História After You -
1 Capítulo - Recém Casados
Notas iniciais
O retorno para Nublar após a lua de mel foi bastante cansativo, devido ao atraso do piloto do jatinho. Claire queria ter demitido, mas Owen a acalmou.
O apartamento de Claire no hotel, agora ganhara um aspecto totalmente diferente. Foi reformado desde as paredes até cada objeto de decoração, escolhido pelo casal. Era aconchegante e tinha bastante espaço para os dois. O loiro fez questão de levar ela para dentro da casa nova no colo, assim como fez na lua de mel. E visitarem cada cômodo.
— O que achou? – ele comenta.
— Ficou perfeito, amor... — olhou para ele sorrindo. — Nossa casa! Nosso lar!
Owen também havia aprovado, embora tivesse que se acostumar com aquele cenário, tão diferente de seu bangalô bagunçado.
Agora eles teriam o trabalho de limpar tudo e organizar as coisas no lugar, inclusive os presentes de casamento. Ao final do dia, Owen acrescentou um toque final na decoração. Um lindo porta-retratos com uma foto do casamento.
— Acho que acabamos...
Ela sorriu e o abraçou olhando para fotografia.
— Agora ficou perfeito! — o dá um selinho. — Nunca pensei que gostaria tanto de arrumar uma casa, igual agora. — O encarou. — Precisa ir no seu bangalô buscar mais alguma coisa meu marido?
— Quer que eu traga aquela velharia para cá?
— Não... — sorriu. — O que vai fazer com ele?
— Deixar lá, Claire. Que pergunta. Lá é nossa segunda casa. — Afastou-se dela para ir tomar quatro grandes copos de água. — Vou sentir falta dos mosquitos.
Ela sorriu e se sentou no sofá, teve uma ideia, mas não contaria para ele. Faria uma surpresa.
— Quer ir jantar em algum lugar, ou podemos pedir... ou fazer algo... estou com fome.
— Vou pedir nosso jantar, amor. Que tal, uma torta bem grande de carne?
Por um momento ela sentiu vontade, mas preferia não exagerar.
— Ah amor, pede a minha salada... vou dormir logo. Torta é muito pesado.
— Ok, madame. — O marinheiro fez o pedido e se juntou a ela no sofá, ligando a grande TV da sala de estar. Era imensa, como ele sempre sonhou. — Vou ver meus jogos e lutas nessa belezinha, nem acredito. — Comentou deitando a cabeça nas pernas dela preguiçosamente.
A ruiva colocou a almofada nas pernas para melhor conforto dele e começou a acariciar os cabelos loiros e macios.
— Vai sim... — sorriu abaixando e beijou sua bochecha. — Vamos poder assistir muitos filmes também... — olhou ao redor feliz com o novo lar.
O jantar não demorou a chegar, Owen comeu como um cavalo e foi dormir logo em seguida. Afinal no dia seguinte teria que trabalhar.
Claire demorou um pouco mais para dormir, perdida em seus pensamentos quanto admirava o marido dormindo. Tão lindo. Tudo o que ela precisava na vida estava deitado ao seu lado. Com ele, ela não precisava de mais nada para ser feliz.
*
Pela manhã a ruiva acordou primeiro, antes do horário de costume. Levantou rapidamente com cuidado para não acordar Owen, tomou banho e logo já estava arrumada para o trabalho. Vestia uma saia lápis preta, camisa social branca, saltos pretos, cabelos e maquiagem impecáveis.
Foi para cozinha e preparou o café da manhã para ela e o marido, com tudo o que ele gostava. Colocou na bandeja e levou até a cama, deixou ao lado para que quando acordasse, não derrubar.
— Amor... — sentou ao seu lado selando lentamente seus lábios com um selinho. — Acorda... sussurrou.
— Hmm? — Resmungou, virando na cama sem nem mesmo abrir os olhos.
— Acorda denguinho... — começou a distribuir beijos em seu pescoço. — Precisa tomar café, temos que trabalhar.
