Notas iniciais
Oiiiiie meninas essa Capítulo é dedicado à Luana Santosm que Fez Cumpleee onteeem como prometi aqui esta... ele é bem grande para recompensá-las ESpero que Gostem Bjuus :* Boooa Leitura

E agora a olhava nos olhos, seus olhares trocavam uma mensagem que só eles sabiam decifrar, ele cometeu outro erro agora. A beijou, nos lábios, lágrimas de alegria e emoção saíram... ao mesmo tempo o beijo era calma, envolvente, com amor e ternura, compreensão e saudades, suas línguas exploravam cada canto da boca do outro, eram um beijo onde os sentimentos eram encontrados. Estrela os via fascinada, seus olhos brilhavam de emoção e não sabia explicar por que?!!!

Até que uma voz fina e calma os despertou
– "Mama a *tupeta*" — disse Victoria se agarrando na perna de Maria e puxando sua blusa.
Estevão se afastou lentamente para dar espaço aquela criança que chama sua Maria de "mama" .. espaço porque aquela criança queria passar...Maria a olhava desconcertada, e Estrela percebeu o clima tenso entre ela e seu pai.

A Criança passou entre os dois, subiu no carro exatamente onde Maria estava arrumando a bolsa, eles seguiram o olhar até a pequena, que revirava a bolsa...até que um "achi mama" fez com que Estevão voltasse a terra.

Não era ilusão sua, aquela criança chamava Maria de "mamãe" ... Outro grito os fizeram olhar para o lado.. era Camila corria desesperada...Se encostou no carro, e não reparou que havia mais gente com Maria e disse.

CM — Maria, ahhhh — respirou fundo — sua filha é um foguetinho, acredita que ela veio correndo e eu fiquei para trás.?? E eu ... — ela parou de falar assim que notou que Maria olhava para outro lado, eram olhares desafiantes que ela trocava com Estevão, ela sabia que ele estava se perguntando o que significava isso.

CM — OH!!! Desculpe, cheguei em um mau momento? — virou pro lado e viu Estrela — Estrela? — abriu os braços e a abraçou — o que faz aqui?

Estr — Olá doutora!!! — Estrela se aproximou de seu pai e disse — Doutora, esse é meu pai, Estevão San Román... Pai ela é a nova diretora do hospital, Doutora Camila Martiz — Os dois cruzaram as mãos e disseram "prazer" ao mesmo tempo.
Camila na hora soube que era o esposo de Maria, e que tinha cometido um erro, ao dizer "Maria Sua Filha" o clima era tenso, e um tanto desagradável.

"Mama, quelo comei, por cagoi gamo" -(por favor vamos) todos se voltaram para a bebe que novamente chamava Maria de mãe... Estevão estava ficando impaciente.

Es — M-maria? — seu olhar pedia uma explicação.

Estr — papai, eu deveria ter dito, mas eu pensei que deveria te preparar, jamais imaginei que fossem se encontrar aqui.

Es — você sabia? Por que não me disse?

Estr — é que...

M — ela não tem culpa Estevão, Victoria — Maria travou as palavras não queriam sair, Estrela sabia o que havia acontecido com ela, e se sentiu na necessidade de ajudá-la — é min...

Estr — é tua filha também pai!!!!! — Maria a olhou desconcertada, "O que ela disse? Senhor isso é uma loucura, quando Estevão descubra que Victoria não é sua filha irá ficar muito magoado".

Estevão estava com seus olhos de pura emoção acabara de descobrir que tinha mais uma filha, junto a mulher que amava.. — Mi-minha F--filha? — Sua voz saiu embargada de emoção...

Estrela se aproximou-se do carro e ajoelhou-se na porta, pegou na mãozinha de Victoria — Verdade né?

A pequena não entendia muito bem mas também segurou na mão de Estrela, levantou sua mão junto com a de sua irmã maior e abaixou e disse — "Siiiiiii"

Maria deu espaço pois sabia que Estevão estava emocionado e queria pega-la Camila abraçou sua amiga para reconfortá-la... Era muita emoção para um único dia..

Estrela se fastou e agora era Estevão que estava na mesma posição que sua Filha... Segurou delicadamente sua pequena mão...e disse "Ola pequena"

V — Oiiii — seu sorriso era encantador, seus olhos eram cor mel igual que Maria.. — quem é "goce"?

Estevão olhou para Maria, como se estivesse pedindo ajuda, queria que ela dissesse com todas as letras quem era ele.. Maria entendia cada olhar, gesto e choro de Estevão, sabia que aquele, era de suplica, ela não tinha como negar, o amava, e a cima de tudo era generosa demais para como deixa-lo naquela situação sozinho.

Maria se aproximou, Estevão a ajudou ficar a sua altura, pegou na outra mãozinha dela, Maria ainda chorava, tanto ou mais que Estevão...

M — meu amor, ele — olhou para Estevão e logo para ela de novo — é teu papai!!!

V — papa?!!!! — ela não entendia muito, pois vivera até agora não sabendo o que era.

Estrela se aproximou — e com o rosto entre os ombros dos dois disse — e eu sou sua irmã!!

Maria a olhou desconcertada e feliz ao mesmo tempo, sorriu e Estrela retribui com um beijo em sua bochecha.

