Historia De Un Amor - LM
3 Capítulo 3 - "Victoria" / "2 Anos"
Notas iniciais
M — Camila, o que saíram os resultados? Não me esconda nada.
CM — bom, seus exames estão ótimos, seu organismo reage bem aos tratamentos — abriu o outro envelope, com outros exames — Wooow, mais o que temos aqui?!!
M — o que temos aqui?? — repetiu esperando o pior
CM — Maria não sei como você tomara essa notícia, mas tenho que dizer... você.. voc
M — Camila por favor sem rodeios, sim?
Cm — Okay você que pediu, sem rodeios, você esta grávida.
M — C-como? — seus sentimentos eram descontralos, um misto de alegria por ter um filho, mas ao mesmo tempo uma dúvida que a assombrava, Estevão, ou, Abusador? Eis a perguntava que passava por sua mente.
CM — Maria, e-eu, não sei o que dizer, mas podemos fazer um ultrassom para saber de quantos meses você esta assim poderá saber... o que está se perguntando — Maria ouvia mais não entendia, sua mente estava em outro mundo, seus olhos estavam vidrosos pelas lagrimas, aquele misto de sensações a estava fazendo delirar em um mundo só seu.
UMA SEMANA DEPOIS
Estevão já havia falado com o advogado de Maria, que o mesmo não havia voltado de México, Estevão o pressionou até o último, também ofereceu dinheiro para que dissesse onde estava Maria, porém o advogado não aceitou.
Maria se encontrava novamente na clínica, mas dessa vez ela iria fazer o ultrassom... Já estava na sala e a médica já estava passando o gel em sua barriga.
M — Então Camila? — sua lágrimas eram inevitável nesse momento.
CM — Dois meses... Dois meses, e quase uma semana. Consegue saber?
M — não, impossível Camila, meses, semanas, e um dia antes de vir a Miami eu e Estevão fizemos amor, não tenho como saber... Não agora. — seu choro era de angústia e felicidade ao mesmo tempo...
CM — Maria, acalma-se tudo irá se resolver, você verá, você deve, deve falar, ligar para seu esposo e...
M — não, ele jamais irá saber, jamais voltará a me ver.
Depois de algumas recomendações da Médica Maria foi para casa....
PELA TARDE MÉXICO 15:00 PM
(nota: a Vivian não esta mais grávida, no capítulo anterior eu esqueci de postar uma parte onde ela tinha um aborto espontâneo)
Estrela havia chegou cedo da faculdade, alguns professores faltaram... ao entrar viu Heitor na sala sentado com o pensamento longe...
Estr — Heitor??? Heitor... Heitooor!!!!!
H — anh?! Oi, diga Estrela?
Estr — em que pensas?
H — em Maria, para falar a verdade, sinto a falta dela... Mesmo que discutíssemos direto a casa pelo menos não ficava tão fazia, sem ar de uma família, agora eu penso, e vejo como é importante ter alguém que represente o papel de uma mãe... Ela, pelo menos, tentou fazer isso, nos preencher aquele vazio..
Estrela ia protestar — ...
H — Mas nós, só soubemos retribuir com desprezo, ódio, ignorância, na verdade, fizemos da vida dela um inferno, e agora eu me arrependo profundamente — uma lágrima escapou de seu rosto, mesmo ele sendo rápido em removê-la dali, Estrela percebeu.
Estr — ...eu, eu também sinto sua falta, mas, não mais que você, pois creio que é verdade quando dizem que as meninas são apegadas mais ao pai, e os meninos a mãe, e por isso você sofre mais, você via nela a nossa mãe...
H — é, pode ser isso.... Mas daria tudo para voltar ao tempo e fazer diferente, aceitá-la, respeitá-la e querer-la como uma mãe, ao que não fosse verdadeira.
Estr — eu acho estranho ela ter ido, quando sabia que aqui tem uma clinica especialista em câncer, eu faço faculdade de oncologia, poderia ter ajudado-a...
H — sim Estrela, mas você ouviu a carta, ela não queria pena de ninguém, ela é orgulhosa... não iria aceitar nossa ajuda, muito menos que a quiséssemos por lastima.
Estr — sim é verdade... Bom espero que onde ela este, esteja bem, nos ligue, sei lá, algo assim para nos dar notícias.
H — é o que eu mais espero.
MIAMI 16:10 PM
Maria estava em casa, como de costume sozinha... Ás vezes, muito raramente Camila a ia visitar... Ela estava pensando nas palavras de sua amiga médica... em comunicar-se com sua família..
Pegou o telefone rapidamente... e discou o número da mansão.
Chamou, uma, duas três vezes
México...15:10 PM
Estr — Rebeca deixa, eu atendo.... — e pegou o telefone..- Alô? ... Oi? ... Alguém?
