História De Amor
16 O Que Eu Bebi
Notas iniciais
Casa de Hyoga
O espanto das meninas foi visível. Afinal, ambas não esperavam encontrar o seu diretor da escola recebendo elas ali, quem sabe um parente como um tio ou primo no máximo, mas Camus foi demais para as duas. Pareciam em choque. Olhando atentas para o homem parado em pé na sua frente, a situação começava a se tornar constrangedora quando Saori começa a falar.
–Bem, senhor Camus. -começa a explicar muito sem jeito. -June e eu pensávamos que Hyoga morasse aqui e por isso tocamos a campainha, desculpe o incomodo. -termina de falar vendo a expressão curiosa do mais velho ao fitar as duas.
–Mas o Hyoga mora aqui, e não é incomodo algum. -responde o homem, percebendo novamente a surpresa com a qual as meninas reagiram. -Por que não entram? Acabei de fazer um chá, seria ótimo ter companhia. Sobre tudo duas meninas tão lindas e inteligentes. -faz o convite gentilmente, observando-as entrar e admirar a enorme casa que se escondia atrás dos gigantescos muros, quase em nível da mansão dos Kido.
"O Hyoga mora aqui?" Essa era a pergunta que não queria calar. As duas não compreendiam a situação, principalmente June que estava mais inquieta do que nunca, já que por respeito a Camus decidiu não fazer as milhares de perguntas que sentia vontade.
–Que jardim bonito. -elogiou Saori, passando a mão de leve nas pétalas de algumas flores.
–Gostou? -disse ele se abaixando, colhendo duas rosas, entregando uma para cada menina.
–Obrigada. -agradece Saori, completamente sem jeito, tinha conhecimento do cavalheirismo do mais velho, mas não pensou que era tanto.
–Obrigada. -disse a loira babando em cima dele, até a amiga cutucar ela, na intenção de fazê-la voltar ao mundo real.
–Por favor meninas, fiquem a vontade.-fala ao adentrar na residência. -Vou chamar Hyoga para se juntar a nós. -diz fazendo um gesto para sentarem no sofá, enquanto se dirigia ao quarto do filho.
As duas se acomodaram uma ao lado da outra, com Saori segurando a cesta, olhando a incrível e chamativa decoração da sala. Tudo organizando cuidadosamente, sem perder o charme e a beleza, de uma forma bastante estilosa.
–Escute Saori. Se o Hyoga mora aqui, quer dizer que ele tem algum parentesco com o Camus. -comenta virando-se para a amiga.
– Obviamente sim, mas não sei qual. Deve ser por isso que Hyoga evita tanto ele na escola. -completa Saori analisando os fatos.
–E viu como ele é gentil? É com esse tipo de homem que um dia quero me casar. -elogia June, cheirando a rosa novamente, de um jeito delicado.
–June você só pensa nisso? -questiona a amiga, pois Saori sabia das notas que a loira estava tirando, nada boas, se preocupava por ela viver sempre no mundo da lua, isso atrapalhava seu desenvolvimento.
–Não. Também penso numa maneira de comer, sem engordar. -responde desanimada.
–Depois briga com quem te chama de louca. -argumenta enquanto a outra passa o dedo em uma das estátuas.
O silêncio já se tornava tedioso, quando pela outra porta entra Camus com uma bandeja, mostrando um jogo de chá e um prato com biscoitos, colocando o objeto em uma mesa que havia perto dos sofás.
–Desculpe a demora meninas. Acredito que Hyoga esta dormindo, já que não abriu a porta do quarto.
–Mas esta tudo bem com ele? –pergunta Saori com uma leve preocupação.
–Sim. Um pouco de rebeldia, mas é natural na idade de vocês. –responde servindo a bebida cuidadosamente em cada xícara. -Mas e então garotas queriam chamá-lo para dar um passeio? –indaga oferecendo a primeira bebida para Saori e em seguida para June.
–Na verdade nós viemos entregar isso. –fala dando a cesta para o homem.
–Meninas sinto informar, mas a cesta não é do Hyoga. –confirma depois de analisar o objeto.
–Como não? Se ontem quando o encontramos no parque, ele tava com a cesta. –rebate June tomando um gole do seu chá.
–Bem, meu outro filho Isaak comentou algo sobre ele ter começado um relacionamento. –explica soltando o mesmo delicadamente no sofá. -Quem sabe não é da acompanhante e vocês confundiram. –continuou enquanto sorvia o liquido contido no recipiente.
–É, pode ser. –concorda meio contrariada.
