Histórias Cruzadas

30 29. — Uma nova história, os mesmos personagens.


Notas iniciais
Quero agradecer imensamente quem acompanhou essa Fic. lendo, curtindo, enfim. Muito obrigada! Minha ideia inicial era fazer uma série mas não sei se farei (caso queiram me sinalizem e eu posso tentar). Nos vemos nas notas finais? Okay! Boa leitura, espero que curtam!

CAPÍTULO FINAL.

Meses depois.

Hyunjin POV.

Assim como o Jackson me disse naquela noite do Essence Coffee eu realmente reencontrei o meu peladinho horas depois, mas adivinhem só?

Ele passou por mim como se nunca tivesse me visto.

E levou um tempinho até ele me sentir, mas ele sentiu...

Flash Back On.

“— Se quiser encontrar o seu amor, refaça os passos da sua história com ele e tenho certeza de que vai o encontrar ainda hoje, e no mais, se precisar de mim, sabe bem onde me encontrar, por favor se eu puder eu o ajudarei.”

Essas foram as últimas palavras do letrado e assim que ele se foi, eu saí de lá com a promessa de que reencontraria meu cupido o quanto antes.

Refiz meus passos, me lembrei de como nos conhecemos, fui ao parque da cidade e lá estava o meu amor observando casais em potencial, mirando suas flechas e fazendo o amor acontecer do jeitinho que ele sempre fez.

Tão lindo, o Felix brilhava ainda mais, mas havia algo em seu semblante, algo parecia lhe faltar então eu não pude simplesmente virar as costas e o deixar em paz como me ocorreu por um instante fazer, e bem agora estou indo em sua direção.

Ele se vira ficando de frente a mim e começa a andar, coloco meu melhor sorriso no rosto e o encaro, mas noto que ele segue olhando em busca de casais para unir.

Estamos quase colidindo e instantes antes que isso ocorra da forma mais clichê possível, ele me olha, me encara por alguns míseros segundos, faz uma mínima menção a um cumprimento e passa por mim como se ele nunca tivesse me visto antes.

Meu cupido não se lembrou de mim, o que rapidamente me fez pensar em todos os outros.

O Minho e o Jisung.

Christopher e o Changbin.

O Seungmin e o Yang.

E foi aí que meu peito se apertou de vez, será que os irmãos caçador e letrado também se esqueceram um do outro?

Minha cabeça estava a mil, levo minhas mãos até minhas têmporas e começo a ferver em ideias de como acharei a todos até que sinto o calor daquela mãozinha que eu tanto amo pousando levemente em meu ombro.

— Desculpe se o incomodo íncubo, mas você está bem?

E bem aí estava a gentileza e carinho do meu amor, mesmo eu sendo um demônio ele veio ao meu auxílio, o que me faz ter uma gota de esperança, talvez o sentimento ainda exista mesmo, só as lembranças que se foram.

— Oh, oi peladinho lindo, eu vou ficar bem em breve, obrigado por perguntar.

Ele me encarava meio desconfiado.

— Hum... você não me parece muito bem, vem aqui sente-se um pouco e me conte o que está acontecendo, posso não ter como o ajudar, mas desabafar pode te dar uma luz.

Ele pegou em minha mão para me levar até um banco vazio e assim que nos tocamos ele arregalou seus olhos, estes que marejaram me fazendo deixar que minhas próprias lágrimas rolassem meu rosto.

Nos sentamos e ele começou a enxugar minhas lágrimas.

— Você sempre cuidando de mim...

Ele fez uma careta como se o que eu disse fosse um tremendo absurdo, mas não me questionou sobre isso.

— Pronto íncubo, não chore por favor, apesar de você ser lindo até chorando... — Não aguentei e sorri para ele. — Isso, bem melhor assim, agora me conte o que está te deixando aflito.

— Você quer mesmo saber?

— E por que eu não iria querer, vamos... — notei que ele não falaria meu nome.

— Hyunjin, Hwang Hyunjin.

— Certo, sou o Lee Felix, muito prazer Hwang, mas enfim, vamos íncubo conte-me logo sua história, eu adoro histórias.

— Mas essa história envolve você, Lixie... não sei se eu realmente quero trazer você de volta a isso tudo.

Ele me encarou assustado pelo uso do apelido carinhoso, como se aquilo o remetesse a nossa história juntos.

— Por favor, eu me responsabilizo pelos impactos okay? Se a história é também sobre mim, eu preciso saber, não acha?

— É você tem razão...

— Aposto que você não vai me surpreender, não há nada que possa me dizer que me deixe em choque.

O encarei sorrindo ainda mais, novamente uma aposta Lixie?

— Você vai perder de novo peladinho lindo.

Ele me olhou ainda mais curioso e eu prossegui, estendi minha mão a ele que a apertou de volta.

— Desculpe Jackson, mas preciso fazer mais essa aposta com o meu cupido. — Falo sorrindo pela carinha que meu cupido lindo faz em minha direção, ele perdido fica ainda mais fofo.

— Tá legal, você é louco, desembuche Hwang, me conte logo essa história.

— Se eu ganhar e você ficar surpreso, me prometa que não sairá do meu lado nunca mais? Mesmo que você nunca se lembre de mim?

