Notas iniciais
Espero que gostem e comentem pessoal!

Finalmente o estranho grupo havia encontrado um momento de paz. Depois de lutarem contra o tráfico do Nadai na tribo da água, estavam todos exaustos. Decidiram então tirar o dia para relaxar. Yun preparou um delicioso ensopado de almoço, que dava água na boca. Quiseram então curtir um pouco ainda a cidade, já que logo partiriam rumo a uma nova jornada. Yona se interessou por uma feirinha que estava acontecendo próxima a pousada em que todos estavam e os rapazes decidiram acompanhá-la.

— Yona: Aaaah que lindo!! — exclamou animada, admirando os diferentes temperos, tecidos, cheiros.

— Kija: Hime-sama, é incrível, não é? — acompanhou a animação da garota com a mesma intensidade, correndo para a primeira lojinha que encontraram.

— Hak: Ei! Esperem ai! — repreendeu-os, mas foi interrompido pelo amigo.

— JaeHa: Relaxe! Há quanto tempo Yona-chan não tem um dia de garota? Onde sua única preocupação é escolher algo bonito para comprar? — Apesar de simples e bem-humorada, essas perguntas despertaram no moreno uma intensa melancolia, lembrando-se dos dias no castelo em que via a ruiva sempre bem-arrumada.

Olhou-a intensamente, observando o quimono surrado que Yun fizera para ela. Nos pés um sapato já desgastado de tanto andarem. Embaixo de seus olhos ametistas há olheiras pelas noites mal dormidas e, ao redor do tornozelo, um curativo gerado no campo de concentração onde foi forçada a trabalhar. Ela não era mais aquela menina e ele se orgulhava de vê-la se fortalecendo, mas queria dá-la também todo o conforto do mundo. Seus pensamentos foram cortados pelo peso do braço de JaeHa sobre seu ombro direito.

— JaeHa: Venha! Vamos ver algo para nós também. — Ele sentia o peito apertar, pois conhecia a menina bem o bastante para imaginar a dor que ela tem passado com a mudança repentina de vida. Sentia-se um pouco culpado pela forma como a tratara quando se conheceram. A última coisa que queria no mundo era servir o Rei Hyriuu, mas hoje é incapaz de estar onde seu olhar não encontra o dela. Seguiram então para as tendas coloridas, afim de aliviar os pensamentos conturbados.

— Yun: Pessoal, vou estar trocando alguns medicamentos num boticário aqui perto. Não temos muito dinheiro ok? Comprem somente o necessário!

— Todos: Sim mamãe! — responderam ao mesmo tempo.

Foi uma tarde gostosa e divertida, todos provaram os mais diferentes tipos de petiscos, de forma que pela noite não havia fome. A ruiva e o platinado passaram a maior parte do tempo juntos, o que fazia o coração dele palpitar. Primeiro foram numa barraca de tecidos, onde ele alcançara para ela os mais finos e belos que encontrava. Ela provou alguns Quimonos, desfilando para ele, que já estava sem ar só por estar perto de sua mestra. Estavam se divertindo muito juntos. Estranhou ao vê-la se interessar por uma fita de seda branca com pequenos detalhes em vermelho. Ao vê-la a menina sorriu brilhantemente e logo comprou. Sem entender ao certo para que aquilo serviria, decidiu não perturbá-la, afinal de contas, não entendia muito de mulheres!

Um pouco enciumados, os dois companheiros decidiram tomar uma dose de sakê. JaeHa o convidara para visitar a casa da luz vermelha, já que logo escureceria, mas foi negado. Resolveram então gastar esse tempo juntos, observando de longe os outros amigos que perambulavam de um lado pro outro. Ao longe viam também Yun, Zeno e Shin-Ha numa barraca de comidas exóticas. As caretas que faziam eram engraçadas demais para não rir, principalmente Zeno, o mais expressivo de todos. O dragão azul, por sua vez, comia de tudo, sem nenhum problema, o que deixava tudo ainda mais divertido. O garçom então se aproximou, puxando assunto.

