Histórias Cruzadas
22 ⊶⊷ 21. — Uma caçada em conjunto —SeungBin
Notas iniciais
O Changbin estava em sua casa estudando para um caso no qual ele pretendia solucionar em breve.
— Com certeza é um metamorfo, safado!
Ele lia os relatos que colheu das famílias que aparentemente foram furtadas pelos seus familiares mais amáveis, enquanto comia um hambúrguer bem gorduroso.
— Cara, comer isso aqui é como morder o próprio Deus — ele falava sozinho e de boca cheia. — Desculpa aí Deus, mas só estou dizendo que você é bonzão, que nem esse hambúrguer sabe? Ah, você entende né?
Ele seguia lendo atento tentando rastrear o paradeiro do monstro que iria capturar.
— Será que devo chamar meu maninho para ir comigo?
Assim que ele terminou de falar ele ouviu batidas em sua porta.
— Ué? O Channie não precisa bater, então, quem será uma hora dessas?
Ele foi até a porta e a abriu.
— Maninho? Anjo? — Ele olhou assustado, para o caçador, aquela visita não podia ser uma boa coisa. — Entrem por favor.
Eles entraram, era a primeira vez que o Yang ia na casa do Changbin, e apesar de ser uma casa bem bonita ele via ali a diferença entre os irmãos, tudo na casa do Changbin soava mais rústico, enquanto na do Seungmin o ar refinado tomava conta de todos os ambientes, mas para o anjo essa diferença entre eles era muito interessante, bonita até, e de uma forma que ele não sabia explicar, os dois se completavam.
— Fiquem à vontade, querem alguma coisa?
O Seungmin olhou para as anotações dele.
— Uma caçada Binnie?
— É sim, apareceu ontem e acredito que amanhã eu já pegue o bandidinho metamorfo.
— Nossa, um metamorfo? Faz tempo que não vejo um.
— Se quiser pode ir comigo Minnie.
— Posso mesmo? Eu iria adorar.
— Claro, eu já estava mesmo pensando se o chamava ou não.
— Ah, Binnie, por favor, me chame sempre está bem? Não precisa hesitar, eu sempre vou amar caçar com meu irmão.
O Changbin se sentiu tão feliz que inflou o peitoral de orgulho.
— Está bem maninho, mas agora vamos lá, desembucha, por que vocês dois estão aqui a essa hora? O que pegou?
O casal contou a ele tudo que estava acontecendo e o caçador os ouvia com extrema atenção.
— Um propósito? Tipo, uma missão ou algo maior como os cretinos costumam dizer para justificar suas merdas? Nascemos predestinados a cumprir algo?
— Pelo jeito parece que sim Binnie.
— E quando cumprirmos vamos deixar de existir?
— É isso aí. — O semblante do Seungmin era imutável.
— Ah qual é? — Ele parecia injuriado — E o tal do nosso anjo da guarda sabe do que se trata?
— Isso mesmo.
— Ótimo, e cadê ele que não está nos guardando agora? — O Changbin foi ficando nervoso como se a ficha dele tivesse caindo aos poucos. — Cara que merda isso, Minnie pode ficar tranquilo, ninguém vai tocar em você, eu não vou deixar, morro por nós dois ou mato quem tentar matar você, — ele olhou para o Yang — Não se preocupe cunhanjo, ninguém vai tirar o Minnie de você está bem?
— Changbin, ninguém vai encostar em você também, nem comece com isso de morrer no meu lugar, até porque nós dois fazemos parte disso então acredito que os dois tenham que morrer.
— Ou um deverá matar o outro, e sinceramente? Eu mato quem levantar essa hipótese.
— Se acalme, o Wang me pediu um dia para achar o Jisung, mas tenho certeza que ele o encontrará antes.
— Ah, vocês falaram com o Wang…
— Sim e ele te mandou um beijo Changbin, chamou você de gostosão — o Yang falou sorrindo — Ele se excita quando pensa em você.
— Ah, é? — O Changbin sorria. — Uma pena, ele chegou tarde.
— Pera aí… — O Seungmin falou já sorrindo — Então quer dizer…
— Estou com o Channie mano. — O Changbin falou rapidamente e estava todo tímido.
— Ué, mas quem é Channie?
— O Christopher, o Lúcifer.
