Hime-sama
5 Capítulo 5: Olhos que me ferem
Notas iniciais
Zero:
A associação de Caçadores, havia me mandado para casa, junto com Yuuki. Depois de muita bagunça que Isaya fez, eles disseram que iriam esperar todos se curarem, e nos chamariam quando o plano estivesse pronto.
Girei a chave, e entrei em casa. Dei espaço para Yuuki passar, ela entrou, com aquela bolsinha em suas costas. Fechei a porta, e fui andando na frente. Ela me seguiu, meio embaraçada.
Extendi a mão para ela, por uns momentos ela ficou surpreendida, mas logo aceitou o convite, e pegou em minha mão. Sua mão era tão...Delicada, macia e quente...
A levei para o quarto de hospedes, e ela deixou a bolsinha na cama. Fiquei na porta apenas olhando ela pegar algo dentro da mala. Então ela se virou, e me olhou.
- Estou te incomodando, Zero? — Perguntou ela, olhei para seus olhos cor de mel, seus cabelos castanhos... Sem responder. O silêncio estava se tornando angustiante.
- Claro que não... — Murmurei irônicamente, olhei friamente para ela. Ela se virou, fui andando até ela, e...
Yuuki:
Senti os braços de Zero me envolverem, eu me senti derretida. Me deixei cair, ele me segurou em seus braços quentes. Deitei nele e fechei os olhos. Ele me carregou, e me deixou na cama. Subindo em cima de mim.
- Todos esses meses, que pareciam séculos... Eu me lembrando a imagem de se sorriso para mim... — Começou ele, senti as lágrimas cairem dos meus olhos. — E a dor de imaginar nunca mais ve-lo. E ver apenas seu rosto de sofrimento...
- Não fique assim, Zero... — Eu me segurei no pescoço dele, ele se aproximou do meu rosto e selou meus lábios. Foi uma sensação boa... Perfeita.
A coisa que eu desejava em todos esses anos.
O amor de Zero.
Ele me envolveu em seus braços novamente, e se deitou de lado, tomando meu rosto com uma das mãos.
Zero:
Os lábios dela eram quentes, úmidos e doces... Eu não queria parar, mas o ar se tornou mais necessário, tive que nos separar. Ela fechou os olhos, ofegante. Dei um sorriso, quando vi que ela ria.
- Nunca imaginaria... — Ela murmurou, então vi seus olhos ficarem brancos lentamente.
- Yuuki? — Eu chamei, ela não respondeu. Seus olhos estavam sem cor, como o de uma cega.
- Não vejo nada... Está tudo escuro... — Falou, eu assustei. Me levantei na hora e a levantei. Ela começou a chorar. — Zero... Onde você está? — Perguntava desesperada. Segurei suas mãos.
- Estou na sua frente Yuuki... — Respondi, quase sem voz. — Você está... Cega... — Então ela olhou para cima, e depois para baixo. Com os olhos descoloridos.
- Zero... Não posso ficar Cega... Como estou cega? — Indagava desesperada, segurando em minha blusa.
- Deve ser um efeito colateral permanente... Do ritual dos Vampire Hunter... — Yuuki chorou, se escondendo em mim.
- Não acredito... Que nunca mais poderei ver nada... Nem mesmo a face de Zero... — Eu abracei-a, tentando confortá-la.
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Passou um tempo, acordei, me senti vazia. Mesmo abrindo os olhos, eu ainda me encontrava na escuridão. Sem poder enxergar. Mas, aquele não era o meu maior problema, não era?
Fui tentando andar, senti a presença de Zero na cozinha. Fui andando, engatinhando sendo mais correta. Tentando sentir o chão. Bati a cabeça na parede.
- Itai... — Murmurei. Continuei andando. Com uma mão eu apoiava no chão e a outra eu procurava as coisa ao meu redor. Então senti um pano, era Zero. — Zero?
- Yuuki? Porque esta engatinhando? — Escutei sua voz, senti ele se aproximar, e me carregar.
- Acho que não consigo andar... — Respondi, com sinceridade. Ele não falou nada. Escutei seus passos, ele foi andando. Então senti ele me colocar sentada em algum lugar.
- Fique sentada. Eu já vou servir uma comida para você. — Eu concordei com a cabeça, e fiquei passando a mão na frente do olho, para ver se eu enxergava alguma coisa. Nada. Decepção...
- Yuuki que voce ta fazendo? — Perguntou ele, desapontado.
- Tentando enxergar, licença?! — Respondi com raiva, senti meu rosto quente. Acho que corei...
- Ta, desculpa. — Então ouvi seus passos indo para longe. E escutei o barulho do fogo sendo desligado. Escutei uma porcelana bater em algo na minha frente, e um tilintar de metal. Logo seguido de outra porcelana, e o mesmo tilintar. — Eu te ajudo a comer... — Escutei ele pegar algo no prato e com a outra mão conduzir a minha cabeça para comer.
Eu me alimentei desse jeito, me sentia um peso para Zero.
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