Historia De Un Amor II - LM

3 Capítulo - "Revelações"


Notas iniciais
Espero que gostem meninas Boa Leitura

V – Creio que, quem tem que, dizer alguma verdade aqui é vocês, e não eu... Por que eu teria algo à dizer?

Mai – Vicky... – sussurrou seu amigo.

Es – Não entendo, que verdade temos que dizer? Dá para deixar de rodeios e ir direto ao ponto?

V – Como por exemplo quem... – “Victoria” seu amigo novamente a chamou, sabia que ela cometeria uma besteira, mas não pôde impedir, e seus familiares perceberam isso. Perceberam que Maicon não conseguiu deixa-la com a boca fechada – Podiam começar dizendo por exemplo quem é meu verdadeiro “papai”.

Seus irmãos olharam entre si, em estado de shock, assim como Maria e Estevão. Sua mãe estava sem reação, “Coo...como ela descobriu?” era o que se passava pela mente de todos.

M – O.... o que você disse? – As lágrimas de Maria se acumulavam como golpes.

V – Ai por favor, não finjam... Eu sei que ele – olhou pra Estevão – não é meu pai, eu escutei vocês conversando, naquele dia mesmo que eu cheguei da faculdade e não fui dar boa noite a vocês. Eu havia chego cedo, com o maior entusiasmo para pedir para dormir com meus pais, para passar um tempo a mais com eles, e o que eu escuto? Que minha mãe não tinha certeza de que você era meu pai... Uau perfeito! Não é todos os dias que se descobre que você viveu metade de uma vida debaixo de uma mentira.

Mai – Victoria... – a segurou pelo braço, mas a mesma se soltou-se

V – Me deixa “Bi”. – “BI” de “bissexual” – Eu tenho direito de saber quem realmente sou, quem é meu pai. O modo como me visto, era só para mostrar a vocês que eu não suporto a mentira, e vocês mentiram pra mim, sabem que não suporto isso – disse deixando algumas lagrimas sair – Vocês simplesmente foram hipócritas por 18 anos, está certo que quando eu era pequena não tinha como saber, ou entender essas coisas, mas e depois? – Ela esperou um pouco, mas ninguém se manifestou, estavam todos abismados – Não vão falar nada? Permanecerão debaixo dessa falsidade? Mãe, não irá me dizer a verdade?

Es – Eu não te permito que fales assim, a mim não importa se você tem ou não meu sangue, eu te amo como minha filha, e é isso o que você é pra mim.

V – Você não entende... Nunca entenderam! Assim como eu quero saber quem é meu pai, meu...

Mai – Victoria... – seu amigo a virou para si – tem certeza de que quer falar? — ela assentiu com a cabeça e virou novamente para eles, os olhares de todos estavam sobre ela.

V – Assim como eu quero saber quem é meu pai, meu... meu filho também terá o direito de saber quem é o seu. – Victoria jogou sua bolsa da faculdade no chão, olhou pro seu amigo, ela fez um movimento brusco, o qual começou a tirar sua blusa...Ao tirar, todos virão que ela estava com um corselete – “corselete/corset” é tipo uma “blusa” que deixa a barriga “definida” – Ela estava com esse corset preto, e em seus seios bem avantajados um sutiã da mesma tonalidade. Ela fez um sinal curto, e seu amigo começou a desabotoá-lo. Sua barriga de “definida” tornou-se em um pequeno redondo, onde deixava claro que estava grávida.

Estr – você está grávida!

V – Não, não... Imaginação sua Estrela, estou engordando.

Mai – Pega leve Vicky, tua irmã só está surpresa.

V – Agora já sabem verdade? Pois bem, quando queiram me dizer a verdade, sabem onde me encontrar – ela juntou sua bolsa do chão e começou a subir a escada – Vem “BI” – O garoto deu meia volta e a seguiu.

Ao torno de duas horas depois, Maria havia chorado mais que qualquer outra pessoa nesse mundo, Estevão tentou consolá-la, mas foi quase impossível... Do que sim tinha certeza, era que, jamais contaria a verdade a sua filha, custe o que custasse.

Maicon, o Bi, já havia ido embora. O jantar havia atrasado por causa disso, de toda a revelação. Carlos chegou da casa da avó Socorro e já foi dormir, assim quem estava na mesa eram, Maria, Estevão, Estrela, Heitor... Greco e Vivian que já estavam sabendo do acontecido, estava um clima tenso, e piorou quando Victoria entrou na sala de jantar.

– Boa Noite – Maria, Heitor, Greco e Vivian responderam os demais não, ela estava com um short jeans preto, meias calças da mesma cor, porém “rasgada”, uma blusa cinza solta caindo pelos ombros, cabelo feito coque. Maria a olhou, e foi inevitável, reparou em seu pequeno ventre. “Grávida, meu Deus!!!” – pensou Maria.

Eles já estavam jantando à cinco minutos, e como Victoria não jantava em casa eles nunca a flagraram sentido náuseas, o que de costume acontecia de noite, ou madrugada.

Estevão como sempre iniciou a “conversa”.

