Highschool Of The Dead - The Last Journey
8 Capítulo 8 - Armadilha dos Mortos
- Como isso é possível?
- Uchida realmente perdeu?
- Quem é aquela mulher?
- Monstro! Ela é um monstro!
Os comentários pela vitória de Saeko em cima de Uchida deixavam todas as pessoas daquele pequeno condado assustadas e agitadas, o controle que Toma tinha por todos era perdido quando Uchida não conseguia mais se levantar daquele chão vermelho em que estivera jogado.
- Bem, agora, acho que deverá cumprir o prometido, não acha? Foi muita presunção sua achar que poderia vencer a Busujima-San. – O olhar de Takashi parecia menos atordoante naquele momento, via uma pequena chance de sair daquele local a salvo.
- Não é possível, algo assim... – Toma estava se contorcendo, até que Uchida, cuspindo sangue com uma expressão abatida, se levantava aos poucos.
- Você ficou forte, não é? – Ele olhava para Saeko sorrindo da mesma maneira de quando os dois se conheceram.
- Você também foi um oponente formidável, Uchida-Kun.
- Hahaha, viu só, ele não cairia tão fácil! Eu esqueci de avisar pra vocês mas, essa luta seria até a morte! Ou seja, ninguém ganha se algum dos dois permanecer vivo, então continuem essa merda de luta de uma vez! – A face de Toma se corrompia com sadismo e a determinação de acabar com aquele grupo, mesmo que no final, tivesse de usar métodos que fossem contra sua conduta natural na frente do seu grupo.
- Então agora tá querendo apelar é!? – Rei já não podia continuar calada, ela ousou se aproximar de Toma mas Takashi a impediu.
- Dê apenas uma olhada, parece que acabou. – O comentário de Komuro era referente á Uchida, que se virava para Toma com uma imensa fúria cobrindo seu rosto.
- Não brinque comigo, seu filho de uma puta. Até agora eu fiz todo possível pra proteger esse bando de vermes, mas agora já chego, eu não vou mais seguir fazendo o que todos vocês pedem, eu viverei por mim mesmo! – As palavras de Uchida pareciam soar violentamente diante de Toma que não se conformava com a atitude do rapaz.
- Acha que pode fazer o que quiser seu canalha? Nós somos um exército! – Subindo em cima de um pequeno palanque exposto naquela arena, Toma falava em voz alta, quase gritando, para que todos pudessem ouvir claramente. – MATEM TODOS ESSES FORASTEIROS MALDITOS! E UCHIDA TAMBÉM! TODOS QUE OUSAM TRAIR NOSSA COMUNIDADE SERÃO JOGADOS AOS MORTOS!
Não precisou nem de mais alguns segundos e uma tropa furiosa de pessoas corria em direção aos quatro no centro da arena, mas antes que pudessem atacar Saeko, Takashi, Rei e Uchida, a multidão era surpreendida por vários zumbis atacando sem escolher suas vítimas.
- Mas que caralho é esse? Quem foi que abriu a maldita cela!? – Um dos seguranças de Toma gritava eufórico ao ver o portão do local onde os mesmos guardavam os monstros com um arrombo enorme, todos eles saíram daquela cela e se atacavam todos que tinham vida ao seu redor.
- Hihihi, até que foi fácil seduzir aqueles dois rapazes pra fazer o trabalho sujo, agora acho que eles terão alguma cobertura pra fugir. – Shizuka sorria colocando o dedo indicador na ponta de seu lábio inferior logo após ter voltado da parte de baixo de onde a multidão estivera, ela usou seu charme feminino para conseguir facilmente liberar os zumbis que eram mantidos presos por Toma, e logo em seguida, voltara para Kouta, Alice e Saya.
- Ei, vejam só, parece que ainda não acabou. – Kouta ficara atento com sua arma em posição ao perceber que seus amigos estavam em apuros.
- Mas que porra, vocês vão mesmo ouvir aquele maníaco? – Rei segurava um pequeno bastão pontiagudo em suas mãos ao lado de Takashi, que por sua vez, só tinha a espada de madeira que Uchida usava como suporte para se defender.
- Vocês não vão passar daqui seus merdas, serão usados como nossos escravos, vão trabalhar pra gente até morrer! – Um dos aldeões daquela insana vila apontava uma metralhadora HS na direção dos jovens que se sentiam acuados e sem saída.
