Higo Sai
4 Capítulo 3 - Desaparecimentos...
Higo sai
Saindo da boate Animaction Red, que acabara de fechar, Lily se espreguiçou. Estava cansada depois de dançar a noite inteira, apara animar os clientes da boate. Ajeitou a grande bolsa, com a roupa que usava para dançar, posicionando-a melhor em seu ombro. Estava realmente exausta. Andou a passos lentos até o inicio da rua, para esperar um taxi.
O sol já estava nascendo, porém as ruas ainda estavam meio escuras, com uma luz azulada, típica do amanhecer. Sentiu o estomago protestar e decidiu que antes de ir para casa, passaria em uma padaria ali perto para comer alguma coisa. Sabia que se chegasse em casa, não importava a fome, ia simplesmente se jogar na cama e talvez fosse melhor comer antes.
Andava um pouco mais apressada agora, enquanto ia em uma padaria a três ruas de distancia da boate, onde sabia que vendiam uns doces maravilhosos e que abria bem cedinho. Quando já podia ver a pequena padaria, sentiu uma mão em seu ombro. Congelou na hora, pensando ser um assalto, ficando apavorada.
Virou o rosto lentamente, encontrando-se com uma face pálida, com um sorriso fraco nos lábios, o corpo magro vestido com roupas pretas, cabelos tão brancos quanto a neve presos em um rabo-de-cavalo frouxo e baixo e brilhantes olhos vermelhos, visíveis mesmo atrás dos óculos-escuros que a mulher usava, aquele conjunto fez Lily sentir um arrepio lhe percorrer a espinha. A loira pensou em correr, porém sentiu que a mão em seu ombro a apertou.
“Se acalme... vai ser rápido, e você é fraca demais pra resistir...” sussurrou a albina. Lily, apavorada, tentou gritar, mas antes que tivesse tempo, a Haku a puxou, tapando-lhe a boca. A mão da albina, antes no ombro, foi escorregando até seu pulso, até chegar a pulseira prateada.
“Que proteção mais fraca... você deve ter ganhado isso a pouco tempo.” Disse, arrebentando a pulseira, deixando a alma da loira desprotegida.
Virou-a para frente, enquanto retirava do bolso um pequeno cordão, com um pingente dourado e preto, que lembrava, de alguma forma, um olho humano. O brilho dos olhos azuis de Lily desapareceu, o corpo tenso pelo susto e pelo medo foi relaxando, até que as pernas da loira não a sustentavam mais e Haku teve que segurá-la. A albina foi abaixando lentamente, com o corpo da loira nos braços e um sorriso nos lábios. Um gemido dolorido saiu da boca de Lily.
“É difícil se acostumar a esse corpo, né?” perguntava, enquanto os olhos azuis se abriam, ainda sem brilho algum. “Principalmente de dia...” acariciou os fios dourados. “Mas não se preocupe, mamãe arranjará um corpo de uma pessoa menos descrente para você... só quero que faça uma coisa antes...” dizia, com o olhar piedoso, mas esse não era direcionado a humana, e sim ao novo espírito que agora dominava aquele corpo.
“Mãe...” sussurrou, em tom fraco. Se remexeu.
“Atraia Hiyama Kiyoteru para a mamãe e te arranjarei o corpo que você quiser, minha pequena...” disse, sorrindo gentilmente.
~o~
“Gakupo-san, vamos entrar no ar em 5 minutos!” exclamou um homem, de terno, o diretor do telejornal que Gakupo apresentava.
“Ok, estou pronto!” o de cabelos roxos respondeu, se posicionando em sua cadeira atrás da mesa onde apresentava o telejornal.
“Recebemos uma noticia de última hora, é importante que você a apresente!” Gakupo se virou para seu chefe, curioso.
“O que há?”
“O Hiyama Kiyoteru, presidente do grupo de empresas Hiyama, desapareceu. Apenas anuncie a matéria que...” o diretor parou de falar, fitando os olhos assombrados e o rosto pálido de Gakupo. “Algo errado?”
