Histórias De Dragões.
26 Capítulo 26
Quando Ária se levantou ainda não tinha amanhecido. Ela pegou sua bolsa e colou algumas roupas, depois saiu do quarto. Ária arrumou comina em um cesto, ela pegou papel e um carvão. Depois de escrever as cartas que ela queria, ela foi até seu quarto. Ela deu um beijo na testa de Stoico. E colocou a carta em cima do criado mudo.
– Eu te amo.
Quando Ária chegou à sala Banguela estava lá olhando para ela, confuso. Ele olhou para as malas no canto depois para ela novamente. Ela
– Você pode me fazer um favor? Entregue isso para Soluço quando ele acorda? Apenas para ele. – ela entregou alguns papeis para ele, junto com alguns livros. – Cuide deles por mim Banguela.
Depois de pegar suas coisas ela foi até o porto. A cada passo que ela dava, as lembranças de desde que ela chegou na ilha, até agora se passavam pela sua cabeça. Como Perna-de-Peixe desmaio quando a viu. Como Stoico a reconheceu. Todas as risadas, todas as lágrimas. Ária se lembrou de quando ela e Soluço voltaram depois da morte de Esmeralda, em como Soluço ficou ao lado dela. Quando ela chegou ao porte, pegou um barco e foi embora. Ela sabia que tinha uma longa viagem para a ilha da Fúria Azul.
...
Stoico acordou sentindo a cama fria. Ele olhou para os lados e viu que Ária não estava no quarto. Ele se levantou e foi para a cozinha, tudo estava como ele deixou antes de ir deitar. Ele voltou para o quarto e começou a procurar o bilhete, Ária já tinha feito isso antes. Quando ele encontrou sentou-se na cama e começou a ler.
Stoico como eu te disse eu preciso ficar sozinha e voltei para a ilha. Sei que se você pegar o Tornado me alcança, mas te peço que não faça isso. Eu não fui para sempre. Em uns dois meses estou de volta. Eu preciso desse tempo para mim. Não se esqueça que te amo.
Ária.
Stoico suspirou e passou a mão pelos cabelos.
Soluço acordou e se espreguiçou. Ele olhou para a janela e viu que não devia ser muito tarde. Quando ele se levantou viu Banguela olhando para ele com alguns papeis em baixo na pata.
– O que é isso? – ele perguntou. Seu dragão pegou os papeis com a boca e levou para ele.
Soluço te peço que ajude seu pai e cuide dele para mim por um tempo. Eu precisei ir embora, mas não se preocupe, estou bem, e voltarei.
Com carinho,
Ária.
Soluço pulou da cama e desceu as escadas correndo. Depois ele foi para o quarto do pai. Stoico estava sentado na cama olhando para longe com um pedaço de papel na mão. Lentamente Soluço se aproximou do pai. Stoico olhou para ele e depois voltou a olhar para o nada.
– Pai?
– Ela se foi. – ele disse. – Ela me deixou Soluço.
Então Stoico fez algo que surpreendeu o filho, ele o abrasou e chorou. Soluço ficou ali tentando consolar o pai que falava que ela tinha ido e que a culpa era dele por ser um péssimo marido.
– Vamos pai. Ela disse que ia voltar. – Soluço disse se sentando ao lado do pai.
– Ela te deixou uma carta também?
– Sim. – Soluço suspirou. – Ela precisa desse tempo para ela. Quando ela estiver pronta, ela vai voltar.
Stoico deitou na cama e abrasou o travesseiro da esposa. Ele voltou a chorar. Soluço se levantou alimentou os dragões, depois fez café da manhã. Ele obrigou o pai a comer. Depois foi arrumar a cozinha. Quando ele voltou para falar com o pai, ele estava dormindo. Soluço pegou a lista de tarefas e saiu.
– Tornado, você o Diabinho cuidem dele. Banguela e eu voltaremos para o almoço. – Soluço abriu a porta e deixou o dragão entra.
Soluço montou Banguela e levantou voou. Soluço foi cuidar dos assuntos da ilha, todos perguntaram para ele onde estava seu pai, ele apenas respondeu que ele não podia hoje. Soluço e Banguela voaram por toda a ilha. E fizeram tudo o que estava programado para cedo. Ele voltou para casa na hora do almoço. Stoico estava sentado na mesa, com a comida no fogo.
