His Vilion
1 Capítulo 1 - Did You Play It?
Notas iniciais
Holmes estava fazendo sua análise de sua coleção após sua volta.
Seus casos, suas informações sobre as pessoas, seus livros. Tudo. Estava vistoriando se estava tudo em ordem. E incrivelmente estava. Deixara tudo nas mãos de Mycroft e duvidava muito que ele poderia manter tudo organizado e de certa forma limpo, mas lá estava. Nem parecia que havia passado três anos fora. E isso lhe deixava inquieto. Sabia que alguém havia sido escolhido para isso, alguém com um profundo conhecimento de seus hábitos, de sua organização, que conhecesse muito bem o lugar.
O detetive sabia que seu irmão era suficiente inteligente para saber sobre tudo isso sem precisar estar muito tempo lá, mas duvidada muito que ele viesse uma vez, ou duas na semana para manter tudo em ordem. Seus olhos correram pela sala e encontrou seu companheiro sentado, lendo o jornal. Claro. Somente um homem conseguiria manter tudo no lugar e teria a dedicação necessária para isso. Podia não ter tempo, mas ele arrumaria para tal trabalho.
Seu fiel e bom companheiro Watson. Sentiu-se aquecer por dentro e suprimiu um sorriso. Aquele tipo de cuidado lhe fazia muito bem.
Ao se levantar, ainda em silêncio, fora até onde seu violino estava. Lustrado, parecendo em perfeita ordem, mas uma análise mais profunda diria que algo ocorrera com ele. Estava limpo e pelo tocar das cordas, ainda bem afinado. Mas havia bordas lascadas que não existiam antes e podia notar-se claramente que duas cordas foram trocadas. Notava-se também, mesmo que com esforço, traços de sangue pelo braço. Como se alguém não experiente tivesse tentado tocar e acabaram se cortando. Havia arranhões também.
Alguém tentara aprender a tocá-lo. E agora mostrava as marcas dolorosas dessas tentativas. Sentiu como se o pobre instrumento tivesse sido torturado até o usuário finalmente pegar a prática. Ao terminar sua revista, voltou seus olhos para o doutor sentado na poltrona. Ele estava lhe encarando de volta e por suas expressões sabia que ele tinha conhecimento que fora pego. E também não parecia surpreso por isso. Nada escapava dos olhos aguçados de Sherlock Holmes.
- Meu violino... – Watson baixou o olhar para o jornal, soltando um baixo “huun?” – Posso ver claramente que alguém o tocou enquanto estava fora. E não fora só no sentido para limpá-lo, Watson. Você poderia me dizer quem? Já que é muito visível que nossos aposentos continuam impecáveis dessa forma por sua causa – então, como se desistisse de fugir, dobrou o jornal e levantou seu olhar para o amigo.
Por cinco minutos, o doutor pensou em mentir, mas sabia que isso não lhe levaria a lugar nenhum. Mesmo que por um milagre Holmes não já soubesse quem fora, ele saberia que estaria mentindo se dissesse que ninguém tocara no violino. Na verdade, Watson sabia desde do inicio que se o detetive voltasse a colocar os olhos no instrumento saberia instantaneamente que alguém havia o tocado. Ou tentado.
- Fui eu, meu amigo – Holmes não se surpreendeu pela resposta. Sabia que seu fiel companheiro não deixaria ninguém tocar no instrumento, a não ser ele mesmo – Está chateado? Tentei não destruí-lo tanto – o moreno voltou a encarar o violino como se pensasse nos estragos.
- Por quê? – a pergunta foi feita encarando os olhos claros do doutor. Ele manteve o olhar, manteve sua expressão o mais impassível o possível.
- Porque eu sentia sua falta. E achei que aprendendo a tocar poderia estar, de alguma forma, mais próximo a você – naquele segundo, Watson detestou as habilidades de Holmes, talvez a primeira e única, pois sabia que não poderia mentir que seu amigo descobriria.
- Você aprendeu algo? Quem te ensinou? – o detetive deitou no sofá, preferindo olhar para o violino que o amigo. Para o instrumento era muito mais seguro.