— Garçom: Boa tarde senhores. O que gostariam de tomar?

— JaeHa: Olá! Nos traga a garrafa do seu melhor sakê! — respondeu sorridente.

— Garçom: Para beber a essa hora… Devem estar precisando mesmo disso, pode deixar comigo! Mas antes me digam… É por alguma mulher? — A última palavra saiu arrastada, como quem quer ajudar um amigo de coração partido. O moreno se sentiu um pouco constrangido com a intromissão do desconhecido na conversa, mas decidiu levar numa boa.

— JaeHa: Hahahaha! Pode-se dizer que tem uma mulher bem problemática em nossas vidas… — Respondeu olhando de canto de olho para Hak, que sorriu ao refletir sobre o quão problemática Yona de fato é.

Quando todos se reencontraram já havia anoitecido, e os dois pinguços estavam com os rostos corados de tanto beber. Sentaram-se então ao redor da mesa deles e decidiram acompanhá-los. Se Hak ainda tivesse um pingo de sobriedade, teria negado que ela se envolvesse com esse tipo de coisa, mas sequer conseguia pensar nisso. Nem prestaram muita atenção nas sacolas que a moça carregava. A noite estava linda, com a lua cheia iluminando tudo, como um grande farol. Haviam colocado diversas velinhas penduradas como decoração nas barracas, dando um ar aconchegante ao ambiente. Como o grupo era grande, decidiram se mover para uma mesa mais afastada, com uma enorme fogueira do lado. Puseram sobre a mesa 4 garrafas para dividirem, apostando novamente quem conseguia beber mais. Apesar da obvia resposta: Zeno; continuaram para se divertir. Depois que todos estavam servidos, combinaram em tomar tudo como um shot. Entreolharam-se, com os copos cheios, e entre risadas tomaram tudo num gole só. Yona e Yun tiraram boas risadas dos rapazes ao engasgarem e ralharem pelo álcool lhes machucando a garganta.

— Kija: Não precisa tomar isso princesa! Vou pedir um suco para você! — disse preocupado, depois de se recuperar das risadas.

— Yona: Não, não! Quero me tornar mais resistente ao álcool! — afirmou determinada, enquanto estapeava as bochechas com as mãos e se desafiava a tomar mais um gole da segunda dose que tinha em mãos.

— Zeno: A senhorita é mesmo determinada! — sorriu para ela, sentando-se ao seu lado. — Como foi seu passeio, Yona-chan?

— Yona: Foi ótimo! Eu e Kija nos divertimos demais nas lojinhas!

— Yun: Vejo que isso rendeu algumas compras… — Afirmou um pouco preocupado com os gastos.

— Yona: Sim, mas juro que não usei o nosso dinheiro! — Disse enquanto coçava o cabelo, um pouco constrangida por ser a única com sacolas na mesa.

— JaeHa: Não se preocupe Yona-chan! Espero que tenha comprado algo bem bonito para enfeitar seus cabelos. — disse enquanto segurava uma mecha do cabelo ruivo entre os dedos, aproximando o rosto perigosamente dela. Quando seu olhar encontrou o dela, sentiu a proximidade de suas faces, sentindo o rosto corar com a descompostura, afastou-se rapidamente, cobrindo a expressão encabulada com as mãos.

— Yona: Na verdade não comprei nada para mim. — disse sorridente, preocupada com as reações do amigo.

— ShinHa: ….Nada? — perguntou, chamando a atenção dela, que acenou com a cabeça que não.

— Zeno: Então o que tem nessas sacolas, senhorita? — Perguntou curioso, o que tirou dela um sorriso caloroso.

— Yona: Bem, eu pretendia mostrar a vocês amanha, mas talvez possa fazer isso aqui… — pôs as sacolas sobre o colo, buscando aprovação no olhar deles sobre se deveria continuar aquilo ali.

— JaeHa: Por favor, mostre o que atraiu seus olhos!

— Hak: Tenho certeza que só comprou besteiras. — exclamou, recebendo uma cara rabugenta dela.

