Em seu sonho Ária estava de volta na ilha da Fúria Azul. Ela andava devagar. Em suas mãos estava uma espécie de capa. Ela a levava em direção a praia. Quando ela chegou lá, ando pela praia por alguns segundos, antes de colocar a capa no chão e se senta em cima e ficar olhando para o céu. Ela sabia que logo o show começaria. Ária se sentia sozinha. Não tinha ninguém perto dela, nem humano, nem dragão. Ela sentia uma dor que não sabia explicar. Uma solidão que aumentava a cada dia.

Sentada ali, ela começou a chorar. Ela estava sozinha, estava cansada disso, estava cansada de ficar sozinha. Queria pode ter novamente uma campainha. Alguém com quem pudesse conta, alguém que estive com ela para sempre. Ela olhou para o céu novamente. O Show tinha começado, mas ela não estava tão interessada, nem tão impressionada como ficava antigamente. Alguns minutos se passaram e ela continuou ali. Ária tinha abrasado seus joelhos e olhava para o mar. Via o show de luz pela água.Ela sentia muita falta de Esmeralda, queria a amiga novamente. Ela estava quase indo embora quando escutou um barulho vindo da sua esquerda. Curiosa ela foi ver o que era. Quando chegou do lugar de onde vinha o barulho se surpreendeu. Um Fúria da noite estava ali deitada, olhando para ela.

...

Ária acordou com o barulho do trovão. Confusa olhou em volta. Ela esta em seu quarto. Em sua casa. Ela se levantou e foi beber um pouco de água. O que será que aquele sonho queria dizer? Será que era como os sonhos que ela tinha antes de conhecer Escama de Fogo. Era parecido. Antes de ela conhecer Escama, ela sonhava com o encontro delas. Sonha que a ajudava, que cuidava dela. E antes da tempestade ela sonhava com ela também. Ela não gostou nada daquilo. Aquela sensação de solidão, ainda estava viva na mente dela. Ela não sabia o que queria dizer, mas estava com a sensação que esse sonho não era apenas um sonho e que não estava tão longe.

No outro dia de manhã Ária não tinha dormido nada. Ela passou a noite em claro. Depois daquele sonho ela não conseguiu voltar dormi. Ela tentou, mas todas as vezes que fechou os olhos ás cenas se repetirão em sua mente. Ela rolou na cama a noite toda. Antes mesmo do sol nasce ela saiu de casa para correr. Ela correu por toda a ilha. Desde pequena correr a ajudava a pensar, quanto mais ela corria, mais sua mente se distrai, mais sua mente deixava de lado o sonho, deixava de lado os problema e principalmente suas preocupações. Indo pela floresta fez o caminho mais longo até a sua casa. Ela precisava pensar, e maior o caminho, mais tempo ela teria para pensar.

Se aquele sonho fosse verdadeiro o que teria acontecido com Esmeralda? Com Stoico? Soluço e toda Berk? Ela não sabia o que pensar. Mas tinha certeza que não podia ficar muito focada nisso. Ela tinha que manter a mente aberta. Talvez fosse apenas um sonho, não é só por que esse parecia com os que ela teve há anos atrás que eram iguais, que iam acontecer. Ela tinha que pensar positivo. Ela tinha tanta coisa para pensa.

Agora que ela e Stoico iam casar, eles tinham que pensar no casamento, data, como as coisas seriam feitas para a mudança dela, entre outras coisas. Ária parou em um penhasco e se sentou. Respirando lentamente ela acalmou a respiração e ficou ali vendo o sol nascer. Isso é uma das coisas que ela mais gostava de fazer. Ficar sentada olhando para longe enquanto o sol nasce aos poucos.

Ela ficou ali sentindo o sol em sua pele. Pensando. O que será que seus pais farão ao descobri que ela está viva? Eles ficariam felizes? Triste? Ela não sabia. E Cayla? Será que sua irmã ficaria feliz? Ária sabia que Cayla sentia ciúmes dela, mas será que ela ficou triste com a morte da irmã? Feliz? Será que ela sentiu saudades de Ária? Ária sentia saudades da família, tato que em todos esses anos sempre fez algum presente para eles nas datas comemorativas. Balançando a cabeça, Ária se levantou e voltou a correr. Quando ela chegou a casa tomou banho se vestiu e foi preparar o café da manhã. Ela estava quase com tudo pronto quanto escutou alguém batendo na porta.

