Highway To Hell

8 Capítulo 6: She Likes Rock n' Roll (Parte 1)


Notas iniciais
Então, eu voltei à vida! To quase mudando meu nome pra Fawkes, sério...
Enfim, mais um cap. pra vcs! E todo mundo deve ter percebido q tem mais uma autora na fic. Pois é, todos os créditos do capítulo pra nossa coautora, hevilachaves (eu só fiz algumas modificações), mas o enredo foi dela. Então, quero que pra dar boas vindas a ela mandem mts reviews, ok?
ENJOY! :)

Depois de deixarmos a cidade de São Francisco para trás, nossa próxima parada seria Los Angeles. Mas até lá, tive que dirigir uma boa parte. Meus pés e minhas costas doíam de segurar o volante e ainda tinha que aturar Sam dizendo para eu ir mais rápido, porque ela não via a hora de chegar em Tijuana. Agora ela estava muito mais ansiosa e elétrica, não parava de repetir que só faltavam duas cidades para chegar ao seu tão esperado destino. Depois de passarmos cerca de cinco dias na estrada, parando somente para dormir e comer, ou melhor, sempre parando para comer, porque Sam não conseguia passar mais de duas horas sem jogar nada no estômago, finalmente avistamos a placa que nos indicava que já estávamos em território Angeleno.

Ao chegarmos, a noite já caía e a imagem da cidade de Los Angeles nos tirou o fôlego. A avenida principal, pela qual entramos, estava iluminada pelas luzes dos prédios e dos carros. Sam e eu ficamos impressionados com a agitação da cidade, que parecia nunca cessar. Apesar da bela vista que tínhamos da cidade, minhas costas já doíam muito. Virando-me para Sam, reclamei:

–A cidade é linda. Mas você não sabe o tamanho da dor que eu...

–Ah, para de reclamar, nerd. – ela interrompeu, abruptamente – vamos entrar num desses restaurantes chiques aí e comer alguma coisa.

Apertei o volante com força e falei, aumentando o tom de voz:

–COMER ? Não faz nem uma hora que você me fez parar na estrada pra comer aqueles três sanduíches e aquele copo de vitamina gigante. Eu quero descansar, Sam!

Um cara em um carro conversível vermelho buzinou atrás de nós.

–Freddie, eu preciso comer! – ela falou, enfatizando cada palavra. Eu, já estressado da viagem, rebati:

–E eu preciso descansar!

–E eu preciso que cale a boca!

–E você é uma chata!

–E você um idiota!

Ficamos calados por um tempo, meus pulsos doendo, minha cabeça latejando. Ela, entretanto, falou com olhar nos prédios que passavam:

–Estamos parecendo duas crianças. Eu sei o quanto está cansado...

–Tem razão, Sam. Estamos sendo muito infantis. Essa viagem tão perfeita, e a gente estragando de vez em quando.

Esperei ela dizer mais algo. Esperei ela dizer para mim que estava sendo egoísta, gulosa, e outras coisas que ela talvez inventasse e me surpreendesse. Mas em vez disso, a loira voltou-se para mim com aquele olhar controlador e disse secamente:

–Pois é por isso que a gente tem que parar de discutir e comer. Anda, encosta nesse restaurante aí, Fredduccini. Você nem tá tão cansado assim.

Pensei em passar reto pelo restaurante que ela me mandou parar. Mas Sam tinha um jeito de me controlar indefinível, eu não conseguia desobedecê-la. Eu podia estar péssimo, mas se ela estivesse bem, eu estava ótimo. Sem reclamar, estacionei o carro e entramos no tal restaurante que ela tanto queria.

Eu sabia que Sam nem estava com tanta fome assim. Ela fazia aquilo só para me irritar. Por fim, sentamos em uma mesa perto do balcão. O lugar era agradável, com uns lustres no teto, uma música ambiente, e não estava muito lotado. Sam logo começou a olhar o cardápio, enquanto eu ainda analisava o lugar. Supus que a conta seria bem cara, por causa da sofisticação do ambiente e do tipo de pessoas pelas quais era frequentado.