— Esse é o prêmio se você ganhar?

— Sim, esse é o meu prêmio.

— Então aposta fechada, mas se você perder nunca mais nos falaremos, sabe, não é do meu feitio andar com demônios...

Sorri fraco para ele e torci para que a memória dele volte logo.

Eu não quero o perder para sempre.

— Como quiser Lixie.

Flash Back Off.

Bom, em resumo contei tudo ao Lixie com riqueza de detalhes e ele realmente ficou muito surpreso, então, eu ganhei nossa aposta e agora mesmo estamos juntinhos procurando o Minho, já localizamos o paradeiro de todos os outros, mas o demônio da ira simplesmente desapareceu.

E sobre meu namorado, ele tem vagas lembranças às vezes, mas ainda não se recorda totalmente do que vivemos, mas posso garantir a vocês, o sentimento dele por mim ainda vive, não mudou em nem uma vírgula.

Nós dois temos uma teoria, sim, ele acreditou em tudo o que eu lhe contei e ele assim como eu, acha que o que fizemos deu um “reset” em nossas histórias cruzadas, e que temos que nos reencontrar novamente para retomar nossos romances e como disse antes já localizamos quase todos, e eles não fazem a menor ideia do que está acontecendo, mas não movemos nada do seu lugar, queremos ter certeza de que nos unir novamente será mesmo uma coisa boa e por isso o Jackson está fazendo pesquisas.

O letrado também acredita ter achado o paradeiro da ira e bem agora vamos confirmar se ele estava certo quanto a isso.

[...]

— Finalmente Lee Minho! — Falo dando um enorme sorriso. — Lixie, encontramos o Ira!

Meu cupido encara o demônio e se encolhe.

— Ele parece estar puto... ele é sempre assim mesmo Jinnie?

— Na maior parte do tempo, sim, peladinho lindo, mas lembra do Jisung? O anjo da guarda?

— Lembro sim...

— Pois bem, ele tem o dom de amansar essa fera enjaulada aí e vai ser isso assim que eles se reencontrarem vai por mim amor.

Ele seguia o observando, o demônio estava sozinho em um galpão enorme e frio treinando com luvas de boxe.

— E agora Jinnie o que faremos?

— O que acha que devemos fazer Lixie? Vamos reunir a banda novamente ou esperar que os reencontros aconteçam naturalmente?

Ele me olha e sorri para mim.

— Vamos os observar? E depois que todos se reencontrarem juntamos todos para conversar? O que acha íncubo?

— Isso pode levar uma existência, amor... mas sim, é a melhor saída, pois aí teremos certeza que nossas histórias realmente devem se cruzar.

— Legal, gostei... — ele batia palminhas no ar todo empolgado. — Vamos observar, eu tenho comigo que esses encontros não demorarão a acontecer...

— Que assim seja, Lixie... que assim seja.

[...]

Um mês depois.

✧✦ Os Humanos — Caçador e Letrado.

Changbin, o caçador.

Há semanas venho fazendo um inferno na vida dos monstros que cruzam o meu caminho...

Sinto como se eu vivesse um déjà-vu constante, e parece que um rombo foi feito no meu peito e hoje isso está ainda mais presente.

Quero respostas, mas por hora tive que mudar minha rota.

Estou me preparando para ir até o maldito orfanato onde me criei, pois parece haver monstros em “Little Prince”.

A madre superiora falou comigo e me passou os detalhes do que estava acontecendo e adivinhem só?

Demônios estão possuindo os padres e os coroinhas e estão sacrificando as freiras de lá.

Eu tenho um ódio mortal de demônios e vou me livrar de todos eles ou não me chamo Seo Changbin.

Termino de pegar tudo o que preciso, apanho as chaves do meu possante e sigo meu rumo.

— Se cuidem demônios, o “Seo fim” está próximo.

“É, eu sei, isso nunca perde a graça.” — E esse pensamento o fez sorrir.

O caçador entrou em seu carro e saiu a toda a velocidade, determinado a dar cabo de cada demônio que atravessar seu caminho.

[...]

Seungmin, o letrado.

A dias venho recebendo relatos do maior orfanato de Seul, o “Little Prince” e ao que tudo indica há demônios por lá, mas algo me incomoda.

Parece que as ações não são de demônios comuns, parece ser coisa de algum demônio maior e bem agora estou indo tirar essa história a limpo.

Pego tudo o que preciso; minhas balas modificadas, sal, água benta... meu latim está em dia, então é só ir e fazer meu trabalho.

Sei que os próprios padres poderiam cuidar disso, mas como eles próprios foram possuídos... bom, por isso digo ser coisa de um demônio maior, quem se atreveria a possuir um padre?

Tudo certo, lá vou eu, pego meu sobretudo e por último meu crucifixo.

Hoje mandarei esses demônios de volta ao inferno, para então voltar a minha busca pessoal.

Sinto que algo está me faltando, sinto um vazio enorme e seja lá o que for, eu logo descobrirei do que se trata e as coisas vão voltar aos seus devidos lugares em minha vida.

Ou eu não me chamo Kim Seungmin.

[...]

