No hospital:

O médico leva Armando para uma sala, ele pede para que Armando se sente.

Armando está tão nervoso que não escuta o que o médico fala.

—Doutor, como está a minha esposa e o nosso bebê?

—Olha a dona Beatriz chegou aqui com um quadro de hemorragia no útero, parece que ela recebeu algum golpe forte na barriga. E como ela está de oito meses de gestação, tivemos que fazer o parto pré-maturo do bebê.

Armando sente que seu mundo cai ao ouvir o que o médico falou.

—Como o bebê não estava totalmente desenvolvido, ele está na incubadora, vai ficar lá por alguns dias. Mas ele vai ficar bem. E sua esposa perdeu muito sangue na cirurgia, a levamos para a uti, onde ela vai ficar por alguns dias até que melhore ou não.

—O que o senhor que dizer com esse ou não? A possibilidade...

—Infelizmente sim, tem grande possibilidade que ela não resista.

Armando ao ouvir isso começa a chorar alto sem parar, ele cai no chão com as mãos na cabeça.

—MEU DEUS NÃO, NÃO LEVA A MINHA BETTY!

—Senhor, tente manter a calma, vamos esperar que tudo de certo. O médico fala colocando a mão no ombro de Armando.

—Gostaria de conhecer o seu bebê? O médico pergunta para Armando.

—Eu posso vê-lo?

—Sim, vamos a uti neonatal. Já tem nome?

—Desculpe doutor, mas não sei o sexo do bebê ainda. Era pra ser uma surpresa.

—Entendo, então vamos e lá o senhor descobre.

— Ok! Armando se levanta e limpa o rosto.

Nas ruas de Bogotá:

—Senhor isso é um absurdo, como essa corrida deu tudo isso? Fala Patrícia para o taxista.

— É isso mesmo, senhora, o taxímetro está apontando 50 pesos.

—Mas eu não tenho todo esse dinheiro!

—Se não tinha o dinheiro por que pediu um taxi? Vamos senhora pode me pagar agora mesmo!

— Já disse não tenho, o que eu tenho aqui são 10 pesos! Tome.

—10 pesos? Mas isso não dá nem pra ir até a esquina. Senhora eu vou chamar a polícia.

Patrícia ao ouvir a palavra “polícia” abre a porta do taxi e sai correndo desesperada pela rua.

— EI VOLTE AQUI, PEGUEM ESSA LOIRA! LADRA! O taxista grita ele tenta correr atrás de Patrícia mais desiste.

—Ah, deixa pra lá! Ele entra no taxi e segue viagem.

Patrícia da a volta no quarteirão esperando que o taxista não venha atras dela. Ao perceber que ele não está vindo, ela volta para a portaria do prédio onde seu pai mora e sobe para o apartamento.

Na Ecomoda:

—Meninas e aí alguma notícia da Betty? Pergunta Nicolas ao sai da sala.

—Nada ainda, já ligamos pro seu Armando, mas o celular dele está desligado. Fala Aura Maria.

A porta da presidência abre e Roberto sai de dentro com Camila.

— Aura Maria, a Camila e eu vamos ao hospital, pra saber como a Betty está. Por favor qualquer ligação sobre o lançamento ligue direto pro meu celular.

—Sim seu Roberto!

—Enquanto a Betty estiver internada, eu vou assumir a empresa. O Armando não vai ter cabeça pra dirigir a Ecomoda! Roberto fala para Camila.

—Seu Roberto, sei que não é da minha conta, mas o que precisar conte comigo! Nicolas fala se aproximando de Camila.

—Sim Nicolás eu agradeço sua ajuda, agora mais que nunca vamos ter que nós unirmos para salvar a Ecomoda!

No hospital:

Armando entra na ala neonatal, ele veste roupas especiais, para conhecer o seu pequeno bebê.

—Ali está! o médico aponta, para uma incubadora.

Armando se aproxima devagar, ele coloca as mãos no vidro e uma lagrima escorre de seu rosto.

—Oi mi amor. Seja bem-vindo ao mundo Jorge Enrique. Papai te ama muito, a mamãe logo vai estar com você mi amor!

—O senhor quer segurá-lo? Pergunta a enfermeira.

—Eu posso? Não vai afetar...