Owen sentou-se de cara feia, mas logo ela mudou quando viu a ruiva toda arrumada para sair. Os pensamentos perversos do loiro começaram a surgir enquanto beliscava um pedaço de bolo.
— Está uma delícia esse café da manhã, quero ver se a dona que fez ele também está...
— O que está insinuando senhor Grady? — sorriu ficando levemente corada. — Precisamos ir trabalhar... — morde o lábio inferior.
— Acho que você entra antes de mim hoje, não é?
— Sim... — suspirou.
O loiro terminou de comer e foi tomar um banho de água fria para espantar o sono e o tesão, para então se aprontar para o trabalho.
— Claire? Você viu meu colete?
Ela o olhou cerrando os olhos.
— Para que colete, amor? Não vai para o escritório?
— Vou depois, quero passar no paddock.
— Está bem... vou indo então. — pegou a bolsa e foi até ele. — Seu colete está na segunda gaveta, perto da porta. — sorri. — Quando chegar no escritório me avisa, preciso te passar umas coisas e... hoje à noite te recompenso. — O dá um selinho demorado. — Te amo!
— Te amo mais.
*
As duas últimas semanas convivendo juntos foi muito diferente do que imaginavam. Apesar de sempre ter sido o sonho do loiro, acordar todas as manhãs ao lado de Claire, tinha também que lidar com as indiferenças. A bagunça dele sem limites principalmente. Mas ao final da noite tudo se resolvia com uma boa dose de sexo em qualquer canto da casa, e muito amor. Logo já estavam bem novamente. O trabalho do paddock e escritório estava sendo bastante tranquilo, tudo sobre o controle.
Carregado com sacolas e mais sacolas, vindo do supermercado da ilha, Owen deixou sua maleta de couro italiano caída sobre o sofá da sala de estar, tomando o caminho da cozinha ampla e arejada. Esparramando as sacolas sobre a bancada de mármore, começou a retirar todos os produtos que havia comprado e escolhido minuciosamente a dedo para preparar um delicioso jantar.
Arqueando um pouco as sobrancelhas, Owen checou as horas no relógio de pulso. Haveria tempo suficiente para preparar o jantar e ainda para tomar um bom banho antes que sua esposa chegasse de mais um dia estafante de trabalho no Centro de Controle, em que tivera de dobrar o serviço.
Definitivamente era um cozinheiro de mão cheia, conseguia arrancar vários elogios de quem quer que provasse suas invenções na cozinha. E lá estava ele as volta com os ingredientes e a receita que havia pego na internet. Por que não fizera tortinhas de atum que a ruiva tanto amava? Talvez porque gostaria de inovar, mostrando que poderia fazer algo diferente para sua amada esposa, e ele adorava surpreender Claire.
Com a lista de ingredientes nas mãos, começou a checar se não havia esquecido nada. Volvendo os olhos por toda a bancada, localizou a sacola que havia deixado separada. Não haveria tempo de fazer alguma sobremesa, por isso mesmo, lá estavam os profiteroles com creme de baunilha e cobertura de chocolate que Claire gostava. Levou a bandeja com os doces para a geladeira e, arregaçando as mangas da camisa, começou a preparar o jantar.
Primeiro colocou o músculo bovino na panela juntamente com a manteiga, em seguida começou a picar as cebolas, o dente de alho e o tomate. Lembrou-se das ervas e as picou também. Ao terminar essa parte, logo foi a vez de abrir a panela e espiar se já estava no ponto certo. Com um sorriso vitorioso nos lábios, começou a refogar a carne com o resto dos ingredientes.
Não deveria demorar muito, pois em panela de pressão, dependendo da carne, tudo cozinhava mais rápido. Arqueando um pouco as sobrancelhas, experimentou o sabor do tempero do molho, e assim que finalmente tapou a panela para a parte final da cocção, seguiu apressado para o banheiro. Um rápido banho para relaxar, antes de trocar de roupa e aguardar a chegada da ruiva. Teria exatos quarenta minutos para voltar a destampar a panela. Tempo mais que suficiente para poder se acertar.