Es – Victoria, não quero mais aquele seu amigo esquisito aqui. – disse ele, Victoria que levava o talher a boca, interrompeu sua ação, e o olhou desafiante.

V – Ele não é esquisito, estamos no século XXI, qual o problema dele não gostar de mulher?

Es – Nenhum, tanto que não venha à minha casa.

V – Isso se chama preconceito... O que faria se eu gostasse de mulher? Me expulsaria da “sua casa?” – perguntou com ênfase.

Es – O fato é que você não gosta, e isso é suficiente. Você está grávida não? Quem é o pai? O Pedro, por isso ele terminou com você? – ela simplesmente fez como se não houvesse ouvido as últimas frases.

“Camarão! Droga, odeio isso... Principalmente esses enjoos” – Victoria levantou-se, tentou manter sua discrição, mas foi inevitável; os olhares estavam sobre ela, e olharam ela indo rapidamente em direção ao banheiro com a mão na boca. Quando ela voltou ninguém fez algum comentário sequer. Esse era o pior jantar, disso ninguém tinha dúvidas.

Es – Então, pode responder? – “Que saco, essa cara não vai me deixar em paz, não?” Maria se limitava à ouvir, não suportava a forma na qual sua filha agia.

V – Não tenho porquê responder. – Levou o talher a boca.

Es – Tem sim, e muito. Não se esqueça que você está debaixo do meu teto, vivendo da mordomia que eu te disponho, comendo da comida que eu coloco na mesa. – Victoria no mesmo instante parou de mastigar o alimento. – Quem é o pai? Pedro? – Ela o olhou novamente desafiante, seu olhar era digno de quem iria aprontar, Olhou para todos na mesa, todos a observavam, parou seu olhar em seu... “pai?”

Ela cuspiu todo o alimento mastigado da boca ao prato, os demais olharam com tal surpresa que não podiam crer. Ela levantou-se com dignidade e os afrontou.

V – Fique com sua casa, com seu dinheiro, com sua comida, com sua FAMÍLIA. Já entendi o recado de tanta provocação. A bastarda aqui está indo embora agora mesmo – Os demais ficaram com a boca aberta, ela falou isso com tanta frieza e revolta... Ela estava com raiva por ninguém a entender, que de seus olhos começaram a sair lágrimas – E não, não é o Pedro o pai de meu filho... Seja quem for não chegarei a mentir para ele como fizeram para mim. – Ela deu meia volta para sair, mas girou novamente o corpo sobre seu salto e olhou com ressentimento para todos, principalmente para sua mãe – Naquele mesmo dia que descobri ser uma bastarda, no dia que ia pedir para dormir com meus supostos pais, sentindo que era amada, e que pelo menos meus pais se importavam comigo, porque agora já duvido que também seja você minha mãe, naquele dia que saí cedo na universidade... Eu... – suas lagrimas impetuosas saiam sem permissão – Que, eu... – ela levantou a cabeça e olhou todos ao mesmo tempo – que eu fui abusada, tudo que eu queria era estar com vocês, mas qual foi a minha surpresa? – disse com sarcasmo. — Que não era sua filha, e que já não confiava em vocês para desabafar toda minha dor. E aquele que você chamou de esquisito, foi o que esteve comigo todo esse tempo, me ajudando a segurar essa barra. Primeiro um namoro terminado, depois um abuso e em seguida descobrir que você simplesmente não é ninguém, que seus pais te mentiram. Isso realmente – ela bateu com força sua mão na mesa, de raiva — É o que toda garota sonha para seus 18 anos. – Os outros não sabiam o que falar, dizer, como agir, tanta coisa dita em menos de 10 minutos, que ficava difícil pensar, mas Maria levantou-se secando as lágrimas e foi abraçar sua filha.

Mas ela retrocedeu dois passos, evitou o contato.

V – Não me toque, você traiu a confiança que tinha em ti. Todos traíram, e é por isso que eu vou embora, porque não suporto viver com vocês... Não suporto ver Estrela e Heitor e saber que eles têm um pai e uma mãe, de verdade. E quanto à mim, como já disse; uma bastarda que agora tem dúvidas, que não confia em ninguém, principalmente vocês dois. Ah! – Olhou para Estevão – Não se preocupe, não vou levar nada que tenha vindo do SEU dinheiro, Senhor San Román. – e saiu.

Ao torno de 30 minutos depois, Victoria estava descendo os degraus com uma mala, de tamanho médio, ali tinha toda a roupa que ela mesmo havia comprado, sapatos, maquiagens e acessórios, realmente só o necessário. Greco e Vivian sabiam que aquilo era assunto de “Família” então se retiraram, ficando só Heitor, Estrela, Estevão e Maria. Estrela e Maria eram as que mais choravam, Estevão ficou muito impactado com a notícia, mas nem por isso ele podia ceder, Heitor, ficou com muita raiva mesmo, de saber que sua irmã caçula fora abusada.

Notas finais
Não me matem, mas não tinha como eu fazer diferente, Victoria sofrendo o que sofreu, entenderia a dor da mãe. #comentem # recomendem #favoritem #please @zombie_gs