Histórias Cruzadas

29 ✶✫ 28. — O demônio da guarda e o anjo da ira. – MiSung.


Notas iniciais
Eu sei, dei uma sumida, mas é que tive muitos compromissos e não consegui atualizar minhas Fics. Eu ainda estou corrida, mas vou tentar voltar atualizando todas, na ordem de sempre. Avisos: ⚠️Esse capítulo contem cenas de violência (nada extremamente explicito, mas tem), e um uso a mais de palavras chulas⚠️ Vejo vocês nas notas finais. Boa leitura amores!

Alguns dias atrás.

O demônio da Ira foi ao encontro do letrado que todos intitulam como “o biruta” e eles conversavam a sós.

— Você não pode estar falando sério Wang... — O demônio levou suas mãos aos cabelos, os bagunçando um pouco. — Eu proteger a todos? Simples assim?

— É Minho, simples assim, e quer saber? — O demônio o encarava confuso. — Só você poderia estar nessa posição demônio, pois só você tem um autocontrole impecável.

— Falando isso para o demônio da ira? Cara a vontade que eu tô agora é de quebrar essa sua carinha linda.

— Mas você não está a quebrando lindão, e sabe o porquê? Autocontrole!

— Idiota.

— Também te amo.

— Então quando o bicho pegar...

— Você sairá aparando as pontas soltas e nós venceremos. — O letrado se aproximou do demônio e o afagou no ombro. — Sem você Minho, perderemos.

— Tá tudo bem, conte comigo, qual é o plano?

— Preparado? — O demônio acenou que sim com a cabeça. — Então preste bem atenção amigo...

[...]

Momento atual.

— Vamos deixar eles assim Wang? Dormindo?

— O máximo de tempo que eu puder, sim, Minho é o que vamos fazer.

— E se eles acordarem?

— Não deixarei que saibam onde vocês estão, então faça o que for preciso para prender aqueles dois o mais depressa possível e traga o cupido e o íncubo em segurança.

— Tá, eu dou conta... e no salão das profecias?

— Não se preocupe, seu Jisung estará seguro, ele e o Yang vão dar conta e o Chris... bom já deve estar causando o maior reboliço no céu, fora que sua essência nas lâminas do Jisung vai proteger os de lá também.

— Ta, estou ficando nervoso, me dê o artefato, vou partir agora mesmo.

O Wang entregou a ele uma caixa toda talhada com uma linguagem antiga, já muito conhecida para o demônio, que a pegou encarando com receio.

— Está em sânscrito? Pelo fogo do inferno isso é muito poderoso, logo, muito perigoso também.

— Exatamente, meu querido, por isso você deverá ser rápido e preciso em sua ação.

— Você sabe que quando quero, sou extremamente preciso, não sabe.

O letrado deu um sorriso de lado entendendo as insinuações do demônio.

— Estou feliz que agora você tem o Jisung, mas juro que daria muito para você agora.

— Cala a boca birutinha, bom, onde nossos protegidos estão?

— Aqui, lindão, pegue esse colar, feche os olhos e pense neles, você vai aparecer exatamente onde eles estão, e o mais escondido que esse amuleto conseguir te levar.

— Você é muito psicopata, sabia? O foda é que eu gosto disso em você.

— Claro que gosta você é um demônio.

— Okay, chega de papo.

O demônio pegou o amuleto, fechou bem seus olhos e antes de ir ele pôde ver os dois amarrados, o que fez o demônio soltar um meio rosnado fazendo o Wang entender que seu extinto protetor estava ativado, e mais um pouco o demônio desapareceu.

— Um demônio da guarda saindo! — O letrado falou sorrindo e olhando para seus amigos. — Vocês vão querer me matar, mas quando acordarem todos estarão a salvo e vocês prontos para se livrar desse destino de merda que escreveram para vocês, tá bom? Eu prometo amigos.

Dito isso, ele bateu palminhas no ar e se pôs pendurado na sua estrutura de aço, olhando diretamente para seus monitores.

— E agora como será que os anjos estão se saindo?

[...]

No céu.

— Depois que fui enxotado daqui, dei graças por isso... — O Christopher falava consigo e olhava para tudo com um semblante enojado — Oh, lugarzinho sem sal.

Assim que ele terminou de falar, ele sentiu uma presença poderosa e deu um largo sorriso.