Os seres sobrenaturais. — Anjos e Demônios

Yang Jeongin, o anjo da virtude.

Há semanas venho me escondendo aqui na terra.

Alguém quer muito me levar de volta ao céu, mas por algum motivo eu não queria ir de jeito nenhum, e a alguns dias eu descobri o que era.

Um caçador que está atrás de seres sobrenaturais chamou minha atenção, ele está à procura de seu irmão que aparentemente é um letrado e eu não sei porque, mas algo nessa história me soa muito familiar.

Neste exato momento o caçador está indo realizar uma missão e eu o estou acompanhando sem que ele me note e algo me diz que hoje eu realmente entenderei o que está acontecendo aqui.

Espero que esse vazio dentro de mim acabe de uma vez, eu preciso encontrar o que tanto me falta.

[...]

Christopher Bang, Lúcifer, o rei do inferno...

Tem alguma coisa errada e eu colocarei o mundo abaixo para descobrir o que é.

Uma bela noite acordei sem ao menos ter ido dormir, eu não durmo e nisso eu já entendi que algo rolou e agora eu preciso entender o que é.

Fiz o meu trabalho, torturei alguns demônios meus, torturei mais um tanto de anjos e só o que descobri é que eu teria as respostas de que preciso se assolasse esse orfanato; “Little Prince”, quem coloca o nome pequeno príncipe em um lugar onde as crianças são deixadas em abandono?

É porque o garotinho da história vive sozinho em seu planeta e conversa com uma flor?

Quem seriam as flores desses órfãos?

Enfim, não estou aqui para fazer mal a esses pequenos, na verdade, eu nem ligo, e se preciso for eu tenho demônios que se encarregarão disso.

Estou aqui para ter minhas respostas, estou possuindo padres, frades, matei algumas freiras porque um trabalho bem feito necessita de sangue derramado e agora estou esperando...

E eu odeio esperar.

Mas algo me diz que morderam minha isca e tudo logo irá se revelar.

[...]

Han Jisung, o Anjo da Guarda.

Há um mês mais ou menos sei que algo está faltando, só não me lembro bem o que possa ser.

Eu sempre sinto um cheiro que gosto muito sem entender o porquê esse cheiro me atrai tanto, e às vezes ouço uma voz me chamar, mas por mais que eu procure não encontro nada nem ninguém.

Estou no orfanato há dias e o Lúcifer está aqui também, mas ele não tocou em nenhuma criança, então não posso fazer nada com ele.

Ele me viu uma única vez e nesse momento eu me senti estranho, a presença do rei do inferno me parecia costumeira, mas eu nunca andei com ele antes.

Minhas ordens foram para ficar aqui guardando apenas as crianças do toque do Lúcifer e aqui eu estou.

Hoje, porém, tudo em mim está em alerta, tudo mesmo, parece que algo grandioso acontecerá e eu estou esperando avidamente por isso.

Preciso entender o que está acontecendo, preciso encontrar o dono da voz que me chama com tanta intensidade...

[...]

Lee Minho, o demônio da Ira.

Acho que minha punição por prender aqueles dois merdinhas foi a maior de todas.

Eu me lembro de tudo, mas fui colocado em outra dimensão, aqui parece um galpão onde tem apenas um ringue de boxe, pelo menos isso, pois assim posso me manter em equilíbrio descontando minha ira nos sacos que sempre acabo estourando devido a minha força descomunal.

Eu vejo o íncubo e o cupido me procurando, na verdade, eles recentemente me encontraram, mas eles não conseguem ver que eu os vejo e isso está me matando, daqui onde estou eu também vejo os irmãos, caçador e letrado alheios a tudo, vejo o anjo da virtude tentando entender porque ele se sente assim, e vejo meu pai, o rei do inferno derramando todo o sangue possível para se livrar de sua angústia e obter respostas.

Não o julgo, eu faria o mesmo.

E por fim, eu vejo o meu guardinha...

Tento falar com ele, às vezes até consigo o chamar e ele parece me ouvir, mas estou preso nessa merda e não faço ideia de como sair.

Eu estou desesperado, não posso passar a eternidade preso assim, eu faço parte do equilíbrio das coisas, sem momentos de ira não se constroem a paz e todas essas coisas.

Estamos todos ligados.

Então seja lá quem está fazendo essa palhaçada infernal pare agora mesmo, pois assim que eu sair daqui eu vou te caçar e te matar.

Quero poder ter o meu Jisung em meus braços novamente.

E eu irei.

[...]

Momento atual.

Jackson Wang, o letrado pancada das ideias.

— EUREKA!

O letrado correu e pegou seu aparelho celular, discou rapidamente um número e não demorou a ser atendido.

“— Hyunjin, alô?!

— Oi, Jackson...

— Amigo, hoje é o nosso dia de sorte.

— Pera um pouco amigo vou colocar no viva para o Lixie ouvir também... Pronto pode falar.

— Oi, cupido lindo.

— Oi, Wang... — o cupido ficou tímido e o íncubo sorriu.

— Seguinte, vocês acharam o Minho, mas não falaram com ele certo?

— Certo...