V — mama, papa, irmana, mama, papa, irmana — a bebe não aguentou repetir tantas vezes e soltou uma gargalha e se jogou-se para trás ficando deitada no banco do carro e começou novamente — mama, papa, irmana... mama, papa, irmana.

Camila via a cena emocionada...

Assim que Maria levantou-se e se afastou, Estevão se levantou junto... Camila se juntou-se com Estrela e Victoria, enquanto os pais conversavam...

Estevão não excitou em abraçá-la, beijou sua testa, e apertou mais seu corpo contra o dela...
Es — Maria, Maria, Maria, tive tanto medo de perder-te, de não poder vê-la mais...

Maria não disse nada, só deixou se levar pelo abraço. Ele com uma mão, à levou até o queixo de Maria e o levantou, para encontrar com seu olhar...

Es — não me deixes de novo, juro que dessa vez não suportarei, Te amo, Te amo tanto.. — beijou seus lábios, um beijo fugaz, roubado... ela devolveu com carinho e receio ao mesmo tempo, pouco à pouco ela se afastou.
Ele a olhou novamente, e um sorriso grandioso estendeu-se em seus lábios, segurou em sua mão..

Es — por que não ligou? não disse que havia voltado?

M — por-porque,... Na verdade eu liguei, mas ninguém atendeu.. Eu não pensava chegar aqui e já reencontrá-los, isso tudo esta sendo tão rápido — ela ficou de costa para ele, e deixou uma lágrima escapar.

Es — Maria, Maria, vamos voltar à Mansão... vem, nós viemos aqui, aqui nesse restaurante apenas comemorar que você havia voltado, mesmo não sabendo aonde você morava. Nós, Estrela e Heitor, estão com saudade de você, Ângelo.. todos, por favor vem... Eu quero sab...

– Papai? Papai, onde estava homem? rodei todo esse estacionamento atrás de vocês dois, estamos preocupados, o que acon??? — Maria havia dado à volta novamente, e Heitor não pode conter a impressão de "espanto"?

H — Ma-Maria? — deu um passo a frente...Olhou pro seu pai — papai?

Es — Sim Heitor, Maria, encontramos com ela aqui... — Estevão parou de falar no mesmo instante que viu seu filho se lançar aos braços de Maria, estava desesperado, com saudades, remordimento.

"Maria, perdão, não queria que houvesse jamais saído da Mansão" — disse isso em um sussurro, no qual só Maria pode ouvir...

"Já te perdoei, Filho"

"Volta, por favor, não sabe a falta que nos fez, eu jamais pensei que sentiria tanta saudade da senhora" — De seus olhos já saiam lágrimas `alguns minutos.

Ficaram abraçados por mais alguns "poucos minutos... Até que duas mãozinhas sábias os afastaram...

Victoria havia segurado com uma mão na perna de Maria, e com a outra "empurrado" Heitor para que afastasse... Ela olhou para aquele "grandalhão"...

V — "mi MAMA" — abraçou com ambas mãos as pernas de Maria... Os demais riram, mas Heitor não entendia, Estrela abraçou ele pela cintura, ele a abraçou também.

Estr — Heitor, Ângelo já não é o menor, não vês que Maria estava grávida, Victoria é nossa irmã — disse sorrindo...

H — ir-irmã..

Estr — há pouco não te alegra ter uma criança a quem mimar, vamos ao shopping fazer muitas compras, ao cabeleireiro, ao cinema, e nem venha que você vai ser nosso chofer*... — Maria havia pego Victoria no colo e as duas olhavam fascinada para Estrela, Maria por ouvir aquelas palavras de sua filha... e Victoria porque parecia entender tudo o que dizia...

Estevão se aproximou de Maria e rodeou sua cintura com seu braço...

Es — Victoria, ele — apontou para Heitor, e ela guiou seu olho até ele — é teu irmão maior.. — ela o olhou encarando.. mas depois sorriu, um belo sorriso onde mostrava seus pequenos dentinho perfeitos...

V — irmano? -sorriu novamente e logo olhou para Maria e disse — papa quelo papa...

M — nós temos que ir, já passou da hora de Vicky comer..

ES — IR? Pra onde? — perguntou um tanto angustiado

M — pro meu apartamento, — Estevão fez uma cara que ela conhecia muito bem, ele iria questionar — Por favor Estevão, eu, eu ... Camila, você pode levar a Nana? tenho pressa!!! — Maria já estava colocando Victoria no carro e prendia o cinto.

Es — Maria por favor!!! Aonde vai?

Maria prendeu Victoria na cadeirinha baixou o vidro e fechou a porta... Olhou para Estevão e seus olhos estavam repleto de lágrimas...

Camila já havia saído..

M — Estevão, foram muitas emoções, pra mim, eu, eu preciso descansar, pegue com Camila meu endereço, telefone tudo que precisar, mas eu tenho que ir, agora. Você tem que me entender, você melhor que ninguém me entende...

Es — esta bem, esta bem... — Maria passou por ele, e foi até Heitor e Estrela, deu um beijo em cada um, e entrou no carro. Ligou o carro... quando ia saindo, Victoria mandou beijos.. e logo "tchau"

#- — — — — — — — — — — — — — — — — — — — -# CARRO 1

Al — Estevão não entendo, por que voltamos? Não íamos comemorar "à volta de Maria"?