— Rafael... o arcanjo CDF, filho perfeitinho do papai, o guerreiro mais enérgico e o mais maluco dos filhos, blá, blá, blá... o papai mandou você vir me dar atenção logo de cara? — Ele sentou em uma nuvem e sorria mostrando todo seu cinismo. — Me sinto lisonjeado assim.

— Lúcifer... — o Rafael o encarou com desdém. — O que quer?

— Nossa, irmão, nem um abraço, nem um “eu senti sua falta amado irmão” — ele falava com sarcasmo e o Rafael estava ficando irritado. — Que triste, e por favor queridão me chame de Christopher.

— Não te chamarei por seu nome mundano, você é patético.

O olhar do Christopher era intenso, mas não demonstrava muito o verdadeiro ódio que ele sentia.

— Patético? Eu irmãozinho? Vê se fui eu que trouxe todo o céu para atacar um irmão que só veio fazer uma visita, ou pensa que não sinto que toda a falange está à espreita? Aliás, preciso dizer, vocês até que estão fortinhos... têm malhado ou algo do tipo?

O Rafael estava prestes a atacar seu irmão.

— Pare com a ladainha desdenhosa, o que quer Lúcifer? O que veio fazer aqui?

— O que eu poderia vir fazer aqui, Rafael? Visitar o papai é óbvio, você sabe que nos visitamos às vezes, não sabe? Inclusive morre de ciúmes por que o filho renegado tem dias de visitas com o papai e o mais fiel e puxa saco não... — Ele saltou da nuvem onde estava e encarou o Rafael colando seu rosto ao do Arcanjo. — Qual foi a última vez que falou com o papai Rafael? Mil anos? Mais? — O sorriso do Christopher era largo e irritante ao seu irmão. — E o patético sou eu mesmo?

— Eu vou matá-lo agora mesmo, sua criatura torpe!

— Ah, é? Vai mesmo maninho?

Já saíam faíscas entre os dois e toda a falange estava pronta para derrubar o príncipe do inferno.

E com suas testas ainda coladas, o Christopher deu a sentença.

— Vem com tudo irmão!

E uma batalha ferrenha se iniciou.

[...]

No salão das profecias.

— Começou Jisung, eles estão lutando. — O Yang falou ao anjo da guarda por sentir a forte energia que a batalha do Lúcifer contra seu irmão Rafael emanava pelo céu.

— Eu tinha certeza que isso aconteceria, o Rafael e o Christopher na mesma sala?

— Vamos achar logo a profecia para poder tirar o Chris daqui.

— Certo, está com as essências?

— Estou, sim, tome aqui. — O anjo da virtude passou dois pequenos frascos para o anjo da guarda que os pegou sem pestanejar. — Vamos nessa.

O anjo da guarda abriu os dois frascos e como se fosse uma fumaça saiu de dentro delas, uma era cinza-escuro, a outra um cinza mais claro, e os dois anjos começaram a sentir vibrações.

— Jisung, por aqui.

O anjo da virtude tocou o ombro do outro anjo que o seguiu de prontidão.

— Tão longe assim, Yang? Tem certeza?

— Tenho, sim, você não sente? — O anjo da guarda acenou timidamente que não. — Ah, mas também não seria algo deixado na superfície, não é? Talvez essa seja a profecia mais valiosa daqui.

— É você tem razão, mas quero muito sair logo daqui, agora somos traidores Yang, todos nós.

O anjo da virtude parou de súbito e se acendeu em uma luz intensa.

— Somos sim Jijico, mas estamos fazendo o melhor para todos acredite... — ele olhou para um corredor onde haviam apenas dois baús. — Ali, vamos pegá-los.

Eles foram até os baús e o Jisung pegou mais dois pequenos frascos e os tomou.

— Vamos ver se o Wang estava certo sobre isso.

Ele foi até os baús que se abriram assim que o anjo os tocou.

— Filho da mãe sabichão. — O anjo da guarda pegou os dois pergaminhos e os passou para o anjo da virtude. — Guarde-os com você, nossa luta já vai começar.

Assim que disse isso, anjos adentraram o salão, era todos anjos da virtude assim como o Yang.

— Nem olhem para o Yang, ele vai voltar comigo, eu fiz uma promessa. — O anjo da guarda falou já se pondo na frente do Yang.

— Jisung... tá aí, muito me espanta um dos nossos melhores guardiões, perdido por conta de um demônio.

— Não se atreva a insultar o Minho, Asaliah ou eu não o deixarei vivo.

— Está me ameaçando? Sabe que sou um anjo da virtude, não sabe?