— E nem conseguiriam se quisesse, o Minho está preso em uma esfera interdimensional, pois ele é a chave para que histórias de vocês se cruzem novamente.

— E isso faz algum mínimo sentido por quê?

— Por que foi ele quem possibilitou o reset nas suas histórias, aposto que alguém lá em cima se ressentiu com o demônio da ira e o prendeu, mas é aí que tá...

— Pelo amor de Deus, Wang fale de uma vez.

O cupido estava muito ansioso.

— Então Lixie, quando o Minho prendeu o Gabriel e o Belfegor, ele alterou o escrito dando aos casais a oportunidade de mudar sua história, mas isso mudou tanto no presente quanto no passado, e a essência dessa mudança toda, assim como as memórias de vocês ficaram presas ao único ser naquela biblioteca que estava magicamente potencializado.

— O Minho...

— Isso mesmo Hwang, por isso ele foi preso, por isso ele está sendo impedido de voltar a vocês, pois com um simples toque da ira todos vocês se lembrarão de suas vidas e suas histórias.

— Você tem certeza disso, Jackson?

— Como dois mais dois são quatro, amigo, e vocês vão amar saber que achei um jeito de unir todos vocês a ele.

— E como faremos isso?

— Onde vocês dois estão?

— No galpão onde ele está.

— Perfeito, chego aí em...”

A ligação ficou muda, e em um segundo após o silêncio na chamada o letrado apareceu diante deles.

— Cheguei amigos, rápido né? Agora eu manipulo essência de anjo e consigo me teletransportar também.

O íncubo e o cupido sorriram com a genialidade do letrado e eles se abraçaram rapidamente.

— Tá bom, chega de abraços, qual o seu plano Jackson?

— Simples Hyunjin, primeiro, vamos libertar o Minho, e depois vamos para Little Prince, todos os outros estão indo agora mesmo para lá, então levamos o Minho para o centro de tudo e BOOM! Vocês estarão livres.

— Lindo plano, mas como vamos soltar o Minho?

— Para isso precisaremos do sangue do bem e do mal e olhem só; temos isso bem aqui! — Ele falou encarando os dois. — Ele libertou vocês uma vez amigos, agora é a vez de vocês dois o libertar.

O íncubo olhou para o cupido e ambos esticaram seus braços para o letrado.

— Faça sua mágica Jackson. — Eles falaram em uníssono.

— É assim que se fala rapazes.

[...]

No orfanato, onde tudo começou.

Momentos antes.

— Madre, onde o demônio está? — O letrado perguntou já sentindo o ar mais gélido. — Só me diga onde, e eu cuido de tudo madre.

A madre estava pálida, parecia que ela batalhava em uma guerra há meses, então ela só indicou a direção a ele e ele se virou para ir.

— Kim Seungmin?

Ele se voltou para a madre a olhando com carinho.

— Obrigada por voltar ao seu antigo lar e nos proteger.

Ele apenas sorriu e acenou sua cabeça para ela.

A hora havia chegado, ele enfrentaria o demônio que assolava Little Prince, mas antes ele precisava prendê-lo e era isso que ele faria.

[...]

Momento atual.

— Como assim já tem alguém aqui?

— Não se zangue Changbinzinho, eu chamei um letrado também para o trabalho, o demônio que está aqui é muito poderoso...

— Não preciso de ajuda freira.

— É madre seu caçador idiota... — o letrado vinha andando na direção dos dois e encarou o caçador de cima a baixo. — E está na sacristia, consegui o prender lá.

— Ora, vejam um letrardado que sabe fazer cilada do demônio... impressionante.

— E você é um caçador que sabe fazer piadinhas imbecis, nada impressionante.

— Meninos, por favor...

— Madre agora, não é? — A madre os olhava confusa, eles estavam no orfanato juntos há tempos atrás e tiveram praticamente essa mesma conversa, mas pareciam alheios a esse fato como se nunca tivessem se visto antes. — Deixe isso com a gente, vá ficar com as crianças.

— Tudo bem, meus filhos, se cuidem, é muito bom vê-los juntos novamente.

Os dois franziram seus cenhos sem nada entender, mas, no fundo, ambos se sentiam estranhos com a presença um do outro.

— Então resolveremos juntos?

— Nem fodendo, falei isso para ela ficar longe do perigo, — o Changbin passou pelo Seungmin batendo seu ombro no dele com força. — Caçadores e letrados não trabalham juntos.

— Que otário... Bom saber, então não o levarei comigo.

O caçador olhou para trás e o letrado já não estava mais ali.

— Se teletransportou? É um mago por acaso? Merda!

[...]

Na sacristia do orfanato.

— Ora, ora, ora, se não foi o humano tolo que me prendeu aqui. — O Lúcifer, agora em sua real forma, encarava o letrado. — Sim, bonitinho, eu saí do corpo inútil daquele padreco, muito fraco, e eu quero matar você enquanto olha em meus verdadeiros olhos.

— Você é Lu...

— Lúcifer? Ah, sim, sou o próprio, me chame de Christopher por gentileza e você quem é?

A essa altura tanto o letrado quanto o demônio já sentiam uma estranheza a mais em relação um ao outro, mas ambos não faziam ideia do que se passava.