O garçom chegou prontamente para anotar nossos pedidos.

–Duas taças de vinho branco, por favor.

Ele nos olhou, desconfiado:

–Vocês são maiores de idade, certo?

Sam fingiu indignação:

–E você acha, honestamente — e olhou para o nome dele bordado no uniforme-, Pierre, que eu viria ao seu restaurante, perder meu tempo pedindo bebida alcoólica se não fosse? Pode olhar minha identidade se quiser. — ela ofereceu, a expressão desafiadora.

–Não Sam, eu não... — intervi, antes que ela brigasse com o garçom por acusá-la de mentirosa.

–Duas taças de vinho. – ela repetiu severamente, enquanto o garçom apenas revirava os olhos – e uma porção de patinhas de caranguejo. — completou, depois olhou para mim — O que vai querer, nerd?

Tomei o cardápio nas mãos e passei os olhos pela enorme lista.

–Acho que vou querer camarão.

Logo que o garçom se afastou, Sam se debruçou sobre a mesa e quase sussurrou para mim:

–Pensei que estava sem fome.

–Eu estou com fome. Não quanto você. Eu sei me controlar bem.

Ela recostou-se na cadeira com aquele sorriso de desdém.

–Porque pediu duas taças de vinho? Sabe que eu não bebo. – perguntei.

–Ah, Freddie, você é tão certinho. Tem que aprender a topar tudo, sair de vez em quando da linha. Tudo bem, eu sei que não gosta de beber, mas você não ia me deixar beber uma taça de vinho sozinha, né?

Ela tinha razão, eu não iria.

O garçom voltou com o vinho e enquanto nos servia, vi a loira me fitar com o olhar através da minha taça sendo preenchida gradativamente. Quando pensei que ele iria nos deixar a sós, Sam fez mais um pedido, abrindo novamente o cardápio:

–Com licença, será que você poderia adicionar mais um Poulets Cocotte Grand' Mère no meu pedido?

Depois que ele finalmente saiu, fiquei olhando para a cara dela, me perguntando como ela conseguia ter o estômago tão grande.

–Que é que foi, nerd?

–Como você consegue comer tanto? E o que é esse negócio que você acabou de pedir?

–Não sei. Na verdade eu nunca comi isso. Mas aqui diz que é de frango, e como eu amo frango, acho que vou gostar. Se preocupa não, sou eu que vou pagar.

–Eu não estou preocupado com a conta, Sam. Eu estou preocupado é com você. — rebati, irritado.

Peguei minha taça para tomar um gole, tentando me ocupar com algo, antes que começássemos a discutir. Antes que minha boca tocasse a borda da taça, ela falou, levantando a sua, surpreendentemente com um sorriso nos lábios:

–Um brinde as nossas férias.

Levantei minha taça também e nós fizemos um brinde.

Dentro de quinze minutos, as patinhas de caranguejo e o camarão chagaram. Vi as seis patinhas desaparecerem imediatamente, enquanto eu ainda saboreava meu prato. Pouco tempo depois o tal frango que ela pediu também chegou e mais uma vez, a vi devorar um prato inteiro em menos de dez minutos. É, não era a toa que ela me mandou parar pra comer. Pensei que a loira iria parar por aí, mas pediu uma sobremesa, depois mais uma porção de ostras e não resistiu em pedir uma lagosta. Não sei porque fiquei impressionado, mas realmente nunca a vi comer tanto assim.

Finalmente, depois de devorar tudo o que havia pedido, ela se recostou na cadeira, e passando a mão sobre a barriga, falou:

–Nossa. Estou mesmo satisfeita. Tudo aqui é de primeira. O que achou, nub?

–Eu achei que você passou um pouco dos limites. — observei, cautelosamente.

–Ah, para de ser chato! – ela falou, revirando os olhos. – anda, pede a conta aí.

Pedi a conta, que por sinal foi bem grande, como eu havia previsto. Mas não só porque se tratava de um restaurante fino, e sim porque a loira pediu quase o cardápio inteiro. Ela jogou algumas notas em cima da mesa e eu paguei para o garçom. Depois disso, voltamos para o carro. Já eram dez, e nós ainda nem tínhamos achado um hotel para ficar.