— Ah vocês se resolveram então, que bom Changbin, fico feliz por vocês.
— Obrigado Yang.
O Seungmin seguia com um sorriso no rosto e então ele foi até seu irmão e o abraçou.
— Que bom que estão juntos, fico mesmo feliz por vocês Binnie.
— É, mesmo com meus medos eu não pude fugir mais, eu gosto daquele demônio.
— Legal, sejam felizes, é o que importa.
— Estamos felizes, mas em breve eu morrerei, — o caçador fez uma careta — De fato tudo que é bom dura pouco né?
— Pare com isso, nós não vamos morrer.
— Droga, agora estou curioso, qual será a desse propósito aí?
— Seja o que for é algo grande com certeza.
— Sim, eu não duvido disso.
— Será que o Lúcifer não sabe do que se trata?
— Será Minnie?
— Todo ser sobrenatural sabe do propósito de vocês, porém só os mais importantes sabem o que é de fato.
— Ué, mas anjos da virtude não são o alto escalão? Você não deveria saber então?
— Já me perguntei isso várias vezes, alguma coisa não bate nessa história.
— Tente falar com o Lúcifer depois maninho, sei lá, enquanto não achamos o Jisung, de repente ele pode saber de algo.
— Ele foi resolver negócios do inferno, disse que voltaria mais tarde.
— Péra… ele está ficando aqui com você?
— Você tem seu anjo, eu tenho o meu demônio e por favor sem detalhes eu não sobreviveria a isso, fora que eu ir morar no inferno não vai rolar nem fodendo.
Os três sorriram e a timidez do caçador era aparente.
— Bom, já que estou aqui me deixe ver o que reuniu para a caçada sim?
— Claro, pode fuçar à vontade, quem sabe seu olhar de fora não encontre alguma pista nova, vou pedir hambúrguer para vocês, pode ser?
— Ah, por favor, ver suas batatinhas me deu fome.
O Changbin ria largo para o seu irmão.
— Vem Yang, escolha o que você quer, eles têm um cardápio maneiro.
— Certo, obrigado Binnie.
— Olha só isso, me chamou de Binnie, seu anjo é um grande fofucho Minnie, você também é, meu deus que casal fofinho, eu não aguento.
— Tudo que o Yang faz é fofo Bin, não dá para ganhar dele.
— Aaah Seung, o páreo é duro entre vocês vai por mim.
[...]
Depois de um bom tempo analisando as pistas do seu irmão mais velho, o Seungmin viu algo que o Changbin não havia visto e estava mostrando a ele agora.
— Então, a meu ver, são dois metamorfos Binnie, e eles agem em conjunto.
— Cara, se um já é nojento, dois deles deixando fluidos por aí… uhrrgh nojeira em dose dupla, mas você tem razão, por isso tivemos horários tão próximos nas coincidências com dois familiares iguais.
— E é por isso que iremos juntos amanhã, tenho certeza que ele atacará a casa dos Pang e se seguem mesmo esse padrão, será quando o Sr. Pang for trabalhar para tomarem o lugar dele em casa.
— Exatamente maninho, e o Yang também vai com a gente? Ele bem podia nos acompanhar nessa caçada.
— Eu queria Binnie hyung, mas o Seung me proíbe. — O anjo fala um pouco triste.
— Ah qual é maninho, ia ser muito legal ter um anjo caçando com a gente.
— Não quero que ele se machuque Bin.
— Ta brincando? É mais fácil a gente se machucar seu doido, deixe ele ir com a gente vai, não seja um chato.
— Engraçado, quando eu quis caçar com você, você não quis deixar, mas seu cunhanjo pode? — O Lúcifer apareceu na sala do Changbin assustando os dois visitantes. — Olha só temos visitas.
O Seungmin ficou um pouco tenso, afinal era o rei do inferno ali com eles.
— Ah, nem vem Channie, o Yang é bonzinho, ele não vai querer estripar ninguém ou sair matando até quem é inocente, já você? — O Changbin se virou para o irmão — Ele queria torturar o jovem da família Pang.
— Ah, mas eu te mostrei que ele não é um bom garoto Changbinah.
O Seung olhava para os dois, apesar de terem ficado juntos a pouco eles pareciam muito conectados e então ele sorriu.
— Seu irmão está feliz por nós, que gracinha, e vejam só, o anjinho também está, meu deus Bin que casal fofo eles são.
