Historia De Un Amor - LM

11 Capítulo 11 - "Assassino"


Notas iniciais
Oláaaaaa, desculpa a demora meninas, estava sem o meu notebook, mas agora já estou de volta... Quero agradecer as recomendações de RuffoTK & LUH RUFFEIRA... Obrigada meninas eu adorei... bom espero que gostem, Ahhh não fiz revisão então; PERDÃO...

CM – Bom, eu sei que não sou da família, mas, Maria é como uma irmã para mim, e quero dar meu presente, não só ela ficará feliz, mas como toda a família.

Estr – “Ai titia” já quero saber o que é...

CM – “titia”? – risos dos demais – bom, aqui está – Camila entregou um envelope para sua amiga, paciente, irmã.

M – bom, um envelope que fará toda a família feliz, o que será? – Maria o abriu – Camila, não entendo, em que língua está escrito? – risos

CM – deixe-me ler, com o olhar de médica – Maria entregou novamente – Consta no último exame feito que: 87% do câncer já está eliminado.

Todos ficaram em silêncio, aquela notícia era muito mais do que podiam pedir para o aniversário de Maria ser completo, os olhos de muitos estavam marejados, o de Maria não paravam de sair lágrimas de emoção, alegria, paz, plenitude, confiança na vida, fé em Deus.

Todos ficaram feliz, emocionados e a felicitaram muito por sua garra e determinação... Logo eles foram embora e como era de esperar-se seus filhos a convenceram de ficar na mansão. Estavam todos na sala... Ângelo e Carmem havia ido com Alba ao seu apartamento, queria dar privacidade a nova família...

M – Não sei por que faço a vontade de vocês... – comentou Maria após eles terem a convencido de ficar.

Estr – Porque somos seus filhos, e a senhorita, querendo ou não sabe que é aqui seu lugar.

H – Estrela tem toda a razão... querendo ou não, essa casa é sua.

Es – nossos filhos estão certíssimos...

M – Negativo, essa casa é nossa, mais de vocês que minha. – disse acariciando o cabelo de Victoria, que estava quase dormida em seus braços.

Estr – que seja, o importante é que está aqui... e aqui ficará. – eles conversaram mais entre si, teve um momento o qual Heitor ficou falando com Estrela, enquanto seus pais conversavam outra coisa.

Es – agora já podes pensar no que disse?

M – o que você disse amor?

Es – de termos mais um filho...

Estr – vamos ter mais um irmãozinho?? – perguntou Estrela entusiasmada após ouvir o comentário de seu pai.

M – eh...

Estr – ouviu Heitor, vamos ter mais um irmãozinho, ai que alegria... Por que não disseram antes?

M – Estrela não...

Estr – ah, não queria falar verdade? É segredo!!

H – Pois felicidades ao casal, mais um irmão, ao qual mimar...

M – Filhos... Filhos, deixem-me falar sim?

Estr – falar o que mamãe? Não estamos chateados por isso ao contrário, que venham dois... Porque quero mimá-los muito...

M – Estrela San Román de Fernández, podes me ouvir?

Estr – ui, claro que sim, diga...

M – eu não estou grávida...

H – Mas...

Estr – Mas papai acaba de dizer...

M – ele não disse isso, ele perguntou se eu aceitava...

Estr – então não está grávida?

M – não

Estr – Mas ficará?

M – não

Estr – OK...

Es – filha, eu e sua mãe conversaremos a respeito, não garanto que a convença, mas tentarei amore...

Estr – tudo bem... Boa Noite eu vou dormir, meu bebe e eu necessitamos – deu um beijo em cada um e saiu.

H – parece que ela se emocionou de verdade...

Es – é o que parece...

H – eu também vou, quer que eu leve Vicky, mamãe?

M – Obrigada filho – Heitor a pegou – Boa Noite – ele beijou seus pais e subiu. – Estrela está aprendendo...

Es – sim ela está aprendendo a controlar seus mimos e vontades... mas não pode negar que ela ficou triste...

M – eu percebi, mas não posso fazer nada... eu não quero amor, esperemos Vicky crescer mais um pouquinho, aí podemos pensar...

Es – como tu queiras amor... vamos dormir que o dia foi cansativo...

OUTRO DIA

Estavam todos no café da manhã, Maria, Estevão, Victoria, Heitor e Estrela... Estrela era a última que faltava para descer...

Estr – Bom Dia – disse normal sem gritos nem euforia, todos responderam, ela foi até seus pais e os deu um beijo em cada um.

