Histórias de um xamã anonimo
2 2- Um começo ?
Eu estava no trabalho e como mais um dia massante e como sempre passei pela portaria pela milésima vez, sempre olhando aquele rapaz sério, calado…reparei que ele ouvia uma banda de rock que eu conhecia e usei pra puxar um assunto com ele, que me atendeu sempre formal e coisa do tipo mas demonstrando ser diferente do que eu imaginava.
Ele era baixinho, caladão (nunca havia visto falar algo), tinha quase uma postura militar e isso me intrigava bastante pois ele era algo que eu sempre o via e estando tão perto se encontrava tão longe mas ele era uma boa pessoa ao menos parecia e eu precisava ver qual era a dele já que trabalhávamos no mesmo lugar e eu a cada 2 dias me deparava com ele, as vezes precisando pedir alguma informação.
Certo dia enquanto passava eu o vi ouvindo rock no celular, achei que seria uma boa oportunidade pra puxar um papo e ver mais de perto como era aquele rapaz. Cheguei e comecei a puxar assunto sobre a musica e ele foi bem receptivo e conversamos bastante, peguei o msn dele e descobri que morava perto da minha casa, tinha a mesma faixa etária da minha, definitivamente era um cara legal e nos tornamos amigos e um certo dia ele veio com um papo estranho sobre índios que não se permitem tirar foto pois buscam a foto custe o que custar para destrui-la pois acredita que a alma fica aprisionada na foto. Achei o papo estranho mas ele perguntou minha opinião e eu dei umas respostas bem superficiais então ele com um sorriso no rosto mandou eu pensar na resposta que eu teria um tempo e aquilo acabou me incomodando, aquele sorriso de algum modo era intrigante e eu sabia que havia algo a mais ali.
Depois disso passamos a conversar bastante sobre religiões, seitas, práticas e esse tipo de coisa, relatei minha incompatibilidade com o catolicismo pois foi algo que minha família impôs quando eu era mais jovem e não tive muito a fazer pois minha vontade não era levada em conta, falei um pouco de espiritismo pois era a única coisa que sabia além do catolicismo básico que absorvi.
Tempos depois desse nosso novo assunto periódico, tive um sonho esquisito e ouso dizer que foi meu primeiro sonho lúcido:
Estava a entrar num prédiozinho de 4 andares, meio caidinho…quando ouvi uma senhora dizer: “-you, get out here, i’m scared.”. Titubeei por uns segundos, até porque não estava preparado praquilo mas decidir ignorar e adentrar ao prédio. Em seguida ouvi um “TIC” um pouco alto e parei pra ver daonde vinha aquele som estranho de repente veio um gato correndo e logo depois um homem, ambos correndo em disparada„,fiquei a olhar sem entender muito e dei mais alguns passos até que ouço de novamente o “TIC” e eles passam de novo dai eu parei e encostei na parede e fiquei a reparar e num intervalo constante aconteceu o mesmo mais duas vezes até que na terceira eu me preparei e peguei o gato que ficou agitado e o espirito parado atras quieto, soltei o gato com medo de ser arranhado e então ambos continuaram a correr e continuei de espectador até que peguei uma madeira no chão e esperei novo “TIC” para poder “bater” no homem que corria atras do gato e então o barulho tocou, o gato passou e eu baam….nada consegui pois passou por dentro dele, fiquei um pouco confuso e ele só parou e me fitou, me senti desesperado pois seus olhos eram fundos, sei lá..parecia não ter fim como o céu e me exigiu uma grande pressão no peito, se virou e continuou o seu circulo “infinito” atras do gato. Finalmente cheguei no quarto andar onde morava esse tal menino que se tornou meu amigo no qual fui visitar e por um breve momento pude escolher se eu tocaria a campainha ou sairia dali apavorado como estava, decidi ficar e tocar.
Toquei a campainha e então veio um cara gordo que identifiquei ser o pai dele (diferente da vida real pois o conheço), quando entrei vi uma moça que identifiquei ser a mãe mas não lembro muito dela mas com certeza era diferente, uma versão dele feminina que julguei ser a irmão (?) e finalmente ele que era identico a não ser pela barba grande e o jeito engraçado de andar, com os joelhos pra frente. Nos despedimos do pessoal e saimos do apartamento, não sei porque cargas dagua ele teve um mal estar quando o gato e o espirito passou e caiu desmaiado, eu abaixava e orava por ele um credo católico e a cena se convertia em uma luz branca. Acordei em seguida com a luz do quarto acesa e minha tia se desculpando por ter ligado a luz.
Desde então a vida passou a ser um tanto quanto…..”diferente”.
Fale com o autor