Higo Sai
2 Capítulo 1 - Rotina... normal até o pôr-do-sol
Higo sai
Len esfregou os olhos, tentando se manter acordado. Estava na escola, aula de história. Mal conseguia manter os olhos abertos, morrendo de sono. Fechou os olhos por alguns segundo, mas logo os abriu de novo. Olhou para a cadeira ao seu lado, onde Rin dormia, fazendo os cadernos de travesseiro. Suspirou, sentindo-se tentado a fazer o mesmo, mas não podia, estava no meio da aula e precisava aprender.
Embora... não estivesse conseguindo entender nada que a professora falava, então talvez não fizesse muito diferença. Massageou o cenho e abaixou a cabeça, pronto para dormir um pouco. Quando estava quase pegando no sono, o sinal do fim da aula tocou, anunciando que era hora do intervalo.
Rin, antes adormecida, acordou imediatamente. Estava com fome! Sacudiu Len pelos ombros.
“Aaaaah... não, não é justo...” resmungou o loiro, sonolento. Rin riu.
“Ah, para com isso, é hora do intervalo, vamos poder comer!” falou animada, Len se levantou e saiu da sala quase se arrastando, tentando seguir Rin, que correu para a cantina a toda velocidade.
Sentou-se em uma mesa mais afastada, apoiou o cotovelo na mesa e o queixo em uma das mãos, observando o movimento. Logo viu Miku, andando em sua direção, parecendo tão sonolenta e cansada quanto ele. A de cabelos verdes logo chegou em sua mesa e se sentou em uma das cadeiras vagas.
“Bom dia, Len.” Falou e logo depois bocejou.
“Bom dia, Miku-chan.” Respondeu o loiro, os dois se encararam por um tempo.
“Tô morrendo de sono.” Disseram juntos e logo depois riram. Rin logo chegou com uma bandeja com dois sanduíches e dois copos de refrigerante.
“Do que estão rindo?” perguntou enquanto estendia um dos copos e um dos sanduíches para Len.
“Ah, nada não, só do fato que estamos virando zumbis!” respondeu Miku, deitando a cabeça na mesa. “Eu não agüento de tanto sono.”
“Nem eu...” pronunciou-se Len, fechando os olhos.
“Façam como eu. É só dormir durante as aulas que fica tudo bem!” exclamou, sorridente.
“Mas e as notas, Rin?” indagou Miku, arqueando uma sobrancelha. A loira pensou por um tempo, enquanto comia.
“Fácil, eu pego a matéria com aquela menina que tá sempre no celular.” Len e Miku se entreolharam.
“Quer dizer a Neru?” perguntou Len, dando uma mordida no sanduíche logo depois. Rin assentiu.
“Ela não vai te emprestar matéria, Rin.” Falou Miku, bocejando logo depois. “Vocês são meus amigos, então ela não gosta de vocês.” Rin bufou, havia esquecido desse detalhe.
“Podemos pedir ajuda para a Miki, então.” Sugeriu Len. Miki era uma menina simpática, que havia se declarado para Len no Valentine Day do ano anterior. Rin lançou um olhar tão assassino para o gêmeo que ele rapidamente completou. “O-ou procuramos outra pessoa!” Miku olhava de Len para Rin, sem entender.
“Você tem alguém pra te ajudar, Miku?” perguntou Rin, depois de um minuto.
“Tem a Gumi, ela não deve se importar em me dar uma ajudinha.” Respondeu a mais velha, sorrindo.
“Aaaaah, que droga, e agora?!” resmungou a loira. “É isso!” exclamou logo depois. “Vamos pedir pra Teto-chan. Se dissermos que temos que passar a noite acordados, ela nem vai ligar de...”
“E qual vai ser a desculpa pra passarmos a noite acordados?” perguntou Len, cortando a frase da irmã.
“Ah... nós inventamos, Len, não se incomoda com isso não!” a loira tomou um gole de sua bebida, sorrindo logo depois.
“Espero que isso dê certo...” resmungou o garoto, colocando o cotovelo na mesa e apoiando a cabeça na mão. “Isso está me deixando exausto!”
“Será que um dia vai acabar?” perguntou Miku, séria. Os gêmeos ficaram em silencio, sem saber o que responder.
O toque do celular de Miku interrompeu o que poderia ter sido um silencio muito desagradável. A de cabelos verdes corou assim que viu o nome de quem estava ligando na tela do celular e se levantou, saindo de perto para falar com a pessoa. Rin riu maliciosamente e depois olhou para o irmão.
“É o Kaito.” Disse, ainda com o sorriso malicioso e totalmente confiante de suas palavras.
“Como sabe?” perguntou Len, arqueando uma sobrancelha.
“Ah, veja só ela...” os dois olharam Miku, que parecia estar embaraçada enquanto falava no celular e vez ou outra ficava com o rosto totalmente vermelho.