— Yona: Hak! Que malvado… Na verdade… B-Bem… — Começou meio sem jeito – Eu queria… Queria agradecer vocês por todo esse tempo que passamos juntos. — Tomou coragem e levantou a face para encontrar os olhares curiosos sobre si. — Muita coisa aconteceu desde que começamos nossa jornada e… Se não fosse por cada um aqui, não sei o que seria de mim hoje. Eu comprei algumas coisinhas, pensando em cada um de vocês, como agradecimento. Não sei se vão gostar, ok? É mais simbólico que qualquer coisa… — finalizou super encabulada com a sinceridade que havia tido. Parece que o álcool lhe afetara rápido demais.

Ela então tirou um pacotinho branco de dentro da sacola e alcançou para Kija, que sentiu o coração derreter com o pequeno discurso de sua mestra. Ele recebeu animado, um pouco trêmulo, e abriu rapidamente, encontrando ali a fita de seda que havia visto na primeira loja em que foram, era extremamente bonita, reluzia. Levantou o rosto curioso para perguntar a ela para que serviria, mas percebeu que ela já havia se levantado e agora sentara ao seu lado.

— Yona: Kija… Pode me alcançar seu braço dragão?

— Kija: C-Claro princesa! — estendeu para ela o braço, sentindo um arrepio percorrer seu corpo quando sentiu a pequena mão dela lhe tocar gentilmente.

— Yona: Posso tirar essa fita? — Ao receber o aceno de confirmação do rapaz encabulado, retirou a fita maltrapilha que cobria as belas escamas em seu corpo. Pegou então a fita de seda que havia comprado, embalando o membro dele com cuidado e delicadeza, como se fosse quebrar em suas mãos. O olhar dele se tornou intenso, de forma que conseguia sentir sobre si, mesmo que olhasse para a mão em que trabalhava. Ele sentia seu coração palpitar e derreter com o ato de amor de sua querida Yona. — Você sempre se cobre… Apesar de achar essa parte do seu corpo muito bela… Entendo que não pode ficar exposta sempre. Então quis te dar algo para te lembrar do quanto sou grata por me emprestar sua força, por… lutar por mim. — segurando-o, levou a mão até sua boca, beijando-a. Levantou então os olhos, encontrando os dele, assim como seu rosto surpreso e pesado, como se estivesse se contendo de alguma forma. Ele então pôs sua mão humana sobre o novo presente.

— Kija: Obrigada… Princesa. Sempre te servirei, até a minha morte. — apesar da educação de sempre, sua voz estava mais rouca e grave que o normal, o que deu nela um arrepio.

Ela então pegou outro pacote, dessa vez da cor azul, e se aproximou de ShinHa. Ele abriu devagar, quase que perguntando silenciosamente se fazia a coisa certa. Quando se deparou com um pequeno sino vermelho, preso a uma fita de cetim vermelha, olhou-a confuso. Era muito bonito o objeto, tinha bordado um dragão em relevo preto e os detalhes pareciam ser em prata.

— Yona: Quando nos conhecemos, lembro que você usava sempre um sino na sua máscara. É verdade que queria ver seus olhos mais vezes… — confessou meio sem jeito – Mas entendo que tem um significado importante pra ti. Pensei então em dar algo que te fizesse lembrar de mim. — Apontou então para a espada que estava no quadril dele, de forma que ele alcançou a ela – Gostaria que não usasse isso mais na máscara que esconde seu rosto, mas na espada que tantas vezes me salvou. Amarrou então na bainha do sabre preto, ficando um detalhe pequeno e muito belo. Um pouco nervosa com a forma como ele reagiria, retraiu os ombros. Ele então tirou a máscara, para a surpresa de todos, olhando-a no fundo de seus olhos.

—ShinHa: Obrigada. — finalizou com um sorriso de derreter corações.

