Historia De Un Amor - LM
13 Capítulo 13 - "Irmãos"
Notas iniciais
R – Eu, eu vou ser pai? – disse emocionado, Maria sorriu e o abraçou.
M – Parabéns futuro papai – sussurrou Maria, que ainda estava abraçada a ele. Estevão que via a cena morria de ciúmes, agora definitivamente estava com raiva e saiu dali e foi embora.
15 minutos depois, Roberto havia convencido a Maria de ir junto com ele na casa de Camila.
A campanha do apartamento dela tocou...
– Camila está aí? Sou eu Maria – chamou Maria desde a porta – Por favor se estiver aí abra, preciso falar com você, e também... – Camila abriu a porta, e qual foi sua surpresa Roberto estava ali.
CM – Você mentiu pra mim Maria.
R – Ela tem culpa, nós precisamos conversar Camila.
CM – Não tenho nada pra falar com você.
M – Camila não custa nada escutá-lo.
CM – Não quero falar com traíra – disse Camila a olhando, Maria sorriu
M – Camila por favor, não aja como criança. Escuta teu “noivo” que eu ficarei aqui fazendo algo para nós – saiu rumo à cozinha
R – Então não tem nada a me dizer?
CM – Não, não tenho nada pra falar – disse séria.
R – Certeza? – disse ele se aproximando dela perigosamente, e a abraçando por trás – Não tem nada importante à dizer?
CM – Já disse que não! – respondeu insegura
R – Nosso filho não é importante? – disse passando a mão pelo ventre dela.
CM – Maria – sussurrou
R – Eu escutei. Ela não teve culpa, você simplesmente se entregou, e ela não teve mais remédio que me dizer a verdade, e se você pensa que eu poderia te abandonar depois de descobrir que você está grávida, está totalmente enganada. Isso só nos une mais, e agora eu tenho certeza de que eu quero estar ao seu lado para sempre. – Camila se virou pra ele e sorriu, o abraçou fortemente. – Te Amo Camila, não duvide. – Ela o olhou apaixonada.
CM – Eu... eu também te amo – se beijaram calidamente, passos ligeiros foram dado por ambos, Camila estava contra a parede e ele, se esqueceram totalmente do mundo.
– Oh! É melhor vocês deixarem isso pra depois, verdade? – disse Maria voltando da cozinha com a bandeja nas mãos e os flagrando. Os dois deixaram de se beijar e ficaram abraçados, Camila como estava contra a parede via de frente os movimentos de Maria. – O casalzinho irá demorar muito pra vir lanchar ou já posso servir?
UMA SEMANA DEPOIS
Camila no mesmo dia havia ficado sabendo que Roberto e Maria eram irmãos, só ela e Verônica sabiam disso por enquanto. Maria estava de mal à pior com Estevão mal se cumprimentavam. E isso estava irritando seus filhos. Maria decidiu conhecer um pouco melhor seu irmão antes de revelar à verdade a sua família.
MANSÃO SAN ROMÁN – sala
Estrela estava sentada no sofá da sala com seu bebe, “falando” com ele e ao mesmo tempo dando-o de mamar, quando chegou Maria, meio abatida.
– Mãe?! – chamou Estrela quando a viu subindo os primeiro degraus. Maria olhou para trás e encontrou sua filha a olhando, caminhou até ela.
M – Olá amor – beijou a testa de sua filha – como estão? – perguntou sentando ao lado deles.
Estr – Bem e a senhora como está?
M – Bem...
Estr – Não parece, a senhora não disse que era questões de dias que estaria bem com papai? Por que ainda estão brigados?
M – Não é nada. Não se preocupe, nós resolvemos isso.
Estr – Mamãe me desculpe, mas não parece, eu vejo a senhora mais triste depois que chega do trabalho, mal fala com a gente no jantar. O que aconteceu entre vocês?
