Hisadeva

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Esclarecimento do destino

– Ou eu tive um sonho bizarro ontem a noite ou nossos pais falaram que nos somos adotados e alienígenas. – July com seu humor e tom irônico perfeito.

– Então se foi um sonho eu tive o mesmo minha amiga. – ela não olhou para mim, porque não me escutou, apenas continua com suas reclamações.

– Sabe! Nem quando tinha cinco aninhos eu acreditava em Ninfas, Fadas, Sereias, Magos, Elfos, vampiros... Amiga, será que tem vampiros, lobisomens ou sei lá zumbis neste mundo? – agora creio que minha amiga ficou louca, mas eu não podia culpá-la eu estava na mesma.

– Acho que não eles não são criaturas mágicas, ou eles são?

– Luna, você fica uma graça com este olhar de desentendida — finalmente a risada da July apareceu.

– Concordo — Hatori se sentou ao meu lado, parecia estar de bom humor apesar de ontem.

– É apenas um olhar comum não vejo tanto para algo assim... –parei de falar. O Hatori está me olhando intensamente da ultima vez isso terminou em um beijo. – O que foi?

– Nada. – ele enrijeceu o olhar o voltando para July — Então do que você esta falando?

– Nada – disse ela com o mesmo olhar que ele fez, acho que eles não são muito amigos porque a July nunca entendia o porque o Hatori era tão quieto e sempre o provocava quando eramos crianças e até hoje, mas nunca ter afetou o Hatori

– A gente vai ser feliz como humanos ou vamos nos matar para achar uma pedra? – Helio sempre engraçadinho, chegou gritando no local.

Todos olharam pra ele. – Não fale assim Helio! Deveríamos sentar e conversar a respeito, pois parece que a coisa só funciona se nós quatro formos – tentei amenizar a frase que ele havia falado.

– Eu sempre soube que eu era especial, mas um mago? Isso é serio? Nada de um caçador ultra mega louco? – outra vez o seu senso engraçadinho, disse Helio rindo que acabou fazendo todos rirem junto.

– Helio para! Isso é serio – o beicinho da July é tão grande que da vontade de apertar quando ela faz, ela e o Helio formam um ótimo casal ambos divertidos e... Loucos.

– Eu sei! Só estou me divertindo com a minha desgraça.

– Bem, vocês vão querem levar isso adiante? – Hatori falou tão baixo que quase pensei estava escutando coisas.

– Não sei. Sinto que vai ser difícil, alias o povo de Hisadeva depende da gente e também parece que tem algo revelador nisso, pois vamos conhecer nossas origens, onde nossos verdadeiros pais estiveram, onde tudo o que nos formou está. – July falou com tanto emoção que me deu uma leve faísca de satisfação de ir nesta jornada.

– Deveríamos ir. – falei tão rápido e espontâneo que não percebi que era apenas um pensamento escapado de minha cabeça.

– Você quer mesmo ir? – com um olhar indecifrável Hatori se virou e falou em um tom baixo, como se estivesse falando apenas para mim.

– Só foi uma idéia. – coloquei a mão em cima de sua coxa. – Não podemos simplesmente fingir que nada aconteceu.

– Não, não podemos. – ele fitou a minha mão sobre sua coxa, o que me fez encolher eu ia tirar a mão, mas ele colocou a sua por cima e continuou me olhando.

– Pombinhos! Eu sei que tem um clima entre vocês, mas estamos decidindo o destino dos hisadevianos. – disse July nos olhando com aquele olhar de censura.

– Bem, deveríamos falar com os nossos pais antes de decidirmos qualquer coisa. – Hatori se levantou e foi embora.

– Claro, são eles que sabem da historia – diz Helio se levantando juntamente com ele como seu fiel amigo, eles se davam bem, talvez o Hatori conversasse mais com ele do que comigo ultimamente.

–Tudo bem então! – July em um salto saiu da sala com eles e foi para a copa de sua casa onde estava sua mãe eu a acompanhei.

Sempre nos reuníamos na casa dela ou na minha, a do Hatori era muito longe e ele estava de mudança para mais longe ainda, a do Helio era do outro lado da cidade 40 minutos pra chegar de carro se o transito cooperar.

– Mãe! Poderíamos nos reunir para discutir sobre o destino de Hisadeva? – falou July com sua paciência admirável.

– Claro minha filha! Vou comunicá-los, mas hoje eu e seu pai, e os pais do Hatori temos um congresso de historia nacional que vai até as 20hrs – diz a mãe da July passando as mãos nos cabelos.

