Hilary bufou quando Ana Finigann saiu e foi fazer o que lhe foi mandado.

Apanhou as cartas que estavam esparramadas no chão, olhou-as e viu que em uma, o remetente era enviado para ela. Olhou em volta da grande sala e como não tinha ninguém, pegou sua carta e escondeu no meio das folhas de seu caderno e depois o colocou-o sobre a mesa da sala.

Mais tarde, após entregar o restante das cartas para Ana Finigann, lembrou-se da sua carta. Desceu as escadas e foi a caminho da sala.

Encontrou, para sua infelicidade, Elisabeth e Marlene – Outras garotas do orfanato – lendo de suas histórias e rindo a cada frase.

— “A pequeno leoa, que antes , sentia sozinha ao redor desse vasto universo, seguiu suas aventuras na ilha e hoje em dia, a pequena leoa já pode contar todas as suas viagens para todos os lugares mais peculiares de seu mundo” – Leu Elisabeth ao mesmo passo que gargalhava junto de Marlene

— Olha essa! – começou Marlene – “Se não me dissessem, que aquela flor estava feia e murcha, nunca teria percebido, pois nós meus dias de mais tristeza, era ela que ouvia meus lamentos e alegrava-me” – Riram – francamente Hilary! Essas coisas irreais que você escreve – balançou a cabeça negativamente enquanto se aproximava da garota – isso só prova que você, é ainda mais esquisita do que eu pensava – sorriu – sua bruxa

Hilary com raiva por ter perdido o pouco de privacidade que tinha, fez com que magicamente, seu caderno voasse das mãos de Elisabeth e, no caminho para as mãos de Hilary, o caderno batesse com força na cabeça de Marlene.

As garotas correram assustadas enquanto chamavam Ana Finigann. Hilary abriu seu caderno e arrodeou todas as folhas, uma por uma, porém, não encontrou sua carta.

Minutos depois, Ana Finigann apareceu segurando sua carta em uma das mãos e andando elegantemente em direção a Hilary.

— E isso que você procura? – perguntou Ana Finigann fazendo Hilary para de vasculhar o caderno e olha lá no rosto

— Sim! Como voc... – perguntou indo levantando o braço para pegar a carta mas não conseguiu por que Ana Finigann rasgou-o no meio

— Marlene e Elizabeth entraram no meu escritório enquanto eu estava extremamente ocupada, alegando que você bateu em Marlene – exclamou indignada – chegaram com essa carta e eu li todo o conteúdo... – revirou os olhos – Pufft, Hogwarts, quanta tolice – então olhou para Hilary e apontou para ela com seu dedo indicador – Olha aqui, sua criança desleixada e fútil, pare de assustar as outras garotas ou então você sabe o que acontece...

Hilary engoliu em seco e assentiu.

Horas depois

Na hora do jantar, Hilary estava comendo – obviamente – e começou a pensar como seria o mundo a fora. A garota apenas saia do orfanato para varrer a causada de manhã, nem na escola ela ia, já que Ana Finigann contratou uma professora particular para as meninas.

Lembrou-se de todos os acontecimentos dessa manhã, nós dias que passará chorando por pensar que seus pais lhe abandonaram nesse orfanato e nos momentos que pensará como seria ter algum amigo ou até um irmão.

Passou-lhe então a cabeça, a ideia de fugir...

Não era uma coisa tão ruim de fato, até por que, não tinha nada de bom nesse orfanato para ela.

Assim que o jantar acabou, Hilary ficou para lavar a louça, então, aproveitou esse momento para pegar todo tipo de comida que conseguir.

Sobiu e percebeu que as outras garotas já estavam dormindo, pegou uma espécie de mochila que achou foi limpar o porão.

Era uma mochila pequena, mas cabia os três pacotes de biscoito e algumas roupas. Hilary arrumou tudo. Já indo em direção a porta, lembrou-se de seu precioso caderno e as cartas de sua mãe – que Hilary nunca leu, pois estava escrito que era para ela ler apenas com 11 anos e a outra com 12, e ainda faltava alguns dias para seu aniversário.

Desceu as escadas a passos Silenciosos com sua mochila nas costas e seu caderno na mão.

— Ana Finigann finalmente fez alguma para me ajudar... Quem diria – sussurrou para si mesma ao perceber que a chave da porta estava na tranca. Abriu a porta, mas, antes de ir, olhou para trás, mas sem remorso algum do que estava fazendo.

Hilary, assim que colocou o pé na calçada, soube, de alguma forma, que essa, série uma aventura, e não daquelas que ela escreverá, e sim uma muito melhor.