Es — Exatamente tia, Mas no Estacionamento, nós à encontramos.

C — De verdade Estevãozinho? Mary chula, voltou? e onde esta?

Es — ela foi embora, disse que não esperava nos encontrar, mas eu peguei o endereço dela, com sua médica que estava lá também...

Al — e por que ela não quis vir?

Es — disse que se sentia confusa, ou disse algo parecido...

#- — — — — — — — — — — — — — — — — — — — -# CARRO 2

V — e então, não vão me dizer por que estamos voltando? Não íamos comemorar que Maria voltou?

H — sim Vivian, mas acontece que... que

Estr — que nós encontramos Maria no estacionamento...

V — que, que? vocês a encontraram no estacionamento?

H — Ahn!!

V — e por que não me chamaram, sabem o quanto eu gosto da Maria, ela é como uma mãe pra mim!!!

Estr — sim, sim sabemos Vivian, mas foi tudo tão rápido, logo ela decidiu ir embora... nem chegou a entrar no restaurante, acho que ficou muito emocionada... Mas não fique brava, nós pegamos o endereço dela, e amanhã pela manhã antes dela ir para quimio, nós vamos tomar café com ela.

H + V — Vamos?

Estr — Sim claro, ou vocês pensaram que eu vou deixar ela ir novamente? Negativo.. senti muita falta dela, mais do que imaginei.

O dia passou rápido, já eram 21:15 PM

Tanto Estevão quanto Maria não paravam de pensar no beijo que dera, eram emoções que se aclopavam dentro de si, sentimentos que renascera...
Maria estava pensando como seria a reação de Estevão quando descobrira que tinha dúvidas da paternidade de Victoria....

Mas logo seus pensamentos desviaram-se a uma única lógica.

"Paremos de julgar-nos, pois já não existe certo ou errado, e sim vida que cada um escolheu experimentar. Por fim entendera que tudo o que importa é ter paz e sossego, é viver sem medo, é fazer o que alegra o coração naquele momento, E só"

E o que alegrava o coração de Maria era poder fazer justiça, e estar com sua família... "Os pensamentos de Maria voltaram a 17 anos atrás, quando estava presa, em uma cadeia, longe de seus filhos, ali, com aqueles pensamentos, sua "cede" de justiça voltou".

Entendeu por fim que seus filhos sentiram sua falta, e que eles a necessitavam, e para eles estarem com ela, ela necessitava de justiça... Era o que seu coração pedia, pedia para poder ter paz e sossego, e estar com quem a fizesse feliz. Sua Família, aquela que a 17 anos atrás perdera. Por injustiça.

Outro dia logo se fez eram exatamente 6:40 AM quando Maria já estava dando a mamadeira de sua pequena, era apenas um lanche para que ela voltasse a dormir e Maria pudesse tomar banho sossegada, sua peque logo voltou a dormir, Maria preparou o café dela, que por sinal era bem reforçado, e foi tomar banho.

Eram 7:20 am quando estava pronta já, e dava o café da manhã de sua filha, Nana ficava responsável dela a partir das 8:15... A campanha tocou, Maria pensou que era Camila, levantou-se juntamente com sua filha nos braços e foi abrir a porta, olha a surpresa, era Estrela.

Estrela havia saído antes que seu irmão e sua cunhada queria conversar com Maria a sós, e deixou um bilhete para eles avisando.

Estr — Bom Dia, espero não atrapalhar — disse tímida receosa.

M — não, claro que não, passe, apenas me surpreendeu sua visita..

Estr — bom meu irmão e Vivian iam vir também, mas eu saí antes, queria conversar com a senhora a sós, posso?

M — claro, termino de dar o café para Vicky e já conversamos...

Estr — Há, eu pensei que eram muito cedo para vir aqui, então trouxe café da manhã!!!

M — Oh!!! Pode deixá-lo em cima da mesa... — Estrela seguiu Maria, e como se já tivesse perdido toda a timidez, foi ajeitando a mesa para tomarem café...

– Maria, filha? — aquela voz suave, calma e linda — Oh filha Bom Dia — beijou a testa de Maria... Logo olhou para Estrela que estava em sua frente — Oh!!! Não sabia que tinha visita filha..

Estr — Sou Estrela San Román...- estendeu a mão aquela senhora, que de pronto se sentiu simpatizada por ela — a senhora deve ser, a mãe de Maria?

NE — Ohh não!! quem derá eu fora mãe de uma mulher tão maravilhosa quanto Maria, Sou Elena Sanchéz, nana de Victoria..

M — nana, já tomou café?

NE — não filha, mas logo tomarei, já terminou com Vicky?

M — Anh...

NE — então esta na hora do passeio verdade Vicky ?- Pegou a pequena no colo, a mesma soltou uma gargalhada sem motivo algum...

V — irmana, irmana, "Tella" — falou chamado Estrela com as mãos.

Estr — Sim Vicky, eu sou tua irmã Estrela... — nana rapidamente virou a cabeça para Maria, a mesma sorriu confirmando o que ela se perguntava. — bom passeio Vicky – beijou a testa da pequena, Nana logo saiu desconcertada.