— Para o inferno com essa merda, estou cansado de vocês serem tão prepotentes assim, depois que conheci o Yang entendi como um anjo deve ser realmente e vocês não chegam nem perto de serem anjos dignos como ele.

— Andar com o demônio da ira está mudando você Jisung...

O anjo que proferiu aquelas palavras nem notou quando a lâmina celestial do Jisung o atravessou.

— Vamos Yang, precisamos achar o Christopher e dar o fora daqui.

— Mas o Asaliah vai morrer?

— Não, ele estará de pé em menos de cinco minutos e eu quero estar longe daqui quando ele se recuperar.

— Tá, então vamos.

Os dois correram para encontrar o Lúcifer, mas assim que saíram outros anjos da virtude estavam à espreita.

— Yang não perca as profecias, eu vou ferir uns anjos aqui.

O Jisung voou até os anjos e eles começaram a se enfrentar, qualquer um que visse a cena diria que o Jisung é um anjo da ira que veio trazer o seu próprio juízo aos céus, ele lutou com bravura, derrubando um por um, mas sem os ferir mortalmente, e o Yang estava boquiaberto com o poder daquele anjo da guarda, porém ele não poderia deixar o anjo lutando sozinho e se acendeu indo juntar-se a ele na luta.

— Fique de costas para mim Jisung, assim terminaremos mais rápido.

— Fechado.

A luta se seguiu e o céu parecia um anúncio de tempestade, tamanho eram os raios vindos dos atritos entre os anjos.

Cada um dos anjos lutava com afinco e protegiam suas retaguardas até que uma escuridão intensa apareceu tomando tudo ao redor.

— Deixem meus amigos em paz! — A voz do Christopher veio cortando a todos como a lâmina de uma foice. — Ou matarei todos vocês.

A força do anjo caído era tanta que os anjos da virtude recuaram e foi aí que viram que o Yang havia sido ferido.

— Merda!

O Jisung gritou e pôde ver um sorriso vitorioso no semblante de um dos anjos que ele logo reconheceu.

— Mihael, seu maldito, eu vou matar você!

E assim ele o fez, em uma fração de segundos o anjo da guarda atravessou o corpo do anjo citado de cima a baixo e uma explosão se deu espalhando a essência de luz por toda parte.

— Pelo fogo do inferno, Jisung você é perigosamente medonho.

— Cale a boca Chris, vamos tirar o Yang daqui.

— Vocês pegaram as profecias?

— Estão no meu casaco. — O anjo ferido falou com a voz fraca.

— Certo lindinho, é melhor irmos logo, a ferida do Yang pode ficar incurável.

— E o que você fez com os anjos que estavam com você Christopher?

— Os prendi em uma jaula, tentei chamar a atenção do papai com a minha ação teatral, mas ele nem deu bola, acho que ele está se divertindo como nunca nos olhando de longe, é a cara dele fazer algo assim.

O Lúcifer falou olhando como quem buscasse ver ao seu pai ali.

— Prefiro assim, se ele nos pega agora, já era.

— Sim, tem razão, vamos de uma vez o Rafael não ficará preso muito tempo.

O anjo caído pegou o Yang no colo e acenou para o Jisung e os três sumiram dali.

[...]

No instituto.

— Como assim o Minho foi sozinho salvar o Hyunjin e o Felix? Tá maluco Wang?

O Changbin, que acordou antes do esperado, estava aos berros.

— Cara, isso tem tudo para dar errado.

— Calma fortão, estou monitorando a todos, inclusive a tropa da profecia está a caminho daqui.

O caçador lembrou de seu namorado e sentiu um aperto enorme no peito.

— Puta merda, como os três estão?

Assim que ele perguntou, os três anjos se materializaram no laboratório.

— Vivos! — O Jisung falou — Mas o Yang está ferido.

— Caralho! — O Changbin correu até eles pegando o Yang dos braços do Christopher. — Yang..., Jeongin olhe para mim agora!

— Calma Binnie, eu estou bem, só está doendo muito.

— Tem certeza cunhanjo? — O caçador o deitou onde o Wang sinalizou para ele — Não morre, por favor, o Minnie precisa de você.

— Não vou morrer, não se preocupe Bin, e vá abraçar seu namorado, foi ele quem me salvou.

— Ele nos salvou, a gente ia perder com certeza.

— Jisung? Está tudo bem amigo?

— Não Wang, não está, quero saber do Minho.

— Nosso demônio da guarda vai tirar de letra a sua tarefa anjinho da ira, não se preocupe, logo estarão todos juntos, mas não aqui.