— Não é? Falei isso agora a pouco, quem resiste a tanta fofura assim?
— E como sempre está coberto de razão amor. — Ele encarou o Yang. — Maninho de luz, quer me dizer algo? Por favor, pode falar.
O Yang se sente aliviado por enfim poder perguntar.
— Você sabe algo sobre o propósito para o qual eles dois foram criados Lúcifer?
O Lúcifer gelou, sua expressão mudou na hora e todos ali perceberam.
— Está tudo bem Channie?
— Não Changbinah, nem um pouco bem, quem falou do propósito deles Yang?
— O Arcanjo Gabriel, ele me encontrou na casa do Seung e disse que estava perto dele deixar de existir, Lúcifer…
— Me chame de Chris por favor.
— Está bem, Chris, eu estou com medo, eu não sei o que possa ser, mas sei que não é nada bom.
O Lúcifer ouviu ao anjo, ele sentiu uma certa ternura por ele e pensou brevemente que estava ficando mole, então voltou ao centro principal.
— Eu sei que existe um propósito para esses dois, mas nunca soube qual é... — Ele mirava o nada e os outros três seguiram o encarando — E Pelo que notei você e eu não podíamos saber e agora entendo o porquê.
— Por que estávamos predestinados a eles?
— Exato, ou você acha mesmo que o seu papai babão teria deixado você, logo você, sair de perto dele? Você me parece muito poderoso Yang, com certeza você estar aqui com o Seungmin fazia parte do plano, só me resta entender qual é a merda do plano, e por que demônios estou no meio disso.
— Pera aí? Então amar vocês e vocês nos amarem foi uma armação? Vocês não acham isso ruim?
— Binnie amorzinho, não endoida com isso tá? Nosso amor é real aconteceria de qualquer jeito e é por isso que o plano se formou a partir daí, é só o que sei.
— Então quando você veio me matar…
— Não, eu não sabia quem era a minha alma gêmea, só ouvi rumores de que ela existiria e por causa disso elaboraram um plano, mas eu sei que é algo muito complexo e como também tem o Seungmin fazendo parte disso acho que vai muito além de algo para apenas me afetar.
Ele estava sendo sincero e o Yang sentiu o medo dele.
— O Chris está em pânico assim como eu…
— É anjinho, precisamos descobrir do que se trata e proteger os nossos amores.
— E vocês dois? — o Seungmin falou chamando a atenção de todos para si. — Vocês não pensam que podem estar correndo perigo também? Afinal, se tínhamos que estar juntos e por isso se criou um plano maior, bom, talvez o Binnie e eu não sejamos os únicos a correr um risco aqui não acham?
— É você tem razão cunhadinho, mas sinceramente? — Ele fez uma pausa e encarou o Changbin com ternura. — Eu não dou a mínima para mim, com tanto que o meu Binnie esteja seguro, e aposto minha existência que é o mesmo para o Yang em relação a você.
— Sim, eu não me importo comigo, me importo com ele, eu não quero perdê-lo, mas se para que ele viva e fique seguro eu precise me sacrificar, eu irei sem medo algum.
— Ow chega disso vocês dois? — O Changbin estava nitidamente nervoso com tudo isso. — Mas que porra, vamos esperar o Wang achar o Jisung e falar com ele, vamos descobrir o que tá pegando e resolver isso, mas antes vamos matar uns metamorfos.
— Você vai matá-los? — O Seungmin o olhou firme, mas ele não recuou.
— Minnie, não sou um letrado, isso não é uma incursão e eu não tenho um laboratório de esquisitices onde posso guardar monstros, então, sim, eu vou matá-los.
— E vão levar o Yang e a mim juntos, eu poderia ir atrás do Jisung, mas esse anjo da guarda se esconde muito bem, e até quando ele quer ser encontrado é uma tarefa difícil.
— O Wang disse o mesmo.
— O Waaang… — O Lúcifer falou fazendo uma careta. — Você nem pense em ficar de graça com o cientista louco entendeu Bin?
— Ele acha o Binnie um gostosão, e ele não tem medo de você Chris. — O Yang falou sorrindo, o que fez o Lúcifer fazer uma careta desdenhosa.
— Eu sei tá legal, ele já perdeu o medo dos terrores há muito tempo, ele já foi muito torturado e para ele nada importa a não ser a droga da ciência.