M — bom acho que já podemos conversar, de verdade eu não faço a miníma ideia do que se trata. — disse Maria logo de pedir que Estrela se sentasse e servir o café para as duas.

Estr — Maria, é que na verdade nem eu sei como começar...

M — pelo começo Estrela, não deve ser tão difícil assim verdade?

Estr — esta bem... Eu, eu sei o que aconteceu com você em Miami.

M — o que aconteceu comigo ? — um escalafrio percorreu seu corpo...

Estr — Maria, você entende, não me faça dizer coisas difíceis!!

M — Mais é que não entendo Estrela, o que quer dizer com isso?

Estrela levantou-se e sentou-se ao seu lado, Maria a olhou desconfiada, Estrela segurou em sua mão... e com umas poucas lágrimas querendo sair, soltou o que queria dizer...

Estr — eu, eu sei que você foi abusada..

Maria ficou em shock, algumas imagens fugazes do acontecido invadiu sua mente, mas logo voltou a realidade, soltou um tanto que rápido da mão de Estrela e levantou-se, ficou de costa com as lágrimas caindo...

M — eu não entendo Estrela, do que esta falando?

Estr — Maria por favor!!!!!! Não queira negar, eu sei, eu sei porque quando tive que receber os pacientes de Camila, ela me disse que você era como uma irmã pra ela, e que havia sofrido muito,e cometi uma imprudência ao perguntar se o marido da paciente não estava ao lado dela....Ela me contou toda a sua historia, mesmo sem eu saber que era você, contou desde que você chegou em Miami, ela não queria que eu fosse impudente com alguma pergunta..

M — Estrela...

Estrela abraçou Maria por trás...

Estr — eu não contei ao meu pai... creio que esse direito não é meu, se não seu. — Estrela virou Maria, para que ela olhasse em seus olhos... — Eu tenho certeza que Vicky é minha irmã...ela é muito parecida com você, mas também tem a feição do meu pai..

M — Como .. ?

Estrela virou — eu vi, vocês, um dia, juntos, e quase nus.

M — quase? — repetiu desconcertada.

Estr — o lençol só, só rodeava a cintura de vocês..

M — Estrela eu não sei o que te dizer...

Estr — Mas eu sei.... Você deve falar com meu pai, ele te apoiará, não te julgará..

M — eu...

Estrela segurou em sua mão, e a levou até o sofá onde sentaram e continuaram com as mãos unidas.

Estr — desculpe-me, mas você necessita se abrir, desabafar..

M — Não!! — levantou-se — não irei fazer isso, e muito menos com você.. — Maria disse fria e com brutalidade essas palavras, Mas não era por Estrela querer ajudar se não porque ela não conseguia fazer isso.

Estrela virou o rosto, ainda sentada, olhou pra janela, umas quantas lágrimas saíram de seu olho..

Maria virou-se.. e viu que tinha sido grosseira.. "Ai Maria, você deve controlar mais suas emoções, sua filha só quer te ajudar, e você haje com grosseria".

Maria sentou-se novamente e acariciou os ombros de Estrela.

M — desculpa, não foi minha intenção querer ser grosseira, mas entenda que é muito difícil falar disso, e ainda mais com você.

Estrela indignada virou — por que comigo não? por que também te machuquei com minhas palavras, por que não confia em mim?

M — Estrela, por favor, sabe que te perdoei e que confio plenamente em ti, mas eu não consigo, não com você... Você é tão jovem, tão delicada, eu sempre fui forte, guerreira, e lutava pelo que queria, mas nem eu mesma aguento com o sucedido, imagina você, você que tem tão pouca idade, e vai ser mãe. — acariciou seu ventre que já aparecia.. não muito.

Estr — Mas eu só quero te ajudar...

M — eu sei, eu sei e agradeço muito por isso... Mas não quero falar sobre isso, isso não..

Estr — Esta bem...

M — me conta o que aconteceu nesses anos que não estive aqui, como se chama o filho de Vivian?

Estr — Anh ? O filho de Vivian?

M — sim...!

Estr — Anh, Vivian perdeu o bebe!!!!

Os dias passaram, Vivian e Heitor já haviam ido ver Maria, ela deu todo seu consolo a sua "filha Vivian" pois sabia quão difícil era perder um filho... Contaram as novidades e conheceram um pouco mais de Victoria... Ângelo e Alma também, já haviam voltado da viajem e ficaram muito felizes de saber que Maria estava de volta. Leonel e Lupita estavam noivos e ficaram muito felizes com a notícia de Maria, foram visitá-la... e ele contou tudo sobre o ocorrido nesses anos, ela o informou que voltaria a procurar o assassino de Patrícia, ele meio receoso aceitou ajudá-la.

Estevão estava dando o espaço que Maria necessitava, ela sabia que a hora de falar com ele, de enfrentá-lo estava chegando, e isso era o que a preocupava, ... ainda continuava com as quimioterapias, e para Estrela era difícil de vê-la ali, se submeter a vários tratamentos.

As vezes saía da sala porque não aguentava vê-la muitas vezes vomitando ou fraca, seu choro passa despercebido no olhares de muitos.