Quando o letrado falou isso, uma luz azul brilhou no meio do laboratório e eles sumiram dali.

— Ué, pensei que o Wang estivesse aqui, Sr. Barton.

— Ele está aprontando, obviamente não se deixaria ser pego Suk.

Os dois letrados mais velhos tinham um sorriso no rosto, eles queriam descobrir o que o brilhante jovem letrado estava aprontando, mas mais uma vez ele sumiu antes que fosse pego.

[...]

Enquanto isso...

O demônio da ira já estava no local, era um porão de uma igreja antiga, e de onde estava ele já conseguia ouvir e ver o anjo e o demônio que serviriam de sacrifício.

“Minho quando você os vir, não faça nada, espere até que o Gabriel e o Belfegor estejam juntos e prontos para iniciar o ritual, se possível espere que eles deem início ao rito, e aí você já sabe o que fazer...”

As palavras do Wang martelavam na cabeça do Minho, acontece que sim, se preciso fosse ele esperaria por uma era inteira sem se aborrecer, mas foi o que ele viu a seguir que o tirou do sério.

— Insolente! — O Gabriel desferiu um tapa no rosto delicado do cupido. — Você se acha mesmo um deus? É o deus do amor e por isso sai trepando com um demônio Felix? Que decepção.

O anjo pegou uma pequena lâmina e feriu o peitoral do cupido que gritava de dor enquanto o íncubo em completo desespero tentava se soltar para ajudar seu amado.

— Se afasta dele Gabriel ou eu juro que...

— Que o que Hwang? Vai me dar prazer até que eu morra? Não, obrigado essa eu passo, eu jamais me deitaria com um demônio imundo como você.

— Então é isso... você deseja que eu o foda, não é? Queria estar no lugar do Felix para ter todo o prazer a sua disposição Gabriel? Seu papai se agradaria de saber disso? Ah, não ele já sabe não é mesmo? Pois conhece a cada filho seu, e como é ser um pervertido aos olhos do pai?

A lâmina que antes feria ao cupido penetrou as costelas do íncubo que urrava com a dor, pois uma lâmina angelical ardia como ao fogo mais profundo do inferno na pele de qualquer demônio.

— Hum... você é sádico, interessante, o seu real prazer é a dor que causa... cuidado para não gozar assim.

O demônio tinha um semblante divertido, e também dolorido em seu rosto, mas ele jamais se entregaria a tortura daquele anjo medíocre.

— Eu vou matar o seu namorado na sua frente e você não poderá fazer nada demônio imundo, e isso, sim, me dará prazer.

— Tá dando a porra de uma festa Gabriel? Que caralho é esse?

O Belfegor entrou no recinto e o Minho sentiu ódio dele por lembrar que o mesmo também feriu o Jisung.

— Até que enfim, onde você estava demônio idiota?

— Diferente de você eu estava fazendo algo que preste. — O demônio foi até os reféns e puxou seus colares dos pescoços alheios. — Vocês acharam que eu não os pegaria? Sabem quem eu sou porra? — ele encarou o Hwang — Muito me espanta você íncubo, certamente sabe quem eu sou e o que faço, como ousam tentar nos trapacear assim?

Tanto o cupido quanto o íncubo temeram nesse momento, o demônio descobriu seu segredo.

— Isso não é o que pensa Belfegor...

O demônio referido deu um tapa tão forte no rosto do íncubo que fez o canto de sua boca sangrar.

— Não me subestime Hyunjin, ou eu o mato agora mesmo.

— Não mata porra nenhuma, precisa de mim vivo até o momento certo.

O demônio ficou em frente ao corpo ensanguentado do cupido e encarou o íncubo.

— E se eu te disser que a hora chegou demônio de merda? Gabriel, está tudo pronto, vamos começar a sangrar esses dois.

E assim foi, eles começaram a proferir um encanto como se fosse um lamurio em baixo tom e começaram a cortar os seres amarrados em frente a eles, o demônio feria o cupido e o anjo feria ao íncubo assim como mandava o ritual.

— Chega desse show de horrores.

O Minho falou para si, respirou fundo e entrou em ação.

Ele adentrou o lugar onde estavam falando em voz alta, chamando a atenção para si.

“Decipiam te, cum sit lucis — Aprisiono-te ser de luz

Ego te in carcerem ens tenebrarum — Aprisiono-te ser de trevas”

O artefato em sua mão brilhava forte e como se fosse uma tampa se abriu, nesse momento um outro anjo e outro demônio entraram no recinto, mas não tiveram tempo nem de serem identificados, pois o demônio da ira, os pulverizou apenas com um olhar.

