Hilary Potter - A irma gêmea de Harry Potter
5 Capitulo quatro
Notas iniciais
O garoto nada respondeu, apenas deu ombros e se sentou em uma das cadeiras ao redor da mesa.
Hilary ficou ali, sem jeito, porque não sabia se era para ela sentar-se também.
A mulher olhou para ela com olhos risonhos e disse enquanto pegava um prato na mão esquerda e a colher na outra;
— Sente-se querida, você gosta de macarrão com almôndegas? É a minha especialidade.
— Sim! Por favor – agradeceu antes de sentar e receber o prato de comida de bom grado.
Passaram-se alguns minutos de ouro silêncio. A comida estava realmente espetacular, a melhor coisa que Hilary tinha comeu, considerando que no orfanato Strawberry Field eram as garotas mais velhas que cozinhavam, e ela tinha quase certeza que já viu uma barata em cima da tampa da panela uma vez.
— Olha só, não queremos te assustar, mas nós somos convocados de Dumbledore para lhe levar a Hogwarts.
Incrédula Hilary apenas assentiu para não falar umas poucas e boas para a mulher que lhe recebeu tão bem.
— O grandioso mago Merlin, soube que, na verdade a herdeira dos Potters ainda estava viva, e pediu a Dumbledore que a procurasse – continuou — mas, como preguiçoso que era – falou brincalhona – nos pediu essa tarefa.
— Mãe... Ela ainda não sabe que é uma bruxa e muito menos de sua família – alertou Max – tive que fingir um pouco para ela aceitar vir.
— Oh – exclamou – me desculpe! Eu aqui falando de coisas que a Srta. nem deve entender! Bom, resumindo, você é uma bruxa, e não uma qualquer. Sabe essa pequena e inofensiva cicatriz em sua testa? Ela só aparece em bruxos que passaram por feitiços muito fortes. E no seu caso, você sobreviveu junto de seu irmão a uma maldição da morte, e até a alguns dias atrás, todos tinham certeza que você estaria morta.
A garota ouviu atentamente as palavras da mulher, achando tudo aquilo uma completa loucura e distopia, porém, como em sua vida nunca aconteceu algo grandioso –Que ela saiba – ela concordou consigo mesma em atuar como se fosse num papel da Broadway, ou então uma de suas histórias.
— Hmmm conte-me mais sobre essa tau de Hogwarts...
Dessa vez quem se pronunciou foi o homem;
— Que tal nos apresentamos primeiro? Eu sou Daniel e está é Samanta minha esposa, e este como provavelmente você já deve conhecer – se o meu filho ter tido a educação de lhe falar – Max. – Informou fazendo ela sorrir
— Hilary, prazer, mas acho que vocês já sabem
— continuando... – Samanta repreendeu Daniel com um simples olhar por lhe interromper – Hogwarts é uma escola bruxa de muito prestígio, e todos os bruxos recebam uma carta dela aos onze anos, mas dependendo eles podem ir para outras escolas como a academia de magia de Beauxbatons.
— E isso tem haver comigo porque...? – encarou a mesa
— Bom, como você recebeu a carta de Hogwarts, agora só precisamos comprar seus materiais. – exclamou Max empolgado
— É que... A Diretora do Orfanato rasgou minha carta. – engoliu em seco
Um Silêncio, não do tipo constrangedor, mas do tipo que alguém estivesse pensando.
— Sem problemas você pode usar a de Max – Daniel disse após tomar um gole de seu suco
— Sério? Muito obrigado – Hilary estava mesmo se entusiasmando com aquilo, mesmo que, em sua vista, tudo fosse um sonho louco
— Eeer... Como vamos encontrar tudo isso em Londres? – duvidou Hilary quando olhou a lista na mão de Max dentro do carro
— No beco diagonal oras! – Ele respondeu como se fosse a coisa mas óbvia do mundo
Hilary não entendeu a princípio mas como nunca tinha saído do orfanato a esse ponto, achou que fosse uma loja no centro de Londres ou coisa parecida.
Encarou a janela do carro vendo as árvores e as pessoas passando, viu uma mulher, triste, mas que assim que avistou um homem do outro lado da rua, sorriu instantaneamente. A garota pensou que seria legal ter alguém para te fazer sorrir em um instante.
Sentiu um cutucão fraco em seu ombro e virou a cabeça para olhar para Max que estava abrindo a porta;
— Você não vem?
Seguiu os movimentos do garoto e saiu do carro.
Analisou o local em volta, e se deparou com uma loja robusta com uma grande placa de madeira detalhada escrito “ Caldeirão Furado”
Adentrou a loja – pelo menos Hilary achava que era uma loja – Com Daniel, Samanta e Max e foi em direção a um balcão onde uma senhora com aparência ranzinza e um óculos regular estava na ponta do nariz.
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