– Como o senhor está? – ele perguntou se aproximando do pai.
– Bem, eu acho. – ele disse olhando para baixo. – Você devia ter me acordado, tenho um monte de coisa para fazer.
– Eu vou cuidar de tudo hoje pai. Banguela e eu já fizemos a metade da lista. Descanse.
– O que você disse para eles?
– Que você não podia hoje. – ele se sentou em frente ao pai. – O que vamos falar?
– Hoje na hora do janta você dá a notícia. Fala que Ária vai passar um tempo fora. Alguns meses.
– E o senhor?
– Como você assumiu Berk hoje, vou para a casa dela.
Eles ficaram em silêncio depois disso. Eles almoçaram e cada um foi para um lado. Soluço foi para a casa de Astrid.
– Oi Soluço. – a mãe de Astrid disse abrindo a porta.
– Oi. Astrid está?
– Sim. Astrid é para você.
Soluço esperou até a namorada sair. Astrid estava sorrindo, mais ficou séria ao ver a expressão dele.
– O que aconteceu?
– Você vai assumi a academia. – ele disse sem responder ela. – Hoje estou no lugar do meu pai. Depois te explicou.
Ele deu um beijo nela e subiu em Banguela. Eles passaram o dia voando pela ilha, resolvendo brigas, batizado bebês e ajudando a conserta barcos. Astrid e os outros pilotos tentaram ajudá-lo, mas ele disse que não precisava. Na hora da janta ele passou na casa de Ária e encontrou o pai lendo um dos livros dela. Stoico disse que não iria para o grande salão. Então Soluço disse que depois de dá a notícia ira pegar alguma comida e jantar com o pai.
– Filho. – Valhalarama disse correndo até ele, assim que ele entrou no grande salão.
– Oi. – Soluço disse pegando peixe e colocando em três cestas e pendurando em Banguela.
– Onde seu pai está? Não o vi o dia todo.
– Ele... Você já vai saber. – Soluço separou comida para ele e para o pai. – Banguela jato de plasma. – Todos calaram a boca e olharam para ele. – Meu pai me pediu que falasse para vocês que Ária foi embora. – todos começaram a falar. – Silêncio. – ele gritou. – Ela vai voltar, ela apenas foi colocar a cabeça no lugar. Ela ainda não superou a perda de Esmeralda.
– Onde está seu pai? – Valhalarama perguntou.
– Não importa. Ele está bem. – Soluço olhou para seu dragão. – Ele está ocupado. Era apenas isso.
Soluço foi em direção a Banguela. E montou ele, mesmo com todos fazendo um monte de perguntas. Eles saíram e foram para a casa de Ária. Depois de alimentar os dragões enquanto seu pai arrumava a comida e contou como foi as coisas no grande salão. Stoico perguntou se tinha como Soluço cuidar de tudo para ele por dois dias, já que ele queria ficar um pouco sozinho. Soluço concordou.
Quando voltou para casa Soluço começou a olhar as coisas que Ária tinha deixado para ele. Ela reconhece alguns livros e algumas anotações dela. Ele começou a ler tudo por cima.
– Soluço? –ele escutou a voz de Astrid.
– Oi.
– Posso? – ela perguntou apontando para dentro do quarto.
– Claro.
– Como você está? –ela perguntou se sentando ao lado dele.
– Bem. Confuso, mas bem.
– Sabe por que ela foi realmente embora?
– Meu pai falou que foi por causa da minha mãe. – ele olhou para ela. – Ela não estava aguentando minha mãe aqui. E também a Esmeralda. Acho que foi tudo junto.
– Como seu pai está?
– Bem. Ele chorou o que me surpreendeu, mas está bem. Ele me pediu para cuidar da ilha para ele por uns dias e eu aceitei.
– Sabe, meu pai disse que hoje eu podia voltar mais tarde. – ela disse beijando o pescoço dele. – Eu pensei que talvez pudéssemos namorar um pouco.
– Gosto do modo que você pensa.
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