Enquanto eu dirigia pela cidade a procura de um hotel, Sam não falou uma só palavra. Em vez disso percebi que ela começava a se contorcer no banco, como se algo a incomodasse. Eu estava mesmo preocupado, por isso indaguei:

–O que você tem?

–Não é nada. – ela falou se revirando mais uma vez no banco, o rosto comprimido em uma careta de dor.

–Como nada? Você está aí se contorcendo toda. Está sentindo alguma coisa?

–Acho que eu exagerei mesmo. — ela confessou, e eu percebi pela pouca luz do carro que ela começava a ficar verde.

–Eu disse para não...

Ela meio gemeu, meio rosnou em frustração, jogando as mãos para o alto:

–Está bem, já sei! Eu escutei tudo o que você disse. Eu não preciso de sermão, preciso de um antiácido e de um banheiro. — e voltou a contorcer-se, os lábios comprimidos em uma linha fina.

–Sam, eu só estou preocupado com você. Não precisa ser tão rude.

Ela ficou um momento calada.

–E nós ainda nem sabemos onde vamos ficar. – lembrei por fim.

Ela abraçou os joelhos, balançando-se para frente e para trás, a mão na barriga e soltando gemidos de vez em quando. Eu sabia que isso acabaria acontecendo. Era a pessoa mais gulosa que eu já conheci. O problema é que tudo que eu falava ou aconselhava ela sempre fazia o contrário só por pirraça. O movimento da cidade parecia ter aumentado, o fluxo de carros se tornou mais intenso. Aflito, dobrei em outra avenida, saindo por fim da principal, na qual trafegávamos desde quando chegamos. Essa outra parte de Los Angeles era mais cheia de prédios e muitas casas noturnas. Estava absorto no trânsito rápido e em meus pensamentos quando a loira se manifestou, falando alto e batendo no painel do Mustang :

–Freddie! Eu vou vomitar! — ela avisou.

Dobrei na primeira esquina que vi a procura de algum bar ou restaurante em que ela pudesse ir ao banheiro. Felizmente, dobrei na rua certa, porque logo a nossa frente havia um letreiro com luzes brancas e vermelhas na forma de uma seta. Logo abaixo estava escrito: Montage Plaza.

Manobrei o carro o mais rápido e acelerei para o hotel que a placa nos indicara. De longe, parecia um lugar bem sofisticado — a arquitetura mediterrânea, estilo colonial espanhol — assim como restaurante em que havíamos jantado. Sam continuava se retorcendo, até que finalmente paramos no estacionamento. Desci do carro, e fui ajudar a loira a descer também, para que fôssemos o mais rápido possível para o quarto. Mas não deu tempo. Sam simplesmente abriu a boca e pôs para fora a lagosta que havia comido no meio fio. Ela segurou-se no meu ombro e continuou a vomitar. Meus tênis foram atingidos, mas incrivelmente não senti nojo como sentiria em qualquer outra situação que envolvesse vômito ou algo do tipo. Estava mais preocupado com ela.

Sam parecia ter perdido as forças depois de colocar tudo aquilo para fora. Afastei seus cabelos do rosto e ela escondeu a cabeça no meu peito, sussurrando fracamente:

–Desculpa por sujar seus lindos tênis, nerd. Eu não pude evitar. — ela parecia realmente sentir muito.

–Relaxa, Sam. Vem, se apoia em mim.

A medida que caminhávamos em direção a entrada do hotel, ela ainda estava muito pálida, mas parecia ir recuperando as forças aos poucos. Quando chegamos a recepção, desabou em um sofá confortável que lá havia. Dirigi-me a recepcionista.

Enquanto ela fazia nosso cadastro, digitando pacientemente em um computador, olhei para trás para ver como Sam estava. Por um momento, pensei que estivesse adormecido, mas ela se mexeu e olhou para mim, com um olhar de exaustão.