M – Está bem Estrela você venceu... Teu pai crê que eu tenho... que eu tenho um amante – seus olhos lacrimejaram no mesmo instante, ficando vermelhos.
Estr – QUE, que? – exclamou surpresa. – Papai está louco? De onde ele tirou isso?
M – Naquele dia que nós brigamos, foi porque um empresário me socorreu quando eu desmaiei, quando acordei perguntei por ele para agradecê-lo, e Estevão já fez uma ideia errado do que acontecera. – disse passando a mão pelo rosto removendo as lágrimas que saíam.
Estr – Eu não quero ser superficial, mas se vocês não se resolverem logo isso pode acabar em um divórcio e é o que eu não quero, não quero que vocês se separem.
M – Nem eu Estrela, mas não posso fazer nada se seu pai não confia em mim. Ele, ele e aqueles ciúmes excessivo, eu não posso cumprimentar ninguém do sexo oposto que ele ficar nervoso, vermelho tentando conter a raiva por ver outro homem perto de mim.
Estr – Papai precisa de ajudar, mãe. E só a senhora pode dizer à ele o que é melhor a fazer nesses casos. – Estrela tirou o filho do seio, onde mamava, e Maria o quis pegar.
M – Ele não irá me ouvir, mal nos damos bom dia, eu não terei a mínima chance.
Estr – Ai Mãe, vocês de algum modo tem que se resolver... – Enquanto elas conversavam Carlinhos brincava com o colar da avó, que no momento estava em sua boca. – Mas mudando totalmente de assunto mãe, eu... eu tenho uma notícia que dar-lhe.
M – O que aconteceu Estrela? Algo grave?
Estr – Não mãe, despreocupa-te. Bom eu, eu decidi abrir mão da minha carreira pra cuidar melhor de Carlinhos.
M – Que você o que?
Estr – Interromper minha carreira de médica para cuidar do meu filho. Eu... – Estrela estava com os olhos marejados – Me desculpe, mas eu escutei quando a senhora e papai falavam de mim, de Carlinhos no outro dia. Que quando ele crescesse fosse possível que ele chamasse vocês de pais e não eu... talvez me considerasse uma irmã.
M – Filha – disse aflita pela filha ter escutado sua conversa com o pai
Estr – Eu ia buscar Carlinhos no quarto de vocês quando ouvi, e vocês tem razão.
M – Meu amor, nós não falamos por mal, mas a decisão é sua, seja quaisquer que tome.
Estr – Eu sei, e é por isso que eu tomei essa decisão, porque eu não quero que meu filho me veja como uma irmã.
M – Você sabe que sempre poderá contar comigo. E Victoria onde está?
Estr – Está com papai lá em cima...- Estrela levantou-se
M – Onde vai?
Estr – Fazer um suquinho rapidinho, de laranja para nós. – beijou sua mãe saiu.
M – O que foi amorzinho da vó? – “conversava” Maria com seu neto, ao torno de 6 minutos, desceu em passos lentos e curtos Victoria, sozinha pela escada se segurando no corrimão. – mocinha o que faz descendo sozinha essa escada?
Victoria que já estava com seus cotovelos apoiados no braço do sofá do lado que Maria se encontrava, com cara de inocência respondeu.
V – “Papai” doimiu, e eu não quelia quicar lá sozinha – “dormiu, queria” — O que tá fazendo “mãezinha”? – Maria reparou que sua filha estava aprendendo a falar certo, Papai e Mamãe.
M – Carlinhos está com a gengivas coçando e precisa de algo para morder. – Ela novamente havia dado seu seio para ele.
V – “Gocê” nunca queiz isso comigo – “você, fez” disse triste com os olhinhos murchos. Maria ficou sem palavras, desde quando sua filha lembrava, ou sabia sequeira de quando era bebe.
M – Amor, mamãe não podia. – A menina estava com seus olhinhos fixo no sobrinho que verdadeiramente estava se deleitando nos seios da avó.