— Que seja, não o chamarei por nome algum, muito menos direi o meu a você, vou exorcizá-lo e mandá-lo de volta ao inferno.

— Ah, não, que chato... nem vai tentar me matar?

Nesse momento a porta da sacristia se abriu com um baque, o que fez um enorme barulho.

— Letrados não matam, são uns filhos da puta certinhos do caralho, mas não se preocupe demônio, eu mato você.

Os olhos do Christopher brilharam, ele não sabia bem explicar o porquê, mas adorou o que viu.

— Uau! Agora, sim, um pouco de diversão, e olha... uma bem gostosa por sinal.

— Saí fora caçador, eu já vou terminar aqui.

— Cala a boca almofadinha.

— Hey, hey, hey... Olhem para mim os dois.

Sem entender nada, os dois olharam para o rei do inferno.

— Olha só... impressionante! Vocês dois estão magicamente escondidos um do outro. — O demônio estalou os dedos e letrado e caçador se viram de fato pela primeira vez.

— Pera aí, que merda é essa? — O caçador falou desconfiado.

— Changbin... Seo Changbin é você?

O caçador arregalou os olhos.

— Seungmin?

— Aaaah reunião anual de família para matar o demônio! Que fofos! Vamos, rapazes se abracem, e não, não me agradeçam por tirar a venda de seus olhos, fiz apenas porque sou todo bom!

O Christopher piscou para eles, mas foi ignorado.

— Credo, dois malas... então se não vão me agradecer, morram de uma vez!

Ele estalou os dedos e na mesma hora uma luz fortíssima se pôs entre os humanos e o Lúcifer, mas não impedindo que os irmãos voassem um pouco para longe.

— Você não pode matá-los Lúcifer, eles acabaram de se reencontrar.

— Yang! Quer dizer, Yang?! O que faz na terra maninho iluminado? Não deveria estar cheirando o chulé do papai celestial?

— Não sei o que faço aqui, mas não vou voltar aos céus.

— Uuuuh revoltadinho, adorei.

— Não é revolta Lúcifer...

— Christopher, por favor.

— Tá... Mas enfim não é revolta, eu só sinto que é aqui que eu deveria estar, então ficarei na terra.

Os irmãos ouviam tudo de longe, eles sentiam algo acontecendo, mas não faziam ideia do que.

O caçador se sentia atraído pelo Lúcifer, e agora o letrado desejava ardentemente aquele anjo.

Nada normal, mas também na vida deles o que seria normal?

— Acho que tem humanos ouvindo nossa conversa luzinha.

— Não se atreva a tocar neles, Christopher.

— Oh, que fofo, me chamou como eu pedi... está bem então maninho, não tocarei neles, os matarei a distância.

O rei do inferno fechou seus dois punhos e os irmãos começaram a sentir seus corações se apertando como se logo fossem explodir, sangue descia por suas bocas, os dois se encararam e seus pensamentos eram:

“Acabei de reencontrar meu irmão, não posso morrer assim”

Mais uma luz se fez presente na sacristia.

— Não toque nos meus meninos! — O anjo da guarda apareceu ali e desferiu um golpe no Lúcifer, que sorriu pela audácia do anjo. — Ou eu mato você, e não me importa quem você é.

— Ai que chatos, já disse que não estou tocando, estou matando a distância Jisung.

— Saber meu nome não te faz próximo a mim.

— E quem disse que quero proximidade aqui, eu quero respostas.

Todos encararam o Christopher.

— Como assim? — O Yang perguntou. — Você também sofre com angústias?

— Éh é… isso mesmo Yang fofucho, e foi por isso que vim parar aqui, por saber que aqui eu acharia minhas respostas, mas o que eu ganhei? Um anjo da guarda putasso, um anjo da virtude fofíssimo, um letrado nerd bobão e um caçador gostoso para um caralho, mas respostas? NENHUMA! E isso está me irritando muito!

O demônio causou uma explosão e todos voaram pelos ares, indo parar todos no pátio do orfanato, então mais uma vez uma luz apareceu bem no meio deles, dessa vez era uma luz turva, o que fez o rei do inferno sorrir.

— Até que enfim, reforços... Opa pera aí, um cupido e um letrado? Minho? Hyunjin? Com quem vocês estão andando?

Os que acabaram de chegar se olharam e o Jackson falou ao demônio:

— Ira, é hora do show. — E assim que ele falou, ele se afastou para o mais longe possível.

O Minho foi até o centro do pátio e abriu seus braços, os que estavam em volta estavam prontos para lutar, menos o íncubo e o cupido que já sabiam o que viria...

[...]

Flash Back On.

O letrado havia tirado o sangue do íncubo e do cupido em uma boa quantidade.

— Vocês estão bem não estão?

— Sim Jackson, faça o que for preciso.

O letrado misturou os líquidos vermelhos, um era vermelho vivo, parecia puro, era o sangue do cupido que representaria o bem, já o outro era denso e ultrapassando um bordô, mais escuro, quase preto, na verdade, era o sangue do íncubo que representaria o mal.

— “Aperi dimensionem” — Abra a dimensão — “Dimitere Irae” — Liberte a Ira.