- Sei tocar algumas notas... Achei algumas anotações suas da época em que estava aprendendo a tocar e comecei – mais seguro, porém desinteressante. Voltou os olhos para o amigo que lhe observava.
- Quer dizer que aprendeu sozinho? Como? – o tom de surpresa na voz do moreno não fora escondida, levemente, ofendeu Watson.
- Sim... – o doutor se remexeu um pouco na cadeira. Aquele assunto lhe incomodava um pouco, pois era íntimo, particular demais.
- Você está desconfortável... – Holmes começou, mas fora interrompido pelo amigo.
- Não me analise, Holmes! Não faça suas deduções – a sala ficou num silêncio pesado. O detetive não queria usar suas habilidades, mas tudo em seu companheiro gritava para ser analisado, ser pensado. Mas isso quebraria um contrato de sua amizade e preferia calar sua compulsão, a perder aquela amizade tão preciosa.
- Desculpe-me. Não farei. É notável que tenha conseguido sozinho, Watson, é o instrumento que requer muita habilidade e saber que pode tocá-lo só por minha causa me deixa profundamente alegre – Holmes voltou a encarar o violino. Só assim não faria deduções.
- Seus dedos... – o moreno ouviu baixo, levantando o olhar e vendo que o amigo cobria o rosto com uma mão. Estava escondendo a vergonha – Toda vez que eu olhava para o violino lembrava-me dos seus dedos passeando pelas cordas, da forma como segurava o arco e o fazia deslizar pelas cordas. E automaticamente as notas vinham na minha cabeça. Demorei a me acostumar com a postura, a forma de segurar, mas lembrava de como ficava quando tocava as belas músicas. Eu segui tudo o que a minha memória me dava sobre quando lhe via tocando.
A sala caiu num silêncio profundo. Cada um em seus pensamentos.
Watson lembrava-se quando estava “aprendendo”, lembrava-se de quando tomara a iniciativa. Fora seis meses após a “morte” do amigo, encarava o violino após ter sido limpo e sua mente tinha as lembranças mais frescas de quando o viria tocar. Lembrava-se como sentia falta, como tudo ficava vazio sem a melodia, ou então o som das notas malfeitas de quando seu companheiro estava pensando. com uma mao.ma mao. olhar e vendo que o amigo cobria o rosto com uma mao. er pensado. to saberia instantaneamenet E o apartamento se tornava muito maior do que realmente era. Sentia-se mais sozinho do que realmente estava. Era a realidade de que nunca mais iria ter aquilo em sua vida.
Tudo bem que estava há algum tempo casado, que não morava em Baker Street, mas saber que nunca mais ouviria tais sons era mais que podia suportar. Era uma realidade que não poderia ver, conversar, ou se envolver em casos com Holmes. E essa realidade não queria encarar. E se aprender o violino era uma forma de afastar essa realidade, era uma forma de fugir, que seja. As primeiras vezes que pegara o instrumento e tentara tirar alguma nota sentira-se um estúpido. Nunca conseguiria tocar como o amigo. Mas após os primeiros cinco dias, uma nota perfeita saíra e algo aconteceu.
Watson viu Holmes sentado na poltrona com o sorriso suave e a voz dele veio em sua cabeça. “Finalmente, Watson, pensei que não era um bom professor para não aprender uma nota sequer”. Havia balançado a cabeça, mas continuava ver o amigo e ele levantara, mostrando agora como fazer outra nota simples “Segure assim, Watson e deslize com suavidade”. Holmes estava ali. O que desejava com aquele aprendizado que parecia inútil fora alcançado e quando encontrou aquelas anotações, todas bagunçadas, fora a cartada para continuar.
Seu refúgio estava montado.
Enquanto isso Holmes pensava no significado daquelas palavras. E quanto mais pensava mais possibilidades surgiam. Mas finalmente percebera o quanto fizera falta na vida de seu companheiro. Conseguia sentir o que fora esses três anos para ele. Queria poder olhar para as expressões do amigo, era fácil poder ler o que estava na mente dele por elas, mais ainda quando tinha a vista dos olhos claros. Eles sempre eram seus representantes fiéis. Mas estavam escondidos pela mão e não poderia infringir nessa intimidade do amigo.