Outro lado...
Os olhos de Maria encheiram de lágrimas, sua filha havia atendido... — e..eu
Estrela rapidamente teve uma reação — Maria? é você?
Maria perguntava como? como havia reconhecido si tampouco disse duas palavras em um sussurro?!!
Estr — Maria?!!! se é você diga algo... Maria... por favor volte, te necessitamos... te ajudaremos... por favor volte, eu, Heitor, Papai sentimos sua falta, principalmente papai, que não sai do seu antigo quarto...
M — e..- mais uma vez suas palavras não saíram pela emoção... Ela desligou o telefone, sua filha, seus filhos e o homem que amava estavam sentindo sua falta.... Se perguntava por que foi tão covarde ao partir? ... Mas já era tarde... o que foi feito, feito estava, não tinha volta atrás....
MÉXICO 15:20 PM
Heitor rapidamente levantou — então era ela?
Estr — não sei creio que não, pois não me respondeu, Maria nos adora e se fosse ela teria dito algo.
Os minutos, horas, dias, meses foram passando rapidamente, Maria já se encontrava com seu ventre bastante volumoso... a poucos dias descobrira que seria uma menininha, estava feliz porém preocupada, nesses meses havia tomado a decisão de parar por um tempo com os tratamentos, seguia somente com os remédios para que não fosse estendendo-se para o resto do corpo... A Família San Roman estava igual nada de bom o ruim aconteceu desde a partida de Maria... Alba havia viajado para fora, queria fazer um tratamento, após perceber que havia agido mal com Maria em todos os sentidos, e perceber que seu amor doentio por Estevão a estava levando à loucura, decidiu viajar e fazer um tratamento, arrependida estava, mas não totalmente como para pensar em pedir perdão a Maria se a visse em sua frente...
Estevão havia emagrecido muito nos últimos meses, mesmo com a Empresa San Román lucrando muito bem, ele não estava contento, pois uma parte de sua alma faltava.... E sim, já havia pensado na possibilidade de dizer aos seus filhos que Maria era sua mãe, e fora sua única esposa... Porém ele queria fazer isso junto a ela.
MIAMI 14:50 PM
Maria estava em seu apartamento com sua "nana" que havia contratado nesses últimos meses, uma mulher bondadosa de uns 56 anos, carismática e muito humilde* (humilde por ser boa, não por ser pobre), apesar de ser viúva e com uma fortuna generosa para viver tranquila, gostava de ajudar os demais, e principalmente trabalhar com gestantes e bebes.
Maria estava dobrando uma das muitas roupinhas de bebas que havia comprado, seu olhar era feliz apesar de tudo, dentro de poucos dias novamente se tornaria mãe.
–Ahh, — Maria colocou a mão sobre seu volumoso ventre — meu amor, você esta chutando muito hoje...
–Maria, filha, o que está fazendo, deveria estar descansando — Maria ouviu a voz calma e fofa que tanto a trazia paz, era sua nana, Elena.
M — nana, sabe que não gosto de ficar parada, tenho que fazer algo...
NE — Filha, está com seus dias contados não pode ficar muito tempo de pé, logo essa princesa — colocou a mão em seu ventre — virá à esse mundo, e você, senhorita, deve estar descansada. Vamos — deu o braço a Maria e foram até seu quarto...
**
O choro de bebe, invadiu aquele quarto, era sua beba, sua beba que acabara de nascer, sua pequena Victoria uma semana depois havia dado o tão esperado susto, em uma manhã bastante ensolarada.
Logo um pouco mais tarde, a enfermeira adentrava com ela em braços era, simplesmente linda, sua filha sua pequena Victoria.
CM — Maria... — chamou a voz suave desde a porta, era Camila, sua médica, e amiga — Ela é linda — se aproximou — Sem dúvidas tem a beleza da mãe.
M — Camila, obrigada, não é querer ser modesta, mas ela realmente é linda.
MÉXICO 10:15 AM
Estavam os três irmãos sentados na sala conversando...
An — papai esta muito magro, temos que fazê-lo comer algo.
Estr — ele não nos escuta, ele não vai querer nada. Ahh!!! — exclamou — eu sei, eu sei, que, Maria está doente, mas isso não deixa ela de ter culpa... Ela foi embora porque quis, nós teríamos ajudado, e se fosse, sabia que meu pai ficaria assim.
H — Estrela tem ra... — Heitor foi interrompido por Ângelo...
An — Que? — disse com indignação — que ela foi embora por que quis? Não, se mal recordo, vocês a expulsaram daqui, sem ao menos ela ter a chance de dizer o que houve no dia em que tia Alba caiu da escada.. e se vocês também não sabem, esse mesmo diz ela havia vagado desde manhã pelas ruas após receber o diagnóstico de câncer de mama.