Quando já estava quase pronto, faltando apenas alguns poucos detalhes, ouviu o som abafado de seu celular. Ele o havia deixado na sala. Assim que o atendeu, ouviu a doce voz. Com um leve sorriso nos lábios, descobriu que dali uns vinte minutos a ruiva estaria chegando. Esta queria saber se precisavam de alguma coisa, mas não havia necessidade.
Após desligar o telefone, Owen seguiu até a cozinha. Destampando a panela de pressão com cuidado, sentiu-se muito satisfeito. O cheiro estava delicioso, e ao provar um pedacinho da carne, ela derreteu em sua boca. Seria melhor deixar na panela por mais um tempo, assim não correria o risco de esfriar.
Voltando para o quarto, terminou de se arrumar. Sabia que assim que a esposa chegasse, esta iria querer tomar um bom banho, mas desta vez ele iria tentar mudar um pouco a vida regrada da ruiva.
*
Assim que desligou o celular, Claire começou a arrumar suas coisas para ir finalmente embora. Após um longo dia de trabalho, só queria chegar logo em casa, tomar um banho e se aconchegar nos braços do marido. Definitivamente a melhor parte de seu dia era quando estava com Owen. Seus pensamentos, corpo e coração estavam em sua casa, para ser mais específica, estavam onde Owen estava.
Como o amado disse que não precisava de nada, logo a ruiva já estava no hotel. E ao abrir a porta da casa, sentiu o cheiro da melhor comida. A do marido. Claire não pôde deixar de sorrir largamente.
— Amor? — fecha a porta atrás de si, colocando a bolsa sobre o sofá indo rapidamente até a cozinha. Seu coração dispara, ao encontrá-lo ali. Tão lindo em frente ao fogão. — Oi...
— Boa noite! – Owen cumprimentou, parando recostado ao batente da bancada. Trajava sua camisa social branca, calça preta e tênis. Os cabelos loiros molhados e levemente arrepiados, e no bolso os óculos de leitura. — Fiz algo para nós. – e ao perceber o modo curioso com que era mirado, prosseguiu. – Fiz Boeuf Bourquignon. Já está pronto! Venha, deixe que eu ajudo você com o seu casaco. Vamos aproveitar que está quente. – o loiro não deixou que a esposa tivesse outros planos e que os executasse.
Claire o olha minuciosamente com um lindo sorriso de canto. Ele estava deslumbrante. Uma beleza que era realçada com o brilho em seus olhos, ela também notou o quão cheiroso o marido estava. Aquilo tudo a fez estremecer.
— Uau... — sorri. — Deve estar uma delícia, eu só preciso tomar um banho primeiro... Me arrumar um pouco...
— Está linda assim... — Gracejou ao mirá-la com interesse e sedução. O loiro envolve-a pela cintura, afundando as narinas no pescocinho dela.
— Amoooor... — suspirou sentindo seu corpo inteiro se arrepiar com aquele gesto, o envolveu pelo pescoço com os braços. — Eu... trabalhei o dia todo... — a voz saiu falhar com tamanha aproximação e fechou os olhos. — Estou com cheiro de escritório...
— Pará de manha. Vem. — Após trocarem alguns beijos, Owen a fez se sentar na mesa cuidadosamente decorada por ele mesmo, a luz de velas, pequenos vasos de flores, tudo na pequena varanda com vista privilegiada do resort. — A propósito, está com o mesmo cheiro de baunilha de sempre. – fez uma pausa ao sentar-se à frente dela do outro lado da mesa.
— Não sei de onde tirou isso de que cheiro a baunilha. — sorri se acomodando na cadeira. Claire o mirava com encanto e desejo e em nenhum momento desviou o olhar do dele. Estava tudo perfeito, a mesa que Owen havia preparado e a vista magnificas da sala de jantar. — O que temos para hoje, senhor Grady?