O café foi normal quem mais falava era Victoria com suas meias palavras...

Es – Estrela está tudo bem, princesa? Está tão calada...

Estr – sim papai, só estou um pouco cansada, não dormi muito bem...

V – Tella faita muito pro bebe nacei? – “falta” “nascer”

Estr – não amorzinho, daqui a pouco ele estará aqui. Eu, eu vou me deitar um pouco, com licença – levantou-se e saiu

M – eu vou falar com ela... – Estevão segurou sua mãe

Es – deixe-a Maria, ela precisa ficar só. Estrela está aprendendo a lidar com seus sentimentos, e a receber “nãos” e também ela está assim pela gravidez, não se preocupe.

M – Estevão, por favor, eu vou falar com ela... e não é sobre minha suposta gravidez, ela precisa de mim... – levantou-se e saiu atrás de sua filha, a qual estava na sala de “xadrez” deitada no sofá. – Filha? Posso entrar?

Estr – claro que sim mamãe... – ela ia sentar.

M – não, não fiquei deitada não precisa levantar...- Maria se aproximou e sentou no mesmo sofá que Estrela estava, colocou a cabeça de sua filha deitada em suas pernas. – te sentes bem? – acariciou o cabelo de sua filha.

Estr – pra falar a verdade, não... eu, eu não me sinto bem.

M – o que sente?

Estr – não sei explicar, é, é uma angustia – passou a mão pelo ventre – sinto que meu bebe ira sair a qualquer momento, minha barriga está mais inchada que o normal – Maria colocou sua mão sobre a de sua filha – a noite ele não parava de se mexer.

M – isso é normal meu amor, você deve conversar com ele, não importa a hora que seja...

Estr – e foi o que eu fiz, disse que aqui tem uma família que o espera ansiosa, avós lindos, tios maravilhoso, um pai dedicado, uma mãe...

M – carinhosa que irá mima-lo demais. – Estrela sorriu

MINUTOS DEPOIS

Empresa San Román

Maria e Estevão já estavam em seu labor, ela estava na sala de Estevão revendo os contratos... Quando o interfone tocou.

Es – Amor atende pra mim, estou pegando o café – Estevão estava na mini copa que havia dentro de seu escritório... “ok” disse Maria em resposta.

M – Diga Lupita...

L – Ah senhora Martins, que está representando seu chefe da já chegou, posso permitir sua entrada?

M – claro que sim Lupita... Obrigada.

L – De nada... – desligou

M – Amor, eu vou pra minha sala – disse quando Estevão já em sua frente, pegou a xícara de café.

Es – Por que, algum problema?

M – não é que a representante de uma empresa irá entrar por aquela porta em alguns segundos, e eu te deixarei livre para que fale a vontade...

Es – Negativo senhora San Román tu ficaras comigo e verá se a proposta é boa... eu te exijo que fique, sou seu chefe e assim ordeno eu – Maria sorriu e Estevão beijou seus lábios, nesse mesmo instante tocaram na porta, eles só separam seus lábios, porém seus corpos estavam unidos. – Adiante! – a mulher entrou

Era alta de olhos claros, cabelos lisos e curtos castanho, magra, mas não muito, vestia uma calça social vermelha e uma blusa social da mesma tonalidade, aparentava ter uns 35 anos.

– Bom Dia...

M + Es – Bom Dia...

Es – você deve ser a Senhora Martins?

X – Isso, Verônica Martins – estendeu a mão para Estevão, o olhou, e logo para Maria – prazer...

Es – Eu sou Estevão San Román, como pode imaginar, e ela – apontou para Maria – é Maria San Román minha esposa...

M – Prazer em conhece-la senhora Martins...

VM – igualmente – sorriu

Es – bom sentemos então... – sentaram conversaram, analisaram as ofertas, viram como ambas empresas ganhariam lucros... “O projeto era, construir um parque de diversões onde pudessem divertir-se não só as crianças, mas também adultos e idosos, por família seria cobrado uma taxa de 20 reais, e eles poderiam ficar a tarde inteira”. 1 hora depois – o que você acha Maria?

M – eu acho uma excelente ideia, proporcionar diversão para família inteira pode ser uma forma de uni-los mais, pagar pouco pra diversão de todas as idades, eu gostei e você?

Es – se você acha que é uma ideia excelente não tenho o que discutir, todos os pontos estão bem definidos e todos levaram vantagens... Diga ao seu chefe que venha conversar comigo, assim poderemos nos conhecer e firmar o contrato.