Estr — ela podia haver dito que estava enferma, nós não teríamos nada contra que ficasse aqui...
Ân — Estrela até parece que você não conhece Maria, ela não iria querer ficar aqui, baixo "pena" de vocês. Não sei por que vocês a odeiam tanto... Se o único que fez foi tentar dar o carinho que vocês tanto queriam, dar o amor que tanto os fazia falta. Se eu tivesse uma mãe igual Maria, mesmo que seu nome estivesse "manchado" como assassina, eu não daria importância a isso, ela à demonstrado de mil e uma maneiras que não é uma criminal, e que o único que queria dar a nós, que no caso eu recebi com muito orgulho e satisfação, era amor de mãe, ela queria ver em vocês os filhos que havia perdido. E vocês em vez de aproveitarem, a humilharam, desprezaram, e a expulsaram daqui..- Ângelo olhou no relógio de seu pulso e concluiu — Tenho que ir... não me esperem para o almoço. — levantou-se e saiu.
Após alguns minutos de silêncio, o celular de Heitor tocou... Desligou e disse:
H — bom maninha eu tenho que ir... Vou ver a Vivian, depois que ela perdeu o bebe está muito deprimida.
Estr — está bem, hoje não tenho faculdade, então ficarei cuidando do papai..
H — qualquer coisa, me liga. — deu um beijo nela e saiu
MIAMI 9:35 AM
M — Não vejo a hora de ir para casa e aproveitar mais de minha pequena.
CM — Muita calma senhora Maria, você terá que se submeter a exames, que comprovem que tudo está bem, quanto vejo. Sabe, sabe que, não... Sabe que não poderá...
M — amamentá-la devido aos remédios, sei Camila, e me dói muito isso.
Alguém bateu na porta.... Logo entrou
M — Nana, veja, ela é linda, minha pequena Victoria...
NE — sim filha, ela é realmente linda, tem seu rostinho, bem desenhado...
MÉXICO 10:40 AM
Após Heitor sair, Estrela subiu ver se seu pai queria algo, como de costume disse não. Voltou ao andar de baixo pegou a revista e continuou lendo... Até escutar o "barulho" de algo apitando, pensou que fosse algo de sua cabeça, mas não, olhou por cima do sofá, e diretamente olhando para a lareira em cima dela, havia a câmera da sua tia Carmem apitando.
Levantou-se e foi ver o que acontecia, era a memória cheia e pedia que apagasse alguns arquivos...
Estrela nunca havia antes, pego na câmera da tia Carmem, essa era a primeira vez, mesmo sabendo mexer ela apertou o botão errado, e começou a rodar um dos muitos vídeos que ali possuía.
CONTEÚDO DO VÍDEO
" Era por volta das 19:30 quando voltou à Mansão, Estevão ainda não havia chego... Maria quando estava a ponto de subir os degraus, olhou para a lareira, e lá, estava novamente o quadro de Montserrat, aquilo foi como um golpe em seu coração.. Do alto da escada pode ter ideia de quem havia feito aquilo.
–Te alegrou Maria? Esse quadro jamais voltará sair dali, porque é onde deve ficar.
M — Alba... — subiu até onde ela estava — por que demônios te empenhas em arruinar-me os dias? Ah, claro, como não pode ter seu sobrinho como quer, desconta em mim que sou sua esposa.
Al — cala-se, maldita seja Maria... não brinques comigo, porque nesse jogo você não sabe do que sou capaz.
M — tu tampouco sabe do que sou capaz Alba, e é melhor não meter-se em meu caminho que pode se dar muito mal.
Al — nesse jogo sairei vitoriosa "eu", porque sei jogar com todas as armas disponíveis, e no momento, você é minha arma, você é a arma com que te destruirei...
M — estás louca ou o que? eu sua arma... da onde tira tantas estupideces Alba.
Al — quer pagar pra ver?
M — Você está louca.... — mal tinha terminado Maria de falar, e Alba se lançou-se escada abaixo... — Albaaa...Albaa, esta "louca"
Alba estava já aos pés da escada.. gemia, fingindo obviamente — ahhh, meu braço, Maria maldita seja mil vez, aah — colocou a mão sobre o braço que "doía".
Logo veio Estrela e Heitor pelos gritos, obviamente de Maria quando chamou por "Alba" eles estavam no escritório..
Estr — Mas o que aconteceu aqui?... Tíaa — gritou quando a viu.
H- tia, o que aconteceu... — logo entrou Carmem.
C — Ai meu Deus, padrezinho!
Al — Maria, Maria me empurrou da escada..