V – E “agoia”? – “agora”
M – Também não – respondeu Maria com calma. A cada não que Victoria recebia era como se uma lágrima nova quisesse sair, porém não saía.
V – Poi quê? – questionou ela, sem saber realmente por que fazia aquilo. Era estava perplexa com tantos questionamento de sua filha mais nova.
M – Porque não amor, você já está grandinha, e não precisa que eu... – Maria ficou com a palavra na boca, após ver sobre sombras lágrimas de sua caçula, e a mesma sair correndo, subindo a escada como flash. Maria tirou com delicadeza seu neto do seio, o qual dormira. No mesmo instante Estrela vinha com a bandeja.
Estr – Ei moça, sente-se aí, nosso lanche...
M – Pegue-o, preciso falar com Victoria. – Estrela o pegou, e o colocou no “mini-berço” que estava ali e Maria não viu.
Estr – Mamãe, vamos comer primeiro, depois a senhora fala, ela deve estar brincando com o papai.
M – Não, não está ela veio aqui e ficou chateada por algumas coisas que eu disse. Depois, se der, nós tomamos – Maria subiu a escada rapidamente. Foi ao quarto de Vicky, mas ela não estava, ao de Estrela, Carlinhos... foi em todas as habitações, e foi justamente encontra-la na do Casal.
Abriu a porta viu sua filha, Estevão... ele estava de costa para a esquerda, Victoria estava no meio da cama abraçada ao seu pai que ficava de costa pra ela, também para a esquerda. Maria tirou os sapatos, e deitou na cama ao seu lado.
M – Vicky? – ela ouviu um suspiro da filha – mamãe quer falar com você, olha pra mim! – disse carinhosa passando a mão por seu cabelo. A menina não se moveu, quando Maria a tentou virar para si, ela se agarrou mais ainda a Estevão, o qual dormia. Maria respirou fundo e esperou que sua filha virasse por livre espontânea vontade, e isso aconteceu em torno de cinco minutos depois.
A menina a olhou com um gesto triste, estava mais apegada ao pai que a sua mãe. Maria sem sombras de dúvidas sabia que sua filha estivera chorando, seus olhos vermelhinhos e inchados diziam isso.
M – Vicky... – disse com o coração na mão ao ver que sua filha não queria se aproximar dela. – Mamãe vai te contar uma coisinha, segredo nosso tá bom? Olha, quando mamãe teve você, eu estava doentinha e não pude te dar de mamar. Senão você ficaria doentinha também.
V – Mas a “senhoia” dá pra “Cailinhos”. “Poi quê pra mim não?
M – Porque agora você já cresceu e está mocinha para ficar no peito. – como não obteve resposta alguma, continuou – Mamã te ama muito, filha.
V – “Mentila” – “mentira” – A “senhoia’’ só ama o Cailinhos, eu não. – “senhora” “Carlinhos”.
Maria ficou perplexa, sua filha estava crescendo rápido demais, entendia perfeitamente tudo, e teria certeza que seria uma ótima aluna escolar se seguisse desse modo.
M – Mamãe ama todos os seus filhos por igual, amo muito você, a Estrela, o Heitor, Ângelo, também o Carlinhos.
V – Mais o “Cailinhos” não é seu “quilho” – “Carlinhos” “Filho”.
M – Mas é meu neto, e eu o amo também.
V – Papai também? – Maria a olhou, sorriu, e com o pensamento nas nuvens.
M – Papai também...
V – Muito?
M – Muito, muito, muito.
Algumas horas depois, ela e Victoria haviam ficado dormidas, sua filha com charme, olhinhos de gigantes conseguiu que Maria cedesse, dormiu experimentando por primeira vez o cálido seio da manhã... Uma primeira e única vez.