VM – Meu chefe ele não poderá, eu estou levando a cabo esse projeto, ele está fora do país, no momento.

Es – bom sendo assim, eu digo a Lupita que te avise quando o contrato estiver pronto, assim fechamos.

VM – Está bem... – sorriu – foi um prazer conhece-los.

M – o prazer foi nosso...

UMA SEMANA DEPOIS

Empresas San Román, Verônica Martins estava lá novamente e na reunião de todos os acionistas concordaram que essa proposta traria lucros para todos, eles concordaram e Verônica assinou o contrato. Ângelo e Heitor ficaram de fora dessa reunião, eles tinham outra em que representar a empresa de seus pais.

VM – Foi ótimo fazer negócios com vocês, senhores San Román...

M – por favor, trabalharemos juntos, não precisa tanta formalidade.

VM – O mesmo digo – sorriu – bom como dizia foi ótimo negociar com vocês, e espero que tudo ocorra bem...

Es – O mesmo desejamos nós, assim que puder me encantaria falar com o Dono das Empresas Fernández.

VM – logo ele virá viver aqui em México, e não faltará oportunidades...

M – Bom, Verônica, nós iremos fazer um jantar especial hoje lá em casa, para festejar o novo contrato, como sempre fazemos, e espero que você vá.

VM – eh...

M – Aceite, você nada mais é que representante das empresas Fernández, e enquanto seu chefe não está creio que deve representa-lo em todos os sentidos, verdade?

VM – bom está bem eu irei...

M – Com a secretária, Lupita, você conseguira nossa direção e horário.

VM – Obrigada, bom eu vou indo então... Até mais...

Es + M – Até Logo...

Es – Boa Tarde – ela logo saiu. Estevão sentou em sua cadeira e puxou Maria para que senta-se em seu colo.

M – Estou exausta... – disse mexendo os pés.

Es – amor, não deves ficar tanto tempo na empresa, não se esqueça que você faz as quimioterapias pela manhã, e não podes ficar assim, trabalhando o dia inteiro, e quero que fique mais em casa, Estrela está grávida e te necessita, assim como Victoria que ainda está pequena.

M – Está me propondo que fique em casa e não faça nada?

Es – sim e não, você não irá ficar sem fazer nada, temos uma filha pequena, e quero que fique mais tempo com ela... Não quero que trabalhe muito, o necessário você pode fazer em casa, e nos casos mais necessário, que são as reuniões você vem...

M – prometo que pensarei em sua proposta chefe...

Es – bom já que sou seu chefe, eu te ordeno que faça assim.

Maria sorriu e o beijou nos lábios...

Pela Noite

A mansão San Román estava cheia, os demais acionistas já haviam chego, faltava Maria, e Verônica, Maria desceu as escadas e todos os olhares foram voltados para ela, seu vestido era preto, longo tomara que caia, de renda, com um tecido cor de pele embaixo até os joelhos, logo a renda preta caia por cima e ia até o pé, nos últimos degraus Estevão a ajudou descer...

M – Boa Noite, sejam bem-vindos. – sorriu

Es – estás belíssima meu amor... – deu um rápido beijou em seus lábios.

M – Obrigada!

Aos poucos foram chegando os demais, todos muito bem recebidos por Maria, a música era suave e calma, as conversas das mais variáveis... Logo chegou Verônica, seu vestido era casual porém social, cinza, meia taça, com um laço na única alça, até o joelho...

M – bem vinda Verônica...

VM – Obrigada Maria!

M – Bom você já conhece meu marido, agora vou apresentar-te aos demais... acompanhe-me – Maria a levou até onde estavam seus filhos – Verônica ele é Heitor, meu primeiro filho, ela Estrela, está grávida de sete meses, Ângelo, meu filho...

Ân – Adotivo... – sorri cumprimentando Verônica assim como os outros...

M – e Victoria, minha bebe – a pegou no colo, já que estava com Ângelo – filhos, Verônica é a representante da empresa Fernandez, com quem assinamos contrato hoje...

VM – é um prazer conhece-los, a mãe de vocês tem um ótimo rol para os negócios.

H – Sim mamãe é uma experta nos negócios tanto da empresa quanto da prataria.

Logo veio Carmem e Alba...

Al – Licença, Maria necessita mais alguma coisa para que eu diga aos empregados?

M – Não Alba, Obrigada... – sorriu e a segurou pelo braço levemente – Verônica elas são Alba e Carmem, tias do Estevão... Carmem, Alba, ela é Verônica Martins, com quem acabamos de fechar um ótimo contrato.