M — que loucuras falas Alba, eu não fui, te jogaste sozinha para fazer crer que fui eu.
Estr — Que queria senhora? Matar também a minha tia? Eu e meu irmão estávamos agora mesmo conversando que te daríamos uma trégua, mas vejo que não à merece. Senhora saia dessa casa, TU, aqui não eres bem vinda. Quero ver-te morta.
M — De verdade querem que eu vá? — o que Estrela acabará de dizer, dava mais razão ao que Maria queria fazer.
H — Sim senhora, acaso não deixamos isso bem claro? Te Odiamos.. Não te queremos perto de nós, nem de nosso pai... Olha — apontou para o quadro de Montsserrat, ela sim era uma mulher de família, digna de ocupar esse lugar nessa casa, a senhora não passa, não passa de uma...
Maria já chorava desoladamente, subiu ao seu quarto sem ao menos deixar Heitor terminar de dizer todo seu ódio por ela. Separou uma roupa quente pois chovia, tomou o banho mais rápido possível... Já não podia seguir ali, vivendo o desprezo de seus próprios filhos.
"FIM DE VÍDEO"
Estrela já estava com sua face repleta de lágrimas, Havia caído na trampa de sua tia contra Maria, havia sido mais que injusta com ela, e se arrependia profundamente, mais do que pensou.
**
Depois que Estrela havia visto aquele vídeo muitas coisas mudaram, os próprios irmãos San Román (Estrela e Heitor) contrataram um investigador privado para buscar a Maria, não importa quantos cobrassem, tampouco onde ela estivera, queriam vê-la e pedir desculpas, de joelho se fora necessário...
Alba havia voltado de sua "terapia" e foi questionada por que havia armado tudo aquilo, ela decidiu que melhor seria melhor dar um tempo a eles, para mostrar que havia realmente mudado, decidiu sair da mansão por uns tempo, ficou hospedada em um hotel no centro da cidade.
Maria estava mais feliz que nunca com sua filha, mas, seus tratamentos iam lentamente, pouco à pouco, ela ia duas vezes na semana apenas fazer as quimioterapias... coisa, que não era muito boa.
Estevão estava mais deprimido que nunca, um ano já havia passado e ele deixou de ir as empresas, foi então que uma luz de Esperança reapareceu, foi quando Estrela havia dito que Maria havia mandado um e-mail, que seu coração voltou a viver.
MÉXICO 20:30 PM
QUARTO DE ESTRELA...
Estrela estava estudando para seu teste na faculdade, com seu notebook ao lado resolveu entrar no seu e-mail... e sua surpresa foi, que Maria havia lhe mandado uma mensagem:
Conteúdo:
Olá Estrela, sou eu Maria.
Se te envio esse e-mail é porque somente me lembro do seu, Só quero dizer que estou bem, claro, caso queiram saber como estou. O tratamento não é fácil, é doloroso mas aos poucos estou revertendo essa situação.
Espero que vocês estejem bem, também. E estejam mais felizes, sem minha presença que os atrapalhava tanto.
Diga ao seu pai de minha parte, se não for muita moléstia, que o amo, e que não duvide disso nunca.
Os Quero, Fiquem Bem!
Maria Fernández Acuña.
**
Apesar de ser um simples e-mail dizendo como estava, Estrela se emocionou.... Mostrou ao seu pai, o qual ficou feliz mas triste também por ela não ter dito onde estava.
De três em três meses Maria mandava um e-mail, simplesmente para dizer que os amava.. Até que quando deu exatamente, mais 1 ano desde o primeiro e-mail, que ela já não mandava mais.
Estrela já havia concluído sua faculdade, e também trabalhava já na clínica "Esperanza"... Se havia casado com Greco somente no civil porque desde a partida de Maria a casa não estava com ânimos para festas... Heitor também havia terminado as faculdades de direito e gerente empresarial.
Resumindo, nesse período desde que Maria se havia ido, passaram-se 2 anos e alguns meses...
MIAMI 9:45 AM
HOSPITAL — CONSULTÓRIO DOUTORA CAMILA MARTIZ
M — Camila você me deixou muito preocupada, o que era de tanta urgência que teria que me falar? — Ela estava com Victoria, a pequena dormia em seus braços.
CM — Bom Maria, é que... creio que não poderei te atender mais...
M — Como? Mais por que? o que aconteceu?
CM — Eu, eu fui transferida de hospital, e daqui 3 semanas terei que dar entrada em outro...
M — transferida?
CM — Sim!!!
M — e para onde? posso mudar o tratamento para outro hospital, aonde fica?
CM -anh?!!! Em, em México!
M — México?! — repetiu antonita
CM — Vamos?? — sua voz saiu suave, com um tom de esperança.
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