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Era sábado 17:50 PM, um sábado de frio onde Maria estava em casa, super agasalhada e com sua pequena no colo, as duas estavam no sofá com um cobertor assistindo filme, a Nana estava em seu quarto lendo.

A campanha tocou deixou a nena, no sofá deitada e levantou-se abrir a porta.

Seu suspiro foi profundo e emocionado.

M — Estevãooo — sua voz saiu aguda, como sussurro

E — Maria... — suspirou ofegante.

M — entre...- deu espaço para que passara

E — estava indeciso se viria ou não, mas creio que já te dei tempo suficiente, e também não aguentava mais de angústia.. Ângelo, Estrela, Heitor sempre fala tanto de vocês, que necessitava ver com meus próprios olhos, o que meus ouvido escutava. Senti tanta saudade... — eles ainda continuavam perto da porta...

M — melhor sentemos sim..? — foi Maria pisar na sala de vídeo com Estevão, onde havia deixado sua filha, que a menina levantou-se e ficou de pé no sofá... Ela estava de pijama com, aqueles cabelos cacheados espalhado, e começou a pular no sofá.,.

V — papa, mama, — apontou para Estevão — papa..
Estevão estava com receio, Maria estava ali e não sabia com reagir...

Maria sussurrou — ela esta te chamando — era tudo isso que ele precisava, precisava de uma voz confiante..

Não duvidou nem um segundo mais, em ir até aquela pequena criatura e abraçá-la, e em seguida girá-la no ar..
Victoria surpreendida e ao mesmo tempo alegre, soltou mais uma de suas gargalhadas gostosas.

Maria não pode evitar sorrir, era tudo o que desejava tê-lo de volta, tê-lo junto com seus filhos...

V — papa e mama. — Vicky o abraçou rodeando suas pequenas mãos no seu pescoço...

Eles foram conversando sobre sua filha... Estevão queria saber tudo dela, e fez mil e uma perguntas a respeito.

Logo de uns 40 minutos, Victoria havia ficado dormida nos braços de Estevão...

M — Ela dormiu, vou preparar a cama..

Maria saiu dali e foi ao quarto de Vicky, arrumou seu berço, e ligou o aquecedor.. e deixou o abajur ligado também, com as cortinas fechadas..

Maria voltou a sala de video, queria pegar sua filha para colocar no quarto, mas Estevão era seu pai também, Porém Maria pressentia que estava mentindo para ele, que a qualquer momento ele iria descobrir a verdade, e tinha ciúmes e vontade de proteger sua filha..

E — deixe, eu a levo, onde fica seu quarto?

M — por aqui — Maria ia até o quarto de Vicky com os pensamentos a mil "Ela é minha filha, só minha demais ninguém, não vou permitir que a tirem de mim"

Estevão antes de colocar-la no berço deu um beijo em sua testa e logo sua benção.. Maria o olhou fascinada, porém estava com medo dessa aproximação deles (Estevão e Vicky).

Saíram do quarto e foram para a sala de visita...

M — creio que temos que conversar? — tentou iniciar uma conversa calma, mas a verdade era que ela estava nervosa e angustiada por dentro. (ela sentou-se no sofá, e Estevão sentou-se em outro que estava na sua frente).

E — sim, temos que conversar...

M — eu, eu não sei se poderei responder todas suas perguntas...

E — bom, temos que tentar verdade? — ela acenou com a cabeça — Por, Por que não voltou quando descobriu a gravidez?

M — eu, eu não iria voltar, foi uma casualidade a que me trouxe de volta, aqui!!!

E — quer dizer que pretendia realmente, me abandonar, abandonar seus filhos, sua vida aqui?

M — jamais pretendi isso, a circunstância me afastaram de vocês... e-eu não queria..

E — Maria, Mariaaa — Estevão sentou-se ao seu lado e segurou suas mãos — você sabia que aqui encontraria apoio e fortaleza..

M — não com meus filhos me desprezando..

E — eles entenderiam...

M — Eles teriam pena de mim, e isso era o que eu não queria.

E — Mas você não, estava bem longe de todos, e sozinha..

M — tu tampouco esteve bem — Maria acariciou seu rosto, era perceptível a barba crescida, mas bem desenhada

E — mas minha dor era sua ausência, a sua não...

M — isso já não importa.. é passado.

E — nada será passada até que você não decida isso.

Maria o olhou com ternura e amor, era a primeira vez que o olhava dessa maneira, e se arrependeu, se arrependeu ao ver que ele aproximava seus lábios do dela..

Ficaram alguns segundos com seus lábios bem próximos, roçando um ao outro...
Estevão sem mais esperar avançou o "sinal" a beijou com loucura, paixão, saudade, seus lábios se aclopavam um ao outro de uma forma incrível, ambos sentiam falta dessa sensação gostosa, porém Maria ainda tinha receio... E meio ao beijos palavras como "Te Amo" "Saudades" "Saudades de seu beijo" saíram involuntariamente da boca de Estevão...

Maria novamente o afastou calmamente, para que não percebesse sua rejeição.

Estevão a olhou nos olhos dela, e viu a angústia que nascera em seu olhar...

Es — Maria, Mariaa, o que esta acontecendo? Por que já não corresponde ao meus beijos?

