ela se levantou e tateando as paredes ela caminhou até uma porta, girou a maçaneta e encontrou um jardim, achou aquilo bonito, apesar de ainda um pouco escuro havia mais luz que no quarto anterior, ela caminhou até debaixo de uma árvore, a única no jardim, e sentou-se abraçando seus joelhos e apoiando a cabeça sobre eles. Ela só estava esperando, pelo quê, ela não sabia dizer, mas talvez uma ordem, qualquer coisa que pudesse dizer a ela o que fazer.
Der repente ela ouviu um barulho vindo da mesma porta onde ela havia saído, ela viu um homem que parecia tão perdido quanto ela, mas que quando a viu pareceu se acalmar um pouco, ele caminhou lentamente até onde estava a árvore e sentou-se, mantendo certa distância, eles se encararam por um tempo. Ela finalmente levantou a cabeça para olhá-lo melhor, achou que talvez ele pudesse ter algum tipo de informação que ela não tinha, então resolveu iniciar um diálogo.
- Quem é você? – Ela perguntou olhando para o homem a sua frente, ele pareceu entrar em um dilema interno, em seu rosto uma expressão de profunda confusão podia ser facilmente vista.
- E-Eu não sei... – Ele disse e continuou a olhá-la, os dois tinham um olhar confuso no rosto, havia uma angústia também, estavam em um local onde não sabia onde ficava, com uma pessoa que eles não conheciam, sem nenhuma lembrança anterior, ambos se sentiam extremamente perdidos. – Quem é você? – Despois de alguns minutos de silencio ele enviou a ela de volta a sua pergunta inicial.
- Eu não sei. – Ela disse e tornou a colocar a cabeça sobre os joelhos e a olhar para frente.
Ficaram sentados por algumas horas, sem dizer mais nada um ao outro, cada um com seus receios e suas preocupações. Até que eles perceberam que o ambiente se encontrava mais claro que antes e que agora eles já conseguiam ver tudo ao redor. Ela resolveu se levantar e caminhar então pelo local. Ela conseguiu ver vários tipos diferentes de plantas, algumas flores e tudo aquilo a estava deixando encantada.
Der repente ela ouviu o barulho de uma porta sendo aberta, porém não da mesma direção que ela havia saído, era de uma direção onde ela ainda não havia se atentado, então ela olhou e viu três homens se aproximarem do homem que ainda se encontrava sentado em baixo da mesma árvore, eles sorriam um pouco, um deles olhou para ela.
- Moça! Por favor, venha aqui. – Ele disse e ela obedeceu, se aproximando do homem que agora se encontrava de pé, ela ficou ao lado dele e enfrentando os cientistas que os olhavam animados.
- Estamos muito felizes que vocês acordaram, saibam que trabalhamos muito nos dois para que vocês pudessem estar aqui hoje. – Os dois se olharam.
- Perdão, somos todos estranhos para vocês, não é mesmo? Eu sou Takeda, esses são Hiro e este é o Senhor Tanaka, ele é o responsável por tudo. – Eles olharam atentamente para os homens a frente deles.
- Tem muitas outras pessoas por trás disso tudo, mas vocês irão conhecê-los aos poucos. – Disse Hiro.
- Quem somos nós? – Ela perguntou olhando para os homens a sua frente com certa ansiedade e curiosidade.
- Vocês são vocaloids, androides programados para cantar... Mas isso iremos fazer com o tempo, temos que fazer vários testes em vocês primeiro. – Disse o Senhor Tanaka
- Somos androides? – Perguntou ele confuso.
- Sim, mas não se preocupem, pois vocês têm todas as capacidades humanas possíveis de raciocínio, interpretação, emoção, sensitivas e vitais. São como seres humanos comuns, com um diferencial, vocês não envelhecem. – Explicou sorrindo Takeda, o mais jovem dos homens ali presentes.
Depois de mais algumas falas, mais algumas pessoas entraram no salão e fizeram vários check-ups neles, verificaram sinais vitais dentre outras coisas, mais tarde alguns outros lhes trouxeram comida e foi o primeiro contato deles com o sabor de um alimento. Eles se encontravam mais tranquilos, apesar de ainda confusos, algumas coisas começavam a fazer sentido. Depois que toda a movimentação no salão cessou, eles sentaram novamente embaixo da árvore.