–Então eu acho melhor conversarmos amanha, Pode ser? — diz july

– Claro! seria melhor amanhã, precisamos de tempo pra explicar como é devidamente.

– Como assim? Tem mais coisa que deveríamos saber? – July fala com um tom de surpresa e animação.

– Bem, eu acho melhor sabermos disto amanhã – o Hatori estava incomodado será que ele sabia de alguma coisa? – Tenho que arrumar algumas coisas da minha mudança eu ainda tenho que levar algumas coisas que estão na casa antiga já que minha mãe vai para o congresso com vocês.

– Tudo bem Hatori! Concordo com você – a mãe de July diz com um sorriso sereno – Boa sorte na mudança.

– Quer ajuda? – eu como sempre procurando um jeito de ficar perto dele – Com a mudança?

– Não precisa gastar o seu tempo Luna – sempre tentando fracassar minhas tentativas não é Hatori? – São poucas coisas, mas se quiser vir iria ajudar muito estou de carro, vamos?

– Tudo bem. – peguei minha bolsa e dei tchau para a July e os outros, a July me retribuiu o tchau e estava de novo com aquele olhar de censura, nossa atenta July não perdia nada ela é uma ninfa, deve ser muito esperta mesmo.

– Entre! – fala o Hatori, ele da à volta na sua Hummer preta e entra. E me veio aquele pensamento era pra eu estar aprendendo a dirigir, mas fazer o que? deve ter carros em Hisadeva.

Em quarenta minutos chegamos em sua casa antiga e mais um horas para levarmos as coisas para o casa nova, foi como uma viajem ir para lá.

– Nossa Hatori! Você não sabe mesmo organizar as coisas – falo em cima de uma cadeira ajudando ele a arrumar o quarto novo, já tínhamos buscado as coisas na casa antiga e já levamos tudo para cá. Era realmente uma casa linda e grande.

– Obrigado! Eu sei! Ainda bem que você esta aqui para me ajudar é muita coisa pra arrumar.

– E você falando que era pouca – ri em deboche dele

– Não queria incomodar ninguém – ele se virou para mim – mas foi você quis vir então não reclama! – ele riu igualmente a mim.

Consenti com a cabeça estava concentrada em seus mil troféus escolares ou de natação ou de arco e fecha ou esgrima ou de qualquer outro esporte que exista no mundo.

– Quer comer algo? — ele me pergunta quando termina de limpar o armário.

– Adoraria! Toda está arrumação me deu fome.

– Vamos ter que sair para algum lugar, pois não tem nada na geladeira, eu nem sei se está ligada. – Mais um sorriso do Hatori ele muda de humor freqüentemente — Onde quer ir?

– Não precisa, eu acho melhor ir embora Hatori, já que terminamos aqui. – sai da cadeira e fiquei de frente pra ele.

– Vamos logo! Eu escolho o lugar. – ele saiu do quarto e pegou as chaves do carro no bancada.

– Tudo bem. – segui-o.

Fomos para porto onde tem um monte de restaurantes do outro lado da pista. Ele parou o carro, desceu e abriu a porta pra mim- sempre um cavaleiro – dobrou uma rua, depois outra a esquerda e chegamos a um lugar chamado “Lá Vinha” deveria ser um lugar onde vende vinhos pelo nome, pelo menos é o que parece – Não havia percebido Hatori o estava segurando minha mão, mas a soltou quando entramos no restaurante.

– Então, o que você vai querer? – estamos em uma mesa de canto que da para as janelas, ele me entrega o cardápio.

– Realmente eu não faço ideia. Escolha você!

– Tudo bem. – ele olha o cardápio novamente – Por favor, uma salada mista como acompanhamento e uma porção de carne, e alguns deste aqui. – ele se vira pra mim. – Vai querer arroz ou algo assim?

– Não, obrigada. – ele se vira e pede mais algumas coisas as quais não prestei atenção.

O garçom se virou para mim. – Algum vinho em especial?

– Ela não bebe. – respondeu Hatori com um tom seco

– Um suco, por favor, de laranja com gelo e açúcar. – estava inquieta. Meu deus! Calma luna! Você esta só comendo com um amigo. Apenas um amigo.

– E o seu namorado quer algo? – eu engasguei e olhei para o garçom.

– O mesmo. – respondeu Hatori, ele bebia um pouco, mas sempre evitava ainda mais quando estava comigo.

– Tudo bem! O pedido estará pronto em breve. – disse o garçom voltando pra a cozinha.

– Bem... – eu falo e o Hatori começou a rir, eu sem entender nada.

– Tudo bem? – ele pergunta calmamente.

– Sim, eu acho. – estou rubra.