O de cabelos roxos levantou-se e saiu correndo, sacando o celular das roupas e se encostando da parede. Digitou uma mensagem. “Liguem a televisão agora!”. E a mandou para Kaito, Miku, Rin, Len e Meiko. Esperava que eles já estivessem acordados, mesmo que só fosse 11 e meia. Não podia acreditar que Kiyoteru estava desaparecido. Isso não podia estar acontecendo!
~o~
“Aiii! Rin, isso dói!” reclamou Len, com os olhos fortemente fechados e mordendo o lábio inferior.
“Shhh! Calma, já vai passar!” a irmão tentava acalmá-lo, com um sorriso nos lábios. “Que bom que te achei a tempo, Len!”
“É... aquele golpe me pegou de surpresa!” disse Len, se remexendo, tentando fugir do incomodo.
“Hmmmm... mas não se preocupe, sua incrível onee-sama está aqui para salvá-lo!” brincou, sorridente, continuando a cuidar do ferimento do irmão.
Durante a madrugada, enquanto Len lutava com uma máscara, uma outra o atacou por trás, quase quebrando a perna do loiro, que acabou rolando no chão e se machucando bastante. Nesse momento, Rin chegou e o ajudou, levando-o para casa no mesmo momento. Depois disso, deu um jeito de tomar conta de sua área e da de Len ao mesmo tempo.
Quando já estava quase terminando de cuidar dos ferimentos de Len, ouviu o seu celular e o do irmão tocando, indicando uma mensagem. Estendeu o de Len para ele, enquanto abriu o seu. Os dois se entreolharam, com uma sobrancelha erguida.
“Gakupo?” perguntou Len, fechando o celular.
“Gakupo.” Respondeu Rin, jogando o celular no outro sofá e ligando a televisão. “O que será que houve?”
“Vai saber... mas é estranho ele nos mandar uma mensagem a essa hora.” Rin sentou-se ao lado de Len, olhando a televisão, vendo o jornal se iniciar.
“Bom dia.” Falou o de cabelos roxos, sorrindo. O jornal seguia normalmente, dando noticias sobre economia, falando de coisas do cotidiano, cantores e etc. Rin já pensava em desligar a televisão e ir dormir, porém, uma noticia que realmente surpreendeu os gêmeos foi dada.
“Hoje pela manhã, o empresário Hiyama Kiyoteru desapareceu. As 7 horas da manhã, o diretor da empresa se preocupou pelo atraso do presidente das empresas Hiyama e foi até o apartamento dele. Porém, não encontrou Hiyama.” Gakupo parou de falar e mexeu um pouco no notebook. “Depois de várias tentativas de contatar o presidente, o diretor decidiu chamar a policia, que iniciou uma busca pelo empresário. Mais detalhes com o nosso repórter Kasane Ted.”
E então a noticia passou para Ted, que aparecia em frente ao prédio de Kiyoteru e dizia as informações extras que havia conseguido dos policiais. As partes mais importantes, que ficaram gravas na cabeça dos gêmeos foram:
“A última vez que foi visto, Kiyoteru saia do prédio acompanhada de uma bela mulher loira, de olhos azuis, que está sendo descrita para que possa ser feito um retrato falado. Ela é a principal suspeita do desaparecimento de Kiyoteru.”
~o~
“Lily?!” gritou Meiko, assim que ouviu o que Ted dizia. Arregalou os olhos, incrédula. Lily era uma boa pessoa, embora fosse um pouco extravagante às vezes. Bem, talvez ela nem fosse realmente culpada.
Deitou-se, olhando o teto, sem saber bem o que fazer. Decidiu ligar para Lily. Discou o número do celular da loira, esperando que alguém a atendesse. Porém, o celular tocou até ir para a caixa postal. Meiko tentou mais três vezes, até conseguir ser atendida.
“Sim?” perguntou uma voz fraca, sussurrada, que parecia ser a de Lily. Era difícil dizer, uma vez que Meiko nunca havia a ouvido falar daquele jeito.
“Lily? É você?” perguntou a morena, sentando-se em sua cama, ainda um pouco chocada.
“Lily...? Lily... ah... esse é o nome...” Meiko não entendia o que estava acontecendo. “Sim... aqui é a Lily...”