- Estou mais tranquilo agora. – Ele disse sorrindo para ela.
- Eu ainda estou incomodada.
- Mas agora já sabemos quem somos. – Ele retrucou.
- Não, eu ainda não sei quem sou. Se você me perguntar quem sou eu, não saberei dizer.
- Você é uma vocaloid criada para cantar.
- Uma experiência de laboratório.
- Uma experiência de laboratório muito bem sucedida! – Ele sorria enquanto dizia.
- Isso não basta. – Ela insistiu ainda séria.
- Para mim basta. – Ele sorriu novamente e dessa vez ela retribuiu o sorriso.
Passou-se algum tempo, eles não sabiam dizer quantos, até que um dos cientistas da equipe disse que o melhor era fazer com que eles tivessem mais contato com a realidade e não somente com o ambiente controlado que haviam preparado, então eles ganharam calendários e relógios, assim eles começaram a contar, dias, semanas e meses.
Conforme o tempo ia passando os teste continuavam, até que em uma noite eles adormeceram graças a um sonífero que os cientistas haviam colocado em suas refeições, eles foram retirados dos salão e levados para a sala onde antes havia sido feita pela primeira vez a tentativa de acordá-los, novamente os cientistas estavam nos computadores mexendo em várias coisas. Foi iniciada a transferência de qualidade vocal.
- Senhor, está havendo alguns problemas com o CRV2. – Disse um dos operadores.
- Que tipo de problemas? – Perguntou o Senhor Tanaka se aproximando de onde o operador estava.
- Não sei dizer senhor, mas alguns arquivos não estão sendo transferidos.
- Isso irá causar algum dano permanente ou atrapalha-lo?
- Não Senhor, só irá ficar incompleto ou com alguns erros, mas nada que não seja reversível... Quer que eu interrompa a transferência?
- Não, continue com o processo, vamos ver como ele vai se sair... Se não há realmente nenhum dano muito grave, não tem problema, pode ser que tenhamos que trabalhar com ele um período maior para corrigir os erros. – Senhor Tanaka disse, mas continuou por perto um tempo olhando a tela do computador que exibia a porcentagem da transferência da qualidade vocal.
- Como está a CRV1? – Senhor Tanaka perguntou algum tempo depois para o outro operador que estava responsável por ela.
- Tudo certo com ela Senhor, o processo não vai demorar, está quase no fim. – Ele disse e o Senhor Tanaka sorriu olhando a porcentagem de 75% escrita na tela do computador.
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Quando ela acordou estava onde havia adormecido na noite anterior, tudo parecia normal, ela só sentiu uma sensação estranha na garganta, parecia que algo havia se passado, mas ela não se lembrava de nada, ela olhou para a outra cama ao lado da sua e percebeu que ele ainda estava dormindo, resolveu então acorda-lo para ver se ele sentia o mesmo que ela.
- Acorda! – Ela disse sacudindo seu ombro levemente.
- Uhnn, o que foi? – Ele perguntou sentando-se na cama e olhando a preocupado.
- Você sente alguma coisa na sua garganta? – Ele parou para prestar atenção em sua garganta, ele sentia uma leve mudança em alguma coisa por lá, mas nada muito perceptivo.
- Um pouco.
- De início parecia uma dor, mas agora está parecendo uma sensação boa. – Ela disse sorrindo.
- Se você sente dor deve falar com eles.
- Não, agora já não está doendo eu sinto uma vontade de... – Ela acabou por interromper sua fala para poder deixar escapar uma melodia agradável com poucas notas
- Como fez isso? – Ele perguntou espantado.
- Eu não sei, só deixei minha voz sair. – Ela não conseguia esconder sua felicidade.
- É lindo! Tenta de novo. – Ele pediu e ela soltou novamente sua voz em outra melodia que não tinha palavras, só mesmo um som que era formado por um “ahh”.
- Tenta você.
Ele ficou um pouco receoso, sentia que não podia fazer tão bem quanto ela, mas mesmo assim ele tentou e conseguiu, a única diferença foi algumas desafinações e alguns erros em notas.
