Hisadeva
16 Capítulo 16
Notas iniciais
O céu estava escuro, muito escuro, o chão estava sem viva, as ilhas flutuantes não queriam subir, os animais estavam todos doentes, as plantas mortas, tudo morto e sem vida. Havia uma luz bem longe, era azul. Azul turquesa como os meus olhos. Ela estava sugando tudo à vida. Vida é magia e magia é vida. Então porque aquela luz a roubava só para si, por quê? Eu estava chegando mais perto, cada vez mais perto tinha uma mulher, uma maga, era ruiva de olhos verdes, era a Lucinda! Ela disse:
– Sou Lucinda. A quinta rainha de Hisadeva. — a luz criou forma, era uma pedra, uma pedra carregada de toda a magia que tinha no mundo e tinha um homem de cabelos preto e olhos pretos era um elfo, era o Josef! ele disse:
– Sou Josef. O quarto rei de Hisadeva. — ao seu lado tinha dois homens, um fauno gravitacional e um anjo, tinha também uma mulher que era uma ninfa, o primeiro homem mediano, louro, de olhos castanhos amendoados chegou disse:
– Sou Ilidiu. O terceiro rei de Hisadeva. — E o outro homem tinha cabelos castanhos, com um olho fechado por uma grande cicatriz e o outro aberto da cor mel esverdeado chegou para frente e disse:
–Sou Dirhen. O segundo rei de Hisadeva. — a mulher de cabelos cacheados volumosos de cor cobre, com os olhos amarelados veio a frente e disse:
– Sou Laila. A primeira rainha se Hisadeva. — todos se colocaram ao lado da pedra e falaram juntos:
– Se a magia foi juntada em um só ponto, ela pode ser dissipada para vários outros pontos, para que não tenha mais necessidade de alguém se sacrificar a cuidar de tal.
A Lucinda veio a te mim. — Não há descanso nem após a morte, pois a magia ainda esta presa nos escolhidos.
– O que você quer dizer? — falei espantada com aquilo.
– Abra o papel. — Disse a laila — O papel que a Mafalda lhe deu.
Eu coloquei a mão no bolso e o papel estava lá. — Se ame, mas se ame em primeiro lugar. — li em voz alta o que estava escrito.
– Eu amei a Lucinda até o final — disse Josef — Mas nunca me amei em primeiro lugar na vida, sempre amei aos outros, pois fui rei e tinha que protege-los! — ele segurou minha mão — Se ame Luna. O que você quer fazer para lhe fazer feliz?
– Quero livrar Hisadeva do mal. — falei apertando a mão do josef
– Não. — ele me olhou. -Isso é um desejo do povo de Hisadeva, agora eu peço que você seja egoísta e me diga o que VOCÊ quer!
– Quero ficar com meus amigos sem ser rainha, sem ser prometida, sem ter essas responsabilidades. — desabafei para os reis e rainhas.
– O ditado das Le Fay's pode parecer mesquinho, mas ele dá a liberdade do ser fazer o que ama, para si e não para os outros. — disse Ilidiu — Nos seguimos tudo o que o povo quis, então siga o que você quer!
– Eu também quero derrotar o Agnor. -Eu disse e era verdade — Ele fez os que eu amo sofrer, e a felicidade deles também é a minha, o amor deles é o meu amor, a magia deles é minha vida.
– Então derrote. — disse Dirhen -Mas faça por você, não pela sua obrigação com o mundo.
– Eu não quero ser rainha, como posso abandonar isso, Ah? – eu acordei estava sozinha na cama, tinha falado aquilo em voz alta, o Hatori não estava aqui, eu não o via desde que falei das vozes.
Desci as escadas e fui para a sala de jantar, olhei pela porta e não tinha ninguém na sala também eu estava sozinha na casa. Que sonho foi aquele? Não há descanso... Todos ainda vivem de certa forma? Eu posso me amar e fazer as coisas do meu jeito? Vou à biblioteca, sai da casa correndo e nem tomei café da manhã.
– Luna? – me virei, era a Olivia.
– Oi! Nossa não te via desde o meu treinamento. – dei um abraço nela.
– Pois é minha querida, você estava indo a onde? – perguntou ela com um sorriso grande.
– A biblioteca. – não disse o que iria fazer, eu não sabia o que ela poderia achar, na verdade saiba iria ficar achando que eu estava louco como todos acharam ontem.
– Vai lá, depois a gente conversa. – ela me deu um beijo na bochecha e foi embora.
Na biblioteca procurei sobre todos os reis, Laila a primeira idêntica a do meu sonho, Dirhen o segundo idêntico ao meu sonho, Ilidiu o terceiro idêntico ao meu sonho, e é claro Josef o quarto e Lucinda a quinta, e eu logo após serei eu a sexta. Arrepiei-me com esses pensamentos.