— Nem prestou atenção no que eu disse, senhora Grady? – sorriu ao servi-los com a Boeuf Bourquignon. – Espero que esteja a seu agrado. – Owen gostaria que o seu prato ficasse pelo menos parecido ou bom ao paladar refinado da esposa.
Claire fica vermelha com a observação dele.
— Me desculpe. — sorri gentilmente. — É que a partir do momento em que te vi, só consegui prestar atenção no quão atraente está hoje. — o olhava intensamente, não esperou muito e começou a degustar a comida preparada pelo marido. — Owen... — suspirou e fechou os olhos por um breve momento, voltando a mirar o amado a sua frente. — Está incrível, amor!
— Que bom! Fiquei apreensivo achando que não iria gostar. – na realidade, havia gostado muito mais do sorriso que a ruiva lhe dera.
— Tudo o que faz, fica incrível. E tudo isso que preparou, tem um tempero a mais... O amor. Ficou perfeito! — o silêncio paira no ambiente levemente iluminado. As trocas de olhares, se tornaram um diálogo intenso entre eles. E fez Claire sorrir novamente ficando corada. — Como foi o seu dia?
— Foi menos puxado que ontem. Assinei uma papelada infernal no Centro de Inovação... Como foi o seu? Sabe, além desse jantar gostoso, eu tinha trazido sua sobremesa preferida...
— Pensei que não iria passar nunca, estava ansiosa para chegar em casa. Trouxe? — arqueou as sobrancelhas. — Você acertou, estava com muita vontade de come-la. Onde está? Vou buscar... — Se levanta.
— Na geladeira, meu amor. — Ao passar, a ruiva levou um tapa certeiro na bunda.
— Owen! — o repreendeu em um tom brincalhão, sorriu para ele e foi até a grande cozinha. Assim que abriu a geladeira, seus olhos brilharam. Ela cuidadosamente retira a bandeja com o doce, pega uma colher e volta para a varanda. — Será que o Senhor meu marido, me permite sentar-se em seu colo e compartilhamos essa deliciosa sobremesa?
— Senta aqui... — Deu o devido espaço para ela se sentar.
A ruiva se acomodou no colo do amado, pegou uma colher de doce levando até a boca.
— Nossa, amor... isso está uma coisa de outro mundo. — degusta o doce e logo pega um pouco e leva até a boca de Owen. — O que achou? Para mim está mais gostoso que as outras vezes...
— O gosto de sempre, Dearing. Já que acabou com nosso estoque de doces tive que reabastecer. — Abraça-a pela cintura.
A ruiva comia rapidamente o doce, estava definitivamente delicioso. E ao ouvir o marido, fez uma pausa o olhando e com um sorriso de canto.
— Tem razão, estou comendo mais que o normal nos últimos dias. Culpa sua sabia? Está cuidando muito bem de mim... — abandonou o que estava fazendo, dando total e unicamente atenção para o homem em sua frente. O mais bonito e amoroso de todos. Ela repousa uma era como se estivessem conectados com o olhar. A ruiva sorriu de canto e encosta sua testa na dele. — Passei o dia todo ansiosa esperando chegar esse momento só nosso... — sussurrou.
— Também senti sua falta... – Owen proferiu ao oferecer-lhe os lábios. Queria sentir a maciez dos lábios da esposa, queria ouvi-la gemer alto seu nome entre o idílio amoroso. – Uma pena que hoje não deu para eu fazer uma das visitinhas rotineiras no seu escritório. – e beijou-a com intensidade, roubando-lhe o fôlego. A mão procurando acariciar o baixo ventre da ruiva.
— Vai ser punido por isso, senhor Grady. Fiquei chorando o dia todo sentindo a sua falta... — Brinca com os lábios selados na do marido. Ao sentir o toque e saber a intenção dele, ela abriu um pouco as pernas. O desejo já a queimava por dentro. — Vamos para o chuveiro? — atacou novamente os lábios do loiro.