- Isso está horrível. – Ele disse repreendendo a si mesmo.
- Não, está muito bom, acho que você só precisa praticar... Que tal se tentarmos juntos?
Ambos sorriram um para o outro e começaram a melodia, os erros que estavam presentes no vocal dele eram cobertos pela voz dela e a melodia parecia extremamente harmoniosa.
Passados alguns dias alguns cientistas foram até eles fazerem testes, os testes dela sempre terminavam bem sucedidos, já os testes dele precisavam ser várias vezes refeitos e não foi só uma vez que ele foi retirado da sala para ser levado a um lugar que ela desconhecia, quando ele voltava sempre vinha com melhoras em sua voz, porém nada muito significativo.
Os cientistas haviam se reunidos depois das ultimas atualizações no CRV2, eles estavam preocupados e ansiosos.
- O que exatamente está acontecendo com o CRV2? – Perguntou Senhor Tanaka.
- Fizemos vários testes senhor, parece que há uma inconsistência no sistema dele, algo que não foi bem programado, ele funciona, mas há vários erros de compatibilidade com determinadas notas e tons. – Explicou Takeda.
- Mais algum erro que precise ser relatado?
- Achamos que a vinculação das duas vozes não foi muito bem sucedida, ela atingiu 100%, porém pode haver algumas incompatibilidades.
- Eu os ouvi cantando juntos e aparentemente a vinculação das vozes está boa.
- Não são erros graves Senhor, só mais alguns acertos em ambos e tudo estará perfeito.
- A data de lançamento deles está se aproximando, mas não podemos lançar o CRV2, ele ainda não está pronto e analisando a velocidade como está sendo corrigido seus erros, acredito eu que não poderemos lançar ele nem mesmo ano que vem. – Disse Hiro.
- Então vamos nos concentrar na CRV1, ela está apresentando algum erro?
- Erros simples Senhor, nada muito complicado, na verdade só estamos retirando alguns bugs, nada grave. – Respondeu novamente Takeda
- Então na data marcada iremos lança-la.
- Mas senhor, a intenção era lançar os dois juntos ao mercado, como aconteceu com os outros dois vocaloids ingleses.
- Não podemos ficar com ela pronta aqui só por causa dos erros dele, vamos lança-la na data marcada, se apressem para corrigir seus erros e prepara-la.
- Sim Senhor.
- Os Vocaloids ingleses como andam as vendas deles?
- Relativamente boa Senhor, Leon e Lola, como os chamaram, têm vendido relativamente bem para um mercado que está recebendo pela primeira vez esse tipo de produto. – Explicou Hiro
- Entendo, Leon e Lola... Nomes interessantes.
- Seria interessante pensarmos em um nome para a CRV1. – Disse Hiro pensativo.
- Claro, podemos pensar em alguns bons nomes para ela.
- Devemos pensar num nome para os dois. – Disse Takeda.
- Não, o CRV2 vai demorar pra ser lançado e ele pode esperar um pouco mais... O que vocês sugerem de nome para ela?
- O que acha de Hanako Yamada? Eu estive pensando e podíamos colocar o nome dela assim e o dele de Taro Yamada. – Perguntou Hiro.
- É um nome muito bom, estava pensado em Megumi, mas acho que Hanako é muito melhor, combina com ela... O nome dele não precisa ser pensado agora, mas pode ser que fique esse nome mesmo, anote para não esquecer.
- Acho Hanako muito simples Senhor, porque não a chamamos de Meiko? Fazemos uma homenagem a doadora da voz que utilizamos nela e eu acho que combina mais. – Disse Takeda
- Fantástico! Adorei, o nome dela será Meiko.
Com o fim da reunião ficou decido o nome da CRV1 seria então MEIKO e eles iriam dizer a ela no dia seguinte e assim iniciar com ela os testes finais para coloca-la no mercado.
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O dia amanheceu e os dois resolveram caminhar juntos pelo grande jardim, era o único lugar em que eles podiam ir quando quisessem. Eles estavam se afeiçoando muito um ao outro, sentiam uma necessidade maior de estarem juntos e quando um deles saía para algum teste o outro sempre ficava preocupado. Eles sabiam que tinha um sentimento forte entre eles, era normal considerando o tempo em que ficaram juntos só os dois naquele ambiente.