Então vamos pensar, magia presa... Sugando... Magia é vida... Pedra... Se ame... Seja egoísta... Não estou com cabeça pra isso, se fosse o Hatori teria resolvido isso rapidinho. Vou andar pela biblioteca procurar pistas, livros, inspiração, algo que me ajude!
– Será que algo aqui vai me ajudar? – falei baixinho, pois eu estava em uma biblioteca. Passei por um corredor de prateleiras de livros e logo no fundo tinha uma mesinha fui chegando perto vi uma perna na cadeira, cheguei mais perto e vi quem estava lá, era Hatori ele se virou para mim.
– Luna? – ele falou calmo e baixo.
– Oi. – falei meio assustada.
– O que você está fazendo aqui? – pergunta ele tirando a perna da cadeira fazendo um gesto para eu me sentar , eu hesitei um pouco, mas depois sentei.
– Estou pesquisando.
– Não é mais necessário todo o plano já foi refeito. – ele falou friamente, bem eu não o culpo, pois foi por minha causa que ele foi refeito.
– Não é sobre isso. – olhei para minhas mãos e comecei a mexer nas unhas que não tinha nem um pingo de esmalte nelas.
– Ultimamente você tem feito muitas coisas as quais eu não sei. – ele respirou, soltou o livro na mesa e se inclinou para frente. – Não que eu tenha que saber tudo o que você faz, mas aquilo que você sabe que vai me afetar... Você deveria ter me contado.
– “Seja feliz e encontre uma família a qual você poderá ser feliz.” Isso foi o que a rainha Lucinda falou para o rei Josef quando ela pegou a pedra. Eu não quero falar isso pra você. – disse para o Hatori.
Ele ficou em silencio me olhando, meus olhos brotaram lagrimas, ele me abraçou eu não podia evitar de chorar, porque eu e não o Helio ele queria ser rei, Retiro esse pensamento, eu não desejo isso para ele, nem para ninguém – Vamos dar um jeito, há uma saída, Sempre tem. – ele falou também chorando.
– Quero te contar tudo a partir de agora. – eu enxuguei as lagrimas. – Tive um sonho. Não qualquer sonho! Sonhei com os cinco reis e rainhas, a pedra sugava toda a magia de Hisadeva, tudo estava morto ele falaram que “não a descanso nem depois da morte, pois a magia ainda esta presa.” E falaram que eu tenho que me amar, que tenho que tomar ações egoístas, mas não Ações que prejudiquem a todos, ações que me fazem feliz, tipo não ser rainha. Eu acho que a um jeito de acabar com tudo isso, com essa linhagem de reis e rainhas basta libertar a magia.
– Será? – ele me olhou confuso, ele tinha parado de chorar também. – Porque eles não fizeram isso antes?
– Não sei! Mas eu acho que eles não podiam... – pensei mais um pouco, eu tinha deduzir as coisas. – Para controlar a pedra você tem que ter um poder maior que ela... Não há poder maior do que toda a magia do universo... É impossível! – fiquei triste de novo não era possível fazer aquilo.
– É possível sim! – ele segurou meio queixo para que eu olhasse em seus olhos. – Se não eles não teriam te contado isso. A esperança Luna veio salvar Hisadeva não é? Quem disse que o Agnor era o maior problema. É a magia temos que libertar, não o povo de Hisadeva. – ele pega um livro muito parecido com o que a July pegou para ler a profecia. e disse:
– "Duas ficam em suas origens, quatro desceram para conhecerem os impuros, a magia das estrelas, dos jardins Hespérides, do fogo dos dragões e da manipulação de Le fay juntos com a cura e a gravidade se juntaram após a maior idade espiritual de todos, para que a paz em Hisadeva volte a ser solene e a magia seja libertada á todos que residem no mundo que Lucinda fez aos puros"
– A profecia — eu falei nostálgica — “... e magia seja libertada á todos...”
– Essa é a missão Luna. – ele me beijou e eu retribui apaixonadamente, eu tinha uma esperança.
– Mas como vamos superar a magia da pedra? – perguntei
– Espera. – o Hatori se levantou o andou pelos corredores ate sumir, depois voltou com um livro gigante e jogou na mesa.
– Ate parece que você vice aqui há séculos. Você sabe de tudo. — falei para o Hatori.