Mas tinha um jeito de conseguir o que queria e ainda melhor, perceber totalmente o significado.
- Watson, você poderia tocar para mim? – estendeu o violino, vendo que de forma relutante, o amigo abaixava a mão.
- To-tocar? – os olhos claros pulavam do instrumento para o detetive.
- Se não for muito incômodo, poderia mostrar o que aprendera? – o doutor relutava.
- Não sei mais que algumas notas, Holmes. Não tenho o dom magnífico que você possui.
- Por favor, meu bom amigo, toque para mim assim como fiz tantas vezes para você. Eu gostaria de apreciar seu esforço, não importa se tenho esse dom que você fala, ou não – Watson ainda ficou alguns minutos encarando de o violino para seu bom amigo. Até então, levantar, pegar o instrumento e coloca-se na posição para tocar.
- Não espere muito... – foi só tudo o que disse antes de começar, Holmes deu um pequeno sorriso.
O doutor ficou parado por alguns instantes na posição, segurando o violino e posicionando o arco. Estava decidindo o que iria tocar. Queria impressionar seu bom companheiro, mas não tinha muita confiança em seus talentos, então começou por uma melodia simples, que não lhe exigia esforço para poder se re-acostumar a forma como segurava o instrumento. Preferiu fechar os olhos a encarar o amigo, assim sua confiança crescia e sentia confortável para tocar uma de suas melodias favoritas. A primeira que conseguira aprender.
Holmes observava com extrema atenção para a forma como seu bom amigo estava posicionado diante a si, tocando. Era totalmente diferente de quando a si tocava, enquanto as notas corriam rapidamente com a sutileza que o detetive tinha um dom natural para isso, as do doutor eram pesadas e trabalhadas, não que o som fosse ruim, ao contrário, era glorioso porque conseguia sentir o trabalho que ele se dera para poder aprender tal melodia. Sentia o esforço, as tentativas, o empenho e a importância daquelas notas na forma que Watson tocava.
E isso tornava tudo mais belo.
Holmes não podia negar a si que gostava dos elogios que o amigo lhe dirigia a quanto suas faculdades mentais e musicais, mas saber que ele tentava de todas as formas ter algum nível de ambas para poder lhe acompanhar enchia seu ser de um prazer inexplicável. Watson realmente tentava aprender o conhecimento da dedução e não as achava banais, assim como fazia com o violino. Holmes o tocava para acalmar-se, ou pensar, como uma coisa banal, mas percebia pelas notas que era algo extremamente importante para seu companheiro. Era um dos símbolos que o fazia marcantes na memória do doutor e por isso, esforçava-se para aprendê-lo, para nunca esquecer seu companheiro.
Novamente, aquele prazer preencheu seu corpo e não importava que o doutor deslizasse em algumas notas, seria a melhor melodia aos ouvidos do detetive. A melodia da importância do Mrs. Sherlock Holmes na vida de Dr. John H. Watson. As notas foram morrendo gradativamente, mostrando que a composição estava ao seu fim. Quando terminou, os olhos escuros de Holmes não saiam de seu companheiro e finalmente, os azuis claros do doutor mostraram-se. Watson não sabia determinar o que era aquele olhar, apenas desfez a posição e retornou o violino e o arco ao detetive, propor-se a sair da sala, envergonhado pensando que havia feito uma péssima atuação. Mas fora impedido pela voz de Holmes.
- Watson... – o doutor parou um pouco depois da poltrona em que Holmes estava sentado – Você deveria tocar mais vezes, meu bom amigo... Sua melodia é esplêndida – o loiro riu, ainda estando no mesmo lugar.
- Oh, Holmes, não minta apenas para me agradar. Você sabe que não gosto disso – dessa vez, iria mesmo retirar-se para seu quarto quando sentiu os braços magros e rígidos de seu companheiro em seu peito, abraçando-lhe e apoiando o queixo em seu ombro direito.