– Maria, filha? — aquela voz de sempre, calma, suave fofa, a chamou desde o corredor, por onde esta vindo. — onde esta?

M — Nana, estou na sala..

NE — Oh Filha!! Não sabia que tinha visita.

M — esta tudo bem nana. Ele é Estevão San Román... Estevão, ela é a Nana de Victoria, Elena Sanchés, venho comigo de Miami.

Es — Prazer ... Nana — estendeu a mão a ela, a mesma retribui, ele sorriu e concluiu — como disse Maria, Sou Estevão San Román — olhou para Maria, logo para Nana — Seu esposo. — sorriu

NE — Prazer!!! Bom me retiro...-ia se retirar quando a voz de Maria a fez voltar

M — Nana, queria alguma coisa?

NE — Não filha, bom, só se vocês quiserem chocolate quente, isso era tudo!!!

Maria olhou para Estevão o mesmo acenou — Sim, queremos Nana, Obrigada!!!

"Nana, como sempre me salvando, mas agora não há como escapar".

M — Estevão logo continuamos esta bem?

Es — como tu digas!!!!

M — já volto... — Maria se ausentou pelo menos por 7 minutos, enquanto isso Estevão levantou-se e ficou observando o apartamento.. era o estilo e Mari amplio e aconchegante.

MANSÃO SAN ROMÁN

Alba estava fazendo uma visita para sua irmã, e queria ver como estavam os meninos..
Estrela após tomar banho foi para o quarto onde Maria ficava.... Queria saber mais dela, sabia que as únicas coisas que ela havia retirado daquele quarto eram suas roupas, deixou Greco tomando banho, e invadiu o quarto de Maria...

"Algo deve ter aqui, ela não pode ter tirado todas as pistas em uma mala, pequena"

Suas cômodas estavam fazias, o armário com cheiro de pó, desde que Maria havia ido, ninguém além de Estevão havia entrado ali, a cama ainda estava espalhada desde a última vez que seu pai dormira ali. O closet tinha algumas roupas dela, que por sinal estavam com cheiro de guardadas... tinha uma gaveta que era fechada com chave, porém estava com a chave e aberta... havia apenas uma foto "recente" de Maria e Estevão, no casamento de Socorro e Da Vinci.. no verso dela "Amor Mio, Te Quiero Tanto" .. Estrela deixou algumas lágrimas de culpa e felicidade ao mesmo tempo escaparem... Colocou no bolso de seu roupão..

Voltou ao centro do quarto, olhou para penteadeira, as coisas ainda estavam organizada do jeito que Maria deixou...
Aproximou-se olhou no espelho e não pode evitar ver Maria ali, sorrindo para ela...baixou seu olhar e abriu a gaveta que tinha... Pegou "Álbum, livro"

APARTAMENTO DE MARIA

Maria havia voltada com a bandeja nas mãos, ali estavam os chocolates quente, e algumas torradas.
Ela foi ajudar a Nana e ao mesmo tempo pediu para que olhasse Victoria no quarto dela, que agora, teria uma conversa longa com seu "marido"... Nana foi para o quarto onde havia uma cama e televisão, pegou seu livro e algumas revistas, e fechou a porta do quarto.

Es — Belo apartamento...

M — Obrigada, comprei pensando em Victoria, ela tem um bom espaço para brincar.

Estevão sorriu meio sarcástico "Ela não pensava voltar para casa?" essa era a pergunta que passava por sua mente. Pegou o chocolate que ela servira, ele voltou a sentar, depois dela.

Es — crês que podemos conversar agora?

M — claro, Nana não sabia que eu tinha visita, se não jamais cometeria a indiscrição de parecer por aqui.

Es — não quis dizer isso!!!

M — mas pensou.

Es — ela me olhou de um jeito estranho, acho que não foi com minha cara.

M — ela simplesmente ficou impressionada, ela conhece minha historia... Conhece nossos filhos, é como uma mãe pra mim.

Es — Ah, entendi!!!

M — mas não creio que estamos aqui para falar da nana verdade?

Es — tem toda a razão!!! Eu queria ter uma conversa amigável, Porém se você quer que eu vá direto ao assunto, esta bem!! Você ainda me ama Maria? — Maria se afogou com o "sorbo" de chocolate quente que acabara de colocar na boca, Estevão reparou em sua reação — não, não, porque é isso que você tem demonstrado... Recusa meus beijos, tem medo, parece que tem medo de mim, como se eu fora fazer-te mal.

Maria não respondeu... o observou, analisava seu olhar de angústia, preocupação, sofrimento, o mesmo ela estava sentido.

Es — seu silêncio só faz com que eu tenha mais dúvidas. Não estou acostumado a viver em baixo de dúvidas, e sim de certezas, a única que eu tenho por mim mesmo, é que ainda te amo, e que esse amor só aumentou com sua ausência... Eu não queria pensar na possibilidade de você já não me amar, mas é o que demonstra — dizia ele sufocadamente e com calma — se você quer o divórcio, peça-me agora, olhando nos meu olhos.. se é por outro que...

M — Estevão, não tem outro, não quero que pense que é por outro, isso jamais poderia ser!

Estevão deixou sua caneca na mesa de centro e sentou-se ao seu lado, tirou sua caneca e colocou no mesmo lugar que o dele.