“O que está acontecendo?” perguntou mais para si mesma do que para a pessoa que supostamente era Lily, do outro lado da linha.
“Desculpe, ela está um pouco confusa.” Ouviu outra voz, feminina e fina, substituindo a de Lily.
“Quem está falando?” perguntou Meiko, alarmada. Afinal, o que era aquilo?!
“Ah, eu sou Haku. Não se preocupe. Sou uma amiga da Lily, ela teve uma queda de pressão agora a pouco e me ligou para ajudá-la. A cabeça dela está um pouco confusa no momento...” Meiko não estava totalmente convencida, mas talvez fosse melhor acreditar nisso... afinal, Lily parecia um pouco desorientada e fraca, mas não assustada ou nervosa.
“Ok... então vou vê-la, tudo bem?” falou, tentando não parecer desconfiada. Ouviu uma leve risada no outro lado da linha.
“Se eu fosse você, Meiko-san...” dizia, pausadamente “Me preocuparia mais com o ferimento em seu ante-braço e deixava sua dançarina pra lá.” E em seguida a ligação foi terminada.
Meiko sentiu a respiração falhar e o coração dar um salto. Aquela mulher... como ela sabia do ferimento em seu ante-braço? Havia se ferido essa noite, durante uma luta e nem mesmo Ruko sabia disso ainda. Encarou o telefone, assombrada.
“... o que diabos foi isso...?”
~o~
Mais tarde...
A campainha da casa dos gêmeos tocou uma única vez. Os irmão se olharam por um tempo, tentando decidir se havia sido só impressão ou se realmente haviam tocado a campainha. Tiveram certeza apenas quando a campainha tocou outra vez. Rin se levantou e foi atender, caminhando devagar.
“Sim?” disse, abrindo a porta. Quem tocava a campainha era um pequeno garoto de cabelos verdes e roupas largas, com uma blusa tantos números maiores que chegavam a tampar suas mãos. Rin sorriu. “Nigaito! Entre!”
“Ah... eu não vou demorar muito, Rin-san...” disse baixinho, Rin teve que se esforçar para ouvir. Deu espaço pra Nigaito entrar.
“Hei! Nigaito, como vai?” perguntou Len, que estava deitado no sofá.
“Vou bem, mas... O que aconteceu com você, Len-san?” perguntou o de cabelos verdes, se aproximando do sofá.
“Ah... eu cai de uma escada...” inventou na hora, sorrindo amarelo. Nigaito fez uma cara de pena.
“Deve ter doido muito...” novamente, falava como se estivesse sussurrando. Len apenas assentiu. “Ah! Eu vim aqui porque a Miku-san está na casa do Kaito-nii-san e-”
“Miku está bem?!” perguntou Rin, sem deixar Nigaito terminar. Ela estava de pé ao lado do visitante, com uma feição preocupada.
“Está sim. Ela torceu o pé, então foi para a casa do Kaito-nii-san para ele cuidar dela” respondeu o Shion, parecendo não se importar com a interrupção.
“Ah... Miku...” resmungou Rin, se sentindo um pouco culpada. Se ao menos tivesse voltado na área da de cabelos verdes depois de socorrer Len...
“Ela pediu pra eu vir aqui dizer que está tudo bem, porque não consegue falar com vocês.” Os gêmeos fizeram uma careta. Haviam desligado todos os telefones da casa para poder relaxar um pouco, pareciam ter se esquecido que faziam parte do Anti-Masked.
“Valeu, Nigaito! Quer ficar para o lanche?” perguntou Rin, agora sorrindo amigavelmente para o mais novo.
“Ah, não... T-Taito está me esperando ali fora, ele me trouxe de carro...” sim, havia gaguejado ao falar o nome de Taito. Ele não era a pessoa mais amável do mundo... na verdade, era bem o contrario disso. Taito dava medo!
“Ah...” os gêmeos soltaram em compreensão.
“Então eu vou cortar um pedaço de bolo pra você levar pro pessoal da sua casa!” disse Rin, correndo até a cozinha.
“He? Mas... temos muita gente lá em casa!” disse o garoto, indo até a cozinha também.