E como se algo se rompesse no espaço os três puderam notar que o demônio da Ira já sabiam que eles estavam ali.

— Porra, até que enfim, — O Minho falou saindo de dentro do ringue. — Hwang, Lee, vocês estão bem? Wang...

— Todos estamos bem graças a você Minho, — o letrado falou o tranquilizando. — Inclusive o Jisung.

— Ótimo, e onde estão todos.

— Little Prince.

— O orfanato? Mas que caralho!

— Calma esquentadinho, estamos indo para lá também, você vai libertá-los da ignorância e devolver seus corações ao lugar que pertencem.

— Eu? De novo isso Wang?

— Quem manda ser o de maior autocontrole.

— Hyunjin, me lembre de matar esse letrado quando tudo acabar? — Eles sorriram, mas o cupido estava em pânico. — Calma Lixie, não vou tocar nele. — O cupido respirou aliviado. — E então Wang, o que preciso fazer?

— Dê o seu toque da ira a eles, e isso bastará.

— Tá maluco Wang? Eles vão se matar se eu fizer isso.

— Já ouviu falar que amor e ódio são uma linha tênue?

— Hum... baboseira.

— Não amigo, não é mesmo, e você vai liberar as emoções mais profundas deles para que as lembranças e o amor reapareçam.

Todos os três acharam genial como o Wang achava tudo tão simples.

— Ótimo, se é o que preciso fazer, então farei, agora vamos até eles, antes que meu papai Lu mate todo mundo.

— Vamos!

E assim os três sumiram dali, sem perceber que alguém sorria os observando por todo o tempo, e seu riso era de orgulho e não outra coisa.

— Meus filhos cresceram, estão prontos para fazerem o correto agora, boa sorte crianças suas Histórias sempre estiveram cruzadas, pois é assim que tem de ser, agora vão lá e resolvam isso.

Flash Back Off.

[...]

Little Prince o ATO FINAL!

Rei do inferno, anjo da virtude, anjo da guarda, caçador e letrado sem entender bem o porquê daquilo tudo, foram contra o demônio da ira que agora tinha um largo sorriso no rosto como se aquele ataque em conjunto fosse exatamente o que ele queria.

— Sintam o toque da Ira!

Todo o poder daquele demônio maior foi até eles, alcançando também o cupido que inda não possuía sua total memória, e assim que eles receberam o toque da ira um enorme turbilhão de emoções, sentimentos e lembranças os tomaram e eles foram se reconhecendo.

Por conta do toque da Ira, no início eles se odiaram, se irritaram, mas logo tudo foi sendo trocado pelo real sentimento que os unia.

✶✫

— Minho!

O Jisung correu até o demônio e o abraçou com força.

— Oi, meu guardinha enfezado, sentiu minha falta?

— Senti, mesmo sem saber do que exatamente, eu de fato sentia muita falta, eu senti, céus senti muito... — O anjo da guarda o cheirava reconhecendo o cheiro que sempre sentiu por todo esse tempo longe de seu amado — Eu te amo Minho.

— Eu te amo mais Jisung.

O demônio sorriu largo e os dois uniram seus lábios em um beijo.

꒰✟꒱

— Jinnie, meu Jinnie, meu Deus, eu havia esquecido mesmo de nós, — O cupido chorava copiosamente, mas logo foi abraçado pelo seu amado. — Jinnie, amor, me perdoa.

— Hey meu peladinho lindo, está tudo bem meu amor, você mesmo sem lembrar de nada ficou ao meu lado, confiou em mim e isso só prova que lá, no fundo, você sabia.

— Eu te amo Jinnie.

— Também te amo Lixie.

✧✦

— Binnie, que loucura foi essa, irmão?

O Seungmin abraçou seu irmão que o retribuía com todo amor do mundo.

— Loucura? Pelo que sei isso foi apenas a nossa vida sendo vida Minnie, agora vá, fale com o Yang e eu falarei com o Channie, depois teremos tempo de conversar maninho.

— Te amo Binnie.

— Te amo Minnie.

⊶⊷

— Seungminnie!

O anjo da virtude correu para abraçar o letrado e os dois nada disseram, apenas se beijaram com amor.

— Eu não fui embora Minnie, mas eu não sabia porque não devia ir, eu não voltei para o céu, amor, eu fiquei, eu sempre vou ficar, sempre voltarei para você!

Ele se abraçava com o letrado e o olhava muitas vezes como se tivesse medo de que aquilo fosse um sonho.

— Eu sei que você sempre vai voltar para mim meu anjo, eu senti um vazio por meses sem saber o porquê, mas agora não sinto mais esse vazio, minha vida está completa de novo, você voltou para mim.

Eles dão mais um beijo apaixonado, urgente e repleto de carinho que foi finalizado por suas testas se colando uma na outra.

— Eu te amo meu humano.

— Eu te amo meu anjo.

[...]

⊱⊰

O caçador estava parado contemplando os demais.

Ele estava feliz, mas também em conflito e seu pensamento era apenas um...

“Como eu pude esquecer do Minnie, como fui capaz de me esquecer do Channie...”

— Sinto uma mente fervilhando aqui... — O Christopher se uniu a ele ficando ao seu lado.