— Não... — Negou enquanto ele mordiscava o pescoço alvo, aproveitou para lhe dar uma mordida e chupá-la. A ruiva pareceu ronronar. — Calma, branquinha, eu vou pagar por tudo isso e muito mais aqui mesmo. — Afirmou ao começar a se livrar do vestido que a ruiva usava.
Sorrindo, o marinheiro guinchou sua esposa para o quarto. Pelo caminho, o resto das roupas foram ficando esparramadas pelo chão. Mãos explorando e percorrendo os corpos, apalpando, marcando, dando prazer e provocando mais a libido dos amantes.
Logo já estavam nus, com os corpos colados e lábios selados, Claire rapidamente o joga na cama tendo em sua frente à melhor visão que poderia ter. Owen ereto completamente nu. Sem perder tempo, subiu por cima dele ficando frente à frente com seus lindos olhos verdes.
— Eu te amo... — o beijou, mas dessa vez foi um beijo calmo e com ternura.
— Eu também te amo.... — Em um impulso, Owen a virou quase bruscamente a deixando por baixo. Arfares, os lábios entreabertos a procura de mais ar. Um grito represado na garganta da ruiva ao ser finalmente invadida e preenchida pela ereção do marido. A cada investida mais forte, o loiro mordiscava o ombro ruiva. Os fios longos dos cabelos vermelhos misturando-se a cada gingada dos corpos, a cada estremecimento.
Era isso que Claire queria o dia todo, amar intensamente Owen a noite toda. Senti-lo dentro de si era a melhor sensação do mundo, o prazer que ele a proporcionava era único. Os corpos se moviam em sincronia, era o melhor ritmo que poderiam ter.
Claire entrelaça as pernas na cintura do loiro o ajudando nos movimentos e mexendo o quadril.
— Owen... isso amor... — gemeu quase sussurrando, perdida na sensação maravilhosa que percorria seu corpo.
Owen começou a mover-se vagarosamente até que seu membro quase saísse por completo para descer novamente de uma só vez. Owen grunhiu alto, enterrando a cabeça no vão do pescoço e abraçando-a fortemente pela cintura tentando impedir que ela se movesse. Quanto mais ele se esforçava para se mover, mais ele a apertava descontrolado contra seu corpo que tremia.
Claire deixou ser dominada pelo marido, era o que ela mais gostava. Ôh céus, que sensação maravilhosa é ser amado por Owen. Com a intensidade que ele a segurou e se movia, a ruiva gemia alto próxima ao seu ouvido. Enquanto suas mãos percorria o corpo do loiro. Já suados e ofegantes, se moviam na melhor sintonia. Claire já podia sentir uma grande onda de prazer percorrer seu corpo.
— Claire... — ele gemeu baixinho tentando controlar a respiração. O calor que ele sentia com o vai-e-vem do corpo dele entrando e saindo dela crescia rapidamente. A olhava nos olhos e pode perceber um brilho diferente em seu olhar. Diferente de todas as outras vezes que faziam amor. Em um movimento mais lento, Owen aproveitou para encará-la seriamente.
— Sim... — sussurrou o olhando, mal conseguia falar. Mas sorriu genuinamente para Owen, mesmo não entendendo aquela expressão.
— Nada... só parece ... tão... diferente... – ele a invadia com força, entrando e saindo acompanhando cada palavra. – Céus, devo estar pensando demais. – ele parou de repente.
— Owen... Por que parou? — o olha sem entender nada. — Diferente?... amor eu sou a mesma...
— Sei disso. — respondeu simplesmente e voltou a invadi-la com fúria e movendo-se cada vez mais rápido até a fazer explodir em um orgasmo violento e se derramar inteiro dentro da ruiva.
Desabaram exaustos sobre a cama. Owen a aninhou em seus braços enquanto acariciava seus cabelos e distribuía beijos suaves por todo seu rosto até finalmente encontrar seus lábios. Brincou com sua língua em seu lábio inferior enquanto seus dedos iam subindo e descendo por sua coluna em um carinho delicado.
— Tem algo diferente em você esses dias. Eu só reparei...