– Entra. – ela gritou sem olhar para a porta.

– Bom dia Ária. – ela escutou a voz do Soluço.

– Bom dia. – Ária respondeu olhando para ele. – Veio cedo hoje.

– A gente veio tentar chegar a tempo do café. – Stoico disse entrando na casa também. – Deu certo?

– Sim. – ela riu. – Sentem-se está quase pronto.

Ária terminou o café e eles comeram conversando sobre o treinamento, as armas, suprimentos da aldeia, dragões, aldeias vizinhas. E finalmente chegaram ao casamento.

– E quando vocês pretendem se casar? – Soluço perguntou

– Em um mês. – Stoico disse.

– Um mês? Nossa. É pouco tempo para preparar uma cerimônia, não é?

– Seu pai está apresado. Ele acha que vou fugir. – Ária disse tirando a mesa. – Mas já disse para ele que não precisa se preocupar, não vou fugir.

– Acho bom. – Soluço disse. – Acho que vou gosta de ter uma madrasta com você. Vou pode te chama de mãe? – perguntou brincando.

– Claro. Vou ficar ofendida se não o fizer. – Ária entrou na brincadeira.

– Estou feito com vocês. – Stoico disse balançando a cabeça. – Bom tenho que ir. O deve chama.

– Tenha um bom dia. – Ária disse sorrindo. – Tome cuidado. E depois falaremos sobre a data do casamento.

– Certo. – Stoico a beijou rapidamente e saiu.

– Então o que vamos fazer hoje? – Soluço perguntou ajudando ela a arruma as coisas.

– Voar. – ela respondeu simplesmente.

– Voar?

– Sim. Sabe tive uma noite do cão, então pensei, por que ao invés de um treinamento de luta com o Soluço hoje, a gente apenas não voássemos?

– Por mim tudo bem. Banguela vai ficar muito feliz. – ele sorriu. – Teve pesadelo?

– Não foi bem um pesadelo. Eu tive um sonho estranho, acordei com a chuva e não consegui dormi. Passei a noite rolando na cama. Levantei antes mesmo de o sol nascer. Sai hoje cedo para correr. Isso me ajuda a pensar

– Cedo que horas?

– Umas quatro horas. Vi o sol nascer e depois passei um tempo sentada no penhasco, antes de volta e começa a preparar o café. – ela disse pegando a bolsa dela e indo para fora. Lá ela deu peixe para Esmeralda e jogou alguns para Banguela. – Correr me acalma, assim como escrever. Então me ajudou a aliviar a tensão.

– Meu pai sempre diz a mesma coisa. Soluço corra mais, ajuda a aliviar a tensão. – Soluço imitou a voz do pai. – Ele também me manda eu lança facas em todos os lados. É acho que meu pai não é o melhor para dá conselhos.

– No meu caso dá certo, tem que ver no seu. Ás vezes você relaxa com outras coisas. – Ária disse sorrindo para ele. – Agora vamos voar um pouco.

Ária e Soluço foram direto para o mar. Eles voavam lentamente, sem pressa. Apenas curtindo a paisagem. Os dois estavam detraídos com seus pensamentos. Ária estava confusa. Aquele sonho não saia da sua cabeça. Ás vezes ela e Esmeralda entravam na água, Banguela as seguia, fazendo com que Soluço risse. Quando eles estavam perto de uma pequena ilha Esmeralda e Banguela começaram a aposta uma pequena corrida. Como era de se esperar Banguela ganhou.

– Eles são tão competitivos. – Soluço disse quando eles chegaram à ilha. – Então o que vamos fazer?

– Nada. – Ária disse se sentando no chão.

– Nada? Que divertido. – Soluço disse sarcástico, fazendo com que Ária risse.

– Que tal trocamos informações de dragões?

– Certo. – Soluço pensou um pouco. – Como você consegue sabe em que ilha cada dragão faz um habitat? Como podemos saber o que fazer para ajudar um dragão quando ele não confia na gente e está ferido?

Eles ficaram um pouco tempo nisso. Soluço tinha varias perguntas que Ária respondia sem nem ao menos pensar. O jeito que ele falava, a lembrava de si mesma. Quando ela não sabia muitas coisas sobre dragões e tentava descobri as coisas, apenas olhando os dragões de longe. Eles brincaram um pouco, enquanto olhavam para o mar. Eles andaram um pouco pela ilha. Os dois correram pela praia, com Esmeralda e Banguela atrás deles. Ária ria, esse tempo longe fez bem a ela. Depois eles montaram nos dragões e foram para Berk.

– E como você sebe tanto dos Fúrias da Noite? – Soluço perguntou de repente.

– Como? – ela perguntou assustada.

– Eu li o que você escreveu. E bem você me disse que viu um rápido e você sabe muitas coisas. Coisas que eu ainda não aprendi, mesmo estando com o Banguela há tanto tempo. – Soluço olhou para ela. – Como você pode saber tanto?

– Soluço, eu queria pode te explicar tudo agora, mas não posso. – Ária suspirou e olhou para longe. – Tem tanta coisa que eu queria poder falar, mas ainda não é à hora. E seu pai me pediu segredo.

– E quando vai ser?

– Eu não sei. – respondeu olhando para ele. – Mas fique certo que quando chegar à hora, você será o primeiro a saber.

– Obrigado. – ele disse sorrindo. – Eu posso te perguntar uma coisa?

– Pode.

– Foi difícil aprender tudo o que você sabe sobre dragões?

– Não. Quando você mostra para um dragão que ele pode confiar em você, ele passa isso para os outros. Assim você aprende tudo o que dragões sabem. Você aprende sobre coisa que eles mesmo não sabem sobre eles. Coisas que fazem tanto tempo que eles não usam que ele não se lembram mais que pode fazer.

– Os dragões não sabem tudo sobre eles mesmos? Como não sabem?

– Não. – ela riu. – Tem muitos segredos que foram perdidos com o tempo. Sabe, coisas que eles não precisam para sobreviver. Com o passar do tempo, descobri todos os seus segredos. E vou ensina para você.

– Tudo sobre todos os dragões?

– Sim. Tudo sobre todos os dragões. Pelo menos sobre os dragões que eu conheço. – Ária olhou para ele e depois para Banguela. – Coloque a mão atrás da orelha esquerda.

Soluço olhou para ela e depois deu os ombros. Quando ele passou a mão Banguela disparou, se ele não tivesse segurando teria caído de cima de Banguela. Soluço não sabia que seu dragão podia voar tão rápido. Eles cortaram o céu. Os dois sobrevoaram por toda Berk antes de pousarem em frente ao grande salão.

– Então, como foi? – Ária perguntou rindo vendo que Soluço estava com os olhos arregalados.

– Isso foi... Incrível. – ele disse passando a mão no pescoço de Banguela. – Como eu nunca descobri isso?

– Venha. – Ária disse rindo.

Quando eles entraram no grande salão todos olharam para eles, Ária rolou os olhos e sorriu para eles. Juntos eles foram até onde Stoico estava sentado junto com todos os pilotos da academia. Quando eles chegaram os outros olharam para eles.

– Oi. – Ária disse se sentando ao lado do chefe.

– Oi. – Stoico sorriu e olhou para eles. – Onde vocês estavam?

– Voando. – Ária respondeu se servindo. – Tive uma noite do cão e decidi que hoje ia voar. Foi divertido.

– Muito. – Soluço disse se servindo. – Principalmente na hora da volta.

– Por quê? – Astrid perguntou.

– Porque ele e Banguela vieram bem rápido. – Ária disse tomando um pouco da sua sopa.

– Isso é normal. – Perna-de-Peixe disse.

– Claro. – Soluço sorriu piscando para Ária.

– Bom, vamos voar hoje também, ou vamos treinar?

– Treinar. – Ária disse sorrindo. – Hoje vamos ter um treinamento diferente.

– Diferente? – todos perguntaram juntos.

– Sim. Hoje vemos para a ilha da Enguia.

Soluço cuspiu toda a sopa que tinha colocado na boca. Perna-de-Peixe caiu no chão e os outros arregalaram os olhos.

– O que? Por quê? – Soluço perguntou.

– Porque assim como o Tufãomerangue, os nossos dragões podem comer Enguias. Eles apenas não sabem como.

– Bom, da última vez que eu vi um dragão sem ser o Tufãomerangue comendo, não foi uma coisa bonita de se ver. – Soluço disse olhando para Banguela.

– Confie em mim. Sei o que estou falando. – Ária disse passando a mão em seus cabelos. – Vamos termina aqui e depois vamos embora.

Eles comeram em silêncio. Todos estavam perdidos em seus pensamentos. Quando eles terminaram, eles foram em silêncio para a ilha. Eles estavam com medo. Pelo o que Soluço e Perna-de-Peixe falaram do comportamento de Banguela depois de comer uma enguia, eles não estavam muito animados para ver o que ia acontecer com os seus dragões.

– Como vocês sabem os dragões não comem enguias por não fazer bem. Por deixa eles doentes. – Ária disse descendo de cima da Esmeralda. – Se vocês deixarem seus dragões come qualquer tipo de enguia, eles vão ficar doentes. Vão começa a tossi, vão ficar com febre e vão ficar confusos e vão se afasta de vocês para não te machucarem. – Ária olhou para o céu. – Mas a Anguilla Anguilla dá força e aumenta a força dos disparos.

– Vamos dá enguias para os nossos dragões?

– Não. A gente veio aqui, apenas para conhecer com diferenciar enguias. As Anguillas não morram aqui, pelo menos acho que não. Elas são encontradas mais ao norte. Então, não vamos dá nada para nossos dragões comer.

– Ainda bem. – Soluço disse passando a mão no nariz de Banguela.

Eles passaram o resto do dia vendo as diferentes espécies de enguias. Soluço e Perna-de-Peixe anotaram todas as espécies que eles viram. Quando eles voltaram para Berk já estava anoitecendo. Cada um foi para sua casa. Ária decidiu que ia comer em casa, ela estava cansada e não queria ir para o grande salão. Ela tomou um banho, fez uma comida leve comeu e estava escrevendo quando Stoico chegou. Eles passaram algumas horas conversando sobre coisas banais. E como tinham passado o dia.

– Quando podemos nos casar? Daqui um mês mesmo? – Stoico perguntou do nada.

– Acho que pode ser. Daqui um mês, será o dia da esperança. – Ária disse sorrindo. – Será perfeito.

– Acho que sim. – Stoico disse sorrindo. –Falei com Bocão, ele está feliz com a idéia de fazer o nosso casamento.

– Fico feliz por isso.

– Soluço disse que os dragões estão prontos para fazerem a formação que quiséssemos. – Stoico passou a mão no rosto dela. – Estava pensando em usar a de arco. Colocar todos os dragões da academia e um pequeno grupo de cada um. Acho que assim ficará mais bonito.

– Também acho. Podemos deixar isso na mão do Soluço.

– Também acho.

– Posso pedi dá um jeito para que os meus dragões acompanhem os outros. – ela disse sorrindo.

– Acho uma boa idéia. – Stoico sorriu para ela.

– Vou precisar leva todas as minhas coisas para a sua casa?

– Não. Só o mais importante. Afinal, você tem muitos livros.

– Isso é verdade. – Ária mordeu os lábios e olhou para longe. – Eu quero contar a verdade para Soluço.

– Que verdade?

– Sobre a ilha. Na ilha da Fúria Azul tem vários Fúrias da noite. Acho que ele e Banguela tem o direito de saberem. Apesar de não estarem preparados para irem lá.

– Acho que você tem razão. – Stoico ficou em silêncio. – Manhã depois do jantar nos três vamos dar uma volta com os dragões, e você fala sobre a ilha.

– Ele vai querer ir. – Ária disse colocando uma mecha do cabelo dela atrás da orelha. – Acho melhor contar depois do casamento. Assim podemos contar tudo e posso fazer um livro especial sobre o assunto para ele.

– Certo. Mas o passeio ainda está de pé.

Os dois acertaram os detalhes para o casamento e depois passaram um tempo namorando.