- Bem sabes, meu querido Watson, que não faço isso. Realmente, eu apreciei a melodia que tocaste para mim. Sim, erraste algumas notas, mas isso não quer dizer que fora totalmente ruim. Elogio-o pelo significado que seu esforço tem, entendo agora como esses anos foram difíceis para você, mas não posso negar o prazer em que me dá saber que tentou aprender só por minha causa. E por isso, sua melodia é esplêndida, porque, assim como você, é sincera e devotada.
As palavras em Holmes atingiram Watson em cheio.
Os sentimentos que reprimia por serem confusos vieram até si com força e o mesmo turbilhão de sempre. Sentia parte de si desejando desfalecer em lágrimas pelas belas palavras de seu companheiro e pela dor da perca que ainda estava tão viva, pelo mundo que fora sem Sherlock Holmes, pela vida que levara nos últimos três anos. E a outra parte, despejava alegria em seu ser, pois o detetive estava ali, juntamente a ele, que estavam em casos juntos, que seu esforço em manter a memória dele viva não fora em vão e que, acima de tudo, Holmes reconhecia tudo o que fizera por ele.
O detetive abraçava o outro ainda na mesma posição, depositando sua cabeça no ombro dele, fazendo leves carícias no peito coberto pelo colete que tanto o doutor adorava. Sabia que ele estava processando as palavras em sua mente e daria todo tempo que ele precisasse para poder entendê-las e não sairia daquele abraço tão confortável até que o doutor lhe expulsasse. Quis sorri, mas evitou, afinal não era um grande fã de abraços, mas gostava dos toques de Watson, gostava de tocar Watson. E o mesmo não parecia se importar com isso.
Após instantes, o detetive sentiu sua mão direita ser levantada e a ponta do seu dedo indicador ser beijada com leveza. Quase a mesma onda de prazer invadiu Holmes, dominado por esse toque mais intimo que já trocaram, uma ponta de vergonha passou por si também, mas certamente muito mais fraca. Os lábios de Watson eram gentis e desejou mais que nunca ter o toque deles. Não estranhava mais, esses sentimentos eram claros desde que saíra de Baker Street e não se incomodava mais por eles, só os controlava. Já havia aceitado que estava apaixo- não, estava amando seu bom doutor.
- Bom, então creio que mereço uma melodia depois dessa – Watson movimentava-se em seu abraço e sentiu que esse era o momento em que deveriam se afastar, o que fez imediatamente.
- Certamente, doutor – voltou-se a sua poltrona onde depositara seu instrumento, pegando-o. Quando virou-se para seu bom companheiro, viu que ele possuía aquele olhar desejoso em fazer perguntas, mas não acreditando que seja o momento certo – Faça sua pergunta, Watson, e se puder, responderei com prazer – ele soltou um suspiro, sentando-se na sua poltrona.
- Essa é uma pergunta que ronda meu ser há algum tempo, provavelmente boba, mas... Não te incomoda essa minha devoção? – Holmes sorriu, sentando-se na poltrona ao lado, encarando o doutor.
- Não, meu bom doutor, na verdade, é um dos motivos pelo quais é meu companheiro mais fiel. Surpreendo-me com sua paciência comigo e mesmo que não diga com frequência, admiro-as profundamente – Watson sorriu pelo canto da boca tirando seu olhar do detetive, voltando para a lareira a sua frente. Entendeu que sua devoção nunca seria vista com outros olhos, sentindo uma mistura estranha de leveza e pesar. A amizade estava a salva, mas...
Demorou três anos, contudo finalmente o doutor concluiu o obvio. Sua devoção, admiração, paciência, sinceridade e companheirismo com o detetive já havia ultrapassado as barreiras da amizade. Havia se tornado algo a mais. Algo inicialmente confuso, que a dor da perca lhe trouxera a tona, mas compreendido pela aprendizagem ao tocar o violino. Entendera porque seu casamento não funcionara tão bem como deveria por mais que tentasse. Seu coração havia sido preenchido por outro. A pergunta e a resposta trouxeram-lhe a certeza que aquele relacionamento permaneceria daquela forma, porém longe de irritar profundamente o doutor, lhe trazia certa paz e confiança que poderia ficar ao lado do detetive por longos anos. E não poderia pedir por mais nada.