Claire o olhou enquanto acariciava a barba macia dele, uma expressão de preocupação tomou conta do semblante dela.
— Reparou o que? isso é ruim?... Owen eu juro que, não tem nada de errado... — O medo do que aquilo significaria, invadiu deu coração.
— Não é nada ruim meu amor. Não devia ter comentado, já está imaginando besteiras... — Proferiu retirando os cabelos vermelhos do rosto da amada.
Claire o olhou por alguns instantes, tentando decifrar o que poderia significar esse comentário de Owen.
— Está bem... — voltou a repousar a cabeça no peitoral do amado, o abraçando forte. Ela não pode deixar de evitar em ficar preocupada com aquilo.
— Como se fosse algo novo, sabe?
Ela levanta a cabeça e volta a encará-lo. Owen tinha razão, os olhos de Claire tinham um brilho diferente. Parecia ter mais brilho, mais vida. E só ele a conhecia muito bem para perceber isso, algo que nem ela mesma perceberia.
— Bom... Eu não sei, mas saiba que meu amor por você é infinito...
— O meu por você também. Esqueci de te entregar um presente se me permitir...
— Presente? — o olha surpresa.
Owen não esperou mais e retirou um lindo colar de diamantes de uma caixa de veludo. Era em formato de chave que era uma das marcas registradas da joalheria escolhida. Ele explicou que era feita de ouro rose 18 quilates e cravejada de diamantes. Ele a entregou, deixando que ela admirasse a jóia antes de colocar nela.
Claire arregalou os olhos sem palavras, a jóia era perfeita. E olha para o amado.
— Amor... Eu não sei o que dizer... — sorriu de canto. — Uma chave?
— A chave do meu coração. Simbolicamente, claro. — Concluiu analisando-a.
— Owen...- sorriu largamente e se aproximou dele o abraçando forte. — Meu amor, eu te amo tanto! — O marinheiro a abraçou com força, enterrando o rosto entre o vão do pescoço dela. — Obrigada, é lindo! Vou cuidar com todo amor do mundo. — se afastou o suficiente para alcançar seus lábios macios o beijando cheio de ternura.
Os beijos do loiro eram implacáveis. A beijava docilmente, a deitando lentamente sobre a cama outra vez. Claire sentiu uma repentina tontura.
— Espera, Owen...- fechou os olhos apertando as pálpebras e levando a mão até o rosto.
Owen arqueou a sobrancelha levemente preocupado.
— O que foi, Claire?
— Tontura... — sussurra com um pouco de dificuldade, respirando fundo algumas vezes.
Owen sentiu-se culpado por ter feito sexo com ela tão intensamente logo após jantarem. Ela comeu bastante, por isso pensou um pouco e concluiu que fosse isso. A ergueu, apoiando a cabeça nela no travesseiro.
— Calma... fecha os olhos que já volta ao normal. Isso...
Após alguns minutos quase sem se mover. A ruiva começou a se sentir melhor, e olha para Owen.
— Vou tomar banho... — Senta e respira fundo.
— Eu te levo. Vem...
— Eu já estou bem amor, não precisa. — sorriu. — Vai ser rápido.
— Não, e se você cair? Anda ruiva.
— Está bem. — levantou com a ajuda do marido e eles caminham até o grande banheiro. Logo a ruiva já estava em baixo da maravilhosa água quente, por um instante fechou novamente os olhos. Não se sentia totalmente bem.
Owen percebeu e a manteve segura durante o banho. Logo a ajudou a se secar e vestir-se, colocando-a na cama.
— Uhmmm... como é bom ser cuidada por você. Mas eu já estou bem.
— Disse isso antes de cair em cima de mim toda cheia de sabão...
Ela revirou os olhos e não disse nada, apenas se afundou no meio dos travesseiros esperando Owen deitar.
— Vou fazer um chá para você...
— Não... Não amor, deita aqui. Vamos terminar o que íamos começar. — diz passando a mão no colchão com um sorriso travesso.
— Para com isso, você está passando mal... — A repreendeu de brincadeira, se juntando a ela.