“É...” começou Len, parecendo pensativo. “É o Kaito...” confirmou e sorriu de leve.
“Eu disse!” Miku voltou a mesa, com um sorriso nos lábios e os olhos brilhando lindamente.
“Eu... tenho um encontro...” sussurrou a garota. “Eu tenho um encontro! Kyaaaaaah!” exclamou e depois abraçou Rin, que retribuiu.
“Onde vão? Numa sorveteira?” perguntou a loira, curiosa, recebendo um olhar reprovador do irmão.
“Como sabe?” perguntou Miku, largando a amiga e a encarando, com uma sobrancelha erguida.
“Ah... sabe, Miku, dava pra perceber que você tava falando com o Kaito!” respondeu, sem nem pestanejar.
“S-Sério...? M-mas... eu achei que nem dava pra desconfiar...” a mais velha resmungou, com o rosto absurdamente corado. Len riu um pouco.
“Não se preocupe com isso, Miku-chan. Eu até posso ficar sozinho lá na tenda pra vocês terem mais tempo!” falou, sorridente, tentando fazer Miku ficar menos envergonhada.
“Jura?!” recebeu um aceno positivo de Len. “Ah, Len~~!” levantou-se para abraçá-lo. Você é um anjo!” agora quem estava envergonhado era Len. Não era por ser Miku, na verdade, ele ficava envergonhado se qualquer garota o abraçasse... ainda mais o chamando de anjo! Aquilo o deixava sem jeito!
Rin, que observava a cena divertida, não aguentou por muito tempo e também abraçou os dois, gritando algo como “abraço grupal!”, recebendo como resposta um sorriso feliz de Miku e uma risada nervosa de Len, que estava mais sem jeito ainda. Sabe... ele ficava envergonhado por qualquer garota o abraçando. Principalmente quando essa garota era sua irmã... imagina ser abraçado por duas e uma dessas sendo Rin!!!
Infelizmente, para acabar com o momento, o sinal tocou e todos os alunos voltaram para sala. Len e Rin falaram com Teto, que nem mesmo perguntou porque eles passavam a noite acordados e disse que os ajudaria. Nos dias de folga de Len, os três ficariam mais tempo na escola para que Teto explicasse a matéria.
Acabada a aula, Rin correu para casa para dormir mais e Len tirou um cochilo, antes de se arrumar para ir ao trabalho. Gostava de trabalhar na barraca de lamen de Kaito, ele não era um chefe irritante, nem chato e também era interessante ver casais se encontrando ali e amigos se reunindo. As vezes, tinha que se segurar para não fazer nenhum comentário.
“Kaito, cheguei! Me atrasei?” perguntou Len, entrando na barraca. O de cabelos azuis sorriu e negou com a cabeça.
“Não se preocupe, você chegou bem na hora!” respondeu, servindo um lamen especial para um garoto sentado em um dos bancos.
“Ótimo!” as vezes, a vida parecia tão.... normal, que Len chegava a acreditar que tudo era só um pesadelo. Mas sempre acabava sendo despertado por sentir alguma dor, consequência da batalha da noite anterior.
~o~
“Muito bem! Está tudo pronto?!” gritou Meiko, com uma garrafa na mão, olhando para os empregados da boate, que no momento já estava quase toda arrumada.
“Quase tudo, senhorita Meiko...” sussurrou uma das funcionarias. Uma dançarina. “Falta apenas a senhorita Luka chegar.”
“Ah... ela disse que talvez se atrase um pouco...” disse Meiko ajeitando os cabelos. “Mas eu gostaria de conhecê-la.”
Começou a andar por todo o lugar, conferiu no bar para ver se faltava alguma bebida e passando pela pista de dança para ver se estava tudo limpo. Já eram 5:30PM, logo precisaria abandonar a boate para ir até o apartamento de Kiyoteru. Suspirou e começou a caminhar em direção a sua sala. Só precisava pegar sua arma e pronto. Já estava com o terninho vermelho.
“Senhora Meiko! A senhorita Luka chegou!” gritou sua assistente, entrando como um furacão em sua sala. Meiko quase não conseguiu esconder a arma.
“Ah... ah, sim, sim, mande-a vir aqui! E chame a Ruko!” exclamou Meiko.
Depois de alguns poucos minutos, Yokune Ruko, uma jovem de cabelos negros, com uma mexa azul e outra vermelha e olhos de cores diferentes, entrou na sala, acompanhada de uma mulher de longos cabelos rosados, olhos azuis e corpo torneado. Megurine Luka.
“Bem vinda ao Animaction Red, Luka-san.” saudou Meiko, sorridente. Luka sorriu de volta e se sentou numa cadeira em frente a mesa de Meiko.
“É um prazer ser chamada para cantar na melhor balada de Tokyo.” Disse a de cabelos rosados. Estava sendo sincera. Sempre quis se apresentar ali.