O terceiro embrulho era amarelo, e todos já imaginavam para quem seria. Abriram então espaço ao lado de Zeno, onde ela se sentou. Ele lhe abraçara antes de abrir o pacote, sempre carinhoso e expressivo. Ao abrir, viu um pequeno pingente em forma de sol, dourado e brilhante, era de ouro maciço. Sentiu então Yona se posicionar melhor a sua frente, o que o fez se virar para ela também. A menina então pegou cuidadosamente o pingente e levou a mão até o estranho acessório que ele sempre carregava na bandana. Quando entendeu o que a moça pretendia, sentiu seu semblante mudar, tornando-se confuso, tenso, um misto de muitos sentimentos, todos intenso. Ela lhe pediu permissão com o olhar e ele acenou em concordância. As pequenas mãos foram ágeis em prender o sol entre as bolinhas azuis no cordão a sua frente. Ela então o olhou de perto, ainda com uma das mãos tocando o brasão do dragão vermelho.

— Yona: Como disse no dia em que nos conhecemos… Você é como um sol para mim, Zeno. Obrigada por sempre ser a luz em nosso meio, por sempre zelar por nós. — tornou-se tímida com a expressão séria do garoto que sempre fora brincalhão, escondendo os olhos com a franja e afastando a mão do objeto. — Desculpe por ser presunçosa e pôr isso ao lado do presente que Hyriuu te deu… — Antes que pudesse retirar o pingente, preocupada com a retalhação dele, sentiu os lábios do loiro sobre sua testa, enquanto as mãos dele se embrenhavam em seu cabelo. Surpresa, levantou o rosto para vê-lo de frente. Suas testas estavam encostadas, assim como a ponta de seus narizes. Encontrou-se imersa no oceano daquele olhar, que agora estava marejado, com pequenas lágrimas escorrendo pelo canto dos olhos. Antes que pudesse falar qualquer coisa, ouviu-o confortá-la.

— Zeno: Não pense isso, senhorita. Zeno só está muito surpreso… Muito feliz. Eu servi meu rei uma vez, mas hoje sou, e sempre serei, seu. — Quando percebeu que as palavras saiam em tom mais grave que o que ele gostaria, provavelmente pelos desejos que tinha que disfarçar, afastou-se, secando as próprias lágrimas e dando-lhe um doce sorriso.

O próximo era marrom, um tom de chocolate. Sentou-se ao lado de Yun, que estava ansioso, sem saber se ganharia um presente. Abriu sorridente, feliz só pela lembrança de sua amada amiga. A primeira vista, parecia um livro de receitas, mas ao abrir percebeu que as páginas estavam todas em branco. Olhou-a um pouco confuso e percebeu então que se tratava se um caderno, para que ele escrevesse seu próprio livro. A capa era dura e havia uma bela pintura na frente. Lembrou-se de quando comentara com ela que esse era um de seus sonhos. Incapaz de conter a alegria com a sensibilidade da moça, abraçou-a forte.

— Yona: Você é um gênio, Yun! Obrigada por sempre cuidar tão bem de nós todos. Você é como um irmão pra mim. — Disse enquanto afagava os cabelos castanhos emaranhados em seu tronco.

— Yun: Obrigada Yona! De verdade… Você é uma irmã pra mim também. — Seguraram as mãos um do outro, contentes.

O quinto era verde, o que fez JaeHa se ajeitar na cadeira, esperando a proximidade da garota, que logo veio. O que ele não esperava era que seu coração disparasse tanto com isso. Estava ansioso? Sim… Mais do que já estivera ao lado de qualquer mulher em sua vida. Quando pegou o pacote, sentiu seu rosto corar um pouco, grato pelo carinho dela. Encontrou ali um adereço masculino: uma fita grossa preta, com vermelho nas bordas e uma pequena flor branca bordada. Ela levantou-se e foi para trás dele.

— Yona: Posso mexer no seu cabelo?

— JaeHa: Sempre que quiser, querida.