— Ele é loucão mesmo, — O Changbin falou sorrindo — E agora dá para entender ele um pouco mais.
— Sim, o Wang passou muita coisa nessa vida, mas é uma excelente pessoa e também é meu amigo, então ele vai nos ajudar.
— Ótimo, que seja.
— Quem diria que eu veria o lúcifer com ciúmes do meu irmão mais velho.
— Sou ciumento, tá, se bobear vou ter ciúmes de você e do luzinha ali em breve também.
— Jura Channie?
— Sim, Binnie, está no meu DNA, vocês nunca leram a bíblia não? Ciúmes da humanidade, enfrentei o velhote, parei no inferno… essas coisas.
Eles sorriram e o Seungmin se preparou para ir embora com o anjo da virtude.
— Amanhã cedinho voltamos.
— Por que demônios você não dorme aqui? Já disse que minha casa tem mais quartos.
— Não vamos atrapalhar o recém casal.
— Que bobagem. — O Changbin falou ruborizando.
— Yang — o Chris falou e o anjo olhou para ele sorrindo — Proíba seu namorado de dirigir, você é um anjo, se teleporte é bem mais rápido.
— Não é? Falo isso para ele Chris, mas ele não me deixa fazer isso.
— Você estava escondido amor, era por isso, eu só não queria que descobrissem seu paradeiro.
— Então agora poderei? — O anjo perguntou todo animado.
— Sim, claro.
— Legal! — O Anjo sorri e os outros três sorriem o acompanhando.
— Ainda é um anjo, mas você até que é muito adorável, Yang.
— Você também já foi um anjo Lúcifer…
— Verdade, mas eu era bom demais para o céu. — O Christopher sorria da cara dos outros três ali com ele.
Eles se despediram e se foram deixando o casal a sós.
— Sabe Channie, não gostei nada disso, e antes que você fale algo saiba que farei tudo para te proteger também assim como ao Minnie, e não me importo se eu vá morrer, vocês dois vivem.
— Eu te amo tanto Changbinah, mas às vezes você é um tolo.
— E por que diz isso? Quer levar um murro?
— Violento amor? Do jeitinho que eu gosto… — O Changbin se sentiu ruborizar, o que fez o rei do inferno gargalhar — Digo isso por que se alguém aqui vai proteger alguém, esses serão o fofinho do Yang e eu protegendo nossos namorados humanos, tá na cara, não é?
— Desde quando você entraria na frente da bala por alguém?
— Desde que esse alguém é você Binnie, e eu vou proteger o que é importante para você também, logo, o meu cunhado engomadinho ta na lista.
O Changbin o amou ainda mais pela declaração feita, quem defende seu irmão merece o céu na opinião do caçador.
— Um murro não, mas uns tapas nessa bunda gostosa vai rolar agora mesmo, — ele foi até o demônio e o envolveu em um beijo intenso. — Te amo Channie, obrigado por pensar assim sobre o Seung também.
— Eu também te amo Bin, se é importante para você, é importante para mim, — Eles trocavam selares carinhosos e o som dos estalos dominavam a sala onde estavam. — Agora me diz, devo ficar de quatro para receber meu castigo?
O Changbin sorriu largo e mordeu o lábio do Chris e o desejo saltava aos olhos de ambos.
— Deita.
[...]
Quando o casal chegou em casa, o Seungmin notou a impaciência do anjo.
— Hey meu anjinho se acalme, sim? O Wang achará o Jisung e vai dar tudo certo.
— E você realmente acredita nisso, não é?
— Uhum, agora vem cá, amor me dá um beijo.
O anjo foi sem nem pensar duas vezes.
— Minnie, eu vou proteger você e o Changbin também, não se preocupe e eu tenho certeza que o Lúcifer pensa como eu, vocês são nossos amores e faremos tudo para os manter a salvo.
— Ouvir você falando assim me deixa muito feliz amor, mas todos iremos nos proteger e vai dar certo.
Os dois se beijavam e o calor entre eles foi aumentando.
— Vamos para o seu quarto Minnie?
— O meu?
— O nosso, me desculpe, eu esqueço.
— Pois nunca se esqueça, tudo que tenho lhe pertence, do coração aos bens que possuo, é tudo seu.