“Aaah, que isso, para nós que é um prazer te receber aqui!” retrucou Meiko. Estendeu a garrafa para Luka. “Quer?”
“Não, obrigada. Prefiro não beber antes de me apresentar.” Negou, ainda sorridente. Meiko tomou um gole da bebida.
“Você quem sabe...” a morena olhou no relógio de pulso e se levantou. “Bem, eu estou de saída. Ruko, deixo tudo com você!”
“Entendido. Não se preocupe, Meiko.” Respondeu Ruko, em tom firme. Meiko assentiu e saiu correndo para fora da boate.
Pegou um taxi para ir até o prédio onde Kiyoteru morava e, enquanto o carro se movia, bebia um pouco da cerveja da garrafa olhando pela janela. Se preocupou em deixar o taxista sozinho, quando saiu do carro, em frente ao edifício. Já eram 6PM, quase não havia mais sol. Meiko suspirou e tentou deixar isso de lado, enquanto subia no elevador.
~o~
Kiyoteru falava no celular, com uma garota realmente interessante que havia encontrado no trabalho a pouco tempo. Ela era realmente simpática, embora fosse um pouco assanhada. O homem estava no quarto, tentando ignorar a campainha. Parecia haver se esquecido que já era hora do Anti-Masked chegar. Logo, reparou que o sol já havia se posto e correu para atender, encontrando Meiko, Kaito, Len, Gakupo e Miku, o encarando preocupados.
“... Onde está a Kagamine Rin?” perguntou o moreno, dando espaço para os cinco jovens passarem.
“Eu não tenho certeza, deve estar em casa dormindo.” Falou Len, suspirando. “Vamos decidir pra qual lado cada um vai e eu passo lá em casa pra avisar a Rin o lado dela.” sugeriu Len, sentando-se no sofá.
“Claro, então vamos...” assentiu Kiyoteru. Entendia que eles estivessem cansados, afinal, era uma missão exaustiva.
Logo, Gakupo e Kiyoteru começaram a tomar as decisões, tomando o cuidado de deixar Miku, Len e Rin não muito distantes. Era comum Rin se preocupar com um deles e mudar a rota pra ver se estava tudo bem, então, se fizessem assim, deixariam tudo mais simples. Rin voltaria a sua direção mais rápido.
Não demorou muito e todos estavam de partida, Len foi correndo para casa, atravessando as ruas quase desertas e até encontrando algumas máscaras no caminho, acabando com elas o mais rápido possível. Rin ficaria com aquela parte da cidade, então não havia tanto problema e ninguém estava junto com ele.
Entrou na casa rapidamente e correu para o quarto de Rin. Como esperava, a encontrou dormindo na cama, totalmente espalhada. A sacudiu levemente pelos ombros, vendo-a abrir os olhos devagar e os esfregar um pouco. Len sorriu e acariciou os cabelos da irmão.
“Vista-se rápido, Rin, já está na hora de ir.” Disse indo até o armário da gêmea para pegar as roupas dela.
“Heee? Que horas são?” perguntou, sonolenta, esfregando os olhos. Bocejou e levantou-se devagar, começando a ir até o banheiro.
“Já passam das 6 da tarde.” Respondeu Len, ainda calmo, acabando de pegar as roupas e as entregando para Rin.
“ESSA NÃO!” a loira pegou tudo que precisava e foi correndo para o banheiro. “Não acredito!” reclamou, saindo depois de uns minutos, já totalmente vestida, embora um pouco desgrenhada. Pegou a escova de cabelo. “O Kiyoteru deve ter ficado um fera!”
“Não se preocupe, ele está tranquilo...” sussurrou Len. O loiro correu até a cozinha, fazendo um sanduíche rápido para Rin. Ela ia ficar a noite toda fora, não era aconselhável que saísse sem comer.
“Tem certeza?” perguntou Rin, pegando o sanduíche e começando a comê-lo o mais rapidamente possível.
“Bem, ele não pareceu zangado.” Rin suspirou aliviada e terminou de comer, em tempo Record. “Podemos sair?”
“Claro, claro!” os dois correram até a entrada. Enquanto Len fechava a porta, Rin sacava a arma. “Onde eu vou ficar?”
“Nessa área daqui mesmo.” respondeu Len, agora guardando a chave e também sacando sua arma.
“E você e a Miku?” perguntou a loira, séria. Começaram a andar lentamente pela rua.
“Eu fiquei com o centro e a Miku com o norte.” Rin assentiu e saiu correndo em direção a um grupo de mascaras. Len suspirou pesadamente e começou sua corrida em direção ao centro da cidade.
Felizmente, naquela noite ninguém saiu ferido. Mas... eles não teriam tanta sorte nas próximas... porque, por mais complicado que pudesse parecer, ainda podia ficar bem pior.
Notas finais
No proximo cap, a coisa vai ficar pior u.u
Então... merece reviews? =3
Por favor, eu preciso deles pra escrever =x
Ja ne ^^~~
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