O demônio rei do inferno estava aliviado, pois finalmente ele descobriu que tanto lhe faltava nesses últimos meses, mas também estava receoso, afinal ele conseguiu sua resposta sendo apenas ele mesmo e o medo de seu amado o rejeitar por isso era latente dentro de si.

— E eu sinto o rei do inferno tendo medo... — O Changbin se virou ficando de frente para o seu amado. — Você acha mesmo que eu não faria igual a você, Channie? Aliás, você acha mesmo que esse tempo todo eu fiquei quieto com esse incômodo dos infernos de que algo me faltava?

— Você não possuiu pessoas e as torturou para obter respostas Binnie... — o tom do anjo caído soava tímido.

O caçador sorriu e fez um carinho no rosto do seu amado.

— Pessoas não, mas monstros... digamos que matei um ou dois procurando por respostas.

O anjo caído não se aguentava mais com a necessidade de abraçar o seu caçador marrento e não se negando mais o direito a seu reencontro, ele o puxou para um abraço.

— Somos até que bem parecidos, não somos Binnie?

— Você é a minha alma gêmea, Christopher... — Ele se afastou do abraço e o encarou. — Sinto que ninguém nesse mundo me entende como você, e acredito que eu seja aquele que sempre vai te amar por você ser exatamente como é.

O rei do inferno estava verdadeiramente aliviado e o casal estava completamente feliz pelo belo reencontro de todos.

— Senti sua falta, amor.

— E eu a sua Channie.

Os dois se beijaram profundamente e pelo tempo que seus lábios se tocaram os corações de ambos batiam forte e na mesma frequência, eles não tinham dúvidas de que seu amor seria sempre assim, intenso e sem julgamentos.

[...]

Meses depois.

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Os irmãos estavam voltando de uma “caça às bruxas”, eles finalmente compraram a casa onde agora moram juntos e era para lá que eles estavam indo.

— Liga para o cunhanjo Minnie, e fala para ele pedir frango e cerveja para nós, a caçada foi um sucesso.

— Sucesso? Você vomitou centenas de alfinetes, quase morreu e me diz que foi um sucesso?

— Eu morri?

— Não Binnie, mas quase...

— Você morreu?

— Não...

— Então foi um sucesso, não é Minho? — O Changbin falou olhando no retrovisor e encarando o casal que ia com eles no banco de trás. — Fala para ele, fala...

— O caçador tem razão, se ninguém morreu ganhamos lindo.

— Agora você age como se fosse pai do Changbin Lino...

— E você a mãe chata do Seungmin, Sunguie.

— Mamãe e papai? Nem ferrando... amigos, companheiros de caçada, mas só isso.

— Ah, então o Lixie não é o irmãozinho mais novo de vocês?

— Nem vem Jisung, o cupido é nosso neném.

— Então somos uma família agora Binnie?

— Sim, Minnie, família não é só laço de sangue, afinal, quando superamos coisas junto a outras pessoas, elas podem, sim, se tornar a nossa família... e meio que foi isso que aconteceu com a gente. — O Demônio da Ira sorriu e o caçador entendeu o motivo. — Mas o Jisung ser a mãe vai ser dureza Minho, você até que é um pai maneiro, mas a mamãe aí...

— Changbinnie! — O anjo da guarda falou cruzando os braços.

— Viu aí...

— Não zoa o Jisung, Binnie.

— Tá bom filho favorito.

O Minho deu uma gargalhada tão boa que todos no carro se juntaram a ele.

— Não esqueça de chamar o Hwang e o Lixie, hoje tem jogo vamos assistir juntos.

— E o primo rico?

— O Wang?

— Yep!

— Ele vai também, falou comigo o dia todo, ele levará seu novo namorado, um tal de Miyavi Ishihara para a gente conhecer.

O Minho começou a tossir.

— Que foi amor?

— O Jackson tá namorando o Miyavi?

— Sim, ele disse que estava, mas porque essa reação?

— Jijico, ele é um dos demônios maiores, a gula...

— Aaah e é esse o nome que ele está usando?

— Sim... Minnie, meu filho nerd, fale para o Yang pedir muito frango e muita cerveja, vão por mim, esse cara não tem limites.

[...]

Apenas mais uma noite de jogo.

A vida para o Changbin não poderia estar melhor, a casa onde ele agora mora com o Seungmin é praticamente uma mansão, e os letrados anciãos praticamente a deram de presente para os irmãos desafortunados após saberem de suas histórias, e também registraram o Changbin nos altos dos letrados como filho do mesmo casal que adotou o Seungmin, então para todos os efeitos os irmãos agora são igualmente caçadores e letrados e o Seo Changbin possui livre acesso e plenos direitos na instituição e extensões que pertencem aos letrados.

O Changbin olhava a todos um pouco mais de trás, eles estavam em uma área comum da casa que simulava um cinema onde agora assistiam a um jogo muito importante e com um sorriso no rosto ele pensou que mesmo se morresse neste exato momento ele morreria imensamente feliz.

— Eu também, maninho...

O Seungmin se juntou a ele lhe entregando uma cerveja bem gelada.

— Você também o que doido?