“Eu sei. Deixe-me pensar... Kaito, Miku, você, Taito, Akaito, Kaiko... é isso, né?” tentou confirmar, enquanto cortava um pedaço bem grande de bolo, que daria para dividir entre eles.
“Ah... sim... mas não precisa!” tentou argumentar, um pouco nervoso, embora ainda estivesse falando baixo. “E o Taito odeia doces...”
“Tsc, diga algo que ele não odeia!” reclamou a loira, colocando o pedaço de bolo em uma vasilha e entregando a Nigaito.
O garoto sorriu fracamente e saiu da cozinha, sendo acompanhado por Rin. Se despediu rapidamente de Len e Rin e foi correndo até o carro, com a vasilha na mão.
“Não sei como a vasilha não escorrega da mão dele...” comentou Len. Afinal, Nigaito segurou a vasilha com as mãos ainda por dentro do casaco.
“Ele já acostumou!” Rin respondeu ao irmão, sorrindo. Len riu. Era o irmão de Kaito que os dois mais gostavam, ele era simpático. Ok... talvez não simpático. Mas ele era fofo!
“Como uma criatura tão fofa como o Nigaito pode ser irmão do maluco emo?!” perguntou Rin, sentando-se em um sofá.
“Ora... veja a família do Kaito, Rin!” Len sentou-se no sofá, olhando a irmã. “Uma garota super simpática e legal, um idiota simpático e de bom coração, um mal-humorado com a voz super grossa, um ser totalmente fofo e um outro que dá medo só de olhar!” Rin concordou com a cabeça. Ô familiazinha complicada!
— Mais noticias sobre o desaparecimento de Hiyama Kiyoteru- assim que Len leu isso na barra que falava sobre a noticia apresentada, pegou o controle e aumentou o volume.
“... mesmo que a jovem vista com ele também tenha desaparecido, não há sinais de seu corpo, porém, o cadáver de Hiyama Kiyoteru está sendo levado para melhores analises da pericia. Aparentemente, ele sofreu torturas antes de ser morto. A policia desconfia que possa ter sido algum rival ou inimigo do empresário, já que está claro que o assassino não estava atrás de dinhei-...” Len desligou a televisão, com a respiração acelerada. Não podia acreditar.
“... então a investigação será feita em bas-...” desligou outra vez. Depois ligou de novo. “... embora a policia não descarte a possib-...” desligou. Ligou. “... –peramos que o culpado possa ser logo preso.” Rin e Len se olharam, com os olhos arregalados.
“Kiyoteru... Kiyoteru está morto...!” disse Len, em choque.
Notas finais
A morte de Kiyoteru é algo que não dava pra mudar u.u Mentira, dava sim, mas eu gosto da coisinha dentro da Lily, então... Mas é uma das poucas coisas da fic que eu não mudei! XDDDDDD
Eu tô AMANDO o jeito que coloquei pra Haku! *-* sério, gente, ela tá foda! =3~~ E a Lily (ou melhor, o espírito dentro da Lily)... bem... vou dar uma dica... ela é muuuuuito diferente das máscaras XD alguém tem algum palpite do que ela é? XDDD
A crisesinha do Len, de desligar e ligar a TV sem parar... é algo pra demonstrar como ele ficou abalado! u.u Eu não faço isso quando tô abalada. Nem conheço alguém que faça isso ou algo parecido... mas fazer o que, deu na telha XD'
Previa do próximo capitulo: O enterro do Kiyoteru! XDDDDDDD
Embora esse não seja o nome! XDDD haha
E também, mais informações sobre a nova Lily e a Haku =3~~ talvez XD' sim, talvez, não tenho certeza! Pode não dar pra colocar no próximo capitulo. Tipo, eu tava escrevendo esse e quando tava lá no final reparei que não tinha feito o Kiyoteru morrer ainda XD""
Geeeente... eu tô falando demais, pra quem nem sabia escrever notas finais! XDDDD é a empolgação =3~~~~~~~~~~
Agora... Ja ne, pessoal! ^^/
O próximo capitulo não está pronto, mas não devo demorar muito ^^
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