Os olhos de Holmes não saíram de seu companheiro, vendo-o entrar em profundos pensamentos. Voltou seu olhar rapidamente para o que ele estava vendo, mas notou que nada olhava tão perdido em pensamentos. Acompanhou cada expressão em seus olhos claros, cada músculo que mexeu em seu rosto. Analisou aquele sorriso e conseguiu decifrar as lembranças que passavam na mente do seu bom doutor. E pela primeira vez, depois de muito tempo, sentiu-se profundamente envergonhado e feliz, verdadeiramente feliz. Seu rosto ardia e provavelmente estaria bastante vermelho, para evitar um confronto, resolveu virá-lo tentando escondê-lo em uma das mãos.
Watson estava amando.
Watson estava amando Sherlock Holmes.
E quanto mais o detetive pensava nisso, mais os dois sentimentos misturavam-se tornando-se um só. Não deveria agir daquela forma, recriminava-se por ter aqueles tipos de reações, mas percebeu que era impossível evitar, afinal, seu bom doutor lhe amava na mesma intensidade. Depois de um tempo, Watson acordou de seus devaneios e notou o rosto virado de seu companheiro. Jogando-se um pouco para frente na poltrona, tentou ver porque o detetive parecia tão determinado a esconder sua expressão. Descobriu os tons de vermelho em sua bochecha e soube imediatamente o porquê. Holmes estava envergonhado por algum motivo que era totalmente desconhecido para si.
- Holmes, gostaria de me dizer por que faz tanto esforço para esconder sua vergonha? – geralmente, o detetive fazia bastante esforço para não manifestar qualquer sentimento, mas aquele lhe chamava a atenção porque era claro que ele não conseguia ocultar. Ele tentou recuperar o controle respirando profundamente, mas ainda havia rastros vermelhos em sua bochecha.
- Fiz a leitura de seus últimos pensamentos, Watson – porém, sua voz era firme – E descobri o motivo daquele sorriso – e dessa vez, fora Watson que se envergonhou. O vermelho subindo de seu pescoço e instalando-se nas suas bochechas, depois seu olhar baixando até encarar seus sapatos – Não estou envergonhado, estou extremamente feliz, porque tal sentimento é recíproco. Talvez, a vergonha seja por não ter percebido mais cedo – o doutor levantou seu olhar e ainda estava vermelho, mas sorriu e o detetive lhe acompanhou, deixando as risadas levarem aquela timidez de ambos irem embora.
- Somos dois idiotas, Holmes... – Watson deixou escapar as palavras enquanto ficava de pé para ir até a poltrona de seu companheiro.
- Suas conjecturas estão corretas, Watson, pelo visto tem mesmo aprendido muita coisa de mim – Holmes concordava, pois o sentimento sempre estivera ali, tão claro e tão vivido e nem mesmo suas grandes capacidades de deduções havia revelado isso. O doutor sentou no colo de seu companheiro, encostando seu ombro e braço no peito dele, fazendo com que seus rostos ficassem frente a frente.
O loiro sorriu antes de colocar uma mão na bochecha de seu companheiro, aproximando o rosto do detetive, o beijou com ternura. Iniciou com apenas um contado dos lábios, mas que aprofundou-se assim que Holmes usou sua língua, ainda sim, o beijo foi calmo e compassivo. Havia uma delicadeza e doçura na forma que os lábios moviam-se um contra o outro, mesmo que estivessem guardando sentimentos por tanto tempo, era como se acabassem de aflorar na sua bela lentidão. No qual o toque final torna tudo mais perfeito, quando o beijo se finalizou e ambos se encararam, havendo aquele pequeno sorriso no olhar.
Watson levantou-se do colo de Holmes, sentando-se na poltrona ao lado dele, pegou seu pequeno livro de medicina e o detetive pegou o jornal.
A rotina continuava, mas agora com essa pequena adição.
Demonstrada pelas mãos dadas enquanto tentavam ler.
Fale com o autor