- Na verdade, vocês é que vão trabalhar, mas, pros zumbis, sabe. – Uchida aparecia na frente dos dois e cortava três pessoas de uma só vez usando uma espada que havia herdado de sua família e assim como Saeko, sempre levara em sua cintura.
- Uchida-San, temos que sair por aquele lado, eu vou criar uma abertura e. – Antes que Saeko pudesse completar sua frase, Uchida rasgava mais duas pessoas em fatias e coberto com sangue, se aproximava da garota.
- Não, Saeko-Dono, você e seus amigos é que vão.
Naquele momento Saeko se lembrou de como toda aquela confusão em seu dojo terminou. Depois de conhecer Uchida, Saeko teve a certeza de honrar seu próprio estilo de vida. Seu pai passou a lhe respeitar e houve severas mudanças no templo dos Busujima. Saeko fora dada como sucessora daquele antigo clã e levava consigo o orgulho dos samurais que fora passado de geração em geração. Estava grata pelas lutas com Uchida onde, na primeira, adquiriu sua honra, e na segunda, recuperou-a.
- Você pode bem vir conosco! Sabe disso! – Saeko olhava para Takashi e Rei que faziam uma expressão de confirmação enquanto mais pessoas avançavam e os zumbis chegavam mais perto dos mesmos.
- Infelizmente, tem algo que ainda preciso fazer aqui. – Se virando rapidamente com seus instintos, o garoto cortava a cabeça de um zumbi que chegava por suas costas e logo voltara em sua posição como se nada tivesse acontecido. – Agora vocês precisam ir, seus amigos estão te esperando. – De cima da pequena colina, Kouta e Saya atiravam nos zumbis que tentavam se aproximar dos quatro, enquanto Shizuka preparava o pequeno barco no qual chegaram àquela ilha.
- Apenas... obrigada, Uchida-San. Tenha certeza de sobreviver pra nos enfrentarmos mais uma vez, ok? – Batendo sua katana contra a do garoto, em um gesto de amizade, Saeko se despedia e jurava para si mesma nunca perder o controle, mas ainda havia algo que ele não podia simplesmente ignorar.
-
No navio, as coisas pareciam calmas depois da partida dos jovens. Com as ordens de Rika, o capitão ancorou a navegação e estavam sob ordens de esperar os jovens por pelo menos duas horas, se eles não voltassem nesse período estabelecido, eles partiriam novamente.
- Isso é uma puta besteira, eles saíram porque quiseram! Aquela ruivinha desgraçada é que teve culpa, agora nós ficamos aqui no meio do nada? Vá se ferrar! – Um dos viajantes do navio, membro de uma pequena guerrilha de Tóquio, parecia descontente com o parecer de Rika, mas logo, Miyamoto aparecia para controlar a situação.
- Quem você chamou de ruivinha desgraçada hein? – Miyamoto dava uma rasteira no rapaz deixando-o de boca no chão. – Escutem aqui seus putos, se não fosse pela Rika ninguém estaria em segurança aqui nessa merda de navio. Então vamos esperar até o prazo, tenho certeza de que eles voltarão!
Na parte inferior do navio, um casal de amantes fazia amor em uma das partes isoladas de um galpão que servia para guardar materiais de limpeza e outras coisas sem tanta utilidade no navio.
- Como você é forte Hiku, acaba logo comigo. – A garota era mantida pressionada contra um armário, sendo jogada brutalmente enquanto Hiku, estudante de engenharia que conseguira sair da cidade juntamente de sua mãe, uma enfermeira escolhida por Howard, a penetrava sem medir esforços.
- Não aguento mais, eu quero acabar com você todinha. – O rapaz segurava Shizuru, uma jovem de 23 anos que acabara de fazer intercâmbio no Canadá e estivera no navio por ser uma das filhas do chefe do porto de onde a embarcação saíra, enquanto esta apenas fechava seus olhos e segurava os ombros de Hiku fortemente, seus lábios pediam por mais, mas um pequeno ruído que fora ouvido pelos dois naqueles arredores estragava o clímax do prazer de ambos.
- Merda, será que alguém nos ouviu? – Hiku soltava Shizuru rapidamente, sem nem se preocupar com a mesma, deixando-a cair no chão.