Al –Prazer – estendeu a mão para cumprimentá-la assim como Carmem.

C – Prazer lindinha...

VM – O prazer é todo meu, creia-me...

Entre conversas e conversas, chegou Camila, esbanjando glamour, todos conversavam animadamente, em uma roda se encontrava, Camila, Maria, Estevão, Estrela, Heitor, Carmem, Ângelo, Alba e Verônica, logo foram chegando Greco, Vivian, Alma que foram apresentados, Leonel e Lupita.

Em outro lado, Demétrio, Daniela, Bruno, Fabiola, e Evandro (na minha história ele não morreu ainda) estavam discutindo sobre tudo, e principalmente Maria.

No grupo 1

CM – e como vai o tratamento Maria? Não tenho tido tempo de mexer na sua fixa, clinico geral dá um trabalho...

M – Vai melhorando a cada dia, graças à Deus.

Es – Camila agora diga-me se eu tenho razão ou não: Concorda comigo que Maria deveria trabalhar menos...

M – Estevão...

Es – Não. É verdade, eu disse que ela poderia trabalhar em casa, assim pode ficar mais tempo com Victoria que está pequena, e Estrela que está grávida, a mim não agrada a ideia dela fazer o tratamento de manhã, à tarde trabalhar e à noite se dedicar a ver como estão todos, isso não ajuda em sua recuperação.

CM – Bom, Maria você é minha amiga, e eu como amiga do casal lhes digo que Estevão tem razão, eu sei o quanto você é durona quando quer algo, mas você deve relaxar depois que vem da clínica.

M – Os dois contra mim agora? – perguntou com indignação, Estrela, Heitor e Ângelo também levantaram a mão e sorriram. Verônica estava perdida, não sabia do que falavam – Ok, a partir de amanhã irei a empresa só por uma hora e meia, e não me peçam que não vá...

Logo depois de muito discutirem, os homens saíram, e as tias também, ficaram poucos ali outros foram dançar, ficaram Maria, Camila, Verônica, Estrela e Vivian.

VM – Maria, desculpa a intromissão, mas vocês falavam de tratamentos e clínicas?

Estr – mamãe está na fase final depois de uma longa jornada combatendo o câncer de mama. – Estrela que estava ao lado de sua mãe a abraçou pela cintura...

VM – OH! Perdoe-me ...

M – não precisa se desculpar, há três anos descobri o câncer, e logo em seguida que estava grávida, como pode imaginar deixei os tratamentos de lado, para ter Victoria, e a mais ou menos um ano e meio voltei a fazê-lo.

VM – Mas tudo está bem?

M – Sim, há poucos dias Camila me deu a notícia de que já tenho 87% do câncer eliminado.

CM – Me desculpem seus filhos, mas foi o melhor presente de aniversário que recebeu Maria...

Estr – “Tia” Camila – risos – isso sem dúvidas.

C – Estrela, eu não sou velha para me chamar de tia, eu estou jovem para ter sobrinhos – risos, Camila era muito vaidosa por isso nunca teve filhos, não gostava de aparentar seus 40 anos.

Estr – não seja por isso “tia” Victoria tem apenas três anos e será tia – risos

M – Camila, você que inventou esse negócio de tia, agora aguente... – Estrela e Maria ainda estava abraçadas, aduas estavam com as mãos entrelaçadas, e Estrela a apertou, Maria a olhou estranhada – o que foi Estrela?

Estr – ah! – com a outra mão colocou sobre o ventre, e apertou a mão de sua mãe novamente – Ai...

M – Estrela, o que foi? O que houve? – Maria a olhou preocupada – meu amor...

Estr – me dói, dói muito...

C – Maria ela está tendo contrações, a bolsa estourou... – disse Camila ajudando Maria a segurá-la.

2 horas depois...

HOSPITAL

Estrela teve fortes contrações, e o que mais os preocupava era que seria prematuro, 7 meses ainda, quase os 8, Greco esteve com ela no parto, ela insistiu em fazê-lo normal, Maria, Estevão e Leonel estavam nos hospital na sala de espera, enquanto Camila, a pedido de Estrela fazia seu parto. Logo de algum tempo já na espera, os três escutaram o choro de um bebê, o qual era o neto deles.... Maria e Estevão se abraçaram involuntariamente, com alegria e emoção de escutar o choro de seu primeiro neto.