Comemos muito estava uma delicia o Hatori pediu bem a comida, conversamos aleatoriamente sobre as feria, pois acebei de me formar no ensino media ( sou a mais nova da turma eu e a July nos formamos juntas ano passado) mais a minha curiosidade vence. – Hatori você parece bastante incomodado com está historia de Hisadeva. Ate mais do que os outros.

Ele me lança um olhar misterioso e pede a conta , fez questão de pagar tudo me deixando envergonhada novamente, saimos do restaurante La Vinha.

– Vamos dar um passeio. – ele segura minha mão e vai em direção ao porto. – Eu já sabia que era adotado.

– Desde quando? – minha curiosidade fora de controle deve ser convivência com a July! Perguntei tão rápido que ele parou de andar e se virou para mim.

– Aos dez anos. – ele falou tão baixo, estava com uma expressão diferente parecia que estava se lembrando de algo.

– Como descobriu? — me aproximei dele ainda segurando sua mão.

– Eu achei os papéis – ele olha pra sua mão livre. – De adoção, me tranquei no quarto por uma semana a minha mãe disse para vocês que eu estava doente, pelo que me lembro.

– Você já sabia sobre Hisadeva e nossos verdadeiros pais?

– Não – ele falou rápido, será que ele deveria ter perguntado para seus pais sobre isso? – Eu perguntei para eles sobre meus pais, mas eles me disseram que não os conheceram e que eu era de um orfanato. Um lugar chamado “viver e aprender” eu já estive lá. E as pessoas agiram como se me conhecessem. – ele respirou fundo. – Depois que meus pais revelaram aquilo sobre Hisadeva eles me falaram que pediram para as pessoas de lá mentirem sobre mim.

– Sinto muito, deve ter sido difícil para você. – meu coração estava apertado queria abraçá-lo e fiz eu o abracei. Seu queixo estava em cima do meu ombro e ele passou as mãos pelas minhas costas me envolvendo completamente eu passei as mãos pelos seus cabelos e lá ficamos.

Ele levantou a cabeça ainda me abraçando. – Luna – ele me olhou com aquele olhar intenso então me beijou, não um beijo comum, um beijo carregado, um beijo longo, como se estivesse esperando por aquilo há algum tempo. Ele parou para respirar me deixando respirar um pouco e retornou a me beijar.

Fiquei olhando pra ele com o rosto ruborizado e ele me olhando intensamente, ele não falava nada, ficou um silencio mortal entre nos. O que isso significava? Porque ele me beijou?

– Desculpa não queria... – como assim não queria? Eu quero!

– Não queria? – falei perplexa.

– Não! quer dizer... Eu queria! Só que eu não queria te assustar. – ele estava nervoso.

– Não me assustou. – me beija droga!

– Luna, já faz um tempo que eu... Muito antes daquela vez no cinema... – meu deus fala Hatori! fala logo!

No cinema, eu me lembro disto. Foi quando ele me beijou pela primeira vez (porem não a ultima vez) a July tinha combinado que ir ao cinema comigo, só que parece que aconteceu algo e ela não pode ir então, ela mandou o Hatori ir em seu lugar. Quase morri quando ele falou que estava lá para me acompanhar. Quando entramos no cinema fomos lá para cima, o filme era tão engraçado que mal parávamos de rir. Quando o percebi estava me olhando daquele jeito, quando chegamos para sentar ele já tinha levantado o braço da cadeira não tinha nada nos separando, quando eu notei ele estava me beijando. depois nos Não falamos nada o filme todo, nem rimos, outro silêncio o mortal tomava conta do ambiente, depois saímos e fomos para casa, eu não sei por que não tomávamos iniciativa de ficar juntos de um vez ( talvez fosse pela briga que nossos pais tiveram dois dias depois disso acontecer — foi por relações de negócios meus me tiraram um ano da escola, voltei no 1° ano do ensino médio- ou talvez era pela pressão da escola, pois não é atoa que todos nos passamos nas melhores universidades do pais — era muito cedo para nos relacionarmos, mas agora não é. )

– Eu sei! Eu também. – falei assim que sai dos meus devaneios.

Ele abriu a boca como se fosse falar algo, mas a fechou e me beijou novamente com carinho e sorriu lindamente, meu Hator, o homem mais lindo da Terra ou de Hisadeva. Ele tinha o corpo todo estruturado barriga tanquinho, braços definidos, bíceps impecáveis, e suas maças do rosto eram delineados, simplesmente perfeitos, eu não estou exagerando.

Notas finais
Um romance nasceu! Obrigada a todos que estão acompanhando essa aventura! ♥