- Você é idiota!? Não tem ninguém aí! Todos estão lá em cima preocupados com aquelas crianças, se você broxou não invente histórias. – A menina parecia furiosa, ela pegava suas roupas e começava a se trocar quando também ouvia algo suspeito.
- Hiku...
- Você também ouviu agora, né? Essa merda parece vir daquela porta. – Hiku apontava em questão para uma enorme porta reforçada com ferro e algumas vigas de metal, parecia de início uma saída de emergência, mas logo ele descobrira que era algo bem pior. Os dois se aproximaram de onde o barulho estava vindo e encostando suas orelhas mais próximas da porta, ouviram barulho de carne sendo rasgada.
- Isso é brincadeira, né? Você ouviu Hiku-Kun? Tem alguém aí dentro! – Hiku ficou nervoso por conta da garota ter falado de maneira alta.
- Cala a boca droga. Isso é suspeito demais, não temos outra opção. – Ele começava a girar o suporte que mantinha a porta fechada usando toda sua força.
- Você bebeu é? O que acha que tem aí dentro? – Shizuru se afastava rapidamente daquele local apenas fitando seu amante.
- Vamos descobrir quando abrirmos. – O sorriso de Hiku era evidente naquele momento, ele parecia empolgado ao girar aquela enorme roda enquanto a porta enferrujada ia se abrindo.
- Não brinca...- Hiku caía no chão sem reação alguma.
- Viu o que você fez seu viado!?
Haviam vários zumbis comendo restos de uma ser humano que fora jogado dentro daquele compartimento junto com uma dúzia de criaturas, aparentemente, mas ao fundo, a situação parecia ainda pior, dando uma rápida olhada ao se levantar, Hiku percebia que o local era bem amplo por dentro, e não deixando de analisar nem um canto, toda sua extensão era coberta por comedores famintos.
- Corre Shizuru! – Segurando a mão da jovem, Hiku subia as escadas que dava para longe dali.
Perto da cabine do capitão, restavam apenas trinta minutos da espera submetida na qual o capitão estava ‘forçado’ a esperar pelos jovens, Rika, Miyamoto e alguns rapazes discutiam fervorosamente sobre o assunto, mas eram abortados por Hiku e Shizuru que chegavam com o coração em suas bocas.
- Caramba rapazes, vocês... – Rika olhava para Hiku e via que o mesmo estava totalmente despido de suas roupas.
- Se assustaram com alguma coisa no meio da transa? Ou precisam de camisinha? Poxa vida, é sempre ruim jovens como vocês andarem sem preservativo! – Rika era sarcástica mas tal atitude era interrompida por um grito que viera de algumas cabines logo à frente dali.
- Não precisam de preservativo, né? – Rapidamente, Hiku explicava tudo que tinha acontecido, e era culpado por todos, mas logo absorvido.
- A culpa não foi dele, não a culpa total, é claro. O que fica no ar, é: Quem diabos colocaria zumbis no navio? – Miyamoto logo pegava sua arma na cintura, não se conformando com a situação.
- Não há com o que se preocupar, não devem ser muitos, peguem suas armas homens. – Rika ordenava para que seus soldados ficassem em posição, mas era surpreendida pela revelação de Jouchi que aparecia frente à todos ofegante e com a expressão atormentadora.
- Isso é um absurdo, um absurdo total! Hahahaha.- O desespero do senhor era seguido com sua esquizofrenia aparente, encarada por todos como uma doença pior que a dos mortos que andavam ali.
- Você viu eles? Onde estão? – Rika se aproximava do rapaz que se sentava no chão acendendo um cigarro.
- Por quê tá segurando essa merda de arma? Vai conseguir, por acaso, com esses seus soldadinhos de araque, lidarem com mais de 50 monstros é? – O numeral dito por Jouchi espantava Rika e todos naquele local de maneira com que duvidassem da informação.
- Ei maluco, você tá zuando com minha cara né? – Um rapaz com o sotaque de Odaiba se dirigia até Jouchi, pegava uma pequena lanterna em sua bolsa e se dirigia na direção de onde este primeiro havia chegado.
- Maldição, acho que já era pra gente. – O rapaz mirava a luz de sua lanterna para o salão principal daquele navio onde reuniões importantes e jantares aconteciam, mas o lugar que era antes repleto de mesas e cadeiras, agora, era infestado por zumbis que rugiam e procuravam carne fresca para saciarem sua fome, um número tão grande deles que mal podia ser contado.
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