Estevão acordou, abriu um olho, em seguida o outro. Pensou, e ficou rígido ao lembra de Victoria, ele havia dormido, mas ela não. “DEUS” – exclamou para si. Virou-se para cima, sua preocupação era tanta que, sentia o sangue subindo. Ao vira-se seu alivio foi imenso, sua filha dormia tranquila, mas... o que fazia Maria ali?
A ele não importou, ao contrário esboçou um sorriso de canto de boca, mas logo a recordação de vê-la abraçada a outro homem veio a sua mente. E seu sorriso sumiu.
Olhou novamente para mãe e filha...
“O que faz Victoria no seio de Maria? Por Deus, depois de mocinha está pedindo peito?”
Ele tampouco pode evitar se excitar vendo tal cena.
Transcorreram três semanas mais, Maria havia tentado falar com Estevão a respeito de seu ciúmes, mas ele a ignorou por completo... Seus filhos estavam tristes por seus pais, Porém não podiam fazer nada para remediar isso. Maria saía com mais frequência com Roberto, eles queriam se conhecer melhor, e realmente eram irmãos após um teste de DNA que Maria havia pedido para fazer. Ele sabia disso, só havia se submetido a isso para que sua irmão não tivesse dúvida. Roberto, havia convidado ela para conhecer “as” empresas que seus pais haviam deixado para os dois, e eles queria passar 50% das empresas Fernández para ela. Ela negou, mas por sua insistência havia aceitado após saber que, essas ações estavam imóvel na empresa.
Verônica eram a Vice-presidente da empresa “Fernández” mas, não a que seus pais haviam deixando, senão que, a que Roberto havia montado com seu capital.
RESTAURANTE
Maria estava com seu irmão, almoçando, eles haviam conversado bastante já, mas Maria parecia distraída, somente mexia o garfo pelo prato, que ainda estava cheio.
R – Aconteceu alguma coisa? – perguntou Roberto notando seu comportamento. Maria saiu de seu transe e sorriu tímida, pegou a taça de vinho e levou até a boca.
M – Não... nada.
R – Maria te conheço o suficientemente bem para saber que está mentindo – Ela riu, como era possível que a conhecesse tão bem?
M – Problemas, que não estão se resolvendo como eu queria.
R – Este problema tem, nome, sobrenome, filhos? Estevão?
M – Sim, ele.
R – Quer falar o que está acontecendo?
M – Desde o dia que me desmaiei na oficina e você foi embora, eu acordei chamando você, obviamente eu estava sonolenta, e lembrava vagamente de alguém me dizendo que você era meu irmão. Chamei você e bom, ele pensa que somos amantes. Mas o pior não é isso, senão saber que novamente ele volta desconfiar de mim.
R – Não acha que chegou a hora de falar que somos irmãos? E não precisamente amantes?
M – Será?
R – Eu creio que será a melhor forma de que Estevão tire essas ideias absurdas da cabeça. Você pode ter a chance de se reconciliar com ele.
M – Ele que nem sonhe, pois quem vai ter que correr atrás é ele. Não sou eu quem não tem confiança em seu parceiro.
R – Maria, deixa de orgulho sim? Não importa quem está errado, e sim o que vocês sentem um pelo outro, não creio que você queira destruir tua família com um divórcio, verdade?
MANSÃO SAN ROMÁN 5:00 PM
Maria acabava de chegar em casa quando viu Transito.
M – Transito, por favor – a empregada se aproximou – coloque dois lugares à mais na mesa, faça um jantar diferenciado, teremos visitas hoje.
Tra – Algo em especial senhora?
M – Sem comidas que contenham álcool, ou picantes. – Lembrou da gravidez de Camila.
Tra – Como a senhora ordene.
M – Obrigada! – Transito saiu.
Heitor e Estrela desciam a escada quando Maria subia.
M – Filhos temos visita para jantar hoje, avisem Ângelo e seus parceiros.
H – Ah! Mamãe Ângelo não poderá...