–Mas não sabemos onde "ela" mora não é June. –se prontifica antes da amiga falar besteira, pois percebeu que Hyoga ainda não havia contado que se tratava de um parceiro e não de uma parceira. -Ou você sabe onde "ela" mora? –deu ênfase olhando para a outra.
–Não sei não Saori. –responde a deixando preocupada com o que disse. -Será que podemos deixar a cesta aqui e o senhor entrega para ele devolver para ela? –mas June é esperta e captou a mensagem.
–Claro que sim. –responde sorrindo. -E muito obrigado, foi muita gentileza da parte de vocês.
–Sendo assim, melhor nós irmos não é mesmo? –anuncia Saori levantando.
–Porque não ficam mais um pouco? –Camus adorava companhia, já que Isaak estava sempre ocupado estudando e Hyoga não lhe dirigia a palavra se não fosse para brigar.
–Temos de ir mesmo. Amanhã a senhorita Paradox vai devolver os testes e passar um trabalho. E ela já se adiantou mandando um email com o conteúdo, quero organizar ele antes de anoitecer.
–Estudiosa e organizada como sempre e você June? Vai acompanhar Saori nos estudos? –pergunta também levantando para acompanhá-las até a porta.
–Não sei. Primeiro quero pintar minhas unhas. –ao terminar de falar ambos dão risada, deixando a menina com aquela cara de: “Qual é a graça?”
O senhor da casa as leva até o portão, despedindo-se e entrando novamente. Embora fosse domingo, ainda tinha várias tarefas da escola para resolver, então se prontificou em ir para a sua sala, cuidar de seus assuntos.
–June. O Hyoga é filho do Camus. –diz a garota a poucos metros de distância da casa.
–Por essa eu não esperava. –fala a loira também de queixo caído.
–E o pior é que eu acho eles não se dão bem. –constata.
–Eu tenho certeza. Mas sabe Saori, eu não sei o que se passa naquela casa, embora seja linda, é fria, não tem um toque feminino, as flores do jardim são perfeitas, mas não tem nenhum enfeite no meio delas, como aqueles bonequinhos de jardim.
–Tem razão. –expressou tristeza ao entender o que a loira quis dizer.
–Acho que devemos oferecer ajuda para o Hyoga quando ele mostrar que confia o suficiente na gente. –sugere pegando nas mãos de Saori.
–É por isso que eu te amo June, você é doida, mas seu coração é bom. –diz abraçando-a.
–É eu sei, me ame. –corresponde o ato de carinho. –E que tal tomarmos um sorvete e fazer as unhas? –propõe sorrindo.
–Pode ser. Mas depois vamos organizar o que faremos no trabalho de biologia. –completa Saori.
–Certo. Certo. –concorda a contragosto. -Vamos então?
–Vamos.
Praia:
A noite já quase caia, e o belo rapaz corria pelas areias macias e brancas da praia, admirando o pôr do sol. Gostava dos tons mesclados de laranja, azul e vermelho fazendo a combinação perfeita. Aliadas ao brilho que a água do mar apresentava a àquela hora do dia, formando um verdadeiro espetáculo. Sem dúvida uma obra de arte oferecida pela natureza. E ele observava atento, sem preocupações, já que o local não estava movimentado, o que era estranho para um domingo ensolarado.
Sua mente viajava. O olhar não desgrudava do encontro entre o céu e o oceano, seus pensamentos eram embalados por uma das suas músicas favoritas, tinha os fones de ouvido no volume máximo, adorava aquela sensação de liberdade. Sua distração era tanta que nem percebeu o mais jovem sentado a sua frente, quando deu por si, já estava jogado no chão, ouvindo os resmungos e xingamentos do garoto.
–Seu idiota, não olha por onde anda não? –reclamava limpando o cabelo que havia ficado cheio de areia, após o tombo.
–Desculpa. Eu realmente estava distraído. Te machuquei? –perguntou voltando os olhos para o menor, percebendo que o seu rosto era familiar.
–Não, ta beleza. Só cai fora, quero ficar sozinho. –respondeu de forma pouco educada.
–Que cheiro de bebida. –resmungou ao se aproximar, tentando recordar de onde o conhecia.
–Já disse para se mandar. –retrucou virando o rosto para o lado oposto.
–Quantos anos você tem? –questionou, pois aparentava uns quinze ou dezesseis anos.
–Não quero conversa. Se não sair, então saio eu. –levantou um pouco tonto, demonstrando sua embriaguez.