— Exagerado, não estou passando mal. — sorriu e lentamente subiu em cima dele, ficando cara a cara com ele. — Oi...
— Oi... — Ela não tinha jeito, Owen realmente teria que dar o que ela tanto queria. As mãos grandes foram parar em seus fartos seios os apertando com força.
— Uhmmm — gemeu fechando os olhos. — Você sabe o que gosto, não é mesmo...- mordeu o lábio inferior do amado.
Rapidamente, ele levou sua boa a um dos seus seios, sugando-o com delicadeza.
— Sei...
— Isso... — murmurou com o toque deixando-se delirar com a sensação, ainda por cima dele ela o encara. — Espera...
— O que foi? — Owen se deteve na hora.
Claire sorriu de canto e esticou o braço pegando um elástico para prender o cabelo.
— Vai ver... — Sentou fazendo um rabo de cavalo nos cabelos acobreados e voltou a repousar o corpo sobre o dele. — Preparado?
— Estou sim, eu acho... — Os olhos do loiro a fitavam com interesse e um misto de curiosidade.
— Está bem... — ela sorriu e beijou carinhosamente seu nariz, desceu para a boca com um rápido selinho, foi para a orelha mordendo levemente o lóbulo e desceu dedicando um tempo em beijar o pescoço cheiroso do marido, sem pressa chegou no peitoral. Distribuindo beijos por todas as suas cicatrizes, chegou no abdômen e deu uma pausa, maravilhada com a visão que tivera com o membro do amado ereto. — Uhmmm, olha o que temos aqui... — Mordeu os lábios levantando a cabeça para encará-lo.
O olhar de Claire era sugestivo, luxurioso, curioso. Owen sabia o que ela pretendia desde o início, porém resolveu fingir-se surpreso. Só de imaginar do que estava por vir, o membro pulsava dolorosamente, sedento para sentir aquela boquinha pequena aveludada o sugando.
Ela sorriu dando um longo suspiro, abaixou e começou a lamber e beijar sua virilha. Com a mão, começou a estimulá-lo com movimentos de vai e vem em seu membro. Logo o colocou na boca lambendo e chupando com muita intensidade. Ouvir o marido gemer e estremecer com seus movimentos, era gratificante. Conforme os minutos foram se passando, a ruiva foi aumentando o ritmo e intensificando os movimentos.
Owen segurou o rabo de cavalo dela enquanto grunhia a cada vez que sentia o membro ir fundo dentro dela.
— Deus, Claire!
Aquilo sem dúvidas era raro, mas quando ela resolvia fazer era tão bem feito que o loiro apreciava ao máximo. Sem aviso prévio ele acabou liberando todo o líquido quente e viscoso na boquinha dela.
A ruiva sorriu satisfeita e foi subindo distribuindo beijos por todo seu corpo, até estar cara a cara com ele.
— Você é incrível sabia, delicioso... — repousou o corpo sobre o dele e o abraçou, com o rosto próximo ao dele. — Eu amo sentir a sua respiração... seu coração...
Owen abraçou a esposa carinhosamente, ainda se recuperando daquilo.
— Engoliu, senhorita?
Ela sorriu fechando os olhos.
— Sim... — sussurrou.
— Hmmm... — Owen tentou cortar todos os pensamentos perversos, ela parecia cansada. — Feliz aniversário...
Ela levantou a cabeça o olhando nos olhos.
— Obrigada... foi um dos melhores aniversários que já tive...
— Amanhã vou te levar na praia, vamos comemorar por dois dias... — Sussurrou sonolento.
Ela ficou pensativa por um tempo, pensando no que dizer.
— Amanhã amor?... Tenho uma reunião importante na parte da manhã... podemos ir depois do almoço?
— Pode ser... agora sossega. — Owen desferiu um tapa na bunda dela. Adorava fazer aquilo.
— Boa noite amor... obrigada pela linda surpresa. – aconchegou-se nos braços dele, fechou os olhos, adormecendo quase que imediatamente.
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