M – Por favor tente localizá-lo então, é muito importante. Mas se ele não puder tudo bem, Ah avisem seu pai também, eu vou tomar banho e descansar um pouco. – continuou subindo as escadas
Estrela e Heitor se olharam entre si, e deram de ombros e voltaram a subir a escada.
Estevão ficou meio estranhado com esse jantar, quem seriam aquelas duas pessoas que viriam? Só saberia se perguntasse à Maria, mas como se seu orgulho era maior que isso? Como olhar em sua cara como se nada tivera acontecido, como se ela não o houvesse traído?
Estava quase na hora do jantar, e Maria se encontrava arrumando Victoria, está princesa simplesmente estava magnifica, assim como sua mamãe. Maria usava calça e blusa três quartos de seda, um salto 7s, maquiagem ressaltando seu olhar de mistura verde com mel, cabelos negros soltos e cacheados. Victoria usava um vestido preto com bolinhas rosas até o joelho, e uma sapatilha delicada rosa.
Maria já estava com Victoria de mãos dada, quando ela saiu do quarto e sua filha viu o pai perto da escada quase descendo, gritou “PAPAI” e saiu correndo em sua direção, Estevão à olhou “apaixonado” por aquela pequena criatura, e quando a mesma se aproximava à ergueu entrelaçando seu braço naquele corpo diminuto.
Es – Que bela estás meu amor!!! – disse Estevão depois de ajeitá-la em seu colo, ele ficou parado esperando que Maria chegasse perto, para poder descerem, apesar de tudo era um cavalheiro.
V – Mamãe que me arrumou – disse com inocência dando um beijo e um abraço no seu pai.
Es – Tua mãe tem ótimo gosto... – assim que Maria chegou perto, eles desceram juntos, como se nada houvesse ocorrido.
Depois de 15 minutos...
Es – Bom, se pode saber quem são essa visitas? – perguntou ele à Maria, que estava no mesmo sofá, porém Victoria estava entre eles. Heitor conversando com Vivian, Estrela e Greco entretidos com Carlinhos.
M – Ca.... – a campanha tocou, Maria sorriu pra Estevão, que não entendeu nada – Chegaram!! – exclamou com glamour, levantou-se, assim como Estevão que pegou Vicky no colo e os demais, Maria foi abrir a porta. – Camila, Roberto – abraçou e beijo os dois – Achei que não viriam mais.
R – Maria, que pouco me conheces – disse brincando assim que entrou no vestíbulo com Camila dado de braços.
Estevão quando viu aquele homem, ficou sério, o conhecia perfeitamente bem, era o amante de Maria... Como ela ousava leva-lo ali? Na sua casa, na casa onde seus filhos moravam? Por acaso não os respeitava? Aquelas perguntas se viram interrompidas quando Maria lhes apresentavam.
M – Anh... Vocês já conhecem à Camila, então dispensa apresentações, mas Roberto... ainda não. Roberto eles são, Estrela, Heitor e Victoria – disse apontando para seus filhos – Meus filhos, logo para Estevão – Estevão meu marido –conforme Maria ia apresentando ele dava à mão para cumprimentar, seguido de um “prazer” – Vivian e Greco meus minha nora e genro.
M – Obviamente vocês não sabem, mas Roberto e Camila são noivos, e estão nessa relação há mais de três meses? – Camila confirmou com a cabeça.
Estr – Tia? De verdade? – Camila disse “sim” somente mexendo a boca, Estrela ainda com seu filho em braços, felicitou os dois com um abraço.
“Como Maria pode ser tão sínica e enganar a própria amiga? Camila é uma pessoa tão boa, por que Maria faz isso com ela? Comigo? Com a sua família?”
Entre eles estavam conversando coisas sem importâncias, estavam se conhecendo, Maria se afastou um pouco já percebendo a atitude de Estevão, que em momento algum falou mais que o necessário ou soltou Victoria do colo.
M – O que houve contigo? Por que tão grosseiro com as visitas? – perguntou Maria quando se uniu a Estevão.
