História de Adônis e Hansuki (Bl)
6 Capítulo 6 – Refúgio
Duas semanas se passaram desde o evento.
O mundo ainda comentava o momento em que Adônis e Hansuki assumiram seu amor ao vivo. Manchetes, posts, vídeos. Para alguns, foi um escândalo. Para muitos, foi um ato de coragem. Mas, para eles… foi libertação.
E agora, eles precisavam de silêncio. De paz. De apenas ser — sem flashes, sem vozes, sem julgamentos.
— Preparei tudo — disse Adônis, pegando na mão de Hansuki no meio da madrugada. — Vamos desaparecer por uns dias.
— Pra onde?
Adônis sorriu de leve.
— Um lugar onde ninguém vai nos encontrar.
Horas depois, estavam dentro de um jato particular, os celulares desligados, as bagagens leves. Roupas confortáveis, sem grifes. Apenas o essencial. Apenas eles.
O destino: uma vila costeira isolada na Grécia. Casinhas brancas, céu infinito, mar cristalino.
Chegaram ainda cedo, o sol nascendo por trás das montanhas. A vila era silenciosa, acolhedora, com pessoas que nem pareciam saber quem eles eram — ou, se sabiam, não demonstravam interesse em fama.
A casa onde se hospedaram era simples e charmosa, no alto de uma encosta. Tinha uma varanda com vista para o mar e um balanço preso à árvore do jardim. Um lugar onde o tempo parecia desacelerar.
Nos primeiros dias, dormiram muito. Riram. Cozinharam juntos. Andaram de mãos dadas pela praia deserta. Hansuki tirava fotos com uma câmera analógica que encontrou no quarto. Adônis, pela primeira vez em anos, lia livros inteiros sem ser interrompido por reuniões.
— Isso aqui parece um sonho — disse Hansuki, numa noite, deitado no terraço com uma manta fina, olhando as estrelas ao lado de Adônis.
— Talvez seja. Ou talvez… seja o começo da nossa realidade.
Eles se viraram um para o outro, as testas encostadas, os dedos entrelaçados.
— Sabe o que eu mais amo aqui? — murmurou Hansuki.
— O quê?
— Que eu não preciso esconder quando te olho com amor.
Adônis sorriu e fechou os olhos por um instante, como quem respira alívio.
— Vamos fazer isso mais vezes. Fugir do mundo quando ele ficar pesado demais. Não como uma fuga... mas como um lembrete. De quem somos.
— Um recomeço, sempre que for preciso.
E ali, sob um céu estrelado e promessas silenciosas, eles recomeçaram. Não precisavam mais se esconder. Mas mesmo agora que o mundo os conhecia, o mais importante ainda era aquilo que ninguém via: o amor que construíram com paciência, coragem e verdade.
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