Es — Mas suas atitudes, sua frieza demonstra outra coisa... Por que? Você sempre confiou em mim, e eu juro que entenderei quaisquer motivo.. Mas eu preciso saber, amor mio.

Maria respirou fundo, sua lágrimas saiam — e-eu, eu não tenho certeza, certeza de que você é o pai da Vicky. — ela levantou-se rapidamente... o olhar de Estevão mudou completamente, já não havia amor e compreensão... Era mais angústia, transtorno e fúria..

Estevão deu mil e uma piscadas, involuntariamente de seus olhos saiam lágrimas — CO-como? Ma-Maria, do que falas? — sua voz tentava ser passiva, porém saiu com frustração.

Maria olhou para ele, seus olhos eram mares de choro- Es-estevão, por favor!!! deixe-me explicar por-por que eu não tenho certeza, por favor não tire conclusões precipitadas sem me ouvir...

Ela tocou em sua mão e o puxou para sentar ao seu lado, ele estava receoso — Por Favor!!!!

M — eu, eu não queria ter que dar essa dúvida a você, mas tanto a Nana, Camila quanto Estrela, falaram que seria melhor eu...

Es — Estrela? o que ela tem haver com isso, acaso ela sabe dessa "dúvida"?

M — sabe, antes que ela pudesse ver a paciente de Camila, a qual ela teria que se ocupar, Camila contou para ela tudo sobre mim desde que cheguei em Miami, foi assim que ela ficou sabendo... Anh, quando nos encontramos no estacionamento, e Victoria apareceu, eu pensava entrar ao restaurante conversar, mas Estrela veio com aquilo de que era sua filha, sua irmã. Ela veio conversar comigo um dia depois, e ela disse que quem deveria falar era eu, por isso ela não te contou.

Es — e por que pensam isso? Maria voc... — Maria o calou colocando um dedo em sua boca, seus novamente estavam inundados em lagrimas...

M — eu não quis entrar em detalhes mas Estrela sabe... e ficou furiosa comigo por isso. Ela pensa que eu não confio nela... Bom mas você tem o direito de saber..

Es — Por Deus Maria, não me deixe mais nessa angústia, estou ficando sem paciência, saber o que?

M — eu não te traí, como você estava pensando — ela desviou o olhar para o chão e concluiu — quando cheguei em Miami, era noite, desci na rua equivocada, o hotel onde ficaria estava a duas quadras, pra mim estava perto, até que...

Es — Maria... até que?

M — Estevão sem pressões, isso é muito difícil pra mim... — respirou fundo e tentou controlar o choro, que foi quase impossível — até que.. eu vi eternas aquelas ruas, era noite, a rua estava deserta, pouco movimentada — ela falava com o olhar perdido, juntamente relembrando — até que ele, se ofereceu a ajudar-me, eu recusei... meu chale havia caído e ele trouxe para mim, eu o agradeci e tentei acelerar o passo, mas ele foi insistente, me ofereceu uma noite de emoções, eu tentei não dar bola, mas parecia que o hotel ficava cada vez mais longe, e ele cada vez mais perto... eu disse que era casada e que você me esperava, mas ele não se importou — riu sarcástica — foi descarada de dizer que você não se importava comigo, e que não estava la, se não, não me deixaria andando sozinha pelas ruas aquela hora da noite. Eu tentei dar fim ali aquela conversa, mas ele era insistente.

Estevão tentava não chorar — ele quem, amor?

Maria ainda estava nas más recordações — ele, o homem que abusou de mim.

Estevão já imaginava, mas não queria ter essa confirmação... Levantou-se do sofá, algo o sufocava por dentro.. seu rosto era repleto de lágrimas... tentava acalma-las.

MANSÃO SAN ROMÁN

Estrela estava deitada na cama de Maria chorando, estava apertando travesseiro de Maria contra ela....

Estr — mamãe... por que? Preciso saber se isso é verdade, se essas fotos são reais... Maria não pode ser minha mãe...

Estrela pegou duas de muitas fotos que estavam na cama espalhadas, uma onde estavam Maria Grávida de Estrela, com Heitor e Estevão... e a outra Estevão e Maria sentados no jardim, Heitor com Estevão e Estrela pequena, Maria a amamentava nessa foto.
"Essa foto diz claramente que é minha mãe, mas preciso que alguém me confirme isso"
"As tias, elas podem me confirmar"

Estrela organizou as fotos, em sua mão, e saiu do quarto com elas em Mãos...

Estavam todos na sala, Greco quando havia ido por ela, a mesma havia dito que já baixava...

Gr — por fim amor, achei que não viria.. — foi ao seu encontro, a ajudar nos últimos degraus...- o que aconteceu? estava chorando?

Estr — Sim estava chorando, mas estou bem.. — sentaram no sofá..

H — irmãzinha o que aconteceu?

Estr — quase nada — "Ângelo? ele não é meu irmão, não esta aqui nessas fotos, vou poupá-lo desse sofrimento". — Vivian, Amor, Ângelo e Alma, vocês nos dão licença? Preciso falar com as tias e Heitor...

Todos olharam estranhados...
Estr — não precisam sair, nós vamos até o escritório do papai. Vamos?