Olhei ao redor. Estávamos em um hotel cinco estrelas, um dos mais requisitados de Los Angeles. A decoração era bem rústica. Havia piscina, sauna, salão de jogos, academia, salão de beleza e restaurante, segundo a recepcionista. A diária era um absurdo, mas como se tratava de um lugar de primeira, valeria a pena.

Depois de feito o cadastro, ela chamou um funcionário do hotel para nos levar até o quarto. Mas antes que ele chegasse até ela e pegasse as chaves, Sam pulou do sofá e tomou as chaves das mãos da recepcionista. Olhou no chaveiro e pensou alto:

–Quarto 132. Certo.

Depois disso saiu correndo com as chaves na mão, pelos elevadores e corredores do hotel sem nem saber onde ficava o quarto 132. Pedi desculpas a recepcionista, que olhava chocada o lugar aonde Sam havia desaparecido, e saí atrás dela, gritando seu nome. Sam parecia desesperada, olhando freneticamente as portas dos quartos e soltando gemidos altos, incomodando talvez os outros hóspedes. Eu, entretanto, incomodava mais que a loira, já que gritava seu nome, minha voz ecoando pelo hotel inteiro.

–SAM! SAM! — repeti — O QUE ESTÁ FAZENDO?

–CALA A BOCA, FREDDIE! ESTÁ INCOMODANDO OS HÓSPEDES. – ela respondeu, gritando ainda mais alto, a voz ofegante por causa da correria.

Até que finalmente ela olhou uma porta e olhou para o chaveiro. Percebi que tentava, frustradamente encaixar a chave na fechadura, mas sem sucesso. Venci os últimos metros que nos separava, chegando ofegante perto dela, que xingava por não conseguir abrir a porta.

–Deixa eu tentar abrir!

Ela deu espaço para mim e encostou as costas na parede, passando a mão pelos cabelos loiros um pouco suados por causa do enjoo e da corrida.

–Freddie, acho que eu vou...

Depois de mais uma tentativa, a porta abriu e Sam entrou quarto adentro, ainda no escuro. Escutei outra porta bater dentro do quarto, provavelmente a do banheiro. Tirei a chave da fechadura, acendi as luzes do quarto e também entrei.

Sam ainda vomitava, eu escutava os gemidos dela através da porta do banheiro. Mesmo sabendo que ela não aceitaria, ofereci ajuda, encostando minha testa na porta:

–Sam, você precisa de ajuda?

Um minuto de silêncio. Ela pareceu parar.

–Não, Freddie. Já estou melhor, obrigada. – ela disse, por fim.

Afastei-me da porta e andei pelo quarto. Era enorme, tinha uma cama de casal, uma TV de plasma, e uma varanda. Caminhei para a varanda, aguardando a loira sair do banheiro. Olhei as horas: quinze minutos para a meia noite. A vista do hotel era perfeita, dava para ver Los Angeles quase inteira, com todas as suas luzes e seu constante movimento. Lá embaixo, pessoas desfrutando dos serviços do hotel, no restaurante e na piscina. Olhei para trás e nada da Sam. Nem mais barulho ela fazia. Pelo menos devia estar melhor, já que havia parado de vomitar. Eu a imaginava, através da porta, sentada no chão, com as costas na parede, arrependida por nunca me dar razão e fazer exatamente o contrário do que eu sempre dizia.

Debrucei-me sobre o parapeito e observei o céu. A lua estava cheia e havia poucas nuvens. A brisa do clima de Los Angeles batia no meu rosto, me dando uma sensação de paz e quietude.

Tão de repente, a luz da lua começou a desaparecer. Uma marca escura começou a cobri-la, e eu logo constatei que tratava-se de um eclipse solar. Nunca havia visto um eclipse solar ao vivo, portanto pensei em gravá-lo. Procurei a câmera que Sam havia comprado e não a encontrei. Lembrei que estava na bolsa dela. Fui até a porta do banheiro, que estava silencioso até então e falei:

–Sam! Me dá a câmera, rápido!

O silêncio veio como resposta. Tentei novamente:

–Sam, eu estou precisando da câmera.