Os dois se acarinhavam intensamente.
— Não tô nem aí para os seus bens, eu sou um anjo, não preciso de nada disso.
O Yang pegou o Seungmin no colo e o letrado sorriu sem jeito.
— Hey, sou eu quem te carrega.
— Hoje não Minnie, hoje eu estou no comando e vou te amar do jeitinho que eu quero.
— Então tenho certeza que será do jeitinho que eu gosto.
Os dois subiram e a noite foi curta para eles.
[...]
Na manhã seguinte como combinado o Yang simplesmente apareceu com o Seungmin na sala da casa do Changbin.
— Nossa, meu anjo, isso me deixou tonto.
— Você acostuma amor.
Eles selaram seus lábios e sorriram um para o outro iluminando o local.
— Bom dia, pombinhos, chegaram bem na hora do café.
O Lúcifer estava só com uma calça preta de seda, provavelmente do pijama que usou na noite anterior.
— Bom dia cunhado, cadê meu irmão?
— No banho, ele estava uma bagunça só depois do sexo matinal então foi se arrumar.
— Para que os detalhes Lúcifer? Qual é, não preciso saber dessas coisas.
— Seung, você está brilhando, e pela intensidade nós não fomos os únicos que se amaram agora cedo então não seja todo pudorento para cima de mim okay? E venha se alimentar, você precisará estar firme para a caçada e eu fiz panquecas.
O Yang sorriu com a carinha do seu namorado.
— Você vai comer também anjinho? Posso te servir se quiser.
— Quero experimentar sim Chris, eu como para saber como são os gostos.
— Fofo.
[...]
Depois de alimentados e de repassarem o plano eles foram para a casa do Sr. Pang onde pegariam o metamorfo.
— Vou entrar e falar com eles, aproveito para fazer o teste da prata no Sr. Pang para ver se já houve a troca.
— Certo, eu vou para a saída da rota de fuga que traçamos se ele se sentir acuado e correr para lá eu o pego no pulo.
— E eu vou para os fundos da casa. — O Lúcifer falou, já olhando para onde iria.
— E eu fico aqui na frente, se eu vir algo estranho aviso vocês.
— Fechado, vamos nessa — O Changbin falou — E Minnie, se for levar para o laboratório de monstros nos avise agora, pois se eu o vir…
— Você mata, eu sei, vamos fazer do seu jeito mano.
O Changbin gostou do que ouviu.
— Ótimo, se cuidem.
Eles foram para suas posições e aguardaram.
— Pois não a gente Kim, pode entrar por favor.
— Obrigado senhora Pang, só está a Sra. em casa?
— Sim, meu marido, o Sr. Pang saiu bem cedinho para uma reunião de trabalho.
— Ah, entendi.
Nesse momento eles escutam um barulho na porta.
— Amor, voltei. — O Senhor Pang fala colocando sua pasta na mesa.
— E quem é você?
— Sou o agente Kim, vim para interrogá-los sobre os roubos na vizinhança.
— Nossa, os agentes federais cuidando disso?
— Temos nossos motivos senhor Pang, agora se não se importa fale responda umas perguntas para acabarmos logo com isso, sim?
— E se eu não quiser?
— Estará obstruindo o trabalho da justiça. — O Seungmin falou em um tom bem mais sério.
— Se é assim, ainda bem que eu quero não é mesmo?
[...]
Do lado de fora o Yang vê outra figura idêntica à do Sr. Pang indo para os fundos da casa.
“Lúcifer, ele está indo na sua direção, e é uma cópia exata do que está dentro da casa” — O Yang se comunicou mentalmente com o Lúcifer.
“Certo anjinho, obrigado por avisar”.
Assim que o segundo Sr. Pang apareceu o Lúcifer lançou nele uma corrente de prata, aquilo não o mataria, mas ia doer a beça e essa era a intenção do rei do inferno.
— AAAArrrrgh Maldito — o metamorfo gritou silenciosamente para não chamar a atenção dos que estavam dentro da casa. — Me solte seu merda, quem é você afinal?
— Seu pior pesadelo? — o Christopher falou com um sorriso sádico. — Vamos monstrinho dê um sorriso, sua passagem só de ida para o inferno foi antecipada.
Ele se aproximou do corpo que queimava com as correntes.