— Sinto decepcioná-lo Belfegor, mas você me devia isso.

— Pelo Jisung? Sério que aquilo te doeu tanto?

O Minho o ignorou, pois sabia que aquilo não passava de uma tentativa de fuga.

Arcanjo e demônio não conseguiam se mexer, sentiam ser sugados para dentro do artefato e o demônio da ira se convenceu que sim, ele era o único de sangue realmente frio para completar a missão recebida.

Ele sentia o artefato mudando sua energia, aquilo pesava em sua mão e assim que ambos estavam presos lá dentro ele proferiu.

“Clausum in aeternum — lacrado pela eternidade”

E o artefato se fechou sozinho, fazendo o demônio relaxar e ir até os que estavam presos.

— Inferno, eles maltrataram mesmo vocês. — Ele soltava o cupido e sentiu uma pena desconhecida até então. — Droga, me perdoem eu tinha que esperar.

— Minho, você nos salvou, obrigado.

O cupido disse e desfaleceu.

— Vou te soltar Hwang e vamos vazar daqui.

O íncubo mal se movia, ele estava em pânico por seu namorado e assim que foi solto ele se agarrou ao corpo do Felix.

— Nos tire daqui Minho, por favor ou posso fazer uma besteira.

— Vamos Hwang, seu lindinho ficará bem em breve.

O Minho abraçou o corpo do íncubo que envolvia o corpo do Felix e os três sumiram dali.

[...]

Na Essence Coffee.

— Pode nos dizer o que estamos fazendo aqui? — O Seungmin agora acordado estava indo à loucura por ver o Yang enfaixado e mais pálido que o comum.

— É aqui que vamos destruir as profecias e livrar vocês disso tudo.

— Tanto lugar e você julgou aqui ser o mais seguro?

Nesse momento o Minho apareceu com os seres resgatados.

— Pode não ser o mais seguro, mas é o único lugar onde todos eles podem estar reunidos sem chamar a atenção.

— Aqui... — O Minho entregou o artefato para o Lúcifer. — Os idiotas estão aí dentro, o Hwang e o Lee estão muito feridos cuidem deles e...

O Jisung que correu até ele o beijou não o deixando terminar de falar.

— Aí que lindo... — O Wang falou vendo que o beijo dos dois não seria breve. — Eu quero ter um relacionamento... — ele falou pegando o artefato da mão do Christopher. — Não segure isso muito tempo, seu poder acabar destruindo as defesas do artefato e isso pode libertá-los, deixe isso com o seu namorado ou o seu cunhado, é mais seguro.

Ele passou artefato para o Seungmin que o levou ao seu cofre pessoal e o guardou lá e assim que o fez ele se voltou aos demais.

— Está na hora de destruir a profecia.

Como estava nos planos os donos das profecias referidas se uniram e os demais ficaram apenas olhando, menos o Wang.

— Vocês precisam sangrar sobre o pergaminho e o anjo da ira junto ao demônio da guarda atearão o fogo sagrado nela.

Ele acendeu uma chama azul que possuía um núcleo de pura luz.

— Jisung você queimará a profecia do casal trevas, Minho, você a do casal luz, e vocês dois bebam isso, logo estarão em sua forma mais gloriosa de novo.

Todos ali se sentiam muito gratos pelo Wang, que cumpriu o plano do Changbin de forma impecável, mas sem dúvidas o melhorou em mil por cento, fazendo com que eles estivessem agora a um passo de estarem finalmente livres de seu destino malfadado.

— Depois me lembre de incluí-lo em uma noitada a três Jackson.

— Não me dê falsas esperanças Christopher.

— E quem disse que ele mentiu?

O Changbin falou em meio a um sorriso de lado e o Jackson se sentiu eletrizar, mas nada disse, pois estava tudo pronto para queimarem a profecia e eles não queriam perder mais tempo.

— Prontos?

Um sonoro sim, veio de todos ele e os casais cortaram as palmas de suas mãos e as uniram fazendo com que o sangue se misturasse e caísse sobre os pergaminhos.

— Eu te amo Seungmin. — O Yang falou emocionado por conseguir vislumbrar seu futuro ao lado do seu amado.

— Eu também te amo Yang Jeongin.

O Minho se posicionou perto deles, já com a chama para queimar a profecia.