–Freddie, você acha mesmo que eu estou com cabeça para isso? – respondeu secamente atrás da porta.

–Mas você nem está usando a câmera. E já disse que estava melhor. — rebati com urgência.

–Ai, mas que merda, Freddie! Eu estou passando mal e você quer saber é de tirar fotos?

–Você não quis minha ajuda, e disse que já estava melhor. — argumentei — E é um eclipse solar. Eu nunca vi um antes, então por favor, me dá a câmera.

–QUE DROGA, FREDDIE! VOCÊ SÓ PENSA EM SI MESMO!

Escutei a porta do banheiro ser destrancada rudemente e me afastei, só por precaução. Assim que ela se abriu, a câmera que Sam havia comprado dias antes voou por cima da minha cabeça e atingiu a parede, espatifando-se e deixando cair a bateria e o cartão de memória. Virei-me para perguntar para a louca porque ela havia feito aquilo. Ela já iria batendo a porta na minha cara, quando eu me precipitei e coloquei um dos pés entre a porta e a parede.Ela tentou fechar a porta com força, esmagando meu pé. Eu, entretanto, ignorei a dor que a loira que causava e empurrei a porta. Ela resistiu, ainda tentando fechá-la.

–Sam, larga essa porta! — ordenei.

–Larga você! Foi você quem começou! — ela fazia força para empurrar com o pé, sentada na parede oposta.

Reuni todas as minhas forças e empurrei com tudo. Sam, no entanto, rolou para trás e soltou a porta, antes que a machucasse. A madeira bateu na parede causando um enorme estrondo. Se antes estávamos incomodando com a gritaria, agora com certeza já queriam nos expulsar do hotel.

Fiquei olhando para Sam, que sentou no chão, cobrindo o rosto. Pensei em gritar com ela, em dizer que a odiava, que ela era estúpida e egoísta. Mas não consegui. Meu pé ainda doía, e eu fui cambaleando ao seu encontro. Abaixei-me diante dela, e retirei carinhosamente suas mãos do rosto. Por que não conseguia ficar com raiva dela? Seria muito mais saudável. Ela olhou para mim:

–Desculpa, Freddie. Eu não sei porque sou assim com você. É que eu estava irritada e você me veio pedir a câmera, então... — ela tentou explicar rapidamente.

–Esquece isso. – foi a minha vez de interrompê-la, como sempre fazia comigo – Você está bem, passou o enjoo?

Ela balançou a cabeça positivamente.

–Certo, então vamos sair daqui.

De novo, ela se apoiou no meu ombro, e eu a ajudei a se levantar e a conduzi até a cama. Como antes, suas forças pareciam sumir. Ela se acomodou melhor, se encolhendo toda, enquanto eu me sentei cuidadosamente do seu lado, acariciando seus cabelos. Instintivamente, Sam puxou meu braço para mais perto dela, e eu deitei também. Ela virou-se para mim, sonolenta, e aninhou-se no meu corpo. Eu a envolvi com os braços e percebi que estava quase adormecida.

Ficamos ali, parados, sem dizer uma só palavra. A um minuto nós queríamos apertar o pescoço um do outro e agora já estávamos daquele jeito. Sorri involuntariamente. Era isso que a tornava especial para mim. Aprendi a amar não só suas qualidades, mas também seus defeitos.

Estiquei meu braço por debaixo da cama, tateando o chão até encontrar o cartão de memória da câmera. Coloquei-o em cima da mesinha de cabeceira e olhei de novo para o céu. O eclipse solar que eu havia começado a perceber minutos antes, ainda acontecia. E eu percebi que não havia jeito melhor de assisti-lo, com Sam nos meus braços.


Notas finais
Mas esses dois brigam, hein? Tsc, tsc, tsc...
QUASE dá pra acreditar que se odeiam u.u
REVIEWS, OK? :)
kkkk, escrevi esse capítulo inspirada em sonho que eu tive. Espero que vcs tenham gostado do capítulo e do meu jeito de escrever. (eu não escrevo tãããão bem como a foda da Ingrid, mas tentei fazer pelo menos parecido) , HévilaChavez.