Eles caminhavam tranquilamente de mãos dadas entre algumas flores que haviam ali, depois de um tempo eles resolveram voltar para o lugar já de costume deles, sentaram embaixo da árvore e ele passou a observa-la, um sorriso formou em seu rosto, ela era tão linda e sua voz era tão cheia de vida, ele a amava com certeza.
- Porque você não canta? – Ela perguntou depois de ter percebido que ele tinha o olhar fixo nela.
- Prefiro ouvir você cantar, sua voz é tão bonita. – Ele disse e ela sorriu levemente corada.
Ela virou-se de frente para ele e pegou suas duas mãos nas dela, sorrindo.
- Prefiro quando você canta comigo, pode ser? – Ela disse sorrindo e ele devolveu o sorriso e assentiu.
Ficaram cantando juntos um tempo, até que cansaram e ela apoiou a cabeça no ombro dele e este a aconchegou em um cálido abraço. Estavam tranquilos aproveitando a presença um do outro, porém a presença dos cientistas os interrompeu. Eles levantaram e ficaram de pé um ao lado do outro, quando os três cientistas entraram encarando a ela sorrindo.
- Bom dia aos dois. – Disse Takeda sorrindo.
- Bom dia. – Disseram em uníssono.
- Temos novas e boas notícias para você CRV1. – Disse Hiro, ela levantou a sobrancelha e continuou a observa-los atentamente.
- Seu nome foi decido, você se chamará Meiko. – Senhor Tanaka disse, ela os olhou sorrindo levemente. – Meus parabéns! Você agora entrará em sua fase final e em breve será lançada ao mercado e poderá deixar o laboratório.
- Mesmo? – Ela perguntou incrédula.
- Sim, você conquistou isso, você merece... Bom se nos der licença, precisamos resolver suas ultimas atualizações, já, já mandamos alguém aqui para te buscar... Ainda vai levar alguns dias, mas fique tranquila que muito em breve você sairá daqui. – Disse o Senhor Takeda olhando o relógio em seu pulso e começando a caminhar de volta para a porta de saída do salão sendo seguido de perto por Hiro e Takeda.
Meiko caminhou um pouco mais rápido para alcança-los... Ela não conseguia entender, haviam falado sobre ela, mas não sobre ele.
- Senhor, com licença... Mas o que me diz sobre ele? — O homem virou-se para ela parando a caminhada, porém tinha em seu rosto um olhar entediado.
- Ele ainda não está pronto, tem vários erros que ainda precisam ser corrigidos e não poderemos lançar os dois juntos como de início pensamos.
- Mas... – Ela iria dizer, mas foi interrompida.
- É só isso que precisa saber no momento. – Ele disse e voltou a caminhar abrindo a porta e saindo em seguida, Hiro o seguiu, ficando somente Takeda.
- Eu sinto muito Meiko, eu fiz o que pude para que desse certo e vocês fossem lançados juntos na data inicial, mas o programa dele não funciona da forma como o seu, tem problemas que o seu não apresenta. – Ele tinha um olhar de pesar.
- Vocês não podem fazer nada?
- Estamos fazendo o que podemos, mas ainda há muita coisa para fazer e muitas outras a corrigir, não podemos lança-lo na mesma data que você, sinto muito. – Ele disse e ela abaixou a cabeça.
- Então, prometa para mim que vocês tentaram fazer ele ainda melhor do que eu?
- Eu e minha equipe vamos tentar, eu prometo. – Ele disse sorrindo e caminhou até a porta dando a ela um ultimo olhar simpático e fechando a porta atrás de si.
Ela suspirou e caminhou de volta para onde ele estava tranquilamente sentado em baixo da árvore, ele brincava tranquilamente com a grama. Ele tinha o olhar um pouco triste, sabia que ela iria sair daí a poucos dias e ele iria ficar sozinho, mas não podia deixar de estar feliz por ela. Ela se aproximou dele e sentou ao seu lado.