Minutos depois saiu Greco todo emocionado, chorava de felicidade... Estevão logo o abraçou e felicitou, Leonel, e por fim Maria, quem o abraçou, reconfortou e lhe disse palavras carinhosas...

Gr – ele é precioso, muito miudinho, tão pequeno que dá medo pegá-lo.

M – e como minha filha está, como eles estão por ser prematuro?

Gr – Estão bem, a doutora disse que o bebe já estava preparado para vir a esse mundo, seus órgãos estão completos, funcionam perfeitamente, e Estrela está bem, mas cansada.

M – graças à Deus... – Estevão a abraçou

L – bom eu vou indo, e aviso os demais... tchau, tchau – despediu-se e saiu

Es – e quando poderemos vê-lo?

Gr – assim que a enfermeira o levar para Estrela, vocês podem entrar junto.

Alguns minutos depois de que Greco entrara no qual, eles entraram...

M – Oh minha filha, Felicidades meu amor – beijou a testa de sua filha, e logo olhou seu neto – que lindo saiu meu netinho, o primeiro...

Es – princesa, Parabéns meu amor, já não é mais minha pequenina – ele a beijou também na testa, emocionado – eres toda uma mulher já...

Estr – ai pai para, senão eu vou chorar também, obrigada aos dois por estarem aqui comigo... Os amo muito...

M – e nós também te amamos muito filha... – Estevão foi conversar com Greco enquanto Maria ajudava Estrela...

Estr – como faço? Ele irá se afogar desse jeito...

M – amor, não vai, creia-me, ele estará confortável assim, e conseguirá mamar tranquilamente...

Estr – Mas é que... – Estrela olhou pra sua mãe, ela espera que Estrela retruca-se e tirasse suas dúvidas – Ai, não posso discutir com a mulher que teve três filhos já, tem razão irei fazer como disse...

M – e qual será o nome desse bebezinho lindo? – massageando suas bochechas coradas.

Estr – mãe como que qual será o nome? O nome do meu avô, seu pai, com certeza, Carlos Renato.

M – Filha... – emocionada

Estr – mãe eu já lhe havia dito...

M – Sim perdoe-me, mas eu havia esquecido com os últimos acontecimentos...

Estr – Carlos Renato San Román de Fernández…

M – e não vão colocar o sobrenome de Greco?

Estr – Achamos melhor seguir a tradição da família, e bom se acrescentássemos o sobrenome dele ficaria muito comprido...

Dois dias depois...

RESTAURANTE DA CIDADE

Telefonema On

Xx – Mas então como ela é? Se casou? Na verdade quero saber por quê você não entrou em contato comigo antes?

X – me desculpe, você sabe que eu não gosto de mentiras...

Xx – Verônica, Verônica, faz isso por mim sim? Comece logo pelo começo...

VM – Bom quando cheguei nas empresas San Román, não sabia o que me esperava, logo quando fui para falar do suposto contrato encontrei um homem e uma mulher quase se beijando... Era ela, Maria San Román de Fernández e seu esposo Estevão San Román, eu consegui fechar o contrato com eles, acharam a proposta excelente. Uma semana depois nós assinamos e ela me chamou para uma festa para comemorar o fechamento do contrato. Eu me fingi de quem não era desse rumo para não aparentar ser oferecida, mas logo aceitei.

Xx – e o que mais? Estou ansioso para saber mais dela...

VM – como disse ela é casada, tem quatro filhos, dois homens e duas mulheres, um é adotado, Heitor o mais velho, é casado com Vivian Souza, Estrela, casada com Greco Sanchez e à dois dias deu a luz ao um bebe menino, de nome Carlos Renato San Román de Fernández, Ângelo o adotado, casado com Alma Bueno, e Victoria de três anos.

Xx – UAU! Quatro filhos? Bom algo à mais que devo saber?

VM – ela está em fase de recuperação, está terminando de vencer câncer de mama, sua porcentagem é de mais de 88% de remoção do câncer.

Xx – câncer?

VM – Sim câncer, eu também me surpreendi pois ela não aparenta quem faz quimioterapias, radioterapias, essas coisas você sabe...

Xx – mais alguma coisa?

VM – bom por enquanto só descobri isso, ela também é dona de uma das melhores pratarias, assim que eu descobrir mais, eu te ligo...

Xx – Obrigado, você sabe que pra mim é muito importante saber tudo sobre essa mulher, não vejo a hora de tê-la por perto!!!

VM – Vai com calma aí, garoto!

Xx – Obrigado mais uma vez Veh... te recompensarei por esse trabalho.

