Hikikomori?
64 A arma
Parte 1
Eu não conseguia entender o que eu estava falando. Minhas memorias eram vagas, em força-la doía bastante.
Então na metade do caminho entrei em choque...
“Yoko....” Sussurrei o nome da garota.
Olhei para o seu com aperto no coração, eu havia lembrado o nome dela. Aos poucos fui lembrando de tudo que estava preso na minha mente.
Eu tinha que arranja um meio de voltar, mesmo sabendo que tivesse sorte em sobreviver aquilo que me aconteceu. Ainda sinto as dores do “sonho” da perfuração pelo o meu corpo. Meu corpo se lembra verdadeiramente! Ainda assim, eu preciso voltar.
“EU QUERO VOLTAR! EU PRECISO VOLTAR!” Eu gritei para o céu mesmo sabendo que seria impossível de acontecer.
Então, vindo na minha direção, um homem que usava terno, ele vinha do caminho do templo para onde eu estava indo. Ele me dava calafrios. Seus olhos frios com o sorriso que demonstrava ser falso fizeram meu corpo agitar-se.
Ele parou na minha frente.
Eu sussurrei seu nome.
“Há quanto tempo que não vemos, Shintaro Satomi....”
Eu não estava enganado... Era ele mesmo!
“Veio tirar sarro da minha cara, Malevolente?”
Se ele estava aqui, então existe uma conexão entre os dois mundos. Pelos menos era nisso que eu quero acreditar. Mas a aparição repentina dele me assusta. Não tenho maneiras para me proteger.
“Que morte desprezível que você teve.... Realmente, esperava mais de alguém que recebeu a trindade.”
“Vai se fuder!” comentei.
“Contudo, meu proposito aqui é outro. As coisas com você ainda não acabaram!”
Após falar aquilo ele estendeu a mão. Franzi a sobrancelhas em resposta daquilo.
“O que você está querendo dizer?” Não tremesse na voz.
“...”
“Você demorou a perceber que algo estava faltando, pensei que sua ligação fosse mais forte... Mas vim lhe dar uma segunda chance. Posso te levar de voltar!”
Algo estava errado! Ele era o mal, mas estava tentando me ajudar? Tem algo de muito errado nisso!
“Por que está querendo me ajudar?” Fiz essa pergunta que estava na ponta da língua.
Ele sorriu....
“Você ainda me é útil! Demoraria anos para achar alguém como você! Um outro fator é que minha irmã sente-se culpada por sua morte. Não para de chorar.... É um saco....”
“Malevolente, você é um siscon?” Achei estranho aquela atitude.
“Não, apenas me incomodo quando a pessoa que a fez sofrer não sou eu!”
Malevolente ainda tinha segredos ocultos que nem a própria bondade sabia. Ele desejava algo que muitas diriam ser impossível! Para isso ele precisa de um recipiente....
Existia algo de errado nas atitudes dele. Algo que quebrava o padrão de mal que ele havia no início.
“Malevolente, o que você realmente deseja? O que tanto busca? Conheço seus poderes, pois você dividiu parte comigo. Então, porque tanto deseja minha presença naquele mundo? Pensei que você fosse contra mim!”
Aquela pergunta deixou o homem em minha frente surpreso.
“Existe algo que nem mesmo os deuses podem desafiar.... Alguém que o poder chegar a fazer coisas inimagináveis, porem existe uma arma capaz de detê-lo....”
O que ele falava demonstrava ser sem sentido. Algo que até mesmo os deuses temem? Entretanto, ele parecia estar sério....
“E onde está essa arma?” Perguntei que incrédulo.
Lentamente ele foi levantando sua mão e com o dedo indicador direito ele apontou para mim. Ele estava louco? O que está querendo dizer?
“Não seja ridículo! Não caiu nessas brincadeiras!”
“Não é brincadeira! Você é o único capaz de aquenta a benevolência junto com a malevolência! Você é a trindade! Eu sou a maldade, não a mentira! ”
Ele que usava terno, comentou seriamente.
“O momento certo está chegando, então até é somente isso que irei te dizer! Agora, deseja voltar ainda?”
Ele encerrou estendendo sua mão para me segurar.
Deglutiu.
Minha resposta já estava feita a bastante tempo. Eu precisava voltar, mas agora, de forma diferente.
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