Al — o que aconteceu Estrela?

Estr — logo saberá tia — entraram no escritório.

C — Ai Estelinha o que aconteceu? Esta me assustando já!!!

H — Sim irmã, fala logo!!!

Estr — sentem por favor!!! — eles sentaram... Estrela os olhou e logo soltou uma de suas perguntas — Tias, como se chama minha mãe? — os demais olharam surpreendidos

H — Estrela que te passa? Montserrat claro.

Al — Estrela não entendo...

Estr — Quer uma pergunta mais específica verdade? COMO SE CHAMA MINHA VERDADEIRA MÃE? PORQUE MONTSERRAT NÃO É!!!

H — Estrela esta louca, ou o que?

C — Estrelinha que coisas dizes?!!!

Al — ???

Estr — não importa se vocês irão mentir ou não, eu sei que Montserrat não é minha mãe, não é NOSSA mãe.

Al — Estrela!!!! Da onde tiras tantas ababosadas?

Estr — disso — jogou as fotos — dessas fotos... Maria é ou não, minha mãe e de Heitor?

Carmem e Alba ficaram em shock, da onde Estrela havia tirado aquelas fotos?
Heitor pegou uma, duas, três do chão... Seus olhos estavam cheios de lágrima...

H — Estrela? Que significa isso?

Estr — significa que Maria é nossa mãe, e que nos mentirão por 17 anos ... que idiotas fomos, ela sempre quis nosso amor e carinho de filhos, e o único que não é filho dela soube dar isso... Porque eu sei que Ângelo não é filho de, mamãe!!! Quem é a mãe dele? Com quem papai a traiu?

Al — Estrela, teu pai nunca traiu Maria, ele é adotado... Maria é sim tua mãe... e quando a acusaram de ter matado Patrícia, a mãe de Leonel, nós não acreditamos em sua inocência, a deixamos, e eu, com Daniela, Fabiola, Demétrio, e Servando fizemos a cabeça de seu pai para que colocasse esses quadros aí, para que vocês parassem de perguntar de sua mãe... Essa mentira era pra ter durado até quando vocês tivessem uso da razão. Mas cada dia que passava vocês a adoravam mais, e Estevão se viu impedido de falar a verdade.

C — Estevãozinho estava muito jovem quando Mary foi acusada, e se deixou levar pelas influências...

H — como puderam?

Estr — vocês são simplesmente desPRECÍVEIS!!! — Estrela estava nervosa, muito mais do que podia estar em seu estado, e foi justo quando ia sair do escritório que sentiu pontadas agudas em seu ventre — Ahhhhh — sua mão foi ao ventre....

APARTAMENTO DE MARIA...

Estevão havia se acalmado um pouco já, mas Maria ainda não, ele foi a cozinha buscar água para ela, e logo voltou, eles estavam em silêncio um bom tempo já, Estava sentado ao seu lado, e logo depois de deixar a água na mesinha de centro segurou as mãos de Maria.

Es — Amor, continue você tem que desabafar, e eu estou aqui pra te ajudar e apoiar, não te julgarei.

As palavras de Estrela involuntariamente ecoaram em sua mente "Você deve falar com meu pai, ele te apoiará, não te julgará.."

M — ele, me levou a força para dentro de seu carro, eu não tive tempo de chamar os guardas que estavam alguns metros a frente.. no começo tentei relutar, mas ele era homem, mais forte que eu, me disse que estava tentando ser carinhoso, mas eu não cooperava — Maria chorava mais ainda — foi aí que começou a ficar violento, eu não aguentei, e desmaiei, ele fez o que quis comigo depois... No outro dia eu acordei no hospital, não me lembrava de nada, foi quando perguntei a Camila como havia chego ali, que comecei a ter imagens borrosas do ocorrido.... A culpa foi minha, se eu não tivesse...

Estevão a abraçou imediatamente, ele também chorava — Amor, amor, não... você não tem culpa, esse canalha, apenas usou seu corpo, e não seu coração... ele foi preso?

M — sim, o encontraram no dia seguinte, foi condenado por vida, porque não era a primeira vez que ele fazia isso.

Estevão com ambas mãos segurou seu rosto, e a fez olhar em seus olhos, os quais, de ambos, se encontravam vermelhos...

Es — eu te amo, acima de tudo, e não vai ser isso que nos irá afastar, ao contrário, isso só nos unirá mais, e por Victoria, ela é minha filha porque é isso que meu coração diz, eu a amo. Promete que passaremos por isso juntos?

M — Estevão, eu..

Es — eu irei te esperar, não importa quanto tempo seja...

M — mas você tem suas necessidades...

Es — Maria, eu fiquei desde que você foi embora, só com as recordações de nossas noites, posso muito bem esperar mais um pouco... Eu Te Amo Tanto Senhora San Román.

Maria sorriu seus olhos brilharam — Eu te amo, muito mais... — se aferraram em um beijo de saudades, verdades, paixões e amor... Um beijo de satisfação, confiança e cumplicidade...

Notas finais
O que acharam?? espero que tenham gostado, eu fiz ele grande pq não sei quando poderei postar o outro, estou sem net no momento... #ComentemFavoritemRecomendem #PLease @Zombie_GS