Ele ri e abri o livro bem no começo. – Aqui. — ele aponta com o dedo. — “A pedra foi criada em um estante que tudo era morto, o céu era escuro, o chão morto, os animais doentes e a plantas secas. Havia um rastro de luz um ponto, uma pedra, nela continha tudo desde o Alfa ao Omega da magia. A pedra brilhava um intenso azul turquesa. Ao chegar perto dela tudo era vivo, os animais pulavam, as plantas cresciam, o céu era azul claro e o chão cheio de grama, mas ao distante tudo continuava mórbido. Um dia veio alguém, uma jovem que fez a pedra pulsar magia em si, a garota disse que ela era a escolhida, a partir desse momento a magia se expandiu. os portais de contado aos outros mundos foram abertos, tudo era banhado de magia. A pedra após 500 anos escolheu um novo portador, parecia que ela buscava alguém quem pudesse fazer o objetivo que ela queria. Mais quatro reis e rainhas foram escolhidos, até que a pedra se perdesse na magia de um mago o qual a isolou de escolher um portador e a magia acabou, os portais se fecharam e tudo foi morto mais uma vez, a ultima rainha tirou um fragmento da pedra e entregou as Le Fay criaturas feitas da própria magia, as quais podiam ter um dom parecido com o da pedra, mas em mínima quantidade sem que pudessem decidir coisas que um rainha ou um rei poderia fazer, a profecia foi lançada sobre crianças prometidas, seis sendo que no ultimo portal quatro delas passaram e levaram consigo um fragmento da pedra para retornarem e libertassem o povo dessa era apocalíptica" é um texto de um servo do castelo de Hisadeva um mago...
– A pedra vai fazer o encantamento! – falei o interrompendo.
Ele fechou o livro com uma expressão triste. – Não podemos tirar conclusões precipitadas.
levantei-me em cima da cadeira. – Le Fay! — Gritei — ele me olhou assustado — " Criatura feitas da própria magia, as quais podem ter um dom parecido com o da pedra" — pulei da cadeira. — Eu sou a escolhida dos escolhidos! Não sei o que vai acontecer, mas vai acontecer...
– Luna... — ele tentou falar algo.
– Pense Hatori, nossas raças são todas iguais a dos reis e rainhas, menos a minha. Le fay's são a raça mais antiga de Hisadeva! Está Obvio que algo vai acontecer quando eu pegar a pedra.
– Eu pensei nisso. — ele fica serio — Você pode ser a ultima rainha, pode ser uma rainha para sempre.
– Não! — eu disse — Assim eu não seria feliz, assim eu não faria o que amo. Os reis falarão para eu fazer o que eu amo, para eu me amar!
– Ou a magia irá acabar. — o Hatori disse — Toda felicidade tem seu preço Lunally.
Então eu vou ter uma escolha, ou eu vou ser a ultima rainha eterna da magia ou vou acabar com a magia. Isto está ficando cada vez mais difícil — Não vamos tomar decisões precipitadas! — disse o mesmo que ele me falou antes.
Saímos da biblioteca, voltamos à casa da Mafalda, reunimos todos e explicamos nossa teoria meio que incompleta, mas tivemos um conflito.
– Como assim? — disse o Zoroastro — Porque deveríamos confiar nesta Le Fay?
– Ela é a prometia – falou Elizeu
– Escutem! – gritou Hatori. – Já estou cansado dessa merda! Vocês vivem discutindo algo que já está evidente se você – ele se virou para o Zoroastro. – não confia na gente, nem na merda daquela profecia que fizeram em cima da gente, então salve você sozinho Hisadeva! – ele se virou para Mafalda. –Telvez realmente seja uma escolha, assim que derrotarmos o Agnor, a magia acaba ou a Luna será a ultima Rainha, mas precisamos tentar antes disso ser concretizado, uma hora ou outra isso iria acontecer! — ele se virou para o skot que estava na porta. -Precisamos reunir o exército de imediato, vamos fazer conforme o plano que elaboramos nos vamos partir amanhã a noite. Certo?
– Tudo bem. – disse Skot saindo da sala para ir reunir o exercito.
– Eu confio em você! — disse Elizeu — Minha mulher e todos os elfos do fogo do dragão também! Estamos com você – ele faz uma mensura com a mão pra indicar a todos. – Até o fim.
– Obrigado. – ele virou para mim. – Vamos verificar algumas coisas prepare- se. – fiz que sim com a cabeça e fui para casa que eu estava hospedada, a July e a Sara me acompanharam tentando me animar com coisas bobas tipo as piadas do Daniel e do Helio.
– Vai dar tudo certo! — disse a July sorrindo – Amiga somos invencíveis se viemos para cá é porque a pedra planejou tudo certinho, não fique triste vamos todos juntos voltar para a Terra e ser feliz! – ela me abraça. – Mesmo que seja rainha eterna ou a magia acabe, imagina a Terra e Hisadeva ligados? Talvez todos vão ter magia, ou talvez você seja uma rainha com vida normal.
– Ou causará uma guerra... – Eu disse pensando em humanos e hisadaveanos juntos.
– Não diga isso! – falou a Sara. – Claro os humanos vão ficar surpresos por conhecer coisas diferentes, mas nos Hisedaveanos também vamos ficar surpresos com eles! – ela sorriu e pegou minha mão. – Não encare como uma coisa ruim você ser escolhida para ser uma rainha... Veja como algo bom você será a ultima rainha, você vai fazer a diferença.
– Tudo bem... – eu sorrio com uma pitada de esperança, alias é a ultima que morre.
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