Hillebrand's Revenge

1 Um barulho estranho


Notas iniciais
Esse capítulo é um pouco grande, pois é mais detalhado, eu expliquei exatamente como é cada pessoa, cada casa, etc. Os próximos serão menores, eu acho.

Alphinea era uma pequena cidade com cerca de 100 mil habitantes, em uma região mais alta e afastada dos outros lugares habitados. Os cidadãos daquela pequena cidadezinha nevada eram bem calmos, no jornal local raramente apareciam coisas ruins e quando apareciam eram pequenos assaltos a lojinhas de conveniência, nada muito estrondoso. Apesar do clima gelado e da boa vizinhança, existia uma pequena família em Alphinea que ficava mais isolada do resto da população, a família Hillebrand. Olhando de longe parecia uma pequena família tradicional, um pai, uma mãe, um filho mais velho e uma menininha, mas só quem conhecia a família sabia sobre os problemas acontecidos ali. A mãe, Jesy H. era alcoólatra e tinha problemas de distúrbios alimentares, o pai, Russel H. era um ninfomaníaco que ja tentara estuprar várias vezes seus dois filhos, Mark e Hope Hillebrand. Mark estudava em casa, pois era um adolescente violento que ja tentara asfixiar 3 colegas de classe, não conseguiu, pois alguém sempre chegava antes que ele fizesse algo, mas caso alguém não chegasse Mark seria capaz de matar e torturar qualquer pessoa que entrasse em seu caminho. Hope tinha 13 anos, era apenas 2 anos mais nova que Mark, tinha 1,58 de altura, olhos azuis, era bem branca e seus cabelos eram escuros, eu nunca soube definir a cor exata, as vezes é um castanho escuro, as vezes é um preto bem forte, mas isso não importa mais, ja que Mark raspou sua cabeça. Hope não tinha um diário, não lia livros e nem era uma adolescente triste e solitária graças aos problemas que passava em casa, pelo o contrário, eu posso afirmar com toda a certeza que Hope era a garota mais feliz de Alphinea, talvez só por estar viva, ou ela amava alguém, o motivo nós nunca saberemos, mas ela sempre estava com um sorriso no rosto independente do que acontecia. No dia 08 de abril de 2010 ás 16h30 da tarde, Hope dormia no sofá da sala, havia adormecido após ficar assistindo um programa extremamente chato que falava sobre a idade média e, então, ela ouviu um barulho estrondoso, ela achou que fosse seu pai obrigando a sua mãe a transar com ele, como acontecia praticamente todos os dias, porém o barulho havia sido alto demais, as paredes racharam e as janelas estremeceram, Hope ficou com medo, ja havia visto muita coisa em sua vida, mas nunca um barulho como esse, logo após esse estrondo ela pode ouvir uma risada e logo depois um grito muito agudo, ficou com medo, mas mesmo assim levantou para verificar o que era, foi no quarto de Mark, olhou em volta, o chão de madeira gasta e a parede branca com a tinta descascando e uns posters de bandas de rock em cima para tentar disfarçar, porém pareciam estar la a anos, a cama caindo aos pedaços, mas mesmo assim parecia confortável, uma escrivaninha antiga ao lado da cama com um aglomerado de folhas, trabalhos escolares e desenhos de Mark, ao lado desses desenhos, dois porta-retratos, um mostrando o rosto pálido e magro de Mark, sorrindo para a foto da sua formatura do ensino fundamental, na outra, uma família, sorridente. Era possível escutar os passos de uma formiga ali, estava tudo muito silencioso, silencioso até demais para a casa da família Hillebrand. Hope colocou a mão na maçaneta, hesitou, mas não fechou, queria evitar qualquer tipo de barulho, andou o mais devagar possível, subiu as escadas para olhar o quarto de seus pais, que tinha a mesma aparência do quarto de Mark, porém a cama era de casal e, no lugar de desenhos eram documentos, não havia nada, logo após checou o banheiro, a cozinha, a sala e então decidiu olhar a varanda de trás, lugar onde ninguém daquela casa nunca tinha ido, ou melhor, foram uma vez, quando compraram a casa. O lugar estava uma bagunça, mas isso ja era de se esperar, qualquer um que quisesse poderia invadir aquele local, ninguém ia la durante anos, poderia ter um ninho de ratos. Hope estava tremendo, sua respiração estava rápida e ofegante e seu coração estava acelerado, o que dificultava sua luta pelo silencio, sua vontade era gritar, o pavor ja estava tomando conta de todo o seu corpo, ela deu dois passos, tropeçou em algo e caiu. Antes que ela pudesse pensar, deu de cara com um liquido vermelho com um cheiro forte, depois levantou-se, com os olhos fechados para evitar que esse liquido caísse, respirou profundamente e sentiu um cheiro de podridão, levou as mãos ao seu rosto, tirou o excesso daquela coisa de seu rosto e finalmente abriu os olhos, sua expressão era de medo, pavor. Por quanto tempo ela tinha dormido? Bom, isso ela não sabe, mas foi tempo o suficiente para alguém estuprar, espancar e esquartejar seus pais e seu irmão.