VM – Sabe que faço com muito gosto, somos amigos, e pra isso serve eles...

MANSÃO SAN ROMÁN

Estr –Mãe, eu tenho medo ele muito pequenininho, olha como é diminuto...

Maria riu pelo comentário de sua filha – Vem, deixe-me isso pra mim, assim você aprende, você é mamãe de primeira viagem e não tem muita prática – Estrela deixou sua mãe segurando Carlinhos, para banhá-lo e ficou ao lado olhando-os – Viu como é fácil, só põem a mão por baixo desse corpinho diminuto como você diz, e com a outra mão o banha.

Estr – me diz que é fácil porque tem TRÊS filhos, que não se esqueça disso. Sabe pra falar a verdade eu não queria – embolou o bebe na toalha quando Maria o tirou, sua mãe seguiu com ele no colo e foi até o trocador, Estrela foi atrás – eu não queria ter tido filho tão cedo, mas aconteceu.

M – Estrela por favor, pensasse nisso antes, agora já é tarde. Vocês eram casados, tinham relações sexuais, se não se preveniam obvio que resultaria em um bebe.

Estr – nem me lembre, ok?

M – Ei deixa desse estresse, sim? Eu sou sua mãe, e como tal eu te digo a verdade, e pode até ver como um “puxão de orelha”. Agora terá que amadurecer e dar o melhor pro seu filho, eu estarei para vocês sempre que precisarem, porém eu quero que você conclua o que me prometeu, que iria mudar e que seu filho não seria mimado, ao extremo para sempre que quiser ter tudo.

Estr – me desculpe mamãe, mas, cansa muito ser mãe não?

M – para mim ser mãe é a coisa mais maravilhosa do mundo. Eu te perdoo, você está naqueles dias e bom, ficará ainda por um largo tempo.

Estr – quanto tempo mais ou menos?

M – Quarentena Estrela, quarenta dias mens...

Estr – ai por favor... não me diga isso. – sentou-se na cama, ao lado de sua mãe, que agora entregava o bebe para que ela o amamentasse.

– Mama, mama... – entrou Victoria no quarto, Maria a colocou sentada no seu colo

M – o que foi minha princesa?

Estr – achei que sua princesa era eu...

Maria riu, e acariciou seu rosto – vocês são minhas princesas, as amo por igual.

V – Papa tá chamando, mama...

M – e o que ele quer meu amor?

V – eu num chei – “não sei” – eli disse qui é impoitanti – “ele disse que é importante” – gamo? – “vamos?”

M – meu amor eu já volto – beijou a testa de Estrela e saiu com Vicky no colo, Maria desceu a escada –Amor o que é tão importante assim?

Es – vida, bom Verônica veio deixar esse presentinho pra Carlinhos, e chegou esse envelope pra você, diz “extrema importância” e está com seu nome.

M – Obrigada amor, Verônica, não quer subir e entrega-lo para Estrela, ela está no quarto.

V – Bom sendo assim eu subo...

M – Rebeca – chamou, e ela logo apareceu – leve a Senhora Martins, ao quarto de Estrela, por favor! – elas logo subiram – bom deixe-me ver o que é isso – pegou o envelope da mãe dele, e o mesmo pegou Victoria no colo – bom, a ler...

“Já está na hora de toda essa história acabar, você talvez, por algum motivo Deus a trouxe de volta. Não só para complicar a vida de uns, mas também para fazer feliz à muitos, espero estar fazendo o correto e não me arrepender depois. Sei que tens batalhado muito para alcançar essa vitória, e também sei, que não será um detetive privado que encontrará o que você quer. Esse segredo, esse maldito assassinato causou muita dor e obsessão a todos, inclusive a você e sua família. Em algum momento eu sei, agi mal e te peço com toda a sinceridade perdão, eu já não sou o (a) mesmo (a). Mudei e agora vejo tudo com claridade.

A família que você tem hoje merece se libertar dessa angústia, desse desespero por encontrar algo que você jamais conseguiria. Neste DVD que acompanha a carta, mostrará claramente o verdadeiro assassino de Patrícia, e espero que, chegue à tempo. E se por algum motivo não chegar em suas mãos dentro de um mês Maria, não se preocupe, eu tenho outra cópia com uma pessoa de confiança, só espero que você veja, e possa ser feliz.

Ass: Desconhecido”

Es – Maria, amor por que choras?

M – Preciso de um DVD.

Es – um DVD? Pra que Maria?