“Rapazes, peguei um, estou o levando para o inferno, resolvam o resto sem mim, e Binnie, nos vemos mais tarde.”
A voz do rei do inferno ecoou na mente dos outros três e ele levou o metamorfo consigo.
Para a surpresa do Anjo, outro Sr. Pang vinha em direção a eles.
“Binnie, tem mais um Senhor Pang se aproximando, faça o teste para ver se ele é um metamorfo ele vai passar por você em três, dois, um, agora.”
O Changbin que já se movia por conta da fala do anjo apareceu bem na hora ao lado do terceiro Senhor Pang.
— Oi, o senhor pode me ajudar?
O Sr. Pang levou um susto.
— Claro filho do que precisa?
— O Senhor pode me dizer onde fica a igreja mais próxima daqui?
— Hum claro, fica na Sun street umas sete ruas para cima.
— Certo, o Sr. se importa de anotar o nome da rua, e se souber o número também por favor? É que eu vou esquecer o nome da rua.
— Claro filho.
O caçador dá um papel e uma caneta de prata para o homem, era o teste.
— Sun street n.º 4352 — ele falava enquanto anotava. — Aqui filho, boa sorte viu.
Assim que o Sr. Pang passou no teste o Yang que via tudo avisou ao Seungmin.
“O que está com você é o metamorfo.”
O Seungmin ouviu em sua mente e foi testá-lo só para garantir.
— Bom, vocês ajudaram bem, muito obrigado pela colaboração, aqui, pegue meu cartão Sr. Pang e qualquer coisa me ligue.
Ele deu a mão em cumprimento e escondido ali tinha uma faca de prata saindo da manga do paletó do letrado.
— AÍ! Que merda é essa?
A mão do falso Sr. Pang queimou pelo contato inesperado com a prata.
— Te peguei!
Eles começaram a travar uma luta e o Seungmin chegou a feri-lo enquanto a Sra. Pang gritava de medo sem nada entender.
— Durma. — O Yang adentrou na casa e tocou na Sra. a fazendo dormir.
O metamorfo conseguiu se desvencilhar e atravessou com tudo a janela da casa para sair em fuga e quando saiu sentiu um baque de frente para seu corpo e uma dor queimando seu interior.
— Onde você pensa que vai monstro?
A faca de prata do Changbin o acertou diretamente no coração e o segundo metamorfo morreu rapidamente.
— Pegamos ele Seung, como está a Sra. Pang?
— Dormindo lá dentro.
— Esqueça tudo o que viu.
O anjo rapidamente falou enquanto tocava o verdadeiro senhor Pang que estava boquiaberto pelo que acabara de presenciar.
— Boa sorte encontrando a igreja filho. — Ele falou sorrindo para o caçador e entrou em sua casa, encontrando a Sra. Pang já acordando e também sem se lembrar de nada que ocorreu a pouco. — Amor voltei!
— Nossa, eu precisava de um anjo sempre, nas caçadas, — O Changbin falou achando aquilo tudo incrível. — Cunhanjo, você está contratado.
[...]
Mesmo não tendo sido uma incursão, mas sim uma caçada, o Seungmin fazia o seu relatório, assim como o Changbin fazia algumas anotações.
— O Chris levou mesmo o outro para o inferno?
— Pode ter certeza que sim, Minnie, antes de matar, torturar, esse é o lema do meu namorado.
— Por favor, nunca irrite seu namorado maninho.
Os três sorriam, o Yang estava quieto, mas bem satisfeito em ter ajudado na caçada mais cedo.
O Christopher apareceu sentado na bancada todo tranquilo.
— Ah, podem acreditar em mim, mesmo que o Binnie me irrite, eu não conseguirei fazer mal a ele, afinal namorar esse caçador fortão é um constante teste de nervos, mas eu adoro o que preciso fazer toda vez para passar no teste.
— Olha aí, ele voltou todo serelepe, com certeza destroçou o metamorfo, — O Changbin deu um selar no ombro do Lúcifer — Acho que estou com dó do monstro.
— Só dei a ele o que mereceu, existem metamorfos que vivem decentemente, mas aquele lá além de roubar matava sem dó, então não tive dó com ele também.
O Seungmin decidia se estava ou não a vontade na presença do rei do inferno, mas decidiu deixar para lá, era nítido que seu irmão mais velho amava o demônio.