Es – Se você soubesse Maria o quanto odeio hipocrisia não os trazia aqui.
M – Não entendo, do que está falando Estevão?
Es – Acha pouco trazer o teu... teu amante na nossa casa? – Maria gelou... Era a par de que Estevão suspeitava dela e Roberto, era claro que ele não confia nela. Mas nunca houvera imaginado que falaria isso em sua cara.
M – Ah – exclamou – É isso, você ainda continua pensando em que somos amantes? – Ela o olhou fria, e ele teve a consciência pesando nesse momento, mais precisamente quando ela se afastou dele. – Atenção, um momento por favor! – exclamou novamente, batendo levemente a colher na taça de vinho que bebera. Todos voltaram a olhar para ela – Bom. Como vocês bem sabem, eu não fiz esse jantar só para que vocês conhecessem a relação de Camila e Roberto, senão por dois motivos mais....
H – E a gente pode saber quais são, mãe?
M – Claro que sim, meu filho. – Maria chamou Camila e Roberto, e falou algo em vosso ouvido – É, bem... Roberto e Camila me autorizarão, então eu direi. É esse mais novo casal... Bom primeiro darei a outra notícia.
Estr – MÃE! Deu pra fazer suspense agora? – Maria riu com vontade.
M – Vocês são muito apressados sabiam? Bom vou falar rápido, quando Roberto, propôs através de Verônica Martins, que nós fizéssemos contrato com as Empresas Fernández, não era por um motivo simples, ele já tinha um motivo para vir à México, ele morava na Suíça, depois pra Miami, e agora aqui... E bom, esse propósito era me encontrar – todos ficaram surpresos, principalmente Estevão... “Não acredito que ela irá falar da aventura que teve com ele” – Não se assustem, Roberto veio atrás de mim porque somente me encontrou agora há menos de um ano, ele sabe de minha existência há mais de 19 anos... E ele todo esse tempo esteve à minha procura, porque... porque bom, somos irmãos.
Estr – Whats? – indagou – Não... Não entendi muito bem...
“O que Maria está dizendo? Ela por um acaso quer me enganar com essa historinha de que são irmãos? Ai por favor, eu sem melhor que ninguém que Maria não tem irmãos.”
M – Sim Estrela, Roberto Fernández é meu irmão, ele aos sete anos foi para Suíça onde esteve em um Internato, papai pagava... Esse era o sonho dele desde então, e bom quando meus pais morreram eu já morava em México e estava casada há poucos meses com vosso pai, Roberto soube desde aforas que nossos pais haviam falecido, mas não pode vir ao enterro. Todas as empresas estavam destinadas ao filho mais velho, ele comandaria, eu como estava aqui, e as empresas em Miami, nunca soube o que fora delas, Roberto recebeu a posse dela depois dos vinte quatro anos, e junto com elas soube de minha existência, mas então nunca conseguiu localizar-me por eu já estar na cadeia.
H – Oh, Oh, Oh... Isso quer dizer que...
Estr – Temos um tio? E uma tia oficializados? Oh my God! – Disse Estrela quase desmaiando
M – Estrela... Estrela estás bem? – Perguntou se aproximando de sua filha – Estrela!!
Estr – Estou bem... Um pouco surpreendida, mas bem!! – disse se encostando no sofá.
Es – Então não são amantes? – disse Estevão em um sussurro.
Estr – De verdade eu tenho um tia e uma tia, fora as tias Alba e Carmela?
M – Sim, Estrela – Disse Maria com calma, e sorrindo para sua filha, Heitor e os demais já haviam cumprimentado Roberto como devia “tio”
Es – Vo... Vocês são, ir... irmãos? – Maria e Roberto o olharam ao mesmo tempo, Maria estava com seu olhar de deboche e vitoriosa ao mesmo tempo, Roberto o olhava compreensivo.
M + R – Sim, somo Irmãos.
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