Historia de louco
15 O passado
Notas iniciais
"Minha mãe morreu quando tinha menos de 4 anos, no interior da França. Como era uma órfã, me mantaram para um orfanato feminino, que era cuidado pela senhorita Clavel. Eu era a menina mais baixinha entre todas. Sempre aprontávamos e éramos muito unidas. E o filho do vizinho era meu melhor amigo, junto a uma cadela que cuidávamos no orfanato. Era um tempo de ouro na minha infância." — seu sorrido se abriu a medida que falava.
"Mas em um dia chuvoso, apareceu um senhor, seu nome era Alistair Dupain, e ele me adotou como sua filha. Ele era um doutor em psicologia e foi a pessoa mais curiosa que já conheci na minha vida. Ele me ensinou tudo que sabia e também a onde procurar para saber mais. Eu me encantei em tudo isso, por isso sou uma psicóloga agora." — ok, influencia na infância, do tipo descendência.
“Seu irmão era um padeiro e tinha dois filhos, uma garota e um menino”. O menino era o mais novo e tinha a minha idade. Éramo-nos grandes amigos, mas ele era muito vingativo e não gostava ser traído, mesmo — quem nunca brincou com o primo?
"Crescemo-nos, e ele se tornou um homem bom, que amava a sua esposa e filha, mas muito possessivo. E eu fui para o exterior estudar."
"Durante o tempo em que estive no exterior, a sua esposa o traiu com outro homem, mas ele morreu umas semanas depois, em um acidente de carro."
" a esposa descobriu que estava gravida logo depois da morte do amante, e que a crianças era dele. Então, ela mentiu para o marido, falando que a criança era dele."
"Assim, a criança cresceu sendo amada e adorada pelos seus familiares, até um dia em que a esposa recebe a visita do amante. Ele havia sobrevivido ao acidente e havia ficado em coma, por 4 anos. Mas a esposa, assustada, mandou ele ir embora e nunca mais voltar, o ameaçando chamar a policia por perseguição, sem contar sobre a criança."
" o que o amante não sabia era que a mulher que ele amava era casada. E quando ele viu os quatro juntos, sentiu ódio, não da família, mas somente da esposa."
"Então, para se vingar da dor de ter seu coração partido por ela, ele contou ao marido, sem falar que era ele o amante. O marido não aceitou as palavra de um completo estranho, mas começou a duvidar de sua esposa. Assim, foi somente questão de alguns meses para descobrir tudo."
"Na mesma noite em que ele teve a certeza da traição e da criança, o marido, cheio de ódio, começa a agir por impulso. Tento o seu coração gravemente ferido pela pessoa que ama, a sua esposa, não suportava a dor e o ódio e resolveu se matar. Mas não em qualquer lugar, mas sim em um lugar onde a esposa aprenderia a nunca mais trair alguém."
— e esse lugar seria em frente a criança da traição? — sinto que sei exatamente o que ela está falando agora.
— Sim — seu rosto não espantava mais um sorriso, somente uma cara seria e olhos caídos.
"Ele resolveu se matar na frente da criança, para que ela seja culpada de assassinato. Ele não sentia culpa, a criança não era sua de qualquer forma. Então, em uma noite, ele colocou o plano em pratica. Primeiro foi o sumiço de facas e talheres cortantes, uma por uma, até que quase todas voltaram, exceto a faca que ele usaria."
Queria fazer um dos meus "maravilhosos" comentários para aliviar o clima, mas não o fiz.
"E então, em uma noite, ele se matou em frente ao berço da criança. A mãe e a irmã só chegaram depois, vendo o corpo no chão, em frente ao berço e a criança coberta de sangue chorando".
Madeline deu uma pausa e suspirou. Isso teve doer muito em seu coração.
“A mãe e a irmã entraram em desespero, e, não sabendo a verdade, culparam a criança. A policia foi chamada e, com o depoimento das duas e dos vizinhos, acreditaram que a criança o havia matado.”
“Depois de ter realizados destes na criança, descobriram que ela não teria nenhum impulso para a realização do ato, então, a mãe foi culpada pelo crime, pois a policia já havia descoberto sobre o seu amante.”
“Mas, mesmo a policia tenha prendido a mãe, para todos a criança era a culpada. E isso a trouxe muito sofrimento. O nome da criança é marinette.”
“No tempo que isso ocorreu, eu não estava na Europa, e não tinha nenhum contato com o mundo exterior, pois eu estava em uma ilha, testando novos métodos de cura e o responsável pelo contato com o mundo externo me odiava.”
“Quando voltei a paris, marinette já tinha 10 anos, e a sua mente já esteva um caos. Eu consegui a guarda dela, e não tive relutância de nenhuma parte da família”
Não falei nada, não consegui pensar em nada.
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