— Seung seu celular. — O Yang falou simplista.
— Amor, ele não está tocan… — Ele parou de falar porque o celular começou a tocar. — É o Wang.
— Atenda de uma vez.
O letrado assim o fez.
“Oi Seung, o Changbin está aí?”
“Está, eu estou na casa dele, e você está no viva voz.”
“Ah, que ótimo, oi Changbin, estou com saudades de poder olhar esse corpão todo aí… — dava para ouvir o risinho dele ao fundo da chamada — um beijo nessa sua boca gostosa viu…”
O Christopher ergueu e muito uma de suas sobrancelhas.
“… e na sua também lúcifer ou você acha que me esqueci de você, cara que casal gostosão né?…”
Dessa vez o Changbin quem fez uma cara de quem não curtiu muito.
“Quando quiserem se aventurar a três, por favor me escolham…”
“E o foco cara? Achou o Jisung?”
“Ah, sim, ei dei o primeiro passo e ele me encontrou, ele irá até vocês até o final do dia, fiquem onde estão, pois eu direi a ele para que os encontrar aí.”
“Certo meu amigo, muito obrigado.”
“Não me agradeça, eu te adoro e farei qualquer coisa para ajudar, agora se o casal delícia quiser me agradecer, sabem onde me encontrar… Beijo Yang, seu fofinho”.
“Tchau Wang!”
— Ele desligou.
— É um louco de pedra esse aí.
— E sem um pingo de medo de morrer.
— Não mate meu amigo Chris, por favor.
— Eu não vou, mas se ele ficar de gracinha com o Binnie ele vai se ver comigo.
Os quatro caíram na risada.
— Então o que faremos agora? Esperamos?
— Exato Binnie, até o fim do dia pode ser a qualquer momento, até faltando dez para meia-noite.
— Cara, eu odeio esperar.
— Também não gosto, mas ele deve ter seus motivos.
— Que seja, seguinte, vão tomar um banho e descansar, vou fazer um rango para a gente enquanto isso, — O caçador foi indo em direção a sua cozinha. — O quarto de vocês é uma suíte, não luxuosa como a da casa do Seung, mas dá para o gasto.
— Vamos pedir comida, não se preocupe Bin, vão vocês também descansar um pouco.
— Por mim tudo bem, então, vou levá-los ao quarto, me sigam.
[...]
Como dito antes pelo Seung já estava bem tarde e nada do anjo da guarda aparecer.
— Cara, que saco isso, por que ele está demorando tanto?
Uma luz surgiu no meio da sala do caçador, os assustando um pouco.
— Porque precisei despistar o Gabriel e o Belfegor para chegar aqui, eles estão de olho.
O Anjo da guarda deles apareceu do nada com o demônio da ira a tira colo.
— Minho? Você agora anda com anjos?
— Oi, Christopher, é acho que sim, assim como você agora anda com humanos.
— Mas vocês estão juntos? — Quem perguntou foi o Yang. — Parece que sim, que legal.
— Não estamos juntos nada Yang, tá maluco?
— Não estamos juntos ainda anjinho, mas logo ele se renderá aos meus encantos.
— O papo está ótimo, estou adorando, — o Changbin disse inquieto. — Mas que tal irmos direto ao assunto?
— Se eu tocar no Changbin vai ser um puta estrago. — O Minho falou sorrindo.
— Você me prometeu Minho.
— Prometi e cumprirei, mas não posso nem imaginar? Ia ser de fato muito “irado”.
O Jisung revirou os olhos e se sentou na poltrona vazia encarando os demais.
— O que temos para contar não será nada agradável, então me ouçam com atenção até o fim e só perguntem depois okay?
— Pera aí, — o Seungmin falou curioso. — O demônio também sabe de tudo?
— Ele é um demônio do alto escalão cunhado, um de meus filhos mais antigos. Ira, o próprio, provavelmente ele sabe.
— O demônio da Ira em pessoa, legal.
O Minho fez uma breve reverência ao Changbin e depois para o Seungmin.
— Podemos começar?
— Por favor.
— Certo, vocês já ouviram falar nos portões do céu e do inferno?
E aquela conversa entre eles prometia ser longa…
✶✫⊶⊷ ⊱⊰ ✧✦꒰✟꒱✧✦ ⊱⊰ ⊶⊷✫✶
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