M – eu preciso de um DVD RÁPIDO – disse nervosa caminhando até a sala onde tinha uma TV de tela média, com um DVD, colocou o CD que havia juntamente com a carta, e ligou a TV.

Es – Maria o que é isso? – ela não respondeu deu uns passos para trás, e se abraçou ao esposo a fita começou a rodar e eles ficaram em silêncio, o rosto de Maria estava um mar de lágrimas.

“DVD”

“Patrícia – O que quer estúpido? – disse abrindo a porta do quarto”

“XxxxxxX – Patrícia, Patrícia, mais respeito ou posso te...”

“Patrícia – te o que? Matar? Você não é homem suficiente para isso, meu querido Demétrio”

“Demétrio – aí é que você se engana, querida”

“Patrícia – você não irá atirar porque você é gay, e isso te faz menos homem, te faz covarde, idiota que nem satisfazer uma mulher pode, seu im...” – Demétrio atirou nela, uma, duas, três vezes.

“Demétrio – Ai o que eu fiz? O que eu fiz? Não era pra ter te matado estúpida, mas você pediu, idiota, se não tivesse me humilhado de novo, isso não teria...

“XxxxX – Patrícia? Você está aí? Posso entrar? – Demétrio rapidamente apagou as luzes e foi para o closet se esconder – Patrícia, está tudo bem? – perguntou Maria entrando – Patrícia? – acendeu as luzes – Patrícia, escutei um barulho, está...? PATRÍCIA! – exclamou alto, logo se ajoelhou ao lado do corpo de Patrícia – Patrícia, Patrícia, diz algo por favor... – Maria olhou para o lado e viu a arma, ela pegou – alguém esteve aqui...”

Estevão colocou Victoria no chão e chamou Transito para que desse uma olhada nela, abraçou Maria fortemente que chorava desolada... seu choro era de vitória, descanso, paz, justiça, felicidade, e rancor. 17 anos da sua vida pagou por um crime que jamais houvera cometido, e mais 3 anos sem poder dizer ao seus filhos que era sua mãe.

Es – perdoa-me meu amor – chorava junto a ela, mais por vergonha, irritação e desamor com si mesmo – perdoa-me por não haver acreditado em você, perdoe-me por essas e as demais coisas más que te fiz... Perdoe-me por não ter sido um bom marido, amigo, companheiro.

M – Estevão...

Es – eu sou um idiota, imbecil que não merece seu amor...

M – Amor, já passou, eu te perdoei, te perdoo, e sempre te perdoarei, eu te amo mais que tudo – beijou seus lábios...Sem que eles notassem Victoria estava presente, e pegou o controle na mão, sem saber no que mexia, voltou o vídeo, desde o momento que Patrícia o chama de “gay”. Nesse preciso momento Veronica descia a escada, e viu perfeitamente o que aconteceu.

Maria sem a ver ainda...

M – Mal... – Maria ia maldisser ele, mas viu que Vicky estava presente — Desgraçado, Demétrio você terá o que merece, eu não paguei “vinte anos” por um crime seu, e agora você ficará impune, negativo, amor vamos a delegacia comigo?

Es – Claro que sim Maria, mas e Estrela? Ela está sozinha conosco, como ela ficará com Vicky e Carlinhos?

– Com licença? – Maria e Estevão se voltaram para trás, Maria rapidamente secou suas lágrimas – bom eu, eu já vou indo, vim me despedir.

Maria olhou para Estevão, o mesmo a olhou.

M – Verônica será que você poderia ajudar Estrela, a cuidar das crianças um momentinho só? Nós temos que ir à delegacia, mas estaremos aqui rapidamente.

VM – claro que sim Maria, mas algum problema?

Es – não exatamente, mas é algo pendente que temos que resolver.

15 minutos depois...

Estr – mas ela não disse aonde iria?

VM – bom, sim, mas...

Estr – diz logo Verônica, não me deixe angustiada.

VM – Bom ela foi a delegacia com seu pai, eu, eu não sei porque, mas na TV passava um vídeo de alguém matando uma pessoa, era um travesti, matando uma mulher, uma tal Patrícia com três tiros.

Estr – QUE? Patrícia? Era esse o nome?

VM – Sim, sim eu tenho certeza do que ouvi, mas quem é ela? Por que a mataram?