—Não, é só o segurar com cuidado. Sente-se naquela cadeira que eu o coloco no seu colo.

Armando se senta na cadeira, e a enfermeira pega o pequeno Jorge no colo, ela leva até Armando que com todo cuidado segura o pequeno.

—Meu Deus, você é tão pequeno mi amor.... perdão, perdão mi amor por minha culpa sua mamãe não está com você no colo agora. Mas eu prometo que vou fazer de tudo pra que sua mamãe fique boa logo e conheça você. Eu te amo meu filho!

No pronto socorro do mesmo hospital:

A viatura chega com Daniel dois policiais e o delegado Dylan. Atrás Marcela chegar em seu carro e para logo atras da viatura.

O delegado Dylan desce do carro e abre a porta para Daniel saia de dentro. A entrada do pronto socorro está cercada de reportes que enchem o delegado e Daniel de perguntas.

—Doutor Valência por que fez isso? Pergunta uma repórter

—Sua intenção era acabar com a Ecomoda? Pergunta outro repórter

Os policiais fazem um cordão humano para que Daniel Dylan e Marcela possam passar.

Depois de vários empurrões e apertões eles conseguem passar.

—Você, faça a ficha do doutor Valência. Fala Dylan para um policial que estava ao seu lado.

—Sim senhor!

—E você, sente-se! Fala Dylan com Daniel.

Daniel se senta e Marcela se senta ao seu lado.

—Marcela, ligue para o santa maria. Eu preciso de um advogado.

—Já liguei, mas ele não aceitou pegar o seu caso Daniel!

—Como assim, aquele desgraçado...

—Não se preocupe. Eu chamei outro advogado ele deve estar a caminho.

Poucos minutos depois, Daniel é chamado pelo médico para ser examinado.

Dylan o acompanha até o consultório.

— Não precisa vir atrás de mim, não vou fugir pra lugar nenhum.

—Protocolo da polícia senhor Valência. Dylan fala se aproximando de Daniel.

Daniel entra no consultório. O médico começa a examinar Daniel.

O celular de Dylan toca. _ Com licença Dylan fala ao sair para atender a ligação.

O médico continua a examinar e Daniel fala. _Quanto o senhor quer pra me deixar fugir doutor?

No hospital:

—Senhor, preciso colocá-lo na incubadora. A enfermeira fala se aproximando de Armando.

—Certo, a senhora sabe quando vou poder ver minha esposa? Armando fala entregando o pequeno Jorge.

— Não sei, o senhor tem que perguntar ao médico que está na uti.

—Certo, vou até lá. Obrigado! Armando chega perto da incubadora e fala. _Mi amor, fique bem, papai te ama muito.

Não se sabe se o bebê entendeu o que o pai falou, ou se foi somente um reflexo, mas Armando podia jurar que seu pequeno bebê sorriu pra ele.

Armando sai em disparada para o local onde era a uti. Chegando na porta ele tocou a campainha e uma enfermeira saiu.

—Por favor eu gostaria de ver a minha esposa.

—Qual é o nome dela?

Beatriz Pinzón Mendonza.

A enfermeira olha em sua prancheta e responde. _Ela acabou de chegar da cirurgia. Vou perguntar ao médico se pode receber visitas, espere aqui.

Ela fecha a porta.

Armando tenta olhar pela janela quando sente uma mão em seu ombro. Armando se vira e vê Catalina.

—Oi Cata, desculpa eu...

—Eu entendo Armando, me conta quais são as notícias.

— O meu filho nasceu, tiveram que fazer uma cessaria de urgência a Betty teve sangramento por causa de uma hemorragia. Ele está na incubadora agora, a Betty está na uti, perdeu muito sangue e passou por uma cirurgia de emergência o estado dela é grave.

—Ai Armando, eu sinto muito.

—Isso tudo foi minha culpa Cata... se a minha Betty morrer eu, eu...

—Armando não fala isso nem de brincadeira, que culpa você tem nisso tudo?

—Isso está acontecendo por causa da minha briga com o Daniel.

—Armando você não tem culpa, o que aconteceu foi que você perdeu a paciência e...

—E não vi o que estava acontecendo coma Betty.

—Armando, calma, tudo vai ficar bem.

A porta abre e a enfermeira sai.

—Senhor?

—Sim!

Continua....