— Eu te amo Seo Changbin. — O Christopher falou beijando o dorso da mão de seu namorado.

— Eu também te amo Christopher Bang.

O Jisung também se posicionou com a chama do fogo sagrado, pronto para fazer sua parte.

— Podem queimar.

A voz do Wang soou triste, eles teriam notado se não estivessem tão envolvidos.

As chamas consumiram rapidamente o pergaminho e sem que notassem todos eles sumiram da cafeteria ficando lá apenas o Wang e o Hwang.

— O quê? — O íncubo falou desesperado. — Para onde foi todo mundo?

O letrado ia arrumando suas coisas e vestindo o seu casaco.

— Interessante, você ficou... — O letrado sorriu pequeno para o único demônio que sobrou ali com ele. — É, talvez ainda haja uma chance.

O íncubo piscava rápido tentando entender o que aconteceu.

— Fale de uma vez Wang o que está acontecendo?

— Se acalme Hyunjin e me ouça bem, as histórias de todos vocês estavam cruzadas, e os fatos que os trouxeram até esse exato momento só aconteceram pôr a profecia existir...

O íncubo foi tomando um semblante de terror por entender o que o letrado estava querendo dizer.

— Sem profecia...

— Sem história, — o letrado completou tocando o ombro do demônio — Isso mesmo belo íncubo, mas por você ter ficado creio que ainda possa haver uma chance de reencontro para todos.

— Mas porque o Felix? O Minho e o Jisung também sumiram?

— Pense um pouco meu bem, tudo que vocês fizeram envolveu os personagens centrais, o Minho e o Jisung viviam para eles, um para os proteger, e o outro para os desviar, e eles acabaram se unindo, pois os irmãos os uniram, você e o Felix devem ter feito algo em relação a eles também, não é?

— A aposta...

— Uma aposta? — O letrado sorriu por achar aquilo bem interessante — Pois bem íncubo, a aposta de vocês os uniu também, logo tudo e todos estão conectados.

— Então os irmãos também não saberão quem são?

— Boa pergunta... — ele colocou seu chapéu e encarou o Hwang. — Acho que em breve saberemos a resposta dessa, mas eu te aconselho a não intervir em nada por enquanto.

— E o que devo fazer?

— Vá atrás do seu cupido, fique de longe e o proteja, o céu deve estar querendo a cabeça dele.

— Mas eu não poderei falar com ele?

— Fale, mas não diga quem é de cara, veja como ele reage a você e se quer mesmo um concelho, deixe-o em paz, namorar você pode matá-lo e você sabe disso.

— Não serei capaz de viver sem meu Lixie.

— Eu sabia que diria isso, por isso lá vai meu segundo concelho; — O letrado sorriu faceiro e falou em um tom calmo. — Conquiste-o novamente, mas dessa vez nada de apostas está bem? Para o futuro de vocês se alinharem novamente a história não poderá se repetir como foi da primeira vez, é mais seguro que aconteça de forma diferente está bem? Confie em mim Hwang.

O íncubo acenou para demonstrar que havia entendido e o letrado foi indo embora.

— Se quiser encontrar o seu amor, refaça os passos da sua história com ele e tenho certeza de que vai o encontrar ainda hoje, e no mais, se precisar de mim, sabe bem onde me encontrar, por favor se eu puder eu o ajudarei. — O letrado se foi deixando o Hyunjin sozinho ali.

O íncubo ficou ali sem saber o que fazer, e então ele chorou.

— Eu vou te encontrar Lixie, vamos ficar juntos novamente e veremos nossos amigos se reencontrarem também, suas histórias se cruzaram novamente ou eu não me chamo Hwang Hyunjin.

✶✫⊶⊷ ⊱⊰ ✧✦꒰✟꒱✧✦ ⊱⊰ ⊶⊷✫✶

Notas finais
Falange: coletivo de anjos Sânscrito: idioma antigo, dialeto indo-áricos litúrgico e cerimonial ainda usado no hinduísmo, budismo e jainismo. 1: Os encantos usados no capítulo derivam do latim. 2: E com esse capítulo acredito que fechamos um arco, não sei como cheguei nisso mas quando vi estava feito e eu acabei gostando assim, então só espero que tenham curtido o capítulo. Agora é ver o que vai acontecer, para onde cada um deles foi? Eles se lembram de tudo? Um sabe do outro? enfim.. cenas dos próximos capítulos. Obrigada por ler "Histórias Cruzadas". Tenham uma semana incrível. Beijoka da Adnoka.