- Essa foi uma excelente noticia, não é? – Ele disse sorrindo para ela.
- Eu não concordo.
- Por que não? Você vai sair daqui! Ganhou um nome.
- Mas o que vai acontecer com você?
- Eu vou ficar bem, eles vão me concertar e quando eu sair daqui a gente vai se encontrar de novo. – Ele disse sorrindo, mas ela mantinha em seu rosto feições triste, então ele a puxou para um abraço. Voltaram a se acomodar nos braços um do outro, um confortando o outro de forma silenciosa.
- Meiko, seu nome é tão bonito como você. – Ele disse enquanto acariciava os cabelos dela suavemente, ela corou levemente.
- O-obrigada. – Ela gaguejou levemente, ele inclinou a cabeça para olhá-la e sorriu ao ver o embaraço dela.
- Meiko, por favor, venha aqui fora. – Eles ouviram a voz de um dos cientistas ecoando pelos autofalantes do salão. Ela fez o que lhe foi dito, levantou e caminhou até onde estava a porta, abriu e saiu.
Kaito ficou sozinho, ele não imaginava que ela iria demorar tanto, mas as horas foram passando e nada dela voltar, a noite já havia chegado, era por volta de 21:30h, o expediente dos cientistas acabava as 22h, mesmo estando impaciente ele imaginou que agora ela não deveria demorar. Depois de mais alguns minutos, Takeda e mais um cientista entrou empurrando-a em uma maca, passaram por ele e a levaram para o quarto, colocando a inconsciente em cima da cama.
- O que aconteceu?
- Não se preocupe ela está bem, só muito cansada por causa dos experimentos de correção e os inúmeros testes que ela foi submetida.
- Tem certeza que ela está bem? – Perguntou preocupado.
- Sim, fique tranquilo ela só precisa dormir um pouco, amanhã ela estará bem, vai ver. – Ele deu um sorriso tranquilizador a ele e saíram do quarto deixando os dois sozinhos.
Ele caminhou até a cama dela para observa-la, ela parecia estar dormindo tranquilamente, ele acariciou seu rosto e plantou um beijo em sua testa, ela sorriu levemente e mudou de posição ficando de lado. Kaito entendeu que ela estava bem e voltou para sua cama para dormir também.
Na manhã seguinte ele acordou, porém ela ainda estava dormindo, então ele resolveu tomar banho, quando saiu ela já estava de pé.
- Ah até que enfim você acordou. – Ele disse sorrindo.
- Nem dormi tanto assim.
- Você já chegou aqui dormindo.
- Sério? Ah, nem me lembro de nada... – Ela disse e foi para o banheiro tomar banho quando saiu encontrou ele em sua cama lendo algo, assim que a viu sair ele sorriu.
- Como foi ontem? – Ele perguntou e ela caminhou até sua cama e sentou-se na beirada da mesma.
- Cansativo. Eles me deixaram inconsciente e consciente tantas vezes que nem sei te dizer quantas, todas as vezes que faziam alguma correção muito grande eles me faziam dormir, aí depois precisavam testar, então me acordavam e pediam para eu fazer uma série de barulhos... As últimas vezes eu não estava conseguindo interpretar direito o que eles me pediam de tanto dormir e acordar.
- Então por isso você já chegou aqui dormindo.
- Acho que sim. – Ela disse sorrindo. – Mas acho que foi um dia bem produtivo.
- Você vai para lá de novo hoje?
- Provavelmente sim.
E as assim os dias foram passando, por pedido dela eles passaram a dar um dia de descanso a ela a cada três dias de testes intensivos, ela estava se sentindo realmente muito cansada, mas também tinha que concordar que agora sua voz estava bem melhor do que as outras vezes.
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Takeda olhava para o calendário.
- Falta dois dias para 5 de novembro. – Ele comentou com Hiro que estava ao seu lado fazendo algumas anotações em sua prancheta.
- Já disseram a ela?
- Não... Quem irá fazer isso será o Senhor Tanaka.
- Entendo.
E assim os dias se passaram, no fim eles já tinham: testes finais aprovados, propagandas prontas já exibidas em site e outros lugares, toda a imprensa ligada ao desenvolvimento tecnológico do Japão só falava disso por semanas, o lançamento tão esperado por todos, a primeira vocaloid japonesa.
