Notas iniciais
Essa fic é um presentinho pra minha querida bitch ♥ Em homenagem a todos os links que falavam de coisas que assustaram nós duas e nosso amor por Seb/Ciel. Como é um presente, espero que tu goste. 9se não gostar também eu te espanco e fim)

O inocente borbulhar frenético no coração do menino só podia ser uma bela ironia do destino.

Era ridículo e imaturo demais. Para piorar, o homem de preto a sua frente não ajudava em nada na situação. Aquele sorriso cínico brincava mais uma vez nos lábios carnudos do mordomo, o brilho rubro e malicioso habitava os olhos deste, fazendo as bochechas do conde se tingirem de um rosa fervente a cada vez que os olhos azuis entravam em contato com os do mordomo.

-Você não me parece bem, bocchan. — Sussurrou em sua voz rouca habitual.

-Estou ótimo, termine isto e vá embora. — Ordenou o jovem, ruborizando ainda mais quando as mãos do mais velho deslizaram por seu peito de forma acidental. Certo. Acidental. Não era nenhuma novidade este tipo de reação do corpo do lorde diante de um toque do mordomo, o que realmente incomodava Ciel era um certo arrepio causado por um pensamento que teve durante o dia. Mias uma vez, amaldiçoou mentalmente seu corpo adolescente.

Sebastian fechou o último botão da camisa do mestre e se afastou, fazendo uma reverência. O moreno estava girando a maçaneta quando foi obrigado a dar meia volta por um sussurro tímido do conde.

-Fique.

O rosto de Ciel estava quase totalmente escarlate, o que fez o mordomo sorrir. A vergonha de seu mestre era um pouco fofa. Sebastian se aproximou e retirou um pedaço da franja comprida dos olhos azuis do pequeno.

-Qual é o problema? — O mordomo percorreu toda a face macia de Ciel com o polegar, até receber um tapa e se afastar um pouco.

-Por que deveria haver problema? Você é o servo, só me obedece, se eu te peço para ficar, você fica e não pergunta nada, entendeu? — O conde respondeu na forma mais rude que conseguiu.

-Yes, my lord. — Sebastian assentiu.

Ciel deu dois pulinhos para o lado, convidando o mordomo a deitar-se ao seu lado. E foi o que ele fez. Retirou os sapatos, o paletó e as luvas, exibindo as unhas pretas e o selo, e deitou, sorrindo mais cínicamente do que nunca. Mesmo irritado, o conde não reclamou, apenas se aninhou no travesseiro e apertou o cobertor contra o corpo, sentindo-se seguro agora que o mordomo estava ao seu lado.

A tranquilidade dominou os pensamentos antes pertubados do menino e logo ele se encontrava dormindo, até que...

-Bocchan? - A voz do demônio o trouxe de volta. Irritado, Ciel se virou e fitou o homem de forma furiosa. — Desculpe-me por interromper teu sono, mas... Não pude deixar de pensar o que te assustou tanto que você teve que pedir a minha companhia. — Os cantos daqueles lábios cheios se ergueram e o conde desviou o olhar.

-Já te disse que...

-Eu sei que não é da minha conta, mas... eu vou descobrir de qualquer jeito, então que mal faria me contar? — Sebastian colocou os braços gentilmente ao redor dos ombros do menor, confortando-o em seus braços. Os olhos do mordomo assumiram um carinho que Ciel nunca vira antes e que o fez se sentir derrotado assim que tentou recusar a pergunta.

-Eu... er... — O conde pigarreou, ruborizando violentamente. — Eu estava com medo.

-Do que? — O sorriso do homem agora era maldoso.

-De..

-Fale.

-De.... Er.. — Ciel pigarreou mais uma vez.

-Me conte, bocchan.

-Fantasmas. — O rosto do menino se tornou completamente vermelho. Sebastian apertou o mestre contra seu corpo, pousando o queixo no topo da cabeça dele, inalando profundamente o cheiro doce.

-Fantasmas? Quem tem medo de fantasma quando se tem um demônio para te proteger? Eu nunca deixaria ninguém, vivo ou morto, se aproximar da sua alma. — A última palavra fez um arrepio percorrer a espinha de Ciel. — Mas isso não é importante, você não tem motivos para ter medo, durma.

-Mas eu... — E o conde teve os lábios selados pelos do mordomo. Estes eram macios e viciantes, Ciel quase se sentiu obrigado a atravessar seu orgulho (ainda mais) e passar os braços pelo pescoço do mais velho. Logo o ar se fez necessário e ambos se afastaram.

Ciel tomou um, dois, três fôlegos e foi para os braços de Sebastian novamente, que o aguardava com um sorriso malicioso.

Ah, essa noite o pequeno conde com certeza não sentiria medo.

Notas finais
Ficou MUITO fluffy? Eu sei, é nonsense. Pode mandar review xingando, mas mande review.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!