— Eu também morreria feliz agora, olha só para nós... nossas vidas têm tudo que eu sempre quis ter...

— É... eu também estou assim, dá até um medo, sabe, mas cara, nós temos mesmo uma família, Minnie, nos reencontramos, temos os amores de nossas vidas e amigos tão inusitadamente bons que sei lá... — Ele se uniu ao seu irmão em um meio abraço. — Para mim é uma vida perfeita.

— Sim, Binnie, é uma vida perfeita.

Os dois brindaram com suas cervejas e sorriram um para o outro.

— Vem maninho, vamos nos juntar aos outros, o segundo tempo do jogo já vai começar.

E sorrindo eles foram, o Seungmin se sentou ao lado do Yang e recebeu um enorme sorriso do anjo, e o Changbin sentou no colo do Christopher e lhe deu um selar carinhoso.

Tudo estava perfeito e todos os casais ali estavam felizes e satisfeitos com a certeza de que suas histórias cruzadas estavam apenas começando.

[...]

Enquanto isso, em algum lugar no céu.

— Então era esse seu plano o tempo todo pai?

— Que seria?

— Unir a todos eles, testá-los e uni-los novamente.

— Um bom plano não acha? Agora temos uma nova história para ver, e com os mesmos personagens que tanto amamos.

— E para quê? — O filho estava mesmo confuso, o que fez seu pai apenas sorrir.

— Filho não questione os planos de seu pai, — O Arcanjo Miguel fez uma breve careta e seu pai celestial sorriu. — Temos agora o que chamo de uma equipe perfeita para uma força tarefa e isso é bom, pois nunca sabemos quando iremos precisar e pode ser que nem demore...

O Arcanjo entendeu bem, na verdade, nunca sabemos mesmo o que está por vir.

— Bom, o Senhor uniu anjos, demônios e humanos pai; se isso é bom, eu ainda não sei, mas inusitado com certeza é.

— É como dizem filho, para tudo há um propósito, e o deles ainda nos será revelado.

— Como dizem? Não foi o senhor mesmo quem disse isso?

— Quem garante filho? Quem garante...

O arcanjo arqueou suas sobrancelhas, fazendo seu pai rir mais uma vez.

— E agora pai? O que faremos?

— Não sei, vamos assistir o segundo tempo do jogo com eles e esperar, essas histórias cruzadas ainda darão muito o que falar, vai por mim filho, e por hora quero apenas ser um espectador, e se você quiser Miguel, junte-se a mim.

— Eu quero... gosto de histórias assim e eles são ótimos protagonistas.

— Concordo filho, agora fique quieto, vamos ver o jogo.

[...]

Há mais coisas entre o céu e a terra...

Autora On.

Essas histórias irão seguir assim como a minha e a de vocês e uma coisa é mesmo fato:

Nós nunca sabemos quando, tudo pode mudar, pode ser agora mesmo, daqui a uma hora ou alguns anos, mas se pudermos guardar todas as lições que a vida nos dá, quando o nosso momento chegar, estaremos prontos.

E o que eles aprenderam?

Que o que é para ser sempre dará um jeito de acontecer, que histórias sempre se cruzam em algum momento, e que o amor é incrível quando vivido de forma plena.

E para o amor ser pleno, basta amar sem amarras, medos ou julgamentos.

É amar, se entregar e viver.

Simples, mas perfeito.

E é exatamente assim que eles seguirão se amando, com todo o amor que pode haver.

Este é mesmo o fim!?... Isso só o tempo poderá dizer...

✶✫⊶⊷ ⊱⊰ ✧✦✧✦ ⊱⊰ ⊶⊷✫✶

Notas finais
Eu amo com força essa Fic, e está me doendo finalizá-la mas é preciso. Vou deixá-la em aberto por hora e gostaria muito de perguntar: Vocês acham legal eu fazer um extra com foco apenas nos casais? Algo mais romântico? Se sim, comentem aqui e eu farei, vou esperar as opiniões de vocês! E sim, como viram tudo era parte de um "plano maior" e o porque disso ficou no ar, pois como disse lá no inicio minha ideia era fazer uma série, mas no momento eu decidi não dar continuidade nisso. Mas como a vida é algo inconstante, quem sabe do nada eu comece um novo arco para eles, se acontecer haverão sinais, então me sigam e vocês saberão. Off tema: Eu estou muito triste, e até um tanto revoltada pois ontem perdemos nossa cachorrinha a Kiara, porque alguém a envenenou, sei que isso não precisava ser dito mas é que me abalou demais, e eu não estou nada bem, então talvez vocês tenham pego muito mais erros na escrita (sinto muito). E também por esse motivo, talvez essa semana eu não poste mais nada. Vou colocar nos avisos para quem me segue saber também... Bom, é isso amores, se você leu até aqui, mais uma vez MUITO OBRIGADA! Ter vocês comigo me acompanhando em leituras é o que me motiva a continuar, e volto a dizer eu tenho um carinho enorme por essa Fic. (mesmo ela sendo flopada). Obrigada por ler "Histórias Cruzadas: O destino e o amor muito além do Bem e do Mal." Fiquem bem e se cuidem tá?! Beijoka da Adnoka!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.