Os dias se passaram rápido demais e finalmente o tão esperado 05 de novembro havia chegado, estavam todos muito ansiosos. Meiko não estava tão feliz quanto deveria estar, ela sentia medo, não sabia como realmente seria recebida e definitivamente não queria deixar ele para trás, o pensamento de não vê-lo, por... Sabe se lá quanto tempo, a estava deixando ansiosa e triste.
Nos últimos três dias eles haviam ficado a maior parte do tempo juntos, eles jogaram jogos, cantaram, conversaram, assistiram a filmes e tudo mais que podiam fazer juntos, como que para compensar o tempo que eles ficariam separados, porém Meiko sentia que não seria o suficiente, a cada dia que passava ela sentia seu coração se apertar cada vez mais. Kaito estava feliz por esses momentos que estavam tendo juntos e também estava feliz por ela, mas sabia que iria sentir falta de estar com junto dela.
Eles estavam jogando um jogo qualquer de baixo da mesma árvore de sempre, quando ouviram a porta abrir.
- Meiko! Chegou a hora, vamos? – Takeda a chamou entrando no salão e ficando perto da porta, indicando que ela deveria sair do salão de teste. Eles se entreolharam, Meiko abaixou a cabeça triste, ele a olhou e suspirou.
Seria a primeira vez que ela teria contato pessoalmente com o mundo exterior além do laboratório e dos cientistas que ali se encontravam, ela estava curiosa, mas também muito triste.
- Vamos dar a vocês um tempo para se despedirem, ok? – Ao dizer isso Takeda que havia percebido o rosto triste dos dois, voltou a fechar a porta deixando os dois novamente sozinhos para que tivessem seu momento de despedida.
Eles se entreolharam novamente, nos olhos de Meiko podia ser percebida a angústia que ela estava sentindo, ele conseguiu lhe devolver um olhar calmo e tranquilo e com um sorriso conseguiu acalma-la ligeiramente.
- Não quero ir. – Admitiu.
- Vai ser ótimo para você ir, além do que você merece, tem uma voz incrível! E tudo deu certo com você ate agora... Precisa ir.
- E você? – Ela perguntou temorosa enquanto seus olhos ficavam marejados.
- Eu vou ficar bem... Vou fazer o meu melhor para cantar muito bem e conseguir sair daqui e aí nós vamos nos encontrar de novo. – Ele disse enquanto acariciava a bochecha dela e limpava uma lágrima que havia escorrido por seu rosto.
Eles caminharam de mãos dadas até próximo à porta.
- Promete que irá sair daqui logo? – Meiko perguntou olhando diretamente em seus olhos com a expressão angustiada.
- Prometo. – Ele disse sorrindo, colocou suas mãos em formatos de conchas nas laterais do rosto de Meiko e trouxe seu rosto próximo ao seu, seus lábios se tocaram e ela entreabriu seus lábios um pouco para que ele pudesse explorar melhor sua boca, o beijo foi lento e calmo e deixava um sentimento de tristeza.
Quando se separaram, ele sorriu para ela e voltou a segurar suas mãos, ele plantou um beijo na parte de cima de cada uma de suas mãos e assim ele as soltou, ainda sorrindo. Ela sabia que era hora de ir... Apesar de estar relutante, ela se afastou dele e caminhou em direção à porta, colocou sua mão sobre e a maçaneta e a girou abrindo somente uma pequena fresta. Ela tornou a olhar para ele pela ultima vez, conseguiu ver o sorriso ainda estampado em seu rosto, então ela finalmente passou pela porta, aquela seria a ultima vez que ela o veria por longos anos.
Notas finais
Enfim... aqui estão os links das músicas que falei:
That Wonderful Love Once More:
https://www.youtube.com/watch?v=ZfsF5_09PoU
Saihate (tem duas versões de PV, vou deixar as duas)
https://www.youtube.com/watch?v=ZA00SCOAmmw
https://www.youtube.com/watch?v=g05UnvzkSbM
Bom galerinha é isso, comentem please...
Até a próxima o/
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