–Espera. –pediu ficando em pé, caminhando atrás do mais novo. -É uma garrafa de Tequila, que esta escondendo na jaqueta? –nem ao menos recebeu resposta, o outro apenas se afastava. –Eu só quero ajudar. –falou colocando a mão sobre seu ombro, fazendo-o parar.
–Olha aqui. Ninguém pode me ajudar. Se realmente quer fazer algo de útil por mim, se esfumaça. –advertiu o encarando.
–Seus olhos estão inchados. Estava chorando? –observou enquanto o olhar do menino o ameaçava, de maneira que sabia se tratar de pura birra de bêbado.
–Me esquece. –gritou virando-se novamente.
–Se você tem algum problema. Essa não é a melhor solução, não sei de onde você tirou bebida, mas não vai voltar sozinho para casa. –disse dando mais alguns passos na direção do outro.
–É tudo que eu mais quero. Ficar sozinho. –voltou a cabeça para baixo, ainda de costas para o mais velho.
–E se um carro te atropelar? E se você cair na água? E se algo pior acontecer por estar sozinho? –relatou as consequencias, bastante preocupado.
–E quem vai sentir minha falta? –indagou, isso pesou no coração do maior.
–Sua família. –respondeu sem pestanejar.
–Eles só pensam em investimentos e em aumentar nossa grana. Se eles se importassem, eu não estaria aqui. –rebateu.
–Seus amigos. –falou se aproximando mais.
–Amigos? Só ficam comigo por eu ser considerado popular. –explicou puxando a garrafa, pronto para abri-la.
–Eu me importo. –quase suplicou ao quase vê-lo partir.
–Você não me conhece. –afirmou virando a cabeça para trás.
–Mas quero conhecer. Se me der essa garrafa, podemos sentar aqui na praia mesmo, isto é, se estiver disposto a me deixar saber quem você é e me contar o que ta passando na sua cabeça. Eu posso ajudar. –falou enquanto caminhava, até parar em sua frente.
–Uma razão para eu continuar aqui falando com um estranho? –seu tom era irônico, um sorriso meio de canto formava.
–Olha. –respondeu apontando e observando a paisagem que contemplava há alguns minutos atrás. -Nem sempre é assim, não são todos os dias que vejo o mar tão calmo e o céu tão bonito. –percebe interesse ao se deparar com menino admirando a bela imagem e prestando atenção em suas palavras. -Às vezes eles estão bravos, revoltos e chorosos. –continua até ouvir um novo resmungo.
–Eles não choram.
–Para mim choram. Quando o céu chora, o mar sente. Na minha opinião são companheiros, feitos um para o outro. Amantes eternos, quando um está mal o outro também esta, mas hoje eles estão em completa harmonia, você não senti isso? –perguntou vendo o menor sorrir tristonho.
–Depois sou eu quem estou bêbado. –retruca. -Mas ok, eu fico. –disse sentando e colocando a garrafa de bebida ao seu lado.
–Só quero que entenda que todos têm dias ruins, com nuvens cinza tapando o sol, mas não importa quanto tempo dure, ele sempre volta. –terminou a sua linha de pensamentos, sentando perto do outro.
–Que filosofia barata. –debochou, olhando atentamente para notar qual seria a reação do mais velho.
–É a minha filosofia de vida. Para você é barata, mas para mim não. –respondeu bem humorado, sabia que ele estava conversando com um bêbado e que muita idiotice poderia vir da parte dele.
–Que seja. –deu os ombros.
–Não vai me contar o que está acontecendo? –questionou antes que o desconhecido perdesse o interesse.
–Amor. Não tenho sorte com ele. –falou abrindo a garrafa e tomando um longo gole.
–Eu também não e nem por isso eu estou me acabando com uma garrafa. –repreendeu a atitude tomada pelo garoto.
–Acho que essa conversa não vai dar certo. Não quero criticas. –reclamou fechando o recipiente.
–Deixa de ser chato. Vamos começar pelo inicio. Qual seu nome? –retrucou, demonstrando o interesse que sentia em ajudar o pequeno.
–Jabu. E o seu? –agora se lembra de onde o conhece, é amigo de Saori, já esteve em algumas das festas de sua irmã na mansão dos Kido.
–Abel. –não sentiu necessidade de falar que já o tinha visto pelos corredores de sua casa. -Quem quebrou seu coração? –questionou rapidamente.
–Se eu te disser, você vai rir de mim. Mas eu não ligo, nem nos conhecemos mesmo. Um garoto da escola que eu to a fim, ta ficando, namorando ou sei lá, só sei que vi ele beijando um colega nosso. –contou o ocorrido com os olhos marejados.