Tentou manter a postura sarcástica e provocante, mas sentia seu coração na garganta. Em sua vida, nunca recebera muito carinho e afeto. Só tinha experiências desse gênero em bordéis, mas pagava por isso. Nunca tivera alguém que simplesmente lhe acarinhasse por amor. Sentiu as pequenas mãos retirarem o laço que prendia suas madeixas, voltando os longos fios verdes. Ela penteou seus cabelos com cuidado, provocando nele arrepios pelo contato, principalmente no pé da nuca, que ele controlou pesando a respiração e fechando os olhos. Ela não tinha ideia do que estava fazendo com ele. Antes de prender, apontou para a fita que o rapaz segurava, fazendo-o abrir os olhos.

— Yona: O vermelho simboliza o meu cabelo, e a florzinha no centro representa o Senjusou, da vez que nos conhecemos. — Tomou-a em suas mãos e prendeu novamente o cabelo dele. Ao sentar-se novamente e olhá-lo, sentiu a mão grande em seu pequeno rosto, trazendo-a para perto. Por um instante ela sentiu seu coração parar, nunca estivera tão próxima de um homem antes. Há alguns centímetros de distância da boca dela, ouviu-a chamar seu nome de longe, trazendo-o para a realidade. Ela fechara os olhos, nervosa. Ele então engoliu em seco, virando suavemente o rosto dela para a direção da mão que o apoiava e beijou sua bochecha, logo abaixo do olho. Queria roubá-la para si desde o dia em que a conhecera, mas não podia. Ela era pura demais para as usas mãos sujas… Ao menos era assim que ele se sentia. Aquele beijo, diferente do de Zeno, com o qual já estava acostumada, deixou sua face fervendo.

— JaeHa: Perdoe esse pervertido, Yona-chan… Não pude me segurar. — afastou-se, soltando-a, que logo saiu para pegar o último pacote, afim de se distrair dos sentimentos que deixavam seu coração pulando dentro do peito.

As atitudes dele geraram ciúmes nos outros colegas, que também alimentavam fortes sentimentos pela garota, mas decidiram deixar tudo correr tranquilamente, afinal de contas, ela tinha o direito de fazer o que quisesse, com quem quisesse. Pegou então o último pacote, dessa vez era preto, e sentou-se ao lado de Hak.

— Hak: Não vai me dizer que é uma bomba. — afirmou brincalhão, tirando sarro dela. Ele amava aquela cara de emburrada.

— Yona: Hak! — o repreendeu.

— Hak: Então é alguma comida envenenada…

— Yona: Pare com isso! Vamos, abra logo o pacote! — fez beiço e virou-se pro outro lado, irritada.

Seus olhos azuis se arregalaram ao ver ali um pequeno pingente, preso a um cordão preto. Tocou experimentalmente, mas logo ela o tomou e pôs ao redor de seu pescoço. Ainda com a mão na pequena estrutura, olhou-o firmemente.

— Yona: Esse é um pingente que traz boa sorte… Pedi para que os deuses te protejam sempre, que cuidem de ti.

Ele então cobriu os olhos com a franja, deixando-a tensa, mas logo deu-lhe um dos sorrisos mais puros e verdadeiros que já dera em toda a sua vida. Se perguntara se já houve algum momento em sua vida em que não estivesse apaixonado por essa ruiva problemática. Só conseguia sentir gratidão pelo reconhecimento de sua amada.

Hak: Obrigada… De verdade. — falou enquanto segurava aquela pequena estrutura, que agora significava o mundo para ele.

Depois de um longo momento de alegria e cumplicidade entre o grupo, tomaram mais uma dose, e Yun finalmente fez a pergunta que não queria calar.

Yun: Yona… Muito obrigada mesmo por tudo isso… Mas… Como exatamente pagou por isso? — perguntou, chamando a atenção de todos.

Yona: Eu tinha guardado um pingente muito valioso, ainda dos meus dias do castelo. Queria trocá-lo por algo importante um dia e bem… Agora consegui. — essa revelação deixou todos pasmos, já que haviam descoberto a verdade sobre a presilha com Hak, no dia em que Yun deixara cair a sacola dela na água.

Hak: Yona…

Yona: Está tudo bem, Hak.

Notas finais
Aguardo ansiosa pelos comentários!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!