Estr – bom, eu vou te contar porque você já faz parte da empresa. Minha mãe passou 17 anos presa em Aruba, a acusaram de ter matado essa Patrícia, mas ela sempre disse que não havia atirado. Agora à 3, 4 anos ela saiu da cadeia e veio em busca de justiça, sofreu vários atentados. Mas quem pode ter enviado esse vídeo para minha mãe? Quem entregaria assim de bandeja o assassino?

VM – Sua mãe estava presa?

Estr – sim, injustamente mais estava.

DELEGACIA

– Senhora San Román por favor se acalme, nós já entramos em contato com a delegacia de Aruba, e eles já estão mandando sua escolta para cá, enquanto isso nossos policiais já estão com ordem de apreensão para o Senhor Demétrio, logo ele já estará preso. Com isso iremos fazer uma auditoria nas contas bancarias que ele administrava, assim como nas empresas San Román onde ele trabalhou.

Es – eu, eu ainda não posso acreditar de que Demétrio foi capaz...

M – Pois foi, a justiça está sendo feita... eu mereço me limpar disso tudo que me fez, faz mal.

De – Senhora tenha certeza de que a prisão de Aruba irá lhe dar uma boa indenização por tudo que passou.

M – Delegado, nem todo o dinheiro do mundo poderá me devolver 17 anos de minha vida, vinte anos sem meus filhos, marido, sem minha família.

MANSÃO RIVERO

DE – mas por que qual o motivo dessa prisão? Eu não fiz nada, sou inocente...

P – Está o senhor preso pelo assassinato da Senhora Patrícia Ibáñez. Não resista a prisão, e fique calado, tudo que diga será utilizado em contra de vós.

Da – Não, não podem o levar assim nada mais – dizia Daniela histérica – deixe-o, não toque nele... – batendo em um policial

P – Senhora controle-se, se não ficará presa por agressão à autoridade. – Demétrio já estava algemado o levavam para a delegacia.

Da – Dé, eu, eu vou em seguida, levarei o melhor advogado, fica calmo.

15 minutos depois, DELEGACIA

M – Maldito, desgraçado por tua culpa passei 17 anos de minha vida – Maria estava alterada, nervosa demais e não conseguia controlar suas emoções, tentava bater em Demétrio, mas era impedida pelos guardas que estavam na frente dele, e por Estevão que tentava segurá-la – passei quase vinte anos longe de meus filhos, do meu marido, da minha família por tua culpa, estúpido, imbecil, te odeio Demétrio, te odeio.

De – Ai que, estás louca ou o que? Tirem essa velha daqui, estás molestando-me.

Es – Já, já, Maria não vale a pena, deixe que a justiça faça-se cargo dele, não te atormentes mais meu amor... – Estevão a virou e a abraçou, a mesma aprofundou o abraço, seu choro era descontrolado e ofegante. – vamos para casa, sim? Não há mais nada que possamos fazer. – Maria não respondeu só deixou-se ser guiada por seu Marido.

2 horas depois... Estevão havia levado Maria para casa, dado um calmante e ela logo dormiu, Estevão chamou os demais a sua casa para estarem lá as 17:45 ... Leonel, Fabiola, Bruno, Evandro, o Padre, suas tias, e fora seus filhos que estariam ali.

Maria havia descansado um pouco desde que havia chego da delegacia, tomou uma ducha bem relaxante após ter acordado, e se arrumou, ficou em seu quarto vendo fotografias de seus filhos quando pequenos, e junto as de Victoria, que acabara de entrar em seu quarto e a viu “chorando”.

V – Poi que chola mama? – “Por que chora mamãe?” perguntou Vicky entrando no qual e sentando no chão na frente dela. Maria logo se assustou-se quando a viu.

M – amor – ela rapidamente removeu suas lagrimas e pegou Vicky no colo – a mamãe chora de felicidade – mentiu pois a pequena não entenderia o motivo por qual chorara, apertou sua filha em um abraço caloroso – a mamãe te ama muito, minha pequena.

V – eu também ti amo mama... – beijou a bochecha de sua mãe.

M – está com fome, amor?

V – To, com soninho mama...

M – Oh soninho, mamãe vai te fazer dormir, vem – Maria tirou o álbum de cima da cama e arrumou, ela junto à Victoria se aferraram em baixo daquelas cobertas... Maria contou uma história curta, mas perfeita aos ouvidos de Vicky, ela logo dormiu no meio da história de princesas.

Notas finais
O que acharam? Quem será esse novo personagem que ainda não se revelou? Será mais um "apaixonado" por Maria ou Não? Desculpem-me qualquer coisa... #Comentem #Recomendem #Favoritem Obrigada Beijos !