–E você tentou falar com ele sobre seus sentimentos? –se aproxima mais, colocando a garrafa do outro lado.
–Não e nem vou. –respondeu abaixando a cabeça, apoiando-a nos joelhos.
–Ele não vale à pena? –chega mais perto.
–Não sei. Só sei que quando penso nele, só queria estar com ele, sentir ele, nem que fosse só uma vez. –o choro já começava, algumas lágrimas escorriam nitidamente, mesmo com ele tentando esconder o rosto.
–Meu conselho é parar de beber e encontrar um método de se aproximar dele. Encontrar algo em comum, se ele estiver apenas ficando com o outro menino, ainda tem uma chance dele ser seu. –termina colocando a mão em suas costas, fazendo um leve carinho.
–Pode ser. Valeu. –agradece levantando a cabeça e olhando para o rosto do maior.
–Não chora mais. Um menino tão jovem e bonito tem toda uma vida pela frente. –sorri, passando o polegar gentilmente pela face do outro, enxugando suas lágrimas.
O efeito de bebida fazia Jabu se sentir sonolento e por isso tirou a jaqueta, colocando-a no chão e apoiando sua cabeça nela. Abel apenas o assistiu enquanto fazia isso, o menino sorriu, pegando em sua mão. Adormecendo em seguida. O mais velho pegou seu celular e ligou para um dos sócios de seu avô, o mais chegado a família e perguntou se ele não sabia o endereço da residência do pai de um dos amigos de Saori, chamado Jabu. O empresário lembrasse que o menino havia jantado com seus parentes na sua casa, onde firmaram um contrato, já que seu pai é um rico dono de uma grande linha de calçados.
Com o endereço recebido por sms, Abel pega Jabu em seus braços o levando para casa. O carregou no colo durante todo o percurso, como tinha saído para correr, não pegou seu carro, porém a casa não era muito distante e logo estava lá, sendo recebido por um dos seguranças da imensa moradia.
–Avisarei ao senhor Haruno que você irá entrar. –anunciou o homem depois de entender todo o ocorrido.
–Acho melhor não. Apenas cuide dele. E diga para o senhor Haruno esconder as bebidas da casa. –responde entregando cuidadosamente o menino aos braços do segurança.
Abel se afasta, sumindo da vista do homem de preto, sem deixar informações e nem nada. Sempre foi muito intuitivo e algo lhe dizia que seria melhor assim, apenas pegou o rumo de volta para casa e o seguiu. Contudo, não podia parar de pensar em como aquele garoto chamou sua atenção. Sorriu ao lembrar-se dos resmungos do mais novo e tinha consciência que o veria de novo, mais cedo ou mais tarde.
Dia seguinte:
Escola
O sinal tocou. Quase todos já haviam entrado menos Hyoga que ainda não tinha dado as caras. Shun conversava com Shiryu e Seiya, ainda um pouco tímido, mas controlava-se ao máximo para se enturmar com os demais colegas.
–Cara, eu me ferrei legal naquele teste de biologia. –dizia Seiya rindo para os amigos.
–Eu não ficaria orgulhoso por isso. –responde Shiryu seriamente.
–Vocês são muito certinhos. Shiryu você passou o final de semana todo no meio do mato meditando com seu avô e o Shun ficou estudando. –retruca o garoto sentando na classe do moreno.
–E qual o problema nisso. Você passou jogando vídeo game. –advertiu Shiryu.
–Pelo menos é divertido. –resmungou. -E galera, cadê o Hyoga que ainda não deu o ar da graça?
–Eu tentei ligar para ele antes de sair, mas ele não atendeu. Caixa de mensagem. –fala Shun preocupado.
–Que estranho. Hyoga é sempre muito pontual. –continua Shiryu, começando a se preocupar.
–Posso saber o que falam de mim? –a voz era do loiro e vinha de trás dos garotos, que distraídos nem o viram chegar.
–Hyoga. –disse Shun pulando para abraçá-lo, sendo correspondido pelo mesmo.
–Oi Shun. –cumprimenta, ficando alguns segundos preso a um dos melhores abraços que já havia recebido.
–Ãhn, também estamos aqui. –queixou-se Seiya, estranhando a situação.
–Olá Seiya. Bom dia Shiryu. –saudou os amigos.
–Bom dia Hyoga. Tudo bem com você? –perguntou Shiryu sorrindo para o amigo.
–Tudo sim e com vocês? –respondeu sorrindo para eles.
–Tudo bem também. E ai onde estava? –questionou curioso, saindo da carteira ao qual sentava.
–Resolvendo alguns assuntos. –disse vagamente.
–Hmm menino importante. Deixa de mistério e conta pra gente que assuntos são esses. –ironizou rindo.
Quando o loiro iria responder para o colega, ouviu a professora entrar e dar bom dia para todos, pedindo para a turma se ajeitar.
–Bom dia gente linda. Tudo bem com vocês? Vamos sentando, nos ajeitando, porque hoje a aula vai ser uma delicia.
Shun e Hyoga sentam-se em seus lugares e o mais novo pergunta:
–Ela é a professora de biologia?
–Sim. Ela é muito brincalhona, vai gostar dela.
–Eu acho que sim. –disse sorrindo, tirando seus materiais da mochila.
Enquanto isso, June e Saori conversavam sobre como falariam com Hyoga, pediriam desculpas por terem ido a casa dele sem avisar e que não contariam a ninguém que Camus era seu pai. Mas teriam de pegá-lo sozinho, o que era difícil, já que sempre se encontrava acompanhado dos amigos. As garotas param de falar quando escutam a professora falar sobre o trabalho.
–Então galerinha, eu pensei com carinho na proposta do nosso amigo Seiya e vou permitir o trabalho em dupla. –ao terminar de falar escuta o grito de alegria da turma, sorrindo e fazendo sinal com as mãos para baixar o volume.
–É por isso que eu te amo professora. –disse Seiya saindo de sua mesa e beijando o rosto da mulher.
–Tudo bem, agora sente. Bem... –quando iria começar a falar escuta alguém bater na porta, ao abri-la se depara com Jabu, o menino acordou atrasado devido a ressaca, pela bebedeira do dia anterior.
–Com licença professora. –pediu ao entrar na sala.
–Toda, estava explicando que o trabalho será em dupla. –anuncia vendo o menino se acomodar.
Jabu olha para o canto da sala onde Shun se encontrava, deparando-se com o sorriso dele que acenou, dando-lhe “oi”.
–Contudo, as duplas foram escolhidas por mim, baseadas nas notas que tiraram no exame. Assim, nenhum malandrinho vai levar vantagem em cima dos outros. –agora a turma se manifesta entristecidamente.
–E quando a senhora vai anunciar quem está com quem? –pergunta Saori.
–Agora mesmo amor. Vejamos: Nachi fica com Shina, Saori com Shiryu, Ban você está com Geki, June sua dupla é o Seiya. –é interrompida pelo grito da garota loira.
–Aaaaaaah!
–June, o que houve? Algum problema? –pergunta pensando que a menina havia se machucado ou passava mal.
–Sim, eu zerei a prova não é mesmo? Para ficar com o tapado do Seiya? –berrou desesperada.
–Nenhum dos dois zerou. Mas fiquei decepcionada com a nota. –corrige a professora, mostrando que ficou chateada com ambos os alunos.
–Eu quem deveria reclamar de ter que te aguentar e tapada é você que usa corte de cabelo brega dos anos 80. –responde Seiya lá da frente.
–Pelo menos eu passo desodorante. –enfrenta a ele.
–Então é por isso que vi você comprando inseticida no mercado. –debocha ouvindo risos.
–Os dois já chega. –repreende Paradox. -Se tivessem estudado mais, quem sabe não teriam ficado juntos.
–E o que teremos de fazer? –pergunta Shun que ainda não conhecia seu parceiro.
–Eu pensei em uma saída de campo. Para me relatarem o que encontraram no local, como clima, relevo, flora e a fauna. –explicou dando uma piscadinha para o menino.
–E June, vê se tira essa máscara de halloween para não espantar os bichos. –completa a sessão de provocações.
–Agora sim. –June bate na classe, pronta para levantar, mas é segurada por Saori.
–June, calma! Estamos no meio da aula, se não quiser se meter em confusão. É melhor deixar para bater nele lá fora.
–Mais alguma objeção? Não? Então vamos continuar: Ichi com Algol, Hyoga com Marin... –a professora termina de formar as duplas, mas o recém chegado ainda continuava sem par, quando iria questionar, ouviu a professora voltar a falar. –E por fim, dois alunos estão sem nota, porque não fizeram o exame. Shun, seja bem vindo, você como é aluno novo, fará essa prova após a entrega do trabalho, junto com a sua dupla que estava de atestado, o Jabu.
Ao ouvir aquilo Jabu fica completamente sem reação, apenas observando seu companheiro que continuava a sorrir para ele.
Continua...
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