Histórias De Dragões.
11 Capítulo 11
Ária chegou em casa e arrumou sua mala. Como ela não sabia quanto tempo vai ficar na casa de Stoico, fez uma pequena mala, por via de dúvidas. Ária pegou alguns dos seus livros e os colocou na mala também, ela podia usá-los para prepara o treinamento com Soluço. Ela alimentou Esmeralda que estava dentro do lago e depois regou suas plantas. Ária pegou o prêmio de Astrid e Soluço e o colocou na bolsa que tinha pendurada na sela de Esmeralda. Ela tomou um banho calmo, quando ela terminou colocou uma roupa simples e saiu. Enquanto ela ia em direção a casa do chefe, pensava em como sua vida mudou em tão pouco tempo. Ela nunca acreditou que um dia viveria novamente com pessoas e ainda mais com Esmeralda. Ária montou em Esmeralda e a mandou ir para a casa do chefe. Durante o caminho ela prestava a atenção nos detalhes da ilha. Ária se lembrava que quando ela era criança tinha o sonho de morar em Berk. Quando Esmeralda pousou na frente da casa de Stoico Ária desceu e bateu na porta. Ela esperou um pouco até que Soluço abriu a porta. Ele sorriu para ela e deu passagem para ela entra. Ária com Esmeralda logo atrás.
– Bem, você vai fica no meu quarto. – Soluço disse indicando a escada. – Pode deixa as suas coisas lá. E você sabe que ela pode ficar lá com você.
– Obrigada Palito de Dente. – ela olhou em volta. – E seu pai?
– Ele já foi para o grande salão. – respondeu Soluço pegando uns papeis que estavam em cima da mesa.
– O que é isso? – ela olhou por cima do ombro dele.
– Alguns desenhos que fiz do Banguela. – respondeu entregando para ela. – Alguns são melhores do que os outros, mas eu faço o que posso.
– São muito bons. – ela sorriu entregando os papeis para ele de novo. – Vamos para o grande salão?
– Vamos.
Os dois saíram de casa com seus dragões logo atrás deles. Banguela e Esmeralda passaram por eles e foram pulando. Ária riu e passou o braço pelo pescoço de Soluço.
– Eles estão animados. – Soluço disse rindo.
– Eles sempre estão. Fico imaginando o que aconteceria se deixássemos esses dois sozinhos – Ária respondeu passando a mão no focinho de Esmeralda. – E você e a Astrid?
– O que tem a gente?
– Vocês estão namorando? Eu posso ver a química que vocês têm.
– A gente somos amigos. Quer dizer eu gosto dela, e acho que ela gosta de mim, mas não sei se somos namorados.
– Por que você não a pede em namoro? Vocês formam um belo casal.
– Você acha?
– Tenho certeza. – Ária parou e olhou para ele. – O que ela mais gosta?
– Como assim?
– Sei que ela adora a Tempestade, mas o que ela gosta?
– Bom, ela é uma ótima lutadora, e gosta muito de armas. Principalmente machados.
– Você pode dá um machado de Ferro de Gronckle. Bom, depois de um voou por toda a Berk. Depois você pode fazer um piquenique ao pôr do sol. – disse pensativa.
– Eu posso dá o machado para ela no piquenique. – Soluço disse corado. – Depois eu a peço em namoro.
– Ótima idéia. – Ária voltou a anda.
– E quanto a você e meu pai? – Soluço disse como quem não quer nada.
– Eu e seu pai? O que tem eu e seu pai?
– Quando vocês vão sair juntos? Até um cego vê a troca de olhares de vocês.
– Bom, eu talvez, apenas talvez possa gosta um pouco do seu pai. – disse corada.
– Talvez? Um pouco?
– Tudo bem. Eu gosto do seu pai desde que eu tinha onze anos. Feliz?
– Sim. E então?
– Sinto muito querido, mas não vou chamar Stoico para sair. Vou espera que ele me chame.
– Por que isso?
– Porque eu sou romântica. – disse quando eles chegaram no grande salão. – Se eu chamá-lo para sair, vai ser estranho. Quero que ele me chame, e tem outra, ele já foi casado.
– O que tem isso?
– Se ele ainda a ama?
– Você acha que ele ainda a ama?
– Não sei. – ela sorriu para ele. – Por isso vou esperar ele vim até mim. Se ele me chama para sair, eu vou aceita, pode ter certeza disso.
– Já é um começo. E ele é um burro se não te chama para sair. – Soluço abaixou a voz. – Sei que ele está louco para te chama para um passeio. Sei que logo ele te chama para sair.
– Ele quem? E vai chamar quem para sair? – Stoico perguntou se aproximando deles.
– Bom, eu estava falando dos admiradores de Ária. – Soluço disse. – Eu achei melhor avisar.
– Hum...
– Eu disse para ele que ele está enganado. – Ária disse passando a mão no cabelo do Soluço bagunçando todo. – Quem iria quer me chamar para sair?
– Muitos homens de Berk. Não é pai?
– Claro.
– Obrigada garotos. Mas não precisam menti.
– Não é mentira.
– Ária eu poderia falar com você? – Cabeça de Cabra disse parando ao lado deles. – Com licença.
– Em que posso te ajudar? – Ária perguntou quando Soluço e Stoico se distanciaram.
– Eu adoraria passear com você.
– O que? – Ária disse supressa.
– Eu quero sair com você. Acho que podemos andar pela floresta. Você sabe, só nós dois. Juntos. Sem nada, nem ninguém.
– Hum... Um encontro. – Ária sorriu para ele timidamente. – Eu sinto muito mas não posso.
– Por quê?
– Eu tenho certeza que você é uma pessoa maravilhosa. Mas, eu estou gostando de outra pessoa e eu não quero te dá falsas esperanças.
– É o Stoico não é? – ele disse olhando para o chefe e Soluço.
– É. Eu sinto muito.
– Não. Tudo bem. – ele corou um pouco. – Será que posso te beija na bochecha? Como amigos sabe? – e beijou a bochecha dela.
Stoico estava olhando para eles. Ele não estava gostando nada disso. Por que ele queria falar com ela? E por que ele e Soluço não podiam ficar com eles?
– Acho que ele está convidando ela para sair. – Soluço disse passando a mão em Tempestade que estava perto dele.
– O que? Eu vou lá acaba com isso agora mesmo.
– Com o que? Ela não é nada sua. – Soluço disse sorrindo.
– Oi gente. – Bocão disse parando ao lado deles. Stoico e Soluço olharam para ele. Os dois ficaram supresso pelo que viram. Bocão tinha tomado banho, estava com o cabelo penteados e com roupas limpas.
– O que aconteceu com você? – Soluço perguntou.
– Me arrumei para a Ária. – ele disse sorrindo. – Como estou?
– Acho que você perdeu sua chance. – Soluço disse olhando para Ária e Cabeça de Cabra. Stoico e Bocão olharam para lá. O chefe ficou vermelho quando viu Cabeça de Cabra dando um beijo na bochecha de Ária. Soluço pensou que o pai fosse passar mal ou explodir. Ele fechou o punho tão apertado que assustou o filho. – Pai tudo bem?
– Eu vou matar aquele desgraçado. – disse indo em direção a eles.
– Por quê? Ela não é nada sua. Além do mais, ela é solteira, pode namorar com quem quiser. – Soluço disse dando os ombros. – Ela está vindo para cá.
Os três ficaram em silêncio enquanto Ária se aproximava. Stoico olhava para Cabeça de Cabra como se fosse arrancar a cabeça dele. E o faria, se Ária não estivesse presente.
– Oi Bocão. Está bonito hoje. – ela disse sorrindo.
– Que pouco vergonha foi aquela? – Stoico perguntou antes que Bocão pudesse responder.
– Do que você está falando?
– Do Cabeça te beijando.
– Bom, ele... O que? – ela disse confusa. – Ele apenas me beijou na bochecha. Como amigo.
– É assim que chamam agora?
– Stoico você está com ciúme? – Bocão perguntou entrando na conversa.
– Não. Apenas não quero que fiquem beijando a Ária. – quando notou o que falou o chefe ficou vermelho.
– Por quê? – Ária perguntou ficando de frente para ele.
– Porque eu... Por que... Porque não horas.
– Por que não?
– Porque eu...
– Você?
– Venha aqui. – Stoico pegou o braço dela e foi em direção a saída sobre o olhar de todos. Esmeralda foi atrás deles.
– O que está acontecendo? – Astrid perguntou se aproximando com os outros.
– Meu pai teve um ataque de ciúme. – Soluço respondeu rindo. – Acho que vou ganha uma madrasta.
– Cara, que sorte a sua. – Melequento disse.
Quando Ária e Stoico chegaram lá fora, o chefe a levou para longe do grande salão. Ária estava confusa. Por que ele ficou tão nervoso com um beijo na bochecha? Afinal, ela já tinha beijado Stoico na bochecha antes. Eles pararam na frente da floresta. Ária olhou para Stoico, ele estava nervoso dava para percebe. As mãos estavam apertadas em punho e o rosto vermelho.
– O que foi aquilo? – Ária perguntou colocando as mãos na cintura. – Por que aquela cena?
– Porque acho que não é certo fica beijando os outros no meio do grande salão.
– Ficar beijando os outros? Stoico foi apenas um beijo na bochecha. Eu mesmo já te beijei. – disse passando as mãos nos braços. Estava cada vez mais frio.
– É diferente.
– Por quê?
– Porque é.
– Você é um covarde. – Ária disse. – Você está com ciúmes.
– Por que estaria?
– Me diz você.
– Eu...
– Você o que?
– Não quero te ver perto dele novamente.
– Como é que é? Quem você pensar que é para me fala com quem devo falar?
– Sou o chefe dessa ilha, e amigo do seu pai. – Stoico cruzou os braços. – Enquanto estiver aqui tem que fazer o que eu mandar.
– Certo. – Ária se virou e começou a andar.
– Aonde você vai?
– Busca minhas coisas.
– Para que?
– Para ir embora.
– Embora?
– Além de mandão é surdo? – Ária se virou e olhou para ele, apontando para a cara dele. – Vou embora da ilha. Não sei se você se lembra, mas sempre odiei que mandassem em mim. E não vai ser agora que sou adulta que vou aceita isso.
– Ária não...
– Não o que?
– Você não pode ir.
– Por quê? – Stoico a baixou a cabeça. Ária suspirou e voltou a andar.
O vento estava cada vez mais forte. A tempestade estava cada vez mais próxima. Esmeralda que estava olhando tudo quieta no canto, olhava de um para o outro sem entender nada. Ária estava tão concentrada tentando ver por onde estava indo, que nem percebeu Stoico se aproximar.
– O que... – ela disse ao senti puxarem o braço dela.
A próxima coisa que sentiu foram os lábios de Stoico sobre os seus. Ela levou alguns segundos para percebe o que estava acontecendo, até que começou a corresponder o beijo. Ela passou os braços pelo pescoço dele, enquanto ele a abrasava pela cintura. Eles foram se separando aos poucos.
– Por isso. Você não pode ir embora por isso. – Stoico disse abrindo os olhos e olhando para ela.
– Me parece um bom motivo. – ela disse passando a mão no rosto dele. – Agora vai admiti que estava com ciúme?
– Um pouco. – Stoico disse sorrindo para ela. – A culpa é toda do Soluço, ele ficou me falando umas coisas, depois o Bocão aparece todo arrumado. Ele colocou roupas limpas, por Thor.
– Você é um bobo.
Nessa hora Esmeralda rosnou. Eles olharam para ela e depois para onde estava olhando. Esmeralda olhava para o céu. A tempestade estava cada vez mais forte. Stoico pegou a mão de Ária e eles começaram a andar em direção ao grande salão.
– Então... É...
– O que foi? – Ária perguntou olhando para ele. Stoico estava vermelho. – Stoico?
– Você quer... Namora... Comigo?
– Quero. – ela disse sorrindo. – E ai de você se não me perguntasse.
– Eu seria louco se não pergunta.
Os dois voltaram a anda. Esmeralda seguia eles. Quando eles entraram no grande salão, todos olharam para eles. Os dois coraram, mas continuaram de mãos dadas. Eles foram em direção aos outros.
– Oi meninos. – Ária disse sorrindo. – Então, Astrid e Soluço estão prontos para seu prêmio?
– Sim. – os dois falaram juntos.
– Muito bem. – Ária foi até a cela de Esmeralda e tirou duas caixas de lá. Ela deu uma para Astride e outra para Soluço. Os dois abriram as caixas sobre o olhar curioso dos ostros.
– Um livro? Esse é o prêmio? – Cabeçaquente perguntou.
– Ainda bem que não ganhamos. – Cabeça-dura disse.
– Não é um livro. – Ária disse olhando Soluço e Astride abrirem.
O livro na verdade era uma caixa, onde tinha um miniatura de seus dragões.
– Nossa. – Astrid disse pegando o pequeno Nadder. – É lindo.
– É mesmo. Obrigado. – Soluço disse pegando o pequeno Fúria da Noite e mostrou para o Banguela. – Olha amigão, um mine Banguela.
– Você tem mas desses? – Perna-de-Peixe perguntou.
– Tenho. – Ária se sentou ao lado de Stoico e segurou a mão dele. – Há uns anos aprendi a usar argila, tenho uma coleção desses bonecos. Tenho todos os dragões que conheço. De várias cores diferentes.
– Podemos ver? – Cabeçaquente perguntou.
– Claro, qualquer dia desses eu mostro. – Stoico soltou a mão de Ária e passou o braço pelo ombro dela. – Eu tenho alguns que são como uma família.
– Falando em família, o que aconteceu com vocês? – Soluço disse sorrindo para os dois.
– Nada por quê? – Ária perguntou sorrindo.
– Não sei, mas acho que aquilo que eu vi foi um ataque de ciúme. – Soluço disse rindo.
– Você já vai saber. – Stoico disse se levantando. – Atenção a todos. Tenho uma notícia importante. – ele olhou para Ária e sorriu. – Ária e eu estamos namorando. – todos começaram a falar ao mesmo tempo. Stoico levantou a mão. – Eu sei, eu sei. Isso é uma coisa ótima. Agora, quero que todos os solteiros deixem ela em paz. – todos riram.
– Precisava disso? – Ária perguntou quando ele voltou a